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Ajudar os Filhos -Escolher seus Amores

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SOBRE ESTAR SOZINHO- FLÁVIO GIKOVATE

Pra Falar com Deus!

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Uma oração para os novos tempos
Martha Medeiros

Que honremos o fato de ter nascido, e que saibamos desde cedo que não basta rezar um Pai Nosso para quitar as falhas que cometemos diariamente. Essa é uma forma preguiçosa de ser bom. O sagrado está na nossa essência, e se manifesta em nossos atos de boa fé e generosidade, frutos de uma percepção profunda do universo, e não de ocasião. Se não estamos focados no bem, nossa aclamada religiosidade perde o sentido.
Que se perceba que quando estamos dançando, festejando, namorando, brindando, abraçando, sorrindo e fazendo graça, estamos homenageando a vida, e não a maculando. Que sejam muitos esses momentos de comemoração e alegria compartilhados, pois atraem a melhor das energias. Sentir-se alegre não deveria causar desconfiança, o espírito leve só enriquece o ser humano, pois é condição primordial para fazer feliz a quem nos rodeia.
Que estejamos abertos, se não escancaradamente, ao menos de forma a possibilitar uma entrada de luz pelas frestas – que nunca estejamos lacrados para receber o que a vida traz. Novidade não é sinônimo de invasão, deturpação ou violência. Acreditemos que o novo é elemento de reflexão: merece ser avaliado sem preconceito ou censura prévia.
Que tenhamos com a morte uma relação amistosa, já que ela não é apenas portadora de más notícias. Ela também ensina que não vale a pena se desgastar com pequenas coisas, pois no período de mais alguns anos estaremos todos com o destino sacramentado, invariavelmente. Perder tempo com picuinhas é só isso, perder tempo.
Que valorizemos nossos amigos mais íntimos, as verdadeiras relações pra sempre.
Que sejamos bem-humorados, porque o humor revela consciência da nossa insignificância – os que não sabem brincar, se consideram superiores, porém não conquistam o respeito alheio que tanto almejam. Ria de si mesmo, e engrandeça-se.
Que o mar esteja sempre azul, que o céu seja farto de estrelas, que o vinho nunca seja proibido, que o amor seja respeitado em todas as suas formas, que nossos sentimentos não sejam em vão, que saibamos apreciar o belo, que percebamos o ridículo das ideias estanques e inflexíveis, que leiamos muitos livros, que escutemos muita música, que amemos de corpo e alma, que sejamos mais práticos do que teóricos, mais fáceis do que difíceis, mais saudáveis do que neurastênicos, e que não tenhamos tanto medo da palavra felicidade, que designa apenas o conforto de estar onde se está, de ser o que se é e de não ter medo, já que o medo infecciona a mente.
Que nosso Deus, seja qual for, não nos condene, não nos exija penitências, seja um amigo para todas as horas, sem subtrair nossa inteligência, prazer e entrega às emoções que nos fazem sentir plenos.
A vida é um presente, e desfrutá-la com leveza, inteligência e tolerância é a melhor forma de agradecer – aliás, a única.

Quando o Outro Faz Sofrer- Codependencia

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Ser Co-dependente

Por meio de estudos científicos compreende-se a co-dependência como um comportamento aprendido, do qual o indivíduo precisa se livrar. Em muitos casos, isso significa romper um relacionamento patológico, o que é muito difícil para o co-dependente (Zampieri, 2004a).

Embora cada co-dependente apresente uma experiência única, originada de sua convivência com as pessoas e de sua personalidade, um ponto comum aparece em todas as histórias de co-dependência – a influência dos outros sobre o comportamento do co-dependente e a maneira como o co-dependente tenta influenciar os outros. Nota-se que o co-dependente prende-se à percepção que o outro tem dele, conforme as respostas coletadas as características percebidas pelas participantes são aquelas que lhes foram atribuídas por outra(s) pessoa(s), ou seja, as mesmas se percebem através daquilo que ouvem o outro reclamar.

“Ser co-dependente é estar sempre dependendo do outro ou até mesmo de “outras” pessoas para se sentir bem. É colocar as vontades dos outros em primeiro lugar e se submeter mesmo espontaneamente às vontades e caprichos do próximo” (Catarina).

De acordo com as características de indivíduos co-dependentes, as participantes destacaram a presença dos sentimentos de dedicação ao bem-estar do outro. Neste sentido, Zampieri (2004a) afirma que o co-dependente dá mais do que recebe e, posteriormente, se sente abusado e negligenciado, pois sua autovalorização está reduzida. Porém, como todo investimento para controlar o outro é inútil, o co-dependente sente-se impotente, arrependido e usado, pois o outro não demonstra gratidão.

Observa-se nas respostas que a percepção que o co-dependente tem de si mesmo está muito ligada aos sentimentos, que identifica como sintomas. Esses “sintomas” se cristalizam ao longo de suas vidas o que dificulta sua identificação, pois pode ser encarado como sua personalidade. Neste caso, percebe-se que eles enfatizaram que a condição em que se encontram não pode mudar, visto que não tem cura.

“…ansiedade, o querer tomar conta das pessoas, cobrar demais, querer receber afeto das pessoas”(Tonha).

“Baixa autoestima, querer mandar em tudo, ao mesmo tempo é ser vítima e carrasco, ter uma tristeza enraizada dentro do coração, não ter paz, não ser feliz” (Dona Genu).

Dentre os mais variados sentimentos, que emergem em um indivíduo co-dependente, as participantes citaram a manipulação, que segundo Calábria (2007), trata-se de um mecanismo de defesa comumente presente nos relacionamentos entre dependente e co-dependente, sendo que, neste caso, ocorre o desrespeito aos domínios de autoridade do outro. A resposta de Dona Genu retrata a baixa auto-estima, em que fica evidente a dificuldade em tomar decisões, insegurança, valorização na aprovação dos outros, não se perceber como uma pessoa amável ou de valor. O que de fato se comprovou nesta pesquisa foi o surgimento de respostas que revelam o estilo de ser co-dependente das participantes. De um modo geral os co-dependentes são pessoas ressentidas, sentem raiva permanente de alguém, agarram-se à necessidade de punir a pessoa para reparar o sofrimento que acham que sofreram.

Quando e como ocorre o tratamento

Pelas respostas obtidas dos co-dependentes pesquisados percebeu-se que ocorre ajuda nestas situações, quando o próprio co-dependente não suporta estar nesta condição, na medida em que sua saúde física se torna abalada ou quando o “outro” não suporta mais o convívio, neste momento ocorre a indicação de tratamento.

Tendo em vista que, quando o co-dependente procura ajuda e, se esta ajuda parte do “outro” desejado, faz-se necessário discutir em que momento esta ajuda foi solicitada. As participantes desta pesquisa solicitaram ajuda a partir do momento em que perderam o controle, quando iniciou sua participação no grupo de apoio e quando surgiram patologias, as quais fizeram com que se consultassem com médicos, que as encaminharam.

“Quando estava à beira de um ataque de nervos (mãe portadora de mal de Alzheimer, filho pequeno, trabalhava com uma pessoa extremamente autoritária, abusadora) eu estava extremamente infeliz, com raiva de mim mesma” (Helena).

Se os afetados desconhecem sua condição e a patologia vier a se tornar crônica, esta pode gerar níveis de estresse, que diminuem sensivelmente a qualidade de vida e culminam em mal-estar físico generalizado e até em outras doenças como as cardiovasculares, dependências químicas, dentre outras (Sophia et al., 2007). O co-dependente só existe através da existência do outro, sendo que este outro é a razão de sua vida, neste sentido essa pessoa é considerada como importante para o co-dependente e o mesmo acredita que ela pode ajudá-lo de forma direta ou indireta.

“Não, eles tentam me atrapalhar. Eles não conhecem a doença” (Tonha).

Por meio das respostas obtidas, a falta de informação ou até mesmo o conhecimento da co-dependência geram conflitos para quem sofre desta disfunção, visto que o indivíduo é incompreendido diante de suas condutas. E acabam por atrapalhar o tratamento, pois permanecem sendo o “alimento” para o co-dependente. Um padrão freqüentemente associado ao co-dependente vai além dos sofrimentos pessoais decorrentes desse padrão, outro aspecto importante é que o comportamento do indivíduo pode influenciar negativamente o tratamento do outro em relação a sua dependência (Sophia, 2007). O co-dependente percebe-se ajudado, quando a ajuda ocorre pela imposição de limites, aproximação entre eles e respeito que recebem.

“Com minha mudança eles ficaram mais próximos de mim, antes eles não gostavam de mim, com razão, né. Eu só sabia mandar e mandar e criticar” (Dona Genu).

Já, quando não ocorre, ajuda as participantes informam que ocorrem cobranças, distanciamento entre eles, manipulação e também por desinformação dessas pessoas sobre o que é co-dependência.

“Os que não ajudam é porque não sabem o que é a co-dependência ou não entendem” (Helena).

Compreender um pouco das causas da co-dependência e poder pensar que todos os participantes, após detectarem por si só ou por intermédio de outras pessoas, que eles eram doentes, que esta doença não tem cura, então procuraram o tratamento do CODA, para aprenderem a conviver melhor com consigo mesmos, com suas limitações e, principalmente, com o outro.

“A princípio eu procurei o CODA, só apoio. Em janeiro desse ano procurei terapia individual”(Helena).

O tratamento tem início com a tomada de consciência e aceitação por parte do co-dependente, momento este encarado como inabilidade, e então o mesmo passa a ser visto por si mesmo e pela sociedade. A partir de então o co-dependente entende sua condição e necessidade de ajuda e percebe que ele também necessita de alívio para suas dores, que de forma inadequada se concentram no “outro” (CODA, 2004).

Para os participantes da pesquisa, a Psicologia pode auxiliar através de um apoio extra, ocorrendo de forma individual, a partir da orientação e acolhimento, na promoção do autoconhecimento, e alguns não sabem como essa ajuda pode ocorrer. Por meio do relato de Catarina o papel do psicólogo se evidencia:

“Ainda não tive um auxílio psicológico, mas gostaria muito para conhecer um pouco mais sobre a minha própria pessoa” (Catarina).

O co-dependente precisa aprender a estabelecer limites e se impor nas relações que estabelece, para que suas necessidades sejam atendidas com mais propriedade e poder entender que dizer “não” àqueles com quem estabelecem esse relacionamento co-dependente não trará consequências desastrosas (Oliveira, 2004). Existem outras formas de tratamento, além do psicológico, que trabalham no acompanhamento da co-dependência. Neste caso, os participantes citaram em sua grande maioria, o grupo de apoio como uma ajuda, a literatura sobre o tema e a ajuda espiritual.

“A ajuda espiritual” (Tonha).

A psicoterapia com o auxílio do treinamento de habilidades verbais combinadas com os doze passos é muito eficaz. A auto-ajuda disponível a partir de grupos, bem como orientação são recursos para o tratamento da co-dependência.

 

CONCLUSÃO

Constata-se que o co-dependente se percebe através da opinião do outro, ele não é capaz de perceber seus sentimentos, quando estes se referem a sua própria pessoa, e também não são capazes de atribuir a ele características positivas. Em suas respostas encontram-se apenas características negativas, sendo que estas características são as verbalizadas pelo outro, sendo que este “outro”, costumeiramente é o parceiro do relacionamento afetivo. Os dados coletados nesta pesquisa demonstram que o co-dependente não apresentou capacidade de se perceber sem a ajuda de alguém, a princípio esta “ajuda” vem do outro, porém, neste caso, ocorre apenas uma colaboração com a manutenção do comportamento e sentimentos do co-dependente.

Diante do que foi verificado, o comportamento co-dependente pode comprometer o desenvolvimento humano e favorecer o surgimento de doenças. Algumas das participantes apresentam atualmente enfermidades que as conduziram à percepção de si, pois, a partir do incômodo causado pelos sintomas das doenças, elas recorreram ao auxílio médico e este realizou o encaminhamento para o tratamento.

O trabalho terapêutico em grupo, quando voltado para o público co-dependente, trabalha com a finalidade de discutir as vivências de cada membro além de sua relação com o “outro” e debater a situação em que vivem. Assim, o co-dependente e conseqüentemente o “outro” começaram a desenvolver estratégias de convivência com a situação desenvolvida no ambiente em que estão inseridos.

Neste caso, a Psicologia se mostra tímida em se tratando de estratégias de atuação, visto que, atualmente são poucos os grupos de apoio que atuam especificamente com o co-dependente. Na realidade brasileira, um exemplo é a região Nordeste, pois até o presente momento da realização desta pesquisa não foi encontrado nenhum trabalho sendo realizado formalmente com este público.

Dessa maneira o tema se faz atual e de grande importância, por ser fundamental a sua discussão na construção de melhoria na educação, conseqüentemente no desenvolvimento do indivíduo. Neste sentido, serve para refletir e/ou evitar que pais e educadores não perpetuem o mesmo ciclo de abusos e interação familiar disfuncional no qual foram inseridos, evitando a repetição de comportamentos co-dependentes com seus filhos, portadores de outras doenças ou outro dependente na sua mais ampla denominação, como os alcoólatras, portadores de necessidades especiais, indivíduos com problemas na justiça, idosos, portadores de doenças crônicas, dentre outros.

 

REFERÊNCIAS

Bardin, L. (2000). Análise de conteúdo. Lisboa: Ed. Edições 70.

Beattie, M. (2007). Co-dependência nunca mais. Rio de Janeiro: Nova Era.

Brasil. (1996). Conselho Nacional de Saúde. Resolução n° 196/96, de 10 de outubro de 1996. Recuperado em 20 de abril, 2009, do conselho.saude.gov.br/resolucoes/reso_96.htm.

Calábria, O.P. (2007). Dependência química e liberdade: A filosofia e o tratamento da co-dependência. Revista Interações: Cultura e Comunidade, 2 (2), 65-79.

Co-dependentes Anônimos – CODA. (2004). Os doze passos: Uma perspectiva. (4ª ed.). São Paulo: Grupo de apoio Co-dependentes Anônimos – CODA.

Ferreira, D.R. (2008). Alcoolismo e co-dependência: A interferência do alcoolismo na dissolução da relação conjugal. Trabalho de conclusão de curso (Monografia). Faculdade do Sul de Santa Catarina, Palhoça. Recuperado em 27 de junho, 2009, de inf.unisul.br/~psicologia/wp-content/uploads/2008/07/DanielaRolandFerreira.pdf.

Gil, A.C. (1999). Métodos e técnicas de pesquisa social. (5ª ed.). São Paulo: Atlas.

Hernández Castañón, M.A. (2007). Ação comunitária com mulheres de alcoolistas: Uma aproximação ao seu mundo da vida. Tese de Doutorado. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP. Recuperado em 24 de março, 2009, debiblioteca.universia.net/html_bura/ficha/params/id/30827711.html.

Izquierdo, F.M. (2001). Codependencia y psicoterapia interpersonal. Revista de la Asociación Española de Neuropsiquiatria, 21(8), 9-35.

Leis, H. & Costa, S. (1998). Dormindo com uma desconhecida: A teoria social contemporânea enfrenta a intimidade. Trabalho para o GT de Teoria Social, Encontro ANPOCS XXII. Recuperado em 15 de agosto, 2009, da Biblioteca Virtual: http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/anpocs/leis.rtf.

Minayo, M.C.S. (2006). O desafio do conhecimento: Pesquisa qualitativa em saúde. (9ªed.). São Paulo: Hucitec.

Oliveira, A.P. (2004). Co-dependência é um distúrbio mais frequente do que se imagina. Folha de São Paulo Online. São Paulo, 12 de agosto de 2004. Recuperado em 27 de junho, 2009, dehttp://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u3696.shtml.

Sophia, E.C.; Tavares, H. & Zilberman, M.L. (2007). Amor patológico: Um novo transtorno psiquiátrico? Revista Brasileira de Psiquiatria, 29(1), 55-62.

Toffoli, A.; Wanjstock, A.; Mantel, M.M.B.; Biscaia, M.F.C. & Biscaia, M.J.S. (1997). Co-dependência: Reflexão crítica dos critérios diagnósticos e uma analogia com o mito de Narciso e Eco. Informação Psiquiátrica, 16, 92-97.

Zampieri, M.A.J. (2004a). Co-dependência: O transtorno e a intervenção em rede. São Paulo: Agora.

Zampieri, M.A.J. (2004b). Transtorno de personalidade co-dependente: Discussão sobre classificação diagnóstica e manifestações sistêmicas. Revista Brasileira de Psicoterapia, 6 (2), 123-134.

 

 

 

 

Leilanir de Sousa Carvalho*; Fauston Negreiros

Curso de Psicologia da Faculdade Integral Diferencial – FACID – PI – Brasil

 

Recebido em 18/01/10
Revisto em 24/03/11
Aceito em 30/03/11

 

Diga Não: Sem Culpa, Sem Medo.

Perder o medo de falar NÃO

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psicologo para perder o medo de falar não

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Entrevista cedida  à repórter Ivanilde Sitta da Coop Revista

 

As palavras “sim” e “não” transmitem de certa forma “eu gosto de você e eu não gosto de você”?

Psicóloga: Na maioria das vezes as palavras “sim” e “não” se referem apenas ao objeto negado ou aprovado, mas as pessoas podem confundir e sentir que  foram rejeitadas como pessoas  quando seu pedido foi negado. Na maioria das vezes não falamos “não” para a pessoa em si, mas sim ao seu pedido.

 

O que se esconde atrás dessa dificuldade em dizer “não”?

Psicóloga: Pode ser uma serie de fatores mas talvez os mais comuns sejam medo de ser criticada ou rejeitada. As pessoas podem acreditar que quando alguém pede um favor a única resposta aceitável seria o “sim”, mas algumas vezes pode não ser possível pois a pessoa pode estar atarefada ou não ter habilidade para executar o tal pedido. De toda forma considero útil desenvolvermos uma certa resistência a frustração e conseguirmos lidar com pessoas que não atendem a nossos pedidos simplesmente porque não querem.

 

Quem geralmente tem dificuldade em negar algo a alguém é também porque não consegue lidar com as negativas dos outros?

Psicóloga: Alguns grupos de pessoas tem essa dificuldade, por exemplo: Os que também interpretam mal quando ouve um “não” de alguém; Os que não foram treinados em suas formações a aceitar as limitações que a  vida oferece; Os que sentem forte necessidade em agradar a todo mundo; Os que consideram que ser o “bonzinho” é o ideal; Etc.

 

Quando dizemos sim, sendo que a vontade é de gritar um Não, quais sentimentos ou emoções experimentamos?

Psicóloga: Pode haver muitos sentimentos conforme a pessoa ou o momento, por exemplo: desrespeito por nós mesmos, auto agressão, desmerecimento das próprias necessidades, etc.

 

É possível aprender a dizer não sem cair em mentiras ou inventar histórias?

Psicóloga: Não sou contra as famosas “mentiras brancas”, se a situação  mostrar que você magoará alguém desnecessariamente não vejo problemas em “colorir” um pouco a resposta. Isso na realidade pode significar empatia e proteção.  Mas sempre que possível é desejável que a pessoa responda com a maior honestidade possível. Muitas vezes acreditamos que haverá consequências terríveis se dissermos a verdade , mas no final podemos ver que nada de tão ruim costuma acontecer.

 

*O material deste site é informativo, não substitui a terapia  ou psicoterapia  oferecida por um psicólogo

Marisa de Abreu Alves Psicóloga – CRP 06/29493-5


 

psiologo para dizer não

Entrevista cedida  Portal Vital

 

 

Saber dizer Não

 

 

Por que saber dizer “não” tem relação com assertividade?

Considerando que assertividade trata-se da capacidade de conseguir colocar suas necessidades e prioridades da forma adequada e no momento adequado, saber dizer “não” tem tudo a ver com assertividade pois interagimos num mundo onde cada um pode defender apenas o seu lado, se não conseguimos falar “não” o que prevalecerá poderá ser apenas a prioridade e necessidade do outro.

Claro que saber dizer “não” não se trata de simplesmente sair pronunciando esta palavra indiscriminadamente, ou seja simplesmente se dar o direito ao egoismo e não considerar as necessidades dos outros, mas de ter habilidade em reconhecer quando seria o caso do outro ouvir este “não” e quando somos nós que temos que ceder, para isso considero que pode ser necessário, além da auto estima em dia, bastante humildade e até compaixão.

 

Dizer “não” traz que vantagens para a vida pessoal e profissional?

Acredito que muitas. Saber dizer “não” na hora, do jeito certo e para a situação adequada pode facilitar em várias situações, por exemplo conseguir que seu trabalho seja reconhecido quando outros tentam lhe ofuscar, no âmbito pessoal saber dizer “não” ajuda a ser respeitado pelos amigos, etc.

 

Em quais principais situações devemos dizer “não” em família?

Família pode ser uma situação onde as pessoas consideram que se você assume o papel de “bonzinho” os limites podem ser esquecidos. Exemplo: parentes que frequentam sua casa de praia sem nem mesmo pedir, não devolvem o dinheiro emprestado, só lembram de você na hora que precisam de alguém para busca-los de madrugada no aeroporto, etc. Quando aprendemos a dizer “não” mostramos que além de limites somos merecedores de respeito.

 

Uma pessoa que só diz sim consegue mudar esse hábito? Como ela faz isso sozinha e com a ajuda de um psicólogo?

R: Creio que as  pessoas podem ter condições de mudar suas característica. Exemplo: o tímido pode se tornar espontâneo, o perdulário torna-se equilibrado, etc. Com determinação e esforço pode ser possível.

 

 

Marisa de Abreu Alves Psicóloga – CRP 06/29493-5

 

 

 

 

VELHO EU?

Postura Saudavel

Na imaterialidade do tempo, nos perdemos na correria da sobrevivência, obrigações e rugas, e quando nos damos conta, contabilizamos muitos anos.

pai-foto-casamento-marcelaEnvelheci? Aos 30?? Mas tão jovem… Aos 80, 90??

Joseph Pilates, fundador do famoso Método Pilates, deixou-nos um grande legado e falas que devem ser levadas a sério:

Se aos 30 anos você  está sem flexibilidade  e fora de forma, você é um velho. Se aos 60 anos, você é flexível e forte, você é um jovem.”

Dia primeiro de outubro, comemora-se o dia do idoso. E quero fazer uma homenagem ao jovem idoso que aos 93 anos, era saudável, independente, trabalhando normalmente e quebrando paradigmas e preconceitos por viver normalmente sem ser limitado pelos muitos anos vividos: meu pai.

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Por Quê Trair?- Relações amorosas

                                   ENFRENTANDO imageA DOR DA TRAIÇÃO

Reflita sobre quais escolhas e atitudes levaram à infidelidade

Por: Ceci Akamatusu

Há apenas uma semana no Brasil, um site de relacionamentos para traição já conquistou recorde de cadastros. O tema infidelidade rapidamente ganhou destaque na mídia e nas conversas país afora. Uma pesquisa britânica constatou que quanto maior o QI do homem menos ele trai, enquanto a mulher, pela sua natureza mais fiel, não apresenta essa diferença. Essas informações me fizeram refletir sobre a relação entre a inteligência e a ocorrência de traições.

À medida que conhecemos e percebemos nossos limites, mais conseguimos nos expressar, dialogar e chegar a conciliações. Lidamos melhor com nós mesmos e com o outro. Assim, somos capazes de fortalecer vínculos e solucionar brechas energéticas do relacionamento, antes que elas levem a situações como a traição.

Muitas vezes as pessoas são pegas de surpresa pela traição. Mas ela é construída, resultado de um processo. Nós literalmente criamos e alimentamos a traição com pequenas atitudes e escolhas do dia-a-dia. Sem perceber, ignoramos a realidade e a verdade de nós mesmos e do outro continuamente. Por isso essa situação dolorosa representa um importante aprendizado, chamando nossa atenção para aquilo que estamos criando sem consciência.

Quem tem uma visão limitada sobre si mesmo também a tem para o outro. Se duas pessoas não conseguem enxergar a si mesmas, como alcançarão uma a outra?Se duas pessoas não conseguem enxergar a si mesmas, como alcançarão uma a outra?

Elas acabam vivendo realidades distintas que não se encontram, cada um vive em sua realidade distorcida.

ILUSÃO X VERDADE

É comum construirmos nossos relacionamentos em bases falsas que um dia se desfazem. Viver ilusões é cansativo, pois precisamos continuamente nos policiar, nos tolhendo e atuando em papeis que não correspondem a quem realmente somos. Não atendemos às nossas verdadeiras necessidades e vontades.

Alimentar ilusões pode funcionar por algum tempo, por anos ou até por uma vida inteira. Mas o risco delas se desfazerem a qualquer momento é enorme. Esse risco pode colocar também em jogo um dos pilares básicos de um relacionamento: a confiança.

A traição sempre traz à tona muita dor, que vai sendo acumulada ao longo do relacionamento. A cada vez que deixamos de nos colocar, que cedemos ao outro desrespeitando a nossa verdade, que tentamos manipular, que olhamos apenas para o outro sem olhar para dentro de nós mesmos e vice-versa. Assim, a maior traição acontece primeiramente dentro de nós mesmos quando traímos a nossa verdade.

O EU MACHUCADO E DISTORCIDO

Quando nos omitimos ou nos colocamos de forma agressiva não estamos no verdadeiro eu, mas em nosso “eu machucado”, que distorce os fatos e o peso dos acontecimentos. Imagine que alguém esbarra levemente em você. Agora imagine que alguém esbarra da mesma maneira, mas bem em cima de seu machucado. O estímulo externo é o mesmo, mas a sensação ao recebê-lo é completamente diferente. Por isso, a resposta do “eu machucado” é movida pela dor e toma um tom defensivo. O outro, por sua vez, também pode também receber e interpretar essa resposta a partir do seu “eu machucado”. Perceba quanta dor é colocada no relacionamento, ao mesmo tempo em que a verdade vai se perdendo dessa dinâmica.

O que geralmente acontece é a falta de vontade e de autocomprometimento em perceber e buscar continuamente a real qualidade da energia que criamos em nós e em nosso relacionamento. É preciso enfrentar sentimentos e crenças negativas, percebendo esse “eu machucado” e distorcido, que nos faz ter atitudes baseadas no medo, na raiva, na manipulação.

VOCÊ ESTÁ CONSCIENTE DAS ESCOLHAS QUE TEM FEITO?

Não há certo ou errado, mas escolhas e consequências. Você percebe a energia por trás de suas escolhas em seus relacionamentos?

  • É amor ou medo?
  • É o amor ou a preguiça de ter que enxergar e trabalhar diferenças?
  • É amor ou autoafirmação?

É preciso se desapegar do externo, fazendo escolhas baseadas na sua verdade. É claro que devemos considerar o parceiro, mas não podemos nos decidir em função dele em detrimento de nós mesmos.

Se você traiu ou foi traído vale a pena refletir e buscar dentro de si, da maneira mais sincera e honesta possível, como se formou o caminho que o levou a traição.

Amor só não basta- “Relacionamentos afetivos”

AMOR SÓ NÃO BASTA Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem é amar. ENCONTRAR ALGUÉM QUE…

Fonte: Amor só não basta- “Relacionamentos afetivos”

Diga Não Para o Outro

As maiores angústias do ser humano.

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Travamos internamente, todos nós, uma luta inglória entre dois inimigos mortais: a necessidade e o Desejo, o que devemos fazer e o que desejamos fazer. Há uma dispulta permanente entre esses dois atores poderosos que buscam ocupar a sala de comando e definir nosso comportamento.
Como ter disciplinar, priorizar, focar, não procrastinar, e, acima de tudo, como resistir aos impulsos? Como dedicar tempo, atenção e esforço para fazer algo que, comparado com outras coisas que estão ao alcance da mão, são muito pouco prazerosas?
É bem possivel que o melhor caminho seja a tomada de consciência, que neste caso significa uma consciente percepção de que tudo o que fazemos terá uma consequência em algum momento. Cedo ou tarde.
Em geral, dedicar- se com empeho a um trabalho monótono, mas necessário, terá como resultado mais provável o encontro com o prazer ou o não encontro com o desprazer.Se você acaba de jantar e se depara com a tarefa de lavar a louça, vai se pegar pensando que poderia ocupar aquele tempo lendo um livro, ouvindo música ou assistindo TV. E isso gera uma batalha interna, não tendo como evitar. Por outro lado poderia deixar a louça para lavar no outro dia, e não tem nada poir do que realizar uma tarefa do dia anterior. Por tanto , priorizar o que se precisa e se deve fazer tem o mérito de entrega satisfção ao final da tarefae, não menos importante
Diga sim para você.
Como tudo na natureza somos programados para crescer e nos tornarmos nós mesmos, mas a grande diferença entre o homem e o resto da natureza é que nós podemos dizer não.
Uma semente de laranjeira vai virar uma laranjeira e dela vão nascer laranjinhas bebês. Do ovo vai nascer o pintinho que vai virar uma galinha que vai botar outro ovo de onde vai nascer outro pintinho. A água que evapora vai virar nuvem e vai se precipitar e virar chuva numa bela tarde de outono.
Mas você… Você nasceu para crescer e se tornar você, com tudo o que isso representa. , contribuir com os seus talentos dons e habilidades na cocriação de uma sociedade e um mundo melhor. Você nasceu para ser feliz!!
Com que pensamentos, decisões a atitudes você tem dito não ao seu propósito de vida? Independetemente de quais sejam, você pode a qualquer momento usar seu poder e escolher novos pensamentos e tomar novas decisões que vão levá-lo a ser quem você nasceu para ser. Podemos escolher acreditar em qualquer coisa. Então por que não acreditar em nós mesmos e sermos quem verdadeiramente somos?
Por Eugenio Mussak e Paula Abreu
Revista Vida Simples. ediçaõ 176

Sexualidade- Muito além do Sexo

COMO A PSICOLOGIA EXPLICA O AFETO E A SEXUALIDADE

Tentaremos nesse texto, expor sobre o que a psicologia entende da relação entre esses temas: Afeto e Sexualidade.

Hoje na sociedade, é evidente que o afeto entre as pessoas, está se tornando cada vez mais complexo. Vemos nas ruas, crianças abandonadas pelos pais, pais sendo maltratados pelos filhos, casal de namorados vivendo seu namoro como marido e esposa, namorados (as) totalmente obsessivos em suas relações, relação mal estabelecida entre professores e alunos, amizades entre diversas outras.

O afeto é expresso através dos sonhos, desejos, forma de se comportar, de falar e também é o que muitas vezes nos faz viver.

Sem dúvida quando se fala de afeto, ninguém melhor do que os poetas para expressá-lo de uma maneira clara. Os poetas atuam nesse tema interpretando com perfeição, sobre as condições internas das pessoas.

Um autor que pontua o afeto como algo de grande importância, é Marx, que cita “os sentidos espirituais”, que envolve o amor, as vontades, entre outros afetos. Ele afirma que é através dos sentidos que o homem define seu meio e também é definido.

Quando o afeto passou a tomar espaço nos estudos, a ciência por sua vez, preocupada com os estudos da razão, pressupôs que os afetos atuam como modificadores de um determinado objeto, podendo ser até deformadores dos mesmos.

Pelo assunto ser afeto, podemos nos estender para o conceito de emoção e sentimento, que são definidos de forma mais precisa da seguinte forma:

  • Emoção: Um estado intenso e pontual que expressa à afetividade. Esse estado acontece como uma explosão interna e pontual.
  • Sentimento: É o que carrega menos intensidade, que não acontece uma explosão momentânea acompanhada de reações orgânicas. É por sua vez durável.

Diante de tudo levantamos a questionamento, do porque é importante estudar emoção, sentimentos, afetos em psicologia.

Levando em consideração o individuo em sua totalidade, a psicologia se insere nesse contexto, percebendo o individuo em sua subjetividade, pois a forma com que a pessoa entende o afeto se comporta ou lida com ele, faz com que ela seja única em suas experiências. Sendo esses fatores ferramentas cruciais para o entendimento do psicólogo.

Agora entendendo um pouco sobre a afetividade, vamos compreender qual é sua relação com a sexualidade. Pode até parecer simples pensar nas possibilidades de correlacionar esses temas, porém deve-se passar por muito cuidados.

Primeiramente, o que causa preocupação, é que quando falamos sobre sexualidade se pensa apenas em “sexo”, e muitas vezes se determina isso e acaba o assunto por aí, dispensando quão grande é sua complexidade. Isso pode acontecer porque a sexualidade está muito desconhecida no meio em que vivemos e causa disso pode ser devido aos tabus que a sociedade prega, dessa forma excluindo uma compreensão mais abrangente.

Fonte: Australia Counselling

As dúvidas relacionadas a esse tema são inúmeras e na maioria das vezes estão acompanhadas de preconceitos e informações incorretas, podendo vim também através de crenças erronias.

Isso tudo nos permite definir o sexo da seguinte maneira: prazer, desejo, proibição, medo, perigo, culpa e erros.

A sexualidade na juventude é um exemplo para ser visto, pois são limites envolvendo sentimentos de desejos e repressão. A partir daí já podemos identificar um contexto que abrange tanto sexualidade como o afeto, e a forma que eles atuam em conjunto.

Algumas pesquisas apontam e também podemos perceber que a abertura para a discussão sobre esse tema, infelizmente, carrega um discurso pouco articulado, distorcido e algumas vezes até mal informado.

A psicologia acredita que essa situação pode acontecer por trazer alguns aspectos moralistas que podem ser causadores de angustias.

A sexualidade é um aspecto trabalhado por diversas áreas em que envolve: medicina, biologia, fisiologia, antropologia entre diversas outras, sendo assim esta envolvida no entendimento sobre os afetos (sentimentos) que estão ligados a sexualidade.

Entende-se que a escolha do melhor parceiro (a), vai além dos instintos sexuais (sexo), isso acontece, pois nós humanos escolhemos por prazeres únicos e individuais e não pela reprodução.

Para a psicologia, não tem como falar de sexualidade sem falar de Freud, que entende que a sexualidade funciona como um ciclo, e que seus prazeres (libido), estão concentrados nas diferentes partes de seu corpo, conforme suas fases do desenvolvimento. Esse forte impulso sexual chamado de Libido, está vinculado as nossas relações, e investimos essas pulsões nas pessoas que nos dão prazeres ( não apenas sexual) , porém isso vem de um imenso campo complexo , que não se estabelece regras.

A paixão, nesse contexto , é um investimento libidinal que oferecemos para o outro, esse investimento que fazemos é de fundamental importância que venha acompanhado de uma  defesa, pois é através da defesa que se tem o equilíbrio para que não seja uma entrega total de si para o outro, pois é necessário que esse investimento tenho uma certa recompensa e assim servindo para o nosso amadurecimento , depois desse mecanismo quando saudável pode surgir o que se é chamado de amor. Através dessa forma de troca que acontece o investimento libidinal com o enriquecimento do EU.

 

Pensando assim, surge a dúvida em relação aos nossos amigos , já que nós os amamos , questionamos de que forma essa energia sexual funciona.

Na amizade existe sim esse impulso libidinal, porém há inibição de sua finalidade genital, nesse mecanismo acontece uma dessexualização, para que esse afeto se transforme de forma mais fraterna. Na amizade também é importante ressaltar que acontece uma idealização em que os aspectos admirados passam a ser imitados por nós, dessa forma investindo libido de uma forma diferente do que acontece na relação amorosa sexualizada.

Diante do exposto, podemos fazer uma das possíveis relações entre afeto, sexualidade e psicologia. E também podemos perceber o quanto é complexo o seu estudo.

Referência:

BOCK, Ana Mercês Bahia; FURTADO, Odair; TEIXEIRA, Maria de Lourdes Trassi. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. Saraiva, 2002.

 

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