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Arquivo mensal: janeiro 2014

Até que a Morte Nos Separe!? Saiba Mais Através de Pesquisas

116790_Papel-de-Parede-Casal-Romantico_1280x1024Você já pensou que pesquisas poderiam medir quanto tempo dura um casamento? Não se trata de uma matéria de auto ajuda, a resposta para esta questão foi buscada por pesquisadores da Universidade de Washington ( EUA)  feitas durante 20 anos.

“Os pesquisadores acompanharam 600 casais e descobriram que o modo como o casal resolve suas diferenças é o fator chave para prever quanto vai durar o casamento. Os pesquisadores  assistiram aos vídeos das sessões e analisaram como  de terapia de casal e analisaram como os casais interagiam (o que diziam, a linguagem corporal  dentre outras variáveis). Descobriram que há três tipos de casamento estável: 1) Os evitadores- quando ambos evitam o conflito. Dificilmente descurem e ouvem um ao outro. São pouco emocionais e um tanto distantes, mas o casamento dura bastante; 2) Os inflamáveis: discutem por tudo, como advogados em um tribunal; e 3) Os confirmadores: escutam e respeitam as opiniões  um do outro, discutindo ocasionalmente. O problema surge quando um dos membros do casal é de um tipo e o outro de outro( a esposa inflamada e o marido evitador). ” Revista VIVER, 2004

Lendo esta matéria comecei a pensar criticamente e acabei por concluir que minha hipótese de que diferenças funcionam realmente na física como dizia o cientista. Quando se trata de ser humano é muito questionável essa teoria.

Ao pensar que casais são pares, já se cria uma idéia que pares “deveriam” ser parecidos. Companheiros? São pessoas que caminham juntos portanto são pessoas diferentes mas que têm muito em comum, partilham olhares diante da vida mais parecidos.

Casais companheiros tendem vivenciar menos conflitos de ideias e estilo de vida. A relação tende ser mais harmoniosa e duradoura. Ao contrário do que muitos pensam, ser parecido gera monotonia na relação pensamento que se torna questionável pois as pessoas são singulares e por mais parecidas que sejam trazem algo de diferente para a relação.

Para pensar um pouco mais sobre isto gostaria de usar a estória que relata sobre tipos de casais. Existem 2 tipos de casais, de acordo com Ruben Alves no livro, Retratos de Amor. O casal que joga tênis e um outro que joga frescobol. São jogos parecidos mas com objetivos diferentes.

O tênis é um jogo focado na disputa, com o objetivo de cortar o outro, competir, vença o melhor. O frescobol tem uma conotação lúdica, os jogadores são parceiros, estão focados no companheirismo, na ajuda mútua para que o jogo continue e evite que a bolinha caia. Não há vencedores nem perdedores e sim o desejo de construção . Vencer no frescobol é estar em harmonia ou seja na mesma frequência.

Podemos crescer nas diferenças quando há flexibilidade e desejo de aprender com o outro ou seja quando o casal se torna companheiro. Dividem conhecimentos, experiências, compreendem as limitações de cada um e entendem que podem complementar o que na diferença vai fazer diferença na vida de cada um e na própria vida do casal. A diferença assim se torna além de aprendizagem um crescimento para ambos.

Diferenças são para serem trabalhadas e não disputadas quando se trata de relação amorosa.

Fica aqui uma questão para ser refletida e que cada um tire suas próprias conclusões ao analisar a pesquisa e a matéria que no meu ponto de vista são bem congruentes entre elas.

Poder das Palavras. O Impacto do “TER” e “DEVER” Sobre Nós.

Já notou que durante a maior parte dos nossos dias recorremos, muitas vezes, às formas verbais “ter” e “dever”?
“Tenho de fazer a limpeza da casa”; “Tenho de fazer tudo o que me compete no trabalho”;

“Devo fazer esta tarefa o quanto antes”; “Devo fazer tudo bem” …

Mas será que deve e tem, mesmo, de ser sempre assim?

A OP Centro explica-lhe para que serve o “tenho e devo” e o que pode fazer com eles:

1. O “devo” e o “tenho” apresentam um grande poder sobre nós, pois geram ansiedade e pressão sobre aquilo que estamos ou vamos fazer;

2. Podem gerar emoções negativas porque muitas vezes atribuímos-lhes uma conotação negativa que requer uma prontidão, competência e velocidade acrescida na ação que se pretende realizar;

3. Desafio! Tente educar o seu cérebro a dizer: “preciso de” ou “gosto de”: “Preciso de fazer aquela tarefa”; “Gostava de limpar a casa neste fim de semana”;

4. Ao mudar a linguagem com estas simples alterações de palavras verá que as suas necessidades serão mais facilmente preenchidas.

Então, devo ou tenho de mudar a forma como digo as coisas?

Precisa de … mudar a linguagem pois traz-nos benefícios na forma como vivenciamos e lidamos com as nossas experiências.

Espaço obomdeviver. Dicas para Buscar Felicidade.

“Para você, desejo o sonho realizado pipas o amor esperado. A esperança renovada. Para você, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir. Todas as músicas que puder emocionar. Desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida. Gostaria de lhe desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente… Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua felicidade.”

Carlos Drummond de Andrade

Sonhos não são Ilusões! Sonho e Saúde.

“Mas os poços da fantasia acabam sempre por secar e o contador de histórias, cansado, tentou escapar como podia…”

Lewis Carrollcriancas

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As crianças pobres em fantasia são aquelas que têm dificuldade de chamar imagens e ideias à mente. Ao passo que as ricas em fantasia são crianças que têm o problema de se fixar em algo, uma vez que entrou em sua consciência.

A criança rica em fantasia deve ser entendida aqui no sentido mais amplo como o de se fixar no conteúdo do pensamento e da consciência, também como na lembrança e na memória.

A autoconsciência depende em grande medida, das experiências e memórias, e se essas podem ser conscientemente tratadas.

A saúde emocional da criança depende de conseguirmos criar as bases para uma experiência saudável do eu e da autoconsciência. Esta é a tarefa para o tratamento destes dois tipos de crianças.

A criança rica em fantasia não se fixa às ideias e imagens, pois está em uma situação em que mais forças de crescimento são liberadas do que as que ela consegue lidar.

Quando o professor diz algo, a criança rica em fantasia fica a pensar nisso até o fim da aula e não está mais aberta a qualquer outra coisa durante a aula. Em vez da integração, temos a manifestação de um isolamento e fixação. Ou a situação oposta, onde o professor diz alguma coisa, e entra por um ouvido e sai pelo outro.

No caso da criança pobre em fantasia, o professor deve concentrar todo o seu amor e atenção em ajudar a criança a aprender e a fazer uso de seus sentidos. Atividades que estimulam os sentidos e trazem vida ao pensamento, assim a criança pobre em fantasia consegue recuperar suas ideias e imagens.

Rudolf Steiner incentiva as crianças a cantarem e tocarem na mesma aula, de modo a alternarem o tocar e o ouvir a música.

As crianças ricas em fantasia devem tocar uma música e as pobres em fantasia devem ouvir, alternando.

A euritmia desempenha um papel especial no tratamento destes dois tipos de crianças.

Em vários estágios da aula são as crianças capazes de compreender as coisas e depois deixá-los ir? Ou elas ficam presas em certas coisas?

Um processo de respiração deve ser introduzido, momentos que se concentram e outros que liberam, de modo que criamos a possibilidade de se abrirem para algo novo, trazendo um novo equilíbrio.

Se movimentar é um remédio para as crianças. Devemos levá-las a realizarem trabalhos aonde elas possam se movimentar. A música e o canto trazem movimento.

Quando se tem medo e insegurança, algumas pessoas começam a cantar, e com isso se sentem livres. Cantar pode ser de grande ajuda para a criança rica em fantasia, pois seu corpo inteiro é permeado com as vibrações da própria atividade, permitindo que as ideias em sua mente fluam sem obstruções.

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Fonte: Biblioteca Virtual

Memória e Álcool- Caminham em Doses contadas

memoriaConsumo excessivo de álcool danifica memória

Pesquisadores espanhóis descobriram que uma bebedeira pode destruir a memória de longo prazo de jovens adultos.
A informação foi publicada nesta terça-feira (17) no site do jornal britânico “The Telegraph”.
Eles acreditam que o consumo abusivo de álcool torna mais difícil a construção de novas memórias, pois o hipocampo –uma área no centro do cérebro que desempenha papel-chave na aprendizagem e memória– é muito suscetível aos seus efeitos tóxicos.
A descoberta é preocupante, pois a embriaguez é um problema crescente no Reino Unido e em outros países europeus, particularmente em jovens e universitários.
O estudo com universitários descobriu que o consumo excessivo de álcool afeta a memória declarativa –uma forma de memória de longo prazo. Os estudantes mostraram uma redução na capacidade de aprender novas informações que lhes são transmitidas verbalmente.
Em uma escala, eles obtiveram as menores pontuações em dois testes para saber quanto conhecimento eles retiveram e recolheram.
Segundo a pesquisadora Maria Parada, da Universidade de Santiago de Compostela, “em países do norte europeu, há uma forte tradição de consumo esporádico, orientado, de álcool. Em contraste, os países da costa do Mediterrâneo, como a Espanha, são tradicionalmente caracterizados por um consumo mais regular de baixas doses de álcool.”
“É importante examinar os efeitos do álcool no hipocampo, pois em estudos com animais, especialmente em ratos e macacos, esta região parece sensível aos efeitos neurotóxicos do álcool, e ela desempenha um papel fundamental na memória e aprendizado. Em outras palavras, o consumo excessivo de álcool pode afetar a memória de jovens adultos, o que pode prejudicar o seu dia a dia.”
O estudo, publicado na revista “Alcoholism: Clinical & Experimental Research”, analisou 122 estudantes universitários espanhóis, com idades entre 18 a 20 anos. Eles foram divididos em dois grupos: os que beberam e os que se abstiveram.
Foram então submetidos a uma avaliação neuropsicológica que incluiu recordar experiências visuais e verbais.
“Nossa principal descoberta foi uma clara associação entre o consumo excessivo de álcool e a menor capacidade de aprender novas informações verbais em universitários saudáveis, mesmo após o controle de outras possíveis variáveis, como nível intelectual, histórico de distúrbios neurológicos ou psicopatológicos, uso de outras drogas, ou histórico familiar de alcoolismo”, disse Parada.
FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/917006-consumo-excessivo-de-alcool-danifica-memoria-de-jovens.shtml

Gordura Saudável. Já Pensou Diferente?

Visualize um dia no futuro: você acorda se sentindo renovado. Sobe na balança. Ela mostra que você emagreceu mais meio quilo! Você se sente ótimo.gordura Veste as roupas que estavam apertadas, as pessoas percebem as mudanças físicas e psicológicas em você e o elogiam com frequência, se sente leve e renovado.

Começe a viver de maneira diferente.

Sobre o Programa Pense Magro:

Modificando o seu pensamento,

você mudará o seu comportamento para sempre.

Modificando o seu comportamento, emagrecerá.

É verdade que eu não me importo nesse exato momento.

Mas se eu comer esse alimento que não planejei,

daqui a pouco vou me importar muito.

Sei que vou me sentir muito mal se ceder,

mas me sentirei maravilhoso se resistir.

Eu preciso ir fazer alguma outra coisa.

De acordo com pesquisadores  na Suécia que utilizaram o programa de emagrecimento da terapia cognitiva Pense Magro, o grupo que utilizou o aconselhamento das técnicas de 12 sessões  deste programa perdeu 9 quilos ,o grupo que fez ginástica e exercícios mas não recebeu instruções sobre estas técnicas comparada a uma média perdeu apenas 800gramas.

“Magros” pensam em calorias, “gordos” pensam em comida.

Como funciona o PROGRAMA PENSE  MAGRO:

Você vai comer e apreciar suas comidas e bebidas prediletas.

Você vai aprender a confiar na sua capacidade de seguir uma dieta saudável e um programa de exercícios.

Você vai transformar deslizes e enganos em oportunidades.

Você vai manter o emagrecimento.

Muitas pessoas que fazem dieta dizem que não emagrecem por que têm um metabolismo lento, compensam na alimentação as suas emoções, têm problemas de saúde não conseguem manter uma dieta. Na verdade tudo isso pode ser superado se mudarem a forma de pensar pois os tratamentos de saúde mantêm o controle dos distúrbios físicos.

O fato é que o problema está no pensamento, que gera o comportamento compulsivo de comer. As pessoas não têm plena consciência da extensão de sua alimentação. Depois que aprendem como mudar a maneira de pensar sobre a alimentação , elas se tornam capazes de pensar em calorias ao invés de pensar em comida, capazes de comer mais devagar, de degustar o que come, de perceber o que estão comendo e apreciar sem culpa a comida e – finalmente- a persistir na dieta. Ao invés de recaídas aprendem a comer de forma consistente todos os dias .

Pense Magro é um programa que orienta mudar o que você pensa e sente sobre fazer dieta. O programa mostra como fazer as mudanças psicológicas orientando a fazer escolhas alimentares através da motivação enquanto outros programas focam na dieta alimentar como prioridade. Este programa ajuda a lidar com a privação, a “fissura”, como fazer para lidar com essas sensações, aumentar sua confiança, seu controle e sua força.

OBJETIVOS-  Programa Pense Magro:

-Liberta da culpa, vergonha e auto acusação.

-Liberta do medo da fome e do medo de perder o controle.

-Liberta das tentações irresistíveis e do comer por  razões emocionais

-Liberta de sentimentos de privação, injustiça e desânimo.

-Liberta da obsessão por suas escolhas alimentares, peso e aparência.

Para emagrecer é preciso fortalecer o “músculo de resistência”, um músculo psicológico que vai utilizar para se  manter firme e persistir no treinamento,para buscar pensamentos assertivos. Toda vez que comer um alimento planejado estará fortalecendo seu músculo de resistência,  estará enfraquecendo seu músculo de desistência. O pensamento trabalha as ondas cerebrais. O cérebro aprende através das repetições.

Antes de comer sempre temos um pensamento, normalmente eles são sabotadores, precisamos aprender a identificar estes pensamentos para enfrentar os desafios. Depois que adquirimos esta competência criamos novos caminhos mentais e com o tempo isso se tornará automático para o cérebro por este motivo o programa Pense Magro é para toda vida, diferente de uma dieta comum.

Um trabalho interdisciplinar médico, psicólogo, nutricionista e exercícios físicos é fundamental para o sucesso do tratamento.

 

Negro,Branco,Pardo. Gente de Todas as Cores.

                        Qual a origem do Dia da Consciência Negra?

Pintuira retrata o herói nacional Zumbi dos Palmares Foto: Wikimedia Foundations / Reprodução
                                                            Pintura retrata o herói nacional Zumbi dos Palmares

Data é celebrada em 20 de novembro para lembrar Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, assassinado por tropas coloniais em 1695

 

Na década de 1970, um grupo de quilombolas no Rio Grande do Sul cunhou o dia 20 de novembro como o Dia da Consciência Negra: uma data para lembrar e homenagear o líder do Quilombo dos Palmares, Zumbi, assassinado nesse dia pelas tropas coloniais brasileiras, em 1695. A representação do dia ganhou força a partir de 1978, quando surgiu o Movimento Negro Unificado no País, que transformou a data em nacional.

Segundo a historiadora da Fundação Cultural Palmares, Martha Rosa Queiroz, a data é uma forma encontrada pela população negra para homenagear o líder na época dos quilombos, fortalecendo assim mitos e referências históricas da cultura e trajetória negra no Brasil e também reforçando as lideranças atuais. “É o dia de lembrar o triste assassinato de Zumbi, que é considerado herói nacional por lei, e de combate ao racismo”, afirma. A lei federal de 2011 (12.519) institui o 20 de novembro como Dia Nacional da Consciência Negra. A adoção dos feriados fica por conta de leis municipais. Diversas atividades são realizadas na semana da data como cursos, seminários, oficinas, audiências públicas e as tradicionais passeatas.

O Quilombo dos Palmares ficava onde hoje se encontra o estado de Alagoas e é considerado o maior quilombo territorial e temporal do Brasil, pois durou cerca de 100 anos. Em seu auge, chegou a abrigar de 25 mil a 30 mil negros. “Funcionava como um Estado dentro de outro Estado. Os negros fugiam do sistema escravista e se refugiavam em uma área de difícil acesso, mas com solo muito rico”, conta.

Mas como a comunidade dos quilombos conseguiu resistir por um século contra o exército brasileiro, que utilizou canhões pela primeira vez em tentativas de destruir o quilombo? “O quilombo possuía um corpo bélico, com armas adquiridas por meio de trocas com fazendeiros do entorno, pela comida que produziam e também por assaltos’, explica Martha.

O quilombo também contava com uma rede de informação grande, onde negros ainda na condição de escravos passavam informações antes das tropas chegarem ao local. A prática de guerra adotada era a guerrilha, quando o atacado recua antes do inimigo chegar, deixando o local vazio. “No mundo, existem outras experiências de quilombos e utilização de datas importantes da cultura negra. Mas o Brasil se destaca pelo uso que faz do 20 de novembro e pela dimensão que ele tomou”.

 

Por que Dormir é Terapêutico? Mente e Terapia

Tenho trabalhado com meus clientes a “arte de parar”, sim “arte”. Parar, escutar o silêncio nos tempos de hoje tornou-se artigo de luxo. Para ouvir, refletir, pensar e percebermos nós mesmos e o externo é necessário parar, o que para muitos significa perder tempo, ser improdutivo.ronco

A pequena parada depois das refeições,tirar um cochilo. Dormir mais cedo e mantendo uma constância no horário de deitar, favorecer um sono tranquilo para que a mente descanse e o cérebro possa realizar todas as fazes do sono. Para que o cérebro, a mente, durante o sono possa sonhar e fazer a limpeza do que precisa ou não ficar em nossa memória.

O barulho intenso do trânsito, alertas dos aparelhos celulares, o uso de gadgets até  a facilidade de  sacar a câmera  destes aparelhos para fotografar e o uso excessivo de eletrônicos, internet e gadgets têm contribuido para nos deixar cada vez mais plugados no externo e menos voltado para nosso mundo interno. Em um mundo cheio de ruídos a distração nos torna cada vez mais distantes da assertividade.

Não é de se admirar que as pessoas estejam queixando de estar com problema de memória, cansaço mental. Ouvindo uma cliente que tem problema de audição, ela argumentou que tem dificuldade de usar o aparelho nos ouvidos por causa do barulho que o mundo faz. Idosa , o mundo dela era mais silencioso que nos tempos modernos.

O cérebro precisa de associar  coisas, elementos, situações, os sentidos e as impressões pessoais para memorizar. A memória é abstrata, construída através das atividades neuronais. A repetição da experiência vivida é essencial para que seja armazenada.

Como constatou a psicóloga Linda Henkel ao se concentrar atenção genuína em algo, aquilo ficará na sua memória. Pesquisa feita pela psicóloga com estudantes fotografando peças de museu levou a constatação que a preocupação em fotografar deixa muitas vezes as pessoas perderem detalhes das peças deixando para depois o o ato de observar como o acesso exagerado da internet. Essas “artimanhas” acabam sendo usadas como muletas para as pessoas prejudicando a memória, a medida que se evocarmos lembranças  o cérebro será  ativado e fará associações.

O filósofo suíço Max Picard afirma que nada mudou mais a natureza do homem quanto a perda do silêncio. ” O silêncio é o início de tudo. De onde surge a criação, a saúde física e mental, o auto conhecimento, a paz interior. O ritmo acelerado e ruidoso causa muitas vibrações mentais, dificultando a coerência de pensamentos, aumentando o ruído interno.A nossa prática mental reflete muito no ambiente externo.”

Reeducar nosso tempo e a quietude tornou-se tão necessária que grandes empresas como  a Nike, tem incentivado seus funcionários a pararem um pouco antes de reuniões, enviar emails importantes, fazerem  pausas para mentalizar situações e sentimentos agradáveis. Dentro de hospitais estão sendo criados espaços para as pessoas  participarem de programas de relaxamento e energização para maximizar a qualidade dos tratamentos.

O empreendedor loic Le Meur criou um programa hoje utilizado pelas empresas para ensinar as pessoas desligarem. O programa pode ser baixado através de um aplicativo, é chamado de Get Some  headspace. Silenciar para diminuir ansie- dade , o stress e melhorar a performance. 

Nessa busca de parar para silenciar é importante respeitarmos o tempo de cada um para que do seu jeito e do seu modo o ser humano encontre seu  caminho para canalizar e revitalizar suas energias.

Parar para buscar a  sanidade e a paz interior.O coração só escuta quando se faz silenciar.

Vida Ordinária? Faça a Vida, Extraordinária .

A arte de ser leve, de Leila Ferreiravida extraordinária

Este livro representa muito para mim, foi um “companheiro” numa época de transição na minha vida. Me ajudou a criticar pensamentos que há muito me incomodavam.

Indico sempre para os clientes e tenho relatos de grandes satisfações das pessoas pela indicação dessa leitura. Uma cliente em especial  compartilhou  sua experiência, sua queixa principal era como voltar de onde ela se perdeu.

Durante a sessão percebi que ela tinha perdido a delicadeza do viver a própria vida em função de “ter que ser isso”, pedi que fizesse um dever de casa, ler A Arte de Ser Leve – livro, Ferreira Leila. Me emocionei ao ouvir na sessão seguinte o quanto ela conseguiu se encontrar naqueles relatos, leu 3 vezes seguidas aquelas páginas tamanho o impacto que sentiu ao perceber  que”ter que ser isso” são mentiras que contam pra gente e nos perdemos do  “ter que ser humano” consigo e com o outro. Os olhos da cliente se tornaram novamente dela e o processo terapêutico começou.

A vida é ordinária assim como deve ser, uma sequência de fatos que fazem parte da rotina diária.Dormir, levantar,escovar os dentes,tomar o café, trabalhar ou estudar, voltar  para casa, comer, dormir……num vai e vem infinito diante da finitude da vida.

O mundo tem uma ordem mundial, já dizia Caetano Veloso na sua música -“Alguma coisa  está fora da ordem ,fora da ordem mundial “.

Ler, criar, criticar, repensar faz entrar na ” ordem”, na rotina da vida de forma singular, dentro de uma visão interna de si mesmo. Conectar com o ordinário dessa forma é um caminho para criar o extraordinário no dia a dia. O extraordinário depende de cada um, dos desejos e escolhas .

O extraordinário para mim é ouvir um violão, ver a lua quando saio do trabalho, descansa minha mente. Sempre que vivo meus extraordinários vem um pensamento que me faz leve e feliz. ” Isto é vida, muito mais que viver.”

E para você? O que te faz sentir e pensar por um momento que viver é diferente de estar vivo?

Vida, um “museu de grandes novidades”:

É  o ordinário de encontro com o extraordinário- Isso é que é Viver.

Atenciosamente,

Fátima Psicóloga Coaching.

A arte de ser leve é uma grande reportagem. A jornalista Leila Ferreira foi a campo conhecer pessoas que, apesar das tristezas vividas, conseguem, de um jeito ou de outro, viver melhor. Conversou também com profissionais (psicólogos, filósofos, educadores, historiadores) que lidam com a questão da felicidade.

Não se trata do conceito popular de felicidade – um prazer constante que só existe nos comerciais e nos sorrisos posados. O livro investiga o que chama de felicidade modesta, ou leveza. A felicidade que convive com as tristezas e sofrimentos da vida. A felicidade que não pode ser buscada diretamente, mas pode vir como efeito colateral do empenho em dar à vida um significado pessoal.

Leila Ferreira examina os comportamentos que, hoje, nos têm desviado do caminho de uma vida mais leve. Vivemos com muita pressa, numa busca frenética por sucesso, produtos e atividades que parecem não ter significado. Os outros viraram meios ou obstáculos que bajulamos ou atropelamos de acordo com a ocasião. Nessa correria, esquecemos o mandamento mais básico que vem sendo ensinado desde o início da história humana pelos sábios – a regra de ouro: amar o próximo como a si mesmo; ou tratar o outro como você gostaria de ser tratado. A arte de ser leve é dividido em capítulos que refletem sobre as atitudes que podem nos fazer retomar o velho, e sempre novo, caminho em direção ao próximo: Gentileza, Bom humor, Descomplicação, Desaceleração, e Convivência.

Um dos méritos do livro é entremear as considerações teóricas sobre a busca do bem viver com a experiência de vida de pessoas bem diferentes que descobriram cada uma seu caminho para a leveza:

Mais leve que meu tio e dona Dalcy, só mesmo Sá Luíza, benzedeira do Vale do Jequitinhonha, que estava com 106 anos quando a entrevistei. Pobre, saúde frágil, encolhida pelo tempo e por tudo que enfrentou ao longo de mais de um século, Sá Luíza, quando questionada do que gostava na vida, respondeu: “Da vida eu rapo é tudo!”. Depois de me contar como foi a única história de amor que viveu, e que a fez sofrer muito, suspirou e arrematou: “Ô, vida rica, minha fia!”

Em entrevista à revista Época, o historiador americano Darrin McMahon, autor deFelicidade: uma história, disse que tentar ser feliz é como deitar na cama e dizer: preciso dormir porque tenho um compromisso amanhã. “Nunca funciona. Talvez a melhor forma de ser feliz seja colocar o foco em outra coisa. Fazer algo de que você goste muito, dedicar-se à família, a um hobby, ao grupo à sua volta. Fazendo isso, a felicidade talvez venha indiretamente.”

Leia abaixo outros trechos do livro:


Achar que gentileza é supérfluo é miopia. Gentileza é qualidade de vida. Por um motivo simples: a vida é feita de relacionamentos. Vive melhor quem tem competência para se relacionar e faz parte dessa competência tratar o outro com civilidade e respeito.

O estresse acabou virando uma espécie de desculpa universal para comportamentos injustificáveis. Uma pessoa deixa de responder ao nosso “bom-dia” e depois diz simplesmente que estava estressada. Um chefe maltrata seus funcionários e acha esse comportamento natural porque tem andado estressado. Isso significa o quê? Que estamos perdendo o controle de nossas vidas?

Responder a uma grosseria com outra é falta de imaginação e geralmente nos arrependemos depois. O que não quer dizer que devemos fazer papel de bobo ou de capacho. É importante sabermos nos impor e nos fazer respeitar, mas isso jamais equivale a sermos grosseiros.

Em grande medida, a vida é o resultado de nossos relacionamentos. Temos que aprender a deixar o “eu” um pouco de lado para conviver com mais generosidade, mais consideração, mais delicadeza.

Denise [Fraga, atriz] acredita que andamos na defesa, com medo de sermos (ou agirmos como) pessoas gentis e generosas: “Dizer que uma pessoa é boa é quase uma ofensa. Boazinha, então, é pejorativo. Com isso, acabamos sendo piores do que poderíamos ser… É aquela história de você não dar a mão por medo de perder o braço, ou a síndrome do ‘vai que…’ ou ‘melhor não…’, ‘melhor não confiar, vai que…'”. A atriz afirma que, cotidianamente, ensina a seus filhos que “ser legal é legal”. Algo que coincide com a visão de P.M. Forni, e que Denise defende como gentileza firme: você consegue se fazer respeitar, e tem, ao mesmo tempo, um comportamento educado. Ao lamentar que tanta gente desconfie da gentileza e não veja o prazer que dá ser gentil, Denise atribui grande parte da falta de civilidade ao que chama de culto exagerado do indivíduo: “Tudo louva o ego. A publicidade, os discursos, as informações que nos chegam cultuam o ‘eu’. Mas o indivíduo existe no coletivo”.

Às vezes uma ou duas palavras de cortesia são suficientes para deixar o nosso entorno mais agradável. “Por favor” pode definir o tom de um diálogo. O problema é que o vocabulário da delicadeza tem encolhido. O filósofo paulista Renato Janine Ribeiro lamenta que as pessoas usem cada vez menos expressões como “por favor” e “obrigado”. E estranha a substituição do “obrigado” por “valeu”. “Dizer ‘obrigado’ significa que você se sente com obrigação em face da pessoa que lhe prestou um favor – isto é, ela fez algo que não tinha obrigação de fazer. Diante de uma dádiva, você afirma qeu se sente seu devedor e que procurará retribuir o presente – geralmente algo imaterial, sutil, como deixá-la passar à sua frente. Mas, quando você responde ‘valeu’, as coisas se invertem. Você diz ao outro que ele, o doador gratuito, cumpriu a obrigação, isto é, que o ato dele teve valor, mas nada mais além disso.”

Descomplicar, na minha modestíssima opinião, passa por aí, por uma aposentadoria compulsória desse conceito de que “o melhor” é sempre melhor. Melhor para quem? Melhor por quê?
Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do melhor computador, do melhor carro, do melhor emprego, da melhor dieta, da melhor operadora de celular, dos melhores tênis, da melhor mulher, do melhor homem, do melhor vinho. Bom é pouco. O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros para trás e nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com “o melhor”. Isso até que outro melhor apareça – e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer. Novas marcas surgem a todo instante. Novas possibilidades também. E o que era o melhor de repente parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.

Diante da transitoriedade de tudo, complicar a vida é, no mínimo, falta de inteligência. E era exatamente disto que falava Mario Sergio Cortella em nossa conversa: da vida vivida com mais leveza e simplicidade.
“Vida leve não é vida fácil nem superficial. É vida simples”, disse. “E simples não quer dizer pequeno, banal ou simplório. Simples é aquilo que é menos desgastante, que não esgota nossa energia. Posso ter uma vida simples em São Paulo, em Nova York ou na Ilha do Mel, assim como posso ter uma vida complicada em Caxambu, na Ilha do Mel ou em São Paulo.” Pergunto por que tem sido tão difícil viver com simplicidade. Quais têm sido os fatores de complicação? O filósofo acredita que o primeiro deles é a falta de sentido: muitas vezes não sabemos por que ou para que fazemos o que estamos fazendo.A possibilidade de ficarmos mais próximos daquilo que desejamos parece ser um dos alicerces na construção de uma vida mais simples. Quando converso com o escritor e jornalista carioca Márcio Vassalo – que escreve e vive com leveza – sobre o exercício da descomplicação, ele põe alguns “mais” e alguns “menos” na balança. Acha que precisamos ficar “menos obcecados pelo sucesso pessoal e de nossos filhos, menos presos ao passado e ao futuro, menos irritados, menos raivosos, menos ressentidos. Mas precisamos aproveitar mais o nosso tempo e reparar mais profundamente em nossos amores, nas pessoas à nossa volta, em nossos desejos essenciais”.Segundo o autor de Devagar [Carl Honoré], estamos vivendo na era da raiva, graças à velocidade. A pressa e a obsessão com a ideia de economizar tempo nos deixam furiosos quando alguém se interpõe em nosso caminho e atrapalha nosso ritmo. Isso pode acontecer nas estradas, na academia de ginástica, nas férias – ou até nos mosteiros budistas, atrevo-me a acrescentar. Estamos cada vez mais impacientes, porque não podemos perder tempo. E, além de não suportarmos pessoas lentas, computadores lentos ou o motorista a nossa frente que reduziu a velocidade porque está procurando o nome da rua, estamos perdendo dois hábitos saudáveis. Um deles é ficar sem fazer nada – o dolce far niente dos italianos. Ficar à toa, sem qualquer aparelho eletrônico nas mãos, deixando o corpo e a cabeça descansar é coisa que rarissimamente se faz hoje. [Essa pressa, somada à obsessão pelo melhor, também está nos deixando impacientes e irritados com nós mesmos, com nossas limitações, com o ritmo necessário para qualquer realização, para qualquer caminhada.]
Faça a experiência: pegue um álbum de fotos antigas, aquelas de avós e bisavós, observe bem e depois diga quantas pessoas sorridentes você encontrou ali. Uma? Nenhuma? Pois é. A época do “Say Cheese” ou “Fala X” é mais recente do que se pensa. A do “Sorria, você está sendo filmado”, mais ainda. Hoje, raramente alguém que pose para uma foto assume uma expressão de seriedade ou de tristeza. Sorria para a câmera, o fotógrafo ou cineasta nos diz. E nós, diligentemente, obedecemos.
Em seu livro Happiness is a serious problem ( A felicidade é um problema sério), o americano Dennis Prager afirma que nos sentimos obrigados a demonstrar que estamos felizes, nas fotos ou fora delas, e essa demonstração coletiva de “felicidade” faz as pessoas tirarem conclusões erradas. Acham que todos estão felizes de fato e se julgam piores do que o restante da humanidade porque não conseguem sentir aquela felicidade toda. A grama do vizinho é sempre mais verde, afirma o ditado. Ou a mulher do vizinho é sempre mais magra, como prefere Millôr Fernandes. Também a felicidade do vizinho supera a nossa. Ou, pelo menos, é o que acreditamos.No final do livro Admirável mundo novo, Aldous Huxley mostra o quanto pode ser sinistra (e trágica) a possibilidade de uma sociedade em que todos são felizes o tempo todo. O personagem que não consegue se encaixar naquele universo sem alma diz em tom de desafio: “Reclamo o direito de ser infeliz”. O direito à tristeza e à subjetividade deve fazer parte da bagagem de mão de qualquer um que esteja de passagem por este planeta – nem que seja para não usar. Felicidade completa e em tempo integral, criada no mesmo molde para todos, é destino que ninguém merece.

Fonte: blog, comunidade que sigo. Quem souber o autor, informe por favor.

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