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Como Tratar a Fibromialgia- Estudo de Caso

fibromialgiaARTIGOS DE PESQUISA

Fibromialgia: uma abordagem psicológica*

Fibromyalgia: a psychological approach

Cláudia Pietrângelo LimaI,**; Cristina Vilela de CarvalhoII,***

RESUMO

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculoesqueléticas difusas e pela presença de pontos dolorosos em determinadas regiões do corpo. Seu diagnóstico é clínico, não havendo alterações laboratoriais específicas. Este trabalho é um estudo de caso com uma paciente atendida na rede pública, de 43 anos, encaminhada pelo médico com diagnóstico de fibromialgia. Buscou-se, através do estudo, analisar as contribuições que a psicologia, por meio da psicoterapia breve, pode oferecer ao portador da síndrome da fibromialgia. Verificou-se que o processo psicoterapêutico pôde contribuir em alguns aspectos para o desenvolvimento psíquico da paciente, promovendo a sua identidade como uma pessoa integral, abrindo outras possibilidades além da doença para sua vida e ajudando-a na melhora e no controle das dores da fibromialgia.

Palavras-chave: Fibromialgia, Psicossomática, Psicoterapia,psicanálise


 

Resultados e discussão

Nas primeiras sessões, Nair mostrou-se com poucos recursos psíquicos, com um ego frágil e muito dependente de sua família e das pessoas a seu redor, por causa da enfermidade, das dores que sentia, e por passar ‘nervoso’ com ‘notícia boa’ ou ‘notícia ruim’. Mobilizava toda a família ao redor de si e tentava mobilizar a terapeuta também, através da transferência, para sua condição de enferma, colocando-se em uma posição de dependência em relação às outras pessoas.

A paciente procurara o atendimento psicológico através de um encaminhamento médico, e na primeira sessão abriu sua bolsa e entregou à terapeuta as caixas dos remédios que tomava. De acordo com Santos Filho (1994), a maioria dos pacientes psicossomáticos procura a terapia apenas por encaminhamento médico. Eles trazem para a sessão exames e indicações clínicas como uma forma de ter algo concreto, objetivo, e não algo a ser descoberto.

Nair disse acreditar que a terapeuta iria encaminhá-la para o hospital do câncer, devido às dores que sentia, e que fosse pedir exames para ela. Foi necessário explicar-lhe, também, por ser a primeira vez em que ia a uma psicóloga, a diferença entre o médico e a psicóloga. Esclareceu-se que a terapeuta não lhe pediria exames nem receitaria remédios, pois essa era função do médico. Ali era um espaço para falar sobre ela, sobre o que sentia, pensava, sobre as coisas que a incomodavam e a faziam sofrer, ficar nervosa; sobre suas dificuldades, bem como sobre as coisas que a deixavam bem.

Trabalhou-se com a paciente a reconstituição dos acontecimentos, das datas, de sua história de vida, com os sintomas somáticos que relatava, relacionados à fibromialgia. Houve respeito pelo ritmo de Nair com a terapia, trabalhando-se a sua angústia quanto ao processo psicoterapêutico, pois para ela a terapia poderia aumentar suas dores, como a fisioterapia que fizera e abandonara. Nair, indiretamente, pedia que a terapeuta fosse devagar, pois não suportava coisas ‘boas’ nem ‘ruins’, passava mal, e tudo tinha que ser do jeito dela.

É característica do paciente psicossomático a dificuldade para nomear seus sentimentos, o que os autores denominam alexitimia. Segundo Zimerman (2001), o paciente somatizador, ao não conseguir ler suas emoções, expressa-as pelo corpo. Nair, sempre que algo acontecia, bom ou ruim, somatizava-o, por não conseguir pensar suas emoções.

Realizou-se com a paciente, a cada sessão, o processo de indagar, investigar o que havia acontecido na semana com ela, após relatar seus sintomas, como passar mal, ter tontura, dor na nuca, dificuldade para dormir, ânsia de vômito, dores nos braços e pernas. Fazia-se uma confrontação com os acontecimentos, para levá-la a pensar e a falar sobre seus sentimentos relacionados aos fatos acontecidos com ela.

No final da segunda sessão, Nair disse que tinha “muita coisa na cabeça”. A terapeuta falou que era importante ela poder falar sobre todas as coisas que deixavam sua cabeça cheia. Na quarta sessão, a paciente falou que estava com a cabeça menos ‘pesada’ e que conversar com a psicóloga a ajudava a não ficar com um ‘boi’ na cabeça. Verificou-se a ligação de suas dores de cabeça e tonturas fortes com as emoções, os afetos, seus sofrimentos que não podiam ser pensados, falados, e assim eram expressos pelo corpo. A terapia começou a ajudá-la a metabolizá-los.

Ao longo do processo psicoterapêutico, foram se evidenciando sua dependência e a necessidade de ser cuidada pelos outros, bem como a sua falta de reconhecimento das necessidades do outro, mostrando aspectos narcísicos muito fortes.

A paciente reclamava de ter televisão em casa, pelo fato de o marido e os filhos ficarem assistindo aos programas e não darem ‘atenção’ a ela. Por causa de sua religião, alegava não gostar de televisão. Dizia ao marido que ele deveria escolher entre a televisão e ela. Reclamava que por causa da televisão os filhos não a ajudavam a se lembrar da comida no fogo.

Os assinalamentos, clarificações, confrontações e interpretações aconteceram, procurando mostrar a Nair que os filhos e o marido também tinham suas necessidades, suas vontades – que eram diferentes das dela, porque as pessoas são diferentes. Falou-se que os filhos não podiam ficar o tempo todo ao lado dela e que ela tinha condições de fazer sozinha coisas como cuidar da comida, pois demonstrava se lembrar de muitas coisas ao relatar os acontecimentos em sua vida desde a infância. A terapeuta disse que os filhos tinham interesses de acordo com a idade deles, que precisavam do espaço deles, e que Nair poderia fazer coisas de que gostasse enquanto eles assistissem televisão.

Realizou-se um trabalho de fortalecimento egóico com a paciente, mostrando-lhe suas capacidades e conquistas, o que construíra em sua vida. Construíra seu casamento, cuidara do sogro doente, criara seus filhos, ia para Curitiba sozinha fazer seus tratamentos de saúde, assim como vinha sozinha para as sessões de terapia.

Na relação com o marido, Nair se apresentava mais como uma filha do que como esposa, uma mulher adulta, e via nele mais um cuidador do que um homem, e um cuidador que tinha que lhe prover tudo. Por ele não conseguir lhe prover tudo, brigava muito com ele.

Coelho (2001) coloca que na estrutura da personalidade do doente crônico observam-se tendências à regressão e à passividade, deixando este de ser agente no processo de tratamento e delegando essa função a outros. Também se faz presente a dependência excessiva, necessitando do cuidado de outros, à semelhança da dependência vivida no início da vida.

A paciente relatou, na sexta sessão, ter um ‘sentimento’ que não iria conseguir curar. A terapeuta lhe perguntou de que era esse ‘sentimento’. Nair disse que era o ‘sentimento’ de querer ter tudo. Contou que queria uma máquina de lavar que fizesse tudo, mas o marido não tinha dinheiro, mostrando até o seu holerite a ela. A terapeuta trabalhou com ela explicando que não poderia dar conta dos seus desejos, mas a terapia a ajudaria a pensar em como se sentia ao não ter esses desejos atendidos, o que ela poderia fazer com isso. Também argumentou que o marido não podia lhe dar tudo e que ele tinha os desejos dele, vontade de ter as coisas; disse que não é possível ter tudo o que se quer.

A partir do processo psicoterapêutico, Nair foi promovendo algumas mudanças em suas relações objetais, percebendo o outro como um outro diferente dela, com suas próprias necessidades, e notando que ela mesma poderia buscar, segundo suas possibilidades, a satisfação das suas necessidades, e cuidar de si mesma.

Nair cuidava da sobrinha o dia inteiro e recebia vinte, trinta reais, quando a irmã pagava, porque muitas vezes não o fazia. O marido reclamava que ela não melhorava de sua enfermidade por causa da sobrinha, e que era por isso que tinha que gastar tanto com remédio na farmácia. A paciente disse que era cansativo para ela cuidar, mas que não podia colocar a sobrinha na rua, como se não houvesse outras opções, como a creche. Através do trabalho psicoterapêutico, a paciente assumiu que gostava de cuidar da sobrinha, que era uma ‘toterapia’ (terapia) para ela, pois lhe distraía a cabeça, fazia-lhe bem. Disse que só não podia cuidar de várias crianças ao mesmo tempo. A terapeuta falou que ela tinha suas limitações por causa da fibromialgia, mas que ser babá era a sua profissão, o seu trabalho, e que ser babá era como qualquer outro trabalho e que tinha que receber por isso.

Nair contou em outra sessão ter conversado com sua irmã e definido com ela um valor fixo por mês para cuidar de sua sobrinha. Verificou-se que a terapia contribuiu para o resgate de sua identidade profissional, enquanto uma pessoa que pode produzir, apesar da enfermidade. Viu-se que a paciente tinha ganhos secundários com a doença, mas muitas perdas também, pois não podia se impor à irmã como profissional, cobrar pelo seu trabalho, valorizar-se como profissional e como pessoa, o que significaria dar conta de si mesma, não precisar tanto do cuidado e da atenção das pessoas.

A paciente supunha haver pessoas – como os seus vizinhos – que achavam que sua enfermidade era mentira, que ela não tinha nada. O marido também sempre reclamava que ela não ‘sarava’ da doença e que precisava gastar muito com remédio na farmácia. Trabalhou-se na transferência com a paciente, que também poderia pensar se lhe era possível confiar na terapeuta, se esta não iria julgá-la, desconfiar do que sentia, das suas dores, de sua enfermidade, e se a compreenderia, a entenderia em suas dores. A terapeuta lhe disse que entendia como é difícil para ela, que entendia que sua enfermidade era real, que suas dores eram reais e que tinha suas dificuldades e limitações por causa da doença, mas que ali com a terapeuta poderia ver outras possibilidades para sua vida.

A paciente, no meio do processo psicoterapêutico, começou a fazer caminhadas constantes, todos os dias, com uma vizinha. Antes só ficava dentro de casa, saía apenas para ir à igreja, não fazia nenhum exercício físico. Também começou a consultar uma médica reumatologista, a qual passou a acompanhá-la no tratamento da fibromialgia.

Trabalhou-se com a paciente a capacidade de lidar não apenas com emoções ruins, mas também com emoções boas. D’alvia (1994) diz que muitas sensações corporais nos pacientes psicossomáticos não têm uma contenção psíquica e seguem a via da descarga corporal, não havendo um registro adequado de percepções referentes a experiências prazerosas.

Viu-se que Nair não tinha momentos prazerosos, não se permitia ter esses momentos. A terapeuta trabalhou no sentido de que a paciente poderia ser vista de outro jeito que não como doente, e que poderia ficar alegre, bem – mesmo com sua enfermidade; sair, passear, fazer caminhadas. Nair relatou que comprara um CD da igreja e passara a cantar, e recolhia a roupa do varal cantando. Na décima sexta sessão, a paciente contou que naquela semana tinha feito aniversário, que ficara “contente”, recebera os parabéns do marido e dos filhos, não passara mal. Falou dos presentes que recebera.

Ao final do processo psicoterapêutico, Nair demonstrou bons recursos egóicos, como linguagem, pensamento, memória, capacidade para insight e simbolização, o que era muito diferente do início do atendimento, quando se apresentara como uma pessoa muito frágil, muito enferma, dependente de todos e com poucos recursos psíquicos. A paciente se permitiu construir junto com a terapeuta uma relação que lhe possibilitou deixar que seus recursos aparecessem, que pensasse em sua vida e mudasse sua relação com a doença e com as pessoas, com o marido, com os filhos, com a irmã. Nair trabalhou aspectos de resgate de sua identidade, de sua condição de mulher adulta e capaz de se responsabilizar por sua vida e pelo tratamento da fibromialgia. Pôde-se ver como uma pessoa integral, e não como enferma, doente.

Sobre a relação com os filhos, Nair contou que o mais novo estava com problemas na escola, que ele só fazia as tarefas se ela mandasse e ficasse junto dele, mesmo ela não sabendo ajudá-lo. Nair disse ter-lhe falado que tinha que estudar sozinho, que ela não podia ficar com ele todo o dia na sala de aula mandando-o estudar, ‘igual sua mãe que achava que vocês tinham que ficar o tempo todo atrás de mim, e vocês não podem’. Disse a ele ter aprendido com a psicóloga que eles tinham que brincar, sair, ter o espaço deles.

Na décima nona sessão Nair disse ter ido à escola do filho conversar com a professora dele, e esta lhe contara que ele estava estudando, não ficava mais chorando, mudara muito. Falou que a terapia fazia bem a ela e à sua família, pois aprendera a conversar, a ter diálogo. Agora, na hora do almoço, pergunta aos filhos como foram na escola.

Sobre a filha, que é quatro anos mais velha que o irmão, Nair contou que ela a ajudava muito no serviço de casa e trabalhava como diarista aos sábados. Falou que a filha estava querendo entregar currículo para ganhar mais, mas se preocupava com a mãe. Nair disse a ela que entregasse, sim, o currículo, e não se preocupasse com ela, pois ficaria contente se ela arrumasse um emprego. A paciente, estando com recursos para cuidar de si, pôde dizer à filha que estava bem, que iria ficar bem.

Quanto ao marido, Nair relatou que eles haviam passado a ficar mais juntos, conversavam, e ela lhe deixava assistir televisão. Falou que ‘o marido lembrou que tem esposa e a esposa lembrou que tem marido’. Disse que ele não compreendia sua doença e ela não compreendia as necessidades dele, e hoje ele a compreende, e quando não pode acompanhá-la ao médico, pergunta como foi lá.

A paciente, ao final do processo, não apresentava, no período da menstruação, dor no peito nem distúrbios do sono. Relatou sentir diferença quando caminhava e quando não caminhava. Falou que quando não faz caminhada os nervos da perna parece que ‘encurtam’, que não pode ficar só dentro de casa, parada. Trabalhou-se com a paciente a importância da manutenção da caminhada para a fibromialgia, importância que ela mesma percebe. Nair também relatou estar dormindo bem, e que assim fica mais disposta durante o dia para fazer suas coisas. Percebe que a caminhada a ajuda a durmir bem, pois antes, mesmo tomando seus calmantes, não dormia bem.

Nair falou, na décima nona sessão, que atualmente sua dor é ‘livre, leve, controlada’, e antes era “uma dor que se entregava, ficava frouxa, não fazia nada”. Disse que antes não fazia nada, só ficava dentro de casa, deitada, com dor de cabeça que não passava nem com remédio, nervosa e brigando com todos, e hoje costura, prega botão nas roupas do marido e dos filhos, lava louça, coisas que hoje consegue fazer e antes não fazia. De acordo com Angelotti (2001), pessoas relativamente inativas são especialmente vulneráveis à experiência dolorosa, por não terem mais com que ocupar a atenção a não ser concentrar-se na dor.

Na vigésima sessão, Nair contou que sua cunhada que estava com câncer falecera (irmã de seu marido), e que chorou, ficou ‘sentida’, triste, mas não passou mal, e pôde participar do velório e do enterro ao lado do marido. Disse que um apoiou o outro e que se fosse antes nem conseguiria ir ao velório.

O processo psicoterapêutico foi encerrado com Nair, destacando-se que todas essas conquistas e mudanças em sua vida foram possíveis pelos recursos que possuía e que ela permitiu que fossem descobertos na terapia, através da relação com a terapeuta. Colocou-se que esses recursos permaneceriam com ela após o encerramento do atendimento, e também que existiam muitas possibilidades em sua vida além da fibromialgia, e que esta poderia manter-se controlada, mesmo que sentisse algumas dores.

Referências

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 liberdade

                                                                              QUERO SABER SUA OPINIÃO

Quem sabe um dia não fazemos uma convenção dos caminhoneiros que gostam de andar de bicicleta?

Porque também sou daqueles que vieram de caminhão. E andaram pela vida transformando os sonhos em tarefas pesadas. Cada objetivo que me impunha era como uma carga a ser levada a seu destino. Vendo as coisas desse modo, é claro que os revezes do caminho causavam muito mais sofrimento e desespero. E, o pior: a quase incapacidade de curtir a paisagem, sentir o vento soprando no rosto quando tudo ia bem.

Felizmente, depois de muitas dificuldades, já faz uns oito anos, percebi que a carga já tinha sido entregue, e me permiti o sofrimento de admitir que não tinha chegado ao paraíso que imaginava. Na realidade, a vida que eu tanto quis parecia não ter qualquer sentido. Com o caminhão ao lado, parado e vazio, resolvi que não era o caso de inventar mais um carreto. Eu precisava urgentemente  de um novo olhar sobre a vida.

E foi viajando para dentro de mim (com a ajuda dos livros) que descobri que o mais importante, inclusive para a minha felicidade, não era o que a vida podia me dar, mas o que eu poderia oferecer à vida diariamente. Este blog é um apanhado das minhas descobertas e uma homenagem aos meus guias de viagem: poetas, escritores, jornalistas, psicólogos, filósofos, religiosos e compositores inspirados. Se tem uma frase, dentre as tantas que me encantaram, que  melhor sintetiza este novo olhar sobre a vida, a frase é:A vida é perto.

Agora estou aqui, ainda nesta busca, ainda caminhoneiro. Mas também passeio de bicicleta lentamente: reparo no que está ao meu lado, no mar da vida, infinitamente triste e belo porque transitório, frágil e defeituoso como eu. Como escreveu Manuel Bandeira:

Todas as manhãs o aeroporto em frente me dá lições de partir.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A arte de ser leve, de Leila Ferreira

Obrigado, Leila, pela sua palestra e pelo seu livro, que me foi presenteado por colegas de trabalho (gentileza).

Um pouco sobre o livro

A arte de ser leve é uma grande reportagem. A jornalista Leila Ferreira foi a campo conhecer pessoas que, apesar das tristezas vividas, conseguem, de um jeito ou de outro, viver melhor. Conversou também com profissionais (psicólogos, filósofos, educadores, historiadores) que lidam com a questão da felicidade.

Não se trata do conceito popular de felicidade – um prazer constante que só existe nos comerciais e nos sorrisos posados. O livro investiga o que chama de felicidade modesta, ou leveza. A felicidade que convive com as tristezas e sofrimentos da vida. A felicidade que não pode ser buscada diretamente, mas pode vir como efeito colateral do empenho em dar à vida um significado pessoal.

Leila Ferreira examina os comportamentos que, hoje, nos têm desviado do caminho de uma vida mais leve. Vivemos com muita pressa, numa busca frenética por sucesso, produtos e atividades que parecem não ter significado. Os outros viraram meios ou obstáculos que bajulamos ou atropelamos de acordo com a ocasião. Nessa correria, esquecemos o mandamento mais básico que vem sendo ensinado desde o início da história humana pelos sábios – a regra de ouro: amar o próximo como a si mesmo; ou tratar o outro como você gostaria de ser tratado. A arte de ser leve é dividido em capítulos que refletem sobre as atitudes que podem nos fazer retomar o velho, e sempre novo, caminho em direção ao próximo: Gentileza, Bom humor, Descomplicação, Desaceleração, e Convivência.

Um dos méritos do livro é entremear as considerações teóricas sobre a busca do bem viver com a experiência de vida de pessoas bem diferentes que descobriram cada uma seu caminho para a leveza:

Mais leve que meu tio e dona Dalcy, só mesmo Sá Luíza, benzedeira do Vale do Jequitinhonha, que estava com 106 anos quando a entrevistei. Pobre, saúde frágil, encolhida pelo tempo e por tudo que enfrentou ao longo de mais de um século, Sá Luíza, quando questionada do que gostava na vida, respondeu: “Da vida eu rapo é tudo!”. Depois de me contar como foi a única história de amor que viveu, e que a fez sofrer muito, suspirou e arrematou: “Ô, vida rica, minha fia!”

Em entrevista à revista Época, o historiador americano Darrin McMahon, autor deFelicidade: uma história, disse que tentar ser feliz é como deitar na cama e dizer: preciso dormir porque tenho um compromisso amanhã. “Nunca funciona. Talvez a melhor forma de ser feliz seja colocar o foco em outra coisa. Fazer algo de que você goste muito, dedicar-se à família, a um hobby, ao grupo à sua volta. Fazendo isso, a felicidade talvez venha indiretamente.”

Leia abaixo outros trechos do livro:


Achar que gentileza é supérfluo é miopia. Gentileza é qualidade de vida. Por um motivo simples: a vida é feita de relacionamentos. Vive melhor quem tem competência para se relacionar e faz parte dessa competência tratar o outro com civilidade e respeito.

O estresse acabou virando uma espécie de desculpa universal para comportamentos injustificáveis. Uma pessoa deixa de responder ao nosso “bom-dia” e depois diz simplesmente que estava estressada. Um chefe maltrata seus funcionários e acha esse comportamento natural porque tem andado estressado. Isso significa o quê? Que estamos perdendo o controle de nossas vidas?

Responder a uma grosseria com outra é falta de imaginação e geralmente nos arrependemos depois. O que não quer dizer que devemos fazer papel de bobo ou de capacho. É importante sabermos nos impor e nos fazer respeitar, mas isso jamais equivale a sermos grosseiros.

Em grande medida, a vida é o resultado de nossos relacionamentos. Temos que aprender a deixar o “eu” um pouco de lado para conviver com mais generosidade, mais consideração, mais delicadeza.

Denise [Fraga, atriz] acredita que andamos na defesa, com medo de sermos (ou agirmos como) pessoas gentis e generosas: “Dizer que uma pessoa é boa é quase uma ofensa. Boazinha, então, é pejorativo. Com isso, acabamos sendo piores do que poderíamos ser… É aquela história de você não dar a mão por medo de perder o braço, ou a síndrome do ‘vai que…’ ou ‘melhor não…’, ‘melhor não confiar, vai que…'”. A atriz afirma que, cotidianamente, ensina a seus filhos que “ser legal é legal”. Algo que coincide com a visão de P.M. Forni, e que Denise defende como gentileza firme: você consegue se fazer respeitar, e tem, ao mesmo tempo, um comportamento educado. Ao lamentar que tanta gente desconfie da gentileza e não veja o prazer que dá ser gentil, Denise atribui grande parte da falta de civilidade ao que chama de culto exagerado do indivíduo: “Tudo louva o ego. A publicidade, os discursos, as informações que nos chegam cultuam o ‘eu’. Mas o indivíduo existe no coletivo”.

Às vezes uma ou duas palavras de cortesia são suficientes para deixar o nosso entorno mais agradável. “Por favor” pode definir o tom de um diálogo. O problema é que o vocabulário da delicadeza tem encolhido. O filósofo paulista Renato Janine Ribeiro lamenta que as pessoas usem cada vez menos expressões como “por favor” e “obrigado”. E estranha a substituição do “obrigado” por “valeu”. “Dizer ‘obrigado’ significa que você se sente com obrigação em face da pessoa que lhe prestou um favor – isto é, ela fez algo que não tinha obrigação de fazer. Diante de uma dádiva, você afirma qeu se sente seu devedor e que procurará retribuir o presente – geralmente algo imaterial, sutil, como deixá-la passar à sua frente. Mas, quando você responde ‘valeu’, as coisas se invertem. Você diz ao outro que ele, o doador gratuito, cumpriu a obrigação, isto é, que o ato dele teve valor, mas nada mais além disso.”

Descomplicar, na minha modestíssima opinião, passa por aí, por uma aposentadoria compulsória desse conceito de que “o melhor” é sempre melhor. Melhor para quem? Melhor por quê?
Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do melhor computador, do melhor carro, do melhor emprego, da melhor dieta, da melhor operadora de celular, dos melhores tênis, da melhor mulher, do melhor homem, do melhor vinho. Bom é pouco. O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros para trás e nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com “o melhor”. Isso até que outro melhor apareça – e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer. Novas marcas surgem a todo instante. Novas possibilidades também. E o que era o melhor de repente parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.

Diante da transitoriedade de tudo, complicar a vida é, no mínimo, falta de inteligência. E era exatamente disto que falava Mario Sergio Cortella em nossa conversa: da vida vivida com mais leveza e simplicidade.
“Vida leve não é vida fácil nem superficial. É vida simples”, disse. “E simples não quer dizer pequeno, banal ou simplório. Simples é aquilo que é menos desgastante, que não esgota nossa energia. Posso ter uma vida simples em São Paulo, em Nova York ou na Ilha do Mel, assim como posso ter uma vida complicada em Caxambu, na Ilha do Mel ou em São Paulo.” Pergunto por que tem sido tão difícil viver com simplicidade. Quais têm sido os fatores de complicação? O filósofo acredita que o primeiro deles é a falta de sentido: muitas vezes não sabemos por que ou para que fazemos o que estamos fazendo.A possibilidade de ficarmos mais próximos daquilo que desejamos parece ser um dos alicerces na construção de uma vida mais simples. Quando converso com o escritor e jornalista carioca Márcio Vassalo – que escreve e vive com leveza – sobre o exercício da descomplicação, ele põe alguns “mais” e alguns “menos” na balança. Acha que precisamos ficar “menos obcecados pelo sucesso pessoal e de nossos filhos, menos presos ao passado e ao futuro, menos irritados, menos raivosos, menos ressentidos. Mas precisamos aproveitar mais o nosso tempo e reparar mais profundamente em nossos amores, nas pessoas à nossa volta, em nossos desejos essenciais”.Segundo o autor de Devagar [Carl Honoré], estamos vivendo na era da raiva, graças à velocidade. A pressa e a obsessão com a ideia de economizar tempo nos deixam furiosos quando alguém se interpõe em nosso caminho e atrapalha nosso ritmo. Isso pode acontecer nas estradas, na academia de ginástica, nas férias – ou até nos mosteiros budistas, atrevo-me a acrescentar. Estamos cada vez mais impacientes, porque não podemos perder tempo. E, além de não suportarmos pessoas lentas, computadores lentos ou o motorista a nossa frente que reduziu a velocidade porque está procurando o nome da rua, estamos perdendo dois hábitos saudáveis. Um deles é ficar sem fazer nada – o dolce far niente dos italianos. Ficar à toa, sem qualquer aparelho eletrônico nas mãos, deixando o corpo e a cabeça descansar é coisa que rarissimamente se faz hoje. [Essa pressa, somada à obsessão pelo melhor, também está nos deixando impacientes e irritados com nós mesmos, com nossas limitações, com o ritmo necessário para qualquer realização, para qualquer caminhada.]
Faça a experiência: pegue um álbum de fotos antigas, aquelas de avós e bisavós, observe bem e depois diga quantas pessoas sorridentes você encontrou ali. Uma? Nenhuma? Pois é. A época do “Say Cheese” ou “Fala X” é mais recente do que se pensa. A do “Sorria, você está sendo filmado”, mais ainda. Hoje, raramente alguém que pose para uma foto assume uma expressão de seriedade ou de tristeza. Sorria para a câmera, o fotógrafo ou cineasta nos diz. E nós, diligentemente, obedecemos.
Em seu livro Happiness is a serious problem ( A felicidade é um problema sério), o americano Dennis Prager afirma que nos sentimos obrigados a demonstrar que estamos felizes, nas fotos ou fora delas, e essa demonstração coletiva de “felicidade” faz as pessoas tirarem conclusões erradas. Acham que todos estão felizes de fato e se julgam piores do que o restante da humanidade porque não conseguem sentir aquela felicidade toda. A grama do vizinho é sempre mais verde, afirma o ditado. Ou a mulher do vizinho é sempre mais magra, como prefere Millôr Fernandes. Também a felicidade do vizinho supera a nossa. Ou, pelo menos, é o que acreditamos.No final do livro Admirável mundo novo, Aldous Huxley mostra o quanto pode ser sinistra (e trágica) a possibilidade de uma sociedade em que todos são felizes o tempo todo. O personagem que não consegue se encaixar naquele universo sem alma diz em tom de desafio: “Reclamo o direito de ser infeliz”. O direito à tristeza e à subjetividade deve fazer parte da bagagem de mão de qualquer um que esteja de passagem por este planeta – nem que seja para não usar. Felicidade completa e em tempo integral, criada no mesmo molde para todos, é destino que ninguém merece.

Como Controlar a Ansiedade – Comece o dia Leve

Controle a ansiedade com exercícios simples.

Stress Visual – Como Evitar Fadiga dos Olhos?

stress visual                                                       Estresse diário causa fadiga ocular

Levantamento internacional revela que mal afeta 60% das pessoas com menos de 45 anos.

O estresse tem sido a causa de boa parte das doenças provocadas pela agitação do mundo moderno. Constantes dores de cabeça e ardência nos olhos também podem ser sintomas causados por ele, denunciando a fadiga ocular, mal que atinge tanto os usuários de óculos quanto os não usuários que passam por períodos prolongados focalizando objetos a curta distância, como por exemplo, trabalhando no computador. “Manter o olhar fixo na tela do computador não é tarefa fácil para os olhos, pois exige um esforço constante de focalização na visão de perto e na visão intermediária”, explica o oftalmologista Marcus Sáfady, consultor do Instituto Varilux da Visão.

Segundo ele, muitas vezes as imagens do computador são pequenas e exibidas por trás de uma superfície refletora. “Além disso, as bordas irregulares dos pixels da tela do computador são mais difíceis de focalizar do que as bordas lisas das letras tipográficas dos livros. Acrescente a estes fatores o brilho, o reflexo e a iluminação ambiente e é possível entender como o uso prolongado da tela de um computador pode ser exaustivo”, esclarece Sáfady. O ambiente em que a atividade é desempenhada também pode ter um impacto negativo sobre o conforto visual. A qualidade e a quantidade da iluminação ambiente, a ventilação, poeira e fumaça de cigarro são outros fatores agravantes.

Um olhar integrativo  para lidar com as dificuldades visuais:

Você é muito maior do que qualquer problema que esteja enfrentando. Não importa qual seja o problema, uma deficiência visual, outro problema físico qualquer, um desajuste emocional, falta de dinheiro, uma perda grande, o problema é sempre menor do que você. Mas se você se centrar no problema, só pensar nele, achar que não tem solução, então sim o problema vai ficar maior do que você. Por acreditar nisso é que procuro praticar uma medicina integrada, uma oftalmologia que aceita as terapias complementares. É óbvio o uso da alopatia, cirurgia, as novas tecnologias, porque procuro trabalhar sempre com aquilo que pode ajudar o paciente.”

As palavras do Dr. Laércio Motoryn e por si só explicam sua visão da Oftalmologia, sua especialidade. “Acho que isso começou com o atendimento de clientes com visão subnormal, aqueles casos que os oftalmologistas normalmente não gostam de atender porque não há lentes, nem remédios que dê jeito. Pesquisei lentes especiais, lupas de vários tipos e percebi que mesmo pequenos resultados reais muitas vezes davam um novo alento à vida dessas pessoas. Por exemplo os baralhos especiais, com números e figuras enormes, ajudaram várias pessoas. Quase sem enxergar, com este baralho elas podiam se divertir um pouco, jogando cartas, ainda que com dificuldade para ver os números. Nessa época, conheci o Método Bates e participei do primeiro workshop que o Meir Schneider deu no Brasil. Estudei outras terapias e fui juntando ao meu trabalho, até chegar à abordagem integrativa que utilizo hoje. E acredito que a cura, ou melhora da saúde, vem sempre de dentro para fora, do centrar-se da pessoa, e também na crença de um Poder Superior, não importa que nome a pessoa dê a isso. É necessário também mudar o estilo de vida, batalhar pela conquista da serenidade, dar mais importância ao ser do que ao ter.”

Se você trabalha muito no computador, por exemplo, não adianta dar uma parada para tomar café, porque os olhos e a mente não vão descansar……O simples ato de piscar. Piscar conscientemente alguns minutinhos, piscar olhando para cima, para baixo, para um lado e para o outro, também relaxa não só os olhos mas o corpo inteiro. São exercícios simples que não custam nada e têm ótimo efeito para a saúde dos olhos.”

Mas o Dr. Motoryn avisa que não adianta fazer esses e outros exercícios automaticamente. “É necessário fazer os exercícios de forma consciente, tirar esses poucos minutos para você mesmo, respirar com consciência, sentar de forma relaxada, achar uma posicão adequada , e então fazer o exercício. Ou seja, nesse momento o seu foco é você mesmo, não o seu trabalho, não as outras pessoas. Porque o nosso referencial maior deve ser sempre nós mesmos, não qualquer outra pessoa, já que a vida que vivemos é a nossa, não a dos outros.”

Adendo: O trabalho interdisciplinar, psicólogo e oftalmologista pode trazer muitos benefícios para o tratamento do stress .

Fonte: CPVI -Para ver o artigo na íntegra acesse o site http://www.cpvi.com.br

SACARINA ou ASPARTAME? Confira os Benefícios

De Saltos Altos sem Dores: Dicas

Por Kelly Ribeiro*

Já sabemos que toda mulher quando deseja ficar mais elegante, aposta sempre em combinar com a roupa, um belo par de sapatos altos, parece que o salto faz com que as mulheres sejam mais confiantes. E quanto mais alto melhor!!!

O grande problema é que o uso contínuo do salto pode trazer problemas para a postura, pois o salto causa a inclinação do tornozelo para dentro desestabilizando as articulações, além de sobrecarregar joelhos e coluna, encurtar os músculos posteriores da perna, calosidades, joanetes e unhas encravadas. Essas alterações na postura e na marcha, com o passar do tempo, traz a dor, o desequilíbrio muscular e o estresse das articulações.
Enfim, sabendo de tudo isso, segue algumas dicas para tentar minimizar todos esses problemas:

Leia também:
Dor psicológica existe?
Como aliviar as dores com automassagem

1 – No dia a dia, tentar diminuir a…

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Life Coaching- Superando seus limites

Anatomia do vendedor: 5 dicas potentes para se automotivar..

Ronco: Mitos e verdades

roncoRoncar Prejudica a Qualidade do Sono?

 

Uma boa noite de sono é revigorante por vários motivos, pois o corpo recupera a energia e restabelece o seu equilíbrio geral, além de ativar a memória, entre outros benefícios para o organismo. Mas nem sempre conseguimos usufruir desse momento para “recarregar as baterias” como deveríamos.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 40% da população mundial sofre de algum tipo de distúrbio ou síndrome do sono. E o ronco é um deles! Conforme alerta o otorrinolaringologista da
Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, José Antônio Pinto, quem ronca não dorme bem e pode ter alterações da pressão arterial, problemas de comportamento, como falta de concentração, e desenvolver doenças cardiovasculares.

Causas

O primeiro passo para resolver um problema é entendê-lo. Por isso, perguntamos ao Dr. José Antônio o que é o ronco. Segundo o médico, esse distúrbio do sono surge devido ao estreitamento ou à obstrução…

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Dificuldades de leitura: síndrome de Irlen ou dislexia?

Dificuldades de leitura: síndrome de Irlen ou dislexia?.

Emagrecer Sem Medicamento?Programa Pense Magro -Saiba Como

Cuidados com a saúde

                     Programa de Emagrecimento

obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal no indivíduo. Para o diagnóstico em adultos, o parâmetro utilizado mais comumente é o do índice de massa corporal (IMC).

O IMC é calculado dividindo-se o peso do paciente pela sua altura elevada ao quadrado. É o padrão utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que identifica o peso normal quando o resultado do cálculo do IMC está entre 18,5 e 24,9. Veja a tabela completa e descubra o seu IMC aqui. Para ser considerado obeso, o IMC deve estar acima de 30.

O Brasil tem cerca de 18 milhões de pessoas consideradas obesas. Somando o total de indivíduos acima do peso, o montante chega a 70 milhões, o dobro de há três décadas.

A obesidade é fator de risco para uma série de doenças. O obeso tem mais propensão a desenvolver problemas como hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, entre outras.

São muitas as causas da obesidade. O excesso de peso pode estar ligado ao patrimônio genético da pessoa, a maus hábitos alimentares ou, por exemplo, a disfunções endócrinas. Por isso, na hora de pensar em emagrecer, procure um especialista.

Adendo;  O trabalho interdisciplinar se torna fundamental para a mudanca de pensamento e comportament, justificando a exigência por parte da área médica o acompanhamento psicológico pré e pós cirúrgico no caso da obesidade . Entendo que é de igual importância para tratamento da obesidade  sem risco cirúrgico como tambem clientes com sobrepeso .Buscando prevenir recaidas , manter o cliente motivado, criar metas e objetivos, mudar crencas sabotadoras, trabalhar hábitos de vidas inassertivos, pensamentos e emocões desestabilizadores. Técnicas para trabalhar a ansiedade,compuksão, depressão e ganho secundário.

A terapia da obesidade é focada,diretiva, estruturada em técnicas Pense Magro, A. Beck , terapia Cognitiva associada com técnicas de Coaching e relaxamentos de Milton Ericksson . Duracão do acompanhamento psicólogico, 20 sessões. A entrevista inicial deve ser agendada sendo que gira em torno de 1 hora e meia.

A terapia é feita de forma interdisciplinar com acompanhamento psicológico, médico e um profissional na área de atividade física . Caso o cliente já tenha seus profissionais estes serão respeitados.

Leia também:

Fonte; Site da Sociedade de Endocrinologia e Metabobologia

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