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Até que a Morte Nos Separe!? Saiba Mais Através de Pesquisas

116790_Papel-de-Parede-Casal-Romantico_1280x1024Você já pensou que pesquisas poderiam medir quanto tempo dura um casamento? Não se trata de uma matéria de auto ajuda, a resposta para esta questão foi buscada por pesquisadores da Universidade de Washington ( EUA)  feitas durante 20 anos.

“Os pesquisadores acompanharam 600 casais e descobriram que o modo como o casal resolve suas diferenças é o fator chave para prever quanto vai durar o casamento. Os pesquisadores  assistiram aos vídeos das sessões e analisaram como  de terapia de casal e analisaram como os casais interagiam (o que diziam, a linguagem corporal  dentre outras variáveis). Descobriram que há três tipos de casamento estável: 1) Os evitadores- quando ambos evitam o conflito. Dificilmente descurem e ouvem um ao outro. São pouco emocionais e um tanto distantes, mas o casamento dura bastante; 2) Os inflamáveis: discutem por tudo, como advogados em um tribunal; e 3) Os confirmadores: escutam e respeitam as opiniões  um do outro, discutindo ocasionalmente. O problema surge quando um dos membros do casal é de um tipo e o outro de outro( a esposa inflamada e o marido evitador). ” Revista VIVER, 2004

Lendo esta matéria comecei a pensar criticamente e acabei por concluir que minha hipótese de que diferenças funcionam realmente na física como dizia o cientista. Quando se trata de ser humano é muito questionável essa teoria.

Ao pensar que casais são pares, já se cria uma idéia que pares “deveriam” ser parecidos. Companheiros? São pessoas que caminham juntos portanto são pessoas diferentes mas que têm muito em comum, partilham olhares diante da vida mais parecidos.

Casais companheiros tendem vivenciar menos conflitos de ideias e estilo de vida. A relação tende ser mais harmoniosa e duradoura. Ao contrário do que muitos pensam, ser parecido gera monotonia na relação pensamento que se torna questionável pois as pessoas são singulares e por mais parecidas que sejam trazem algo de diferente para a relação.

Para pensar um pouco mais sobre isto gostaria de usar a estória que relata sobre tipos de casais. Existem 2 tipos de casais, de acordo com Ruben Alves no livro, Retratos de Amor. O casal que joga tênis e um outro que joga frescobol. São jogos parecidos mas com objetivos diferentes.

O tênis é um jogo focado na disputa, com o objetivo de cortar o outro, competir, vença o melhor. O frescobol tem uma conotação lúdica, os jogadores são parceiros, estão focados no companheirismo, na ajuda mútua para que o jogo continue e evite que a bolinha caia. Não há vencedores nem perdedores e sim o desejo de construção . Vencer no frescobol é estar em harmonia ou seja na mesma frequência.

Podemos crescer nas diferenças quando há flexibilidade e desejo de aprender com o outro ou seja quando o casal se torna companheiro. Dividem conhecimentos, experiências, compreendem as limitações de cada um e entendem que podem complementar o que na diferença vai fazer diferença na vida de cada um e na própria vida do casal. A diferença assim se torna além de aprendizagem um crescimento para ambos.

Diferenças são para serem trabalhadas e não disputadas quando se trata de relação amorosa.

Fica aqui uma questão para ser refletida e que cada um tire suas próprias conclusões ao analisar a pesquisa e a matéria que no meu ponto de vista são bem congruentes entre elas.

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