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Arquivo mensal: setembro 2016

Por Quê Trair?- Relações amorosas

                                   ENFRENTANDO imageA DOR DA TRAIÇÃO

Reflita sobre quais escolhas e atitudes levaram à infidelidade

Por: Ceci Akamatusu

Há apenas uma semana no Brasil, um site de relacionamentos para traição já conquistou recorde de cadastros. O tema infidelidade rapidamente ganhou destaque na mídia e nas conversas país afora. Uma pesquisa britânica constatou que quanto maior o QI do homem menos ele trai, enquanto a mulher, pela sua natureza mais fiel, não apresenta essa diferença. Essas informações me fizeram refletir sobre a relação entre a inteligência e a ocorrência de traições.

À medida que conhecemos e percebemos nossos limites, mais conseguimos nos expressar, dialogar e chegar a conciliações. Lidamos melhor com nós mesmos e com o outro. Assim, somos capazes de fortalecer vínculos e solucionar brechas energéticas do relacionamento, antes que elas levem a situações como a traição.

Muitas vezes as pessoas são pegas de surpresa pela traição. Mas ela é construída, resultado de um processo. Nós literalmente criamos e alimentamos a traição com pequenas atitudes e escolhas do dia-a-dia. Sem perceber, ignoramos a realidade e a verdade de nós mesmos e do outro continuamente. Por isso essa situação dolorosa representa um importante aprendizado, chamando nossa atenção para aquilo que estamos criando sem consciência.

Quem tem uma visão limitada sobre si mesmo também a tem para o outro. Se duas pessoas não conseguem enxergar a si mesmas, como alcançarão uma a outra?Se duas pessoas não conseguem enxergar a si mesmas, como alcançarão uma a outra?

Elas acabam vivendo realidades distintas que não se encontram, cada um vive em sua realidade distorcida.

ILUSÃO X VERDADE

É comum construirmos nossos relacionamentos em bases falsas que um dia se desfazem. Viver ilusões é cansativo, pois precisamos continuamente nos policiar, nos tolhendo e atuando em papeis que não correspondem a quem realmente somos. Não atendemos às nossas verdadeiras necessidades e vontades.

Alimentar ilusões pode funcionar por algum tempo, por anos ou até por uma vida inteira. Mas o risco delas se desfazerem a qualquer momento é enorme. Esse risco pode colocar também em jogo um dos pilares básicos de um relacionamento: a confiança.

A traição sempre traz à tona muita dor, que vai sendo acumulada ao longo do relacionamento. A cada vez que deixamos de nos colocar, que cedemos ao outro desrespeitando a nossa verdade, que tentamos manipular, que olhamos apenas para o outro sem olhar para dentro de nós mesmos e vice-versa. Assim, a maior traição acontece primeiramente dentro de nós mesmos quando traímos a nossa verdade.

O EU MACHUCADO E DISTORCIDO

Quando nos omitimos ou nos colocamos de forma agressiva não estamos no verdadeiro eu, mas em nosso “eu machucado”, que distorce os fatos e o peso dos acontecimentos. Imagine que alguém esbarra levemente em você. Agora imagine que alguém esbarra da mesma maneira, mas bem em cima de seu machucado. O estímulo externo é o mesmo, mas a sensação ao recebê-lo é completamente diferente. Por isso, a resposta do “eu machucado” é movida pela dor e toma um tom defensivo. O outro, por sua vez, também pode também receber e interpretar essa resposta a partir do seu “eu machucado”. Perceba quanta dor é colocada no relacionamento, ao mesmo tempo em que a verdade vai se perdendo dessa dinâmica.

O que geralmente acontece é a falta de vontade e de autocomprometimento em perceber e buscar continuamente a real qualidade da energia que criamos em nós e em nosso relacionamento. É preciso enfrentar sentimentos e crenças negativas, percebendo esse “eu machucado” e distorcido, que nos faz ter atitudes baseadas no medo, na raiva, na manipulação.

VOCÊ ESTÁ CONSCIENTE DAS ESCOLHAS QUE TEM FEITO?

Não há certo ou errado, mas escolhas e consequências. Você percebe a energia por trás de suas escolhas em seus relacionamentos?

  • É amor ou medo?
  • É o amor ou a preguiça de ter que enxergar e trabalhar diferenças?
  • É amor ou autoafirmação?

É preciso se desapegar do externo, fazendo escolhas baseadas na sua verdade. É claro que devemos considerar o parceiro, mas não podemos nos decidir em função dele em detrimento de nós mesmos.

Se você traiu ou foi traído vale a pena refletir e buscar dentro de si, da maneira mais sincera e honesta possível, como se formou o caminho que o levou a traição.

Amor só não basta- “Relacionamentos afetivos”

AMOR SÓ NÃO BASTA Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem é amar. ENCONTRAR ALGUÉM QUE…

Fonte: Amor só não basta- “Relacionamentos afetivos”

Diga Não Para o Outro

As maiores angústias do ser humano.

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Travamos internamente, todos nós, uma luta inglória entre dois inimigos mortais: a necessidade e o Desejo, o que devemos fazer e o que desejamos fazer. Há uma dispulta permanente entre esses dois atores poderosos que buscam ocupar a sala de comando e definir nosso comportamento.
Como ter disciplinar, priorizar, focar, não procrastinar, e, acima de tudo, como resistir aos impulsos? Como dedicar tempo, atenção e esforço para fazer algo que, comparado com outras coisas que estão ao alcance da mão, são muito pouco prazerosas?
É bem possivel que o melhor caminho seja a tomada de consciência, que neste caso significa uma consciente percepção de que tudo o que fazemos terá uma consequência em algum momento. Cedo ou tarde.
Em geral, dedicar- se com empeho a um trabalho monótono, mas necessário, terá como resultado mais provável o encontro com o prazer ou o não encontro com o desprazer.Se você acaba de jantar e se depara com a tarefa de lavar a louça, vai se pegar pensando que poderia ocupar aquele tempo lendo um livro, ouvindo música ou assistindo TV. E isso gera uma batalha interna, não tendo como evitar. Por outro lado poderia deixar a louça para lavar no outro dia, e não tem nada poir do que realizar uma tarefa do dia anterior. Por tanto , priorizar o que se precisa e se deve fazer tem o mérito de entrega satisfção ao final da tarefae, não menos importante
Diga sim para você.
Como tudo na natureza somos programados para crescer e nos tornarmos nós mesmos, mas a grande diferença entre o homem e o resto da natureza é que nós podemos dizer não.
Uma semente de laranjeira vai virar uma laranjeira e dela vão nascer laranjinhas bebês. Do ovo vai nascer o pintinho que vai virar uma galinha que vai botar outro ovo de onde vai nascer outro pintinho. A água que evapora vai virar nuvem e vai se precipitar e virar chuva numa bela tarde de outono.
Mas você… Você nasceu para crescer e se tornar você, com tudo o que isso representa. , contribuir com os seus talentos dons e habilidades na cocriação de uma sociedade e um mundo melhor. Você nasceu para ser feliz!!
Com que pensamentos, decisões a atitudes você tem dito não ao seu propósito de vida? Independetemente de quais sejam, você pode a qualquer momento usar seu poder e escolher novos pensamentos e tomar novas decisões que vão levá-lo a ser quem você nasceu para ser. Podemos escolher acreditar em qualquer coisa. Então por que não acreditar em nós mesmos e sermos quem verdadeiramente somos?
Por Eugenio Mussak e Paula Abreu
Revista Vida Simples. ediçaõ 176

Sexualidade- Muito além do Sexo

COMO A PSICOLOGIA EXPLICA O AFETO E A SEXUALIDADE

Tentaremos nesse texto, expor sobre o que a psicologia entende da relação entre esses temas: Afeto e Sexualidade.

Hoje na sociedade, é evidente que o afeto entre as pessoas, está se tornando cada vez mais complexo. Vemos nas ruas, crianças abandonadas pelos pais, pais sendo maltratados pelos filhos, casal de namorados vivendo seu namoro como marido e esposa, namorados (as) totalmente obsessivos em suas relações, relação mal estabelecida entre professores e alunos, amizades entre diversas outras.

O afeto é expresso através dos sonhos, desejos, forma de se comportar, de falar e também é o que muitas vezes nos faz viver.

Sem dúvida quando se fala de afeto, ninguém melhor do que os poetas para expressá-lo de uma maneira clara. Os poetas atuam nesse tema interpretando com perfeição, sobre as condições internas das pessoas.

Um autor que pontua o afeto como algo de grande importância, é Marx, que cita “os sentidos espirituais”, que envolve o amor, as vontades, entre outros afetos. Ele afirma que é através dos sentidos que o homem define seu meio e também é definido.

Quando o afeto passou a tomar espaço nos estudos, a ciência por sua vez, preocupada com os estudos da razão, pressupôs que os afetos atuam como modificadores de um determinado objeto, podendo ser até deformadores dos mesmos.

Pelo assunto ser afeto, podemos nos estender para o conceito de emoção e sentimento, que são definidos de forma mais precisa da seguinte forma:

  • Emoção: Um estado intenso e pontual que expressa à afetividade. Esse estado acontece como uma explosão interna e pontual.
  • Sentimento: É o que carrega menos intensidade, que não acontece uma explosão momentânea acompanhada de reações orgânicas. É por sua vez durável.

Diante de tudo levantamos a questionamento, do porque é importante estudar emoção, sentimentos, afetos em psicologia.

Levando em consideração o individuo em sua totalidade, a psicologia se insere nesse contexto, percebendo o individuo em sua subjetividade, pois a forma com que a pessoa entende o afeto se comporta ou lida com ele, faz com que ela seja única em suas experiências. Sendo esses fatores ferramentas cruciais para o entendimento do psicólogo.

Agora entendendo um pouco sobre a afetividade, vamos compreender qual é sua relação com a sexualidade. Pode até parecer simples pensar nas possibilidades de correlacionar esses temas, porém deve-se passar por muito cuidados.

Primeiramente, o que causa preocupação, é que quando falamos sobre sexualidade se pensa apenas em “sexo”, e muitas vezes se determina isso e acaba o assunto por aí, dispensando quão grande é sua complexidade. Isso pode acontecer porque a sexualidade está muito desconhecida no meio em que vivemos e causa disso pode ser devido aos tabus que a sociedade prega, dessa forma excluindo uma compreensão mais abrangente.

Fonte: Australia Counselling

As dúvidas relacionadas a esse tema são inúmeras e na maioria das vezes estão acompanhadas de preconceitos e informações incorretas, podendo vim também através de crenças erronias.

Isso tudo nos permite definir o sexo da seguinte maneira: prazer, desejo, proibição, medo, perigo, culpa e erros.

A sexualidade na juventude é um exemplo para ser visto, pois são limites envolvendo sentimentos de desejos e repressão. A partir daí já podemos identificar um contexto que abrange tanto sexualidade como o afeto, e a forma que eles atuam em conjunto.

Algumas pesquisas apontam e também podemos perceber que a abertura para a discussão sobre esse tema, infelizmente, carrega um discurso pouco articulado, distorcido e algumas vezes até mal informado.

A psicologia acredita que essa situação pode acontecer por trazer alguns aspectos moralistas que podem ser causadores de angustias.

A sexualidade é um aspecto trabalhado por diversas áreas em que envolve: medicina, biologia, fisiologia, antropologia entre diversas outras, sendo assim esta envolvida no entendimento sobre os afetos (sentimentos) que estão ligados a sexualidade.

Entende-se que a escolha do melhor parceiro (a), vai além dos instintos sexuais (sexo), isso acontece, pois nós humanos escolhemos por prazeres únicos e individuais e não pela reprodução.

Para a psicologia, não tem como falar de sexualidade sem falar de Freud, que entende que a sexualidade funciona como um ciclo, e que seus prazeres (libido), estão concentrados nas diferentes partes de seu corpo, conforme suas fases do desenvolvimento. Esse forte impulso sexual chamado de Libido, está vinculado as nossas relações, e investimos essas pulsões nas pessoas que nos dão prazeres ( não apenas sexual) , porém isso vem de um imenso campo complexo , que não se estabelece regras.

A paixão, nesse contexto , é um investimento libidinal que oferecemos para o outro, esse investimento que fazemos é de fundamental importância que venha acompanhado de uma  defesa, pois é através da defesa que se tem o equilíbrio para que não seja uma entrega total de si para o outro, pois é necessário que esse investimento tenho uma certa recompensa e assim servindo para o nosso amadurecimento , depois desse mecanismo quando saudável pode surgir o que se é chamado de amor. Através dessa forma de troca que acontece o investimento libidinal com o enriquecimento do EU.

 

Pensando assim, surge a dúvida em relação aos nossos amigos , já que nós os amamos , questionamos de que forma essa energia sexual funciona.

Na amizade existe sim esse impulso libidinal, porém há inibição de sua finalidade genital, nesse mecanismo acontece uma dessexualização, para que esse afeto se transforme de forma mais fraterna. Na amizade também é importante ressaltar que acontece uma idealização em que os aspectos admirados passam a ser imitados por nós, dessa forma investindo libido de uma forma diferente do que acontece na relação amorosa sexualizada.

Diante do exposto, podemos fazer uma das possíveis relações entre afeto, sexualidade e psicologia. E também podemos perceber o quanto é complexo o seu estudo.

Referência:

BOCK, Ana Mercês Bahia; FURTADO, Odair; TEIXEIRA, Maria de Lourdes Trassi. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. Saraiva, 2002.

 

 DISFUNÇÃO ORGÁSMICA, EJACULAÇÃO RETARDADA E ANORGASMIA

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Ejaculação retardada (ER) é provavelmente a menos frequente e menos entendida das disfunções sexuais masculinas, atingindo menos de 3% dos homens sexualmente ativos.

Ejaculação retardada é definida como tempo prolongado entre o início da atividade sexual e o orgasmo. A forma mais grave dessa doença é a anorgasmia, ou seja, apesar da atividade sexual e estímulo adequado, o homem não consegue atingir o orgasmo. Uma característica marcante dos pacientes com ejaculação retardada é que raramente esses pacientes apresentam qualquer dificuldade em iniciar ou manter ereção e, apesar disso, os pacientes apresentam baixa satisfação sexual, com grande ansiedade associada a essa condição.
A ejaculação retardada pode-se dividir entre primária, na qual a ER acompanha toda a vida sexual do paciente ou secundária, em que o problema se inicia após determinada idade. Além da idade de início, pacientes com ejaculação retardada secundária conseguem atingir o orgasmo com masturbação, o que pode dar indícios da etiologia e auxiliar no tratamento do paciente.

Quais as condições que podem estar relacionadas à ejaculação retardada e anorgasmia?

1. Causas orgânicas

Diversas doenças sistêmicas como esclerose múltipla, diabetes, traumas da medula e cirurgias da região pélvica podem levar à perda da sensibilidade da região pélvica e a diminuição da inervação simpática (responsável pela ejaculação), causando ejaculação retardada. Essas causas são mais facilmente identificadas durante entrevista e exame físico, e a correção dessas doenças pode parar a progressão da disfunção sexual ou até mesmo reverter o quadro.

2. Causa medicamentosa

Muito utilizados no tratamento da ejaculação precoce, os medicamentos antidepressivos, especialmente os inibidores de recaptação de serotonina têm como grande efeito colateral o tempo prolongado de ejaculação. Estratégias que podem ser utilizadas para atenuar esse efeito colateral consistem em troca do medicamento, de acordo com a autorização do especialista, redução da dose ou até mesmo interrupção do uso do medicamento nos finais de semana.

3. Causa psicogênica

A causa mais importante que está relacionada à ejaculação retardada é a causa psicogênica.

Antecedentes de abuso sexual na infância, fundamentalismo religioso e medo de engravidar a parceira podem explicar alguns dos casos de ejaculação retardada. Outros pacientes simplesmente atingem o prazer sexual apenas com a masturbação e perdem o interesse sexual pela parceira, que não consegue fazê-lo atingir o orgasmo. Outro problema frequente é o desinteresse progressivo com a parceira em uma relação prolongada, com envelhecimento mútuo. A última causa psicológica que pode estar relacionada com a ejaculação retardada é a ansiedade de desempenho, em que o paciente se preocupa tanto em controlar a ejaculação que acaba não conseguindo atingir o orgasmo quando deseja.

Tratamento

Para melhor entender e tratar o paciente com ejaculação retardada é necessário realizar uma investigação não apenas médica, com história detalhada, exame físico, exames subsidiários com antecedentes e medicamentos, mas também instituir um inquérito psicológico, de relação interpessoal e cultural completos, de modo a poder entender o contexto em que o paciente se insere.
Além da psicoterapia que é muito importante no contexto da ejaculação retardada, o tratamento ainda está muito baseado na importância da masturbação para o tratamento dessa afecção.

Orientam-se os pacientes a experimentar diferentes maneiras de realizar a masturbação, de preferência na presença da parceira, de modo a aumentar o estímulo sexual progressivamente até conseguir chegar ao orgasmo. Outras vezes orientamos a masturbação como um ensaio, ou seja, descobrir durante a masturbação qual o estímulo sexual que mais facilmente leva o paciente ao orgasmo e dessa forma ensinar a parceira essas práticas de forma a atingir o orgasmo em conjunto mais facilmente.
No caso da ejaculação retardada secundária pode-se utilizar as mesmas estratégias utilizadas na ER primária, adicionando eventualmente fantasias sexuais e rotinas previamente usadas na pratica sexual de modo a melhorar a satisfação durante o coito. Terapia de casais pode eventualmente reaproximar os parceiros e melhorar sua intimidade para renovar o interesse sexual.
Vale lembrar que em uma parcela dos casos de ER secundária, o fator desencadeante para a doença é justamente o excesso de masturbação, ou seja, o paciente satisfaz-se sozinho e o coito passa a ser uma obrigação com a esposa. Nesses casos orientamos a suspensão temporária da masturbação e limitar a liberação do orgasmo apenas durante a relação sexual.

Referências
1. Apfelbaum B. Retarded ejaculation: a much-misunderstood syndrome. In: Leiblum SR, Rosen RC, eds. Principles and Practice of Sex Therapy, pp. 205-241. Guilford Press; 2000.
2. Motofei IG, Rowland DL. Neurophysiology of the ejaculatory process: developing perspectives. BJU Int 2005;96:1333-1338.
3. Perelman MA, Understanding and Treating Retarded Ejaculation: A Sex Therapist’s Perspective. Disponível em www. issm.info Acessado em 14/05/2013
4. McMahon CG, Abdo C, et AL. Disorders of orgasm and ejaculation in men. J Sex Med. 2004;1(1):58.

Vida Afetiva- Por Você Eu Abandono Tudo……

QUASE NUNCA É PARA SEMPRE

separacaoOlhe ao redor: quantos casais que você conhece estão juntos há muitos anos? Quais deles ainda estão no primeiro relacionamento? Quantos destes que estão juntos há anos aparentam ser felizes?

Ninguém mergulha de cabeça em um relacionamento acreditando que ele vai terminar. Todos almejam que seja para sempre. E, por isso mesmo, é sempre triste saber que um longo relacionamento acabou. É como se o casal desfeito esfregasse na nossa cara que o para sempre sempre acaba, que nada é definitivo e que os amores têm seu começo, meio e fim.

Por outro lado, é uma felicidade enorme pertencer a um mundo onde as pessoas podem escolher permanecer ou não ao lado de alguém. Podem construir uma vida juntos e recomeçar, tudo de novo, do zero, mais uma vez, quando julgarem que o relacionamento não era mais feliz.

Muitos afirmam que hoje em dia as pessoas não sabem amar, iniciam e terminam um relacionamento com muita facilidade, que são egoístas, não têm paciência, não sabem conviver com as diferenças e se frustram por qualquer razão. Que no passado, sim, as pessoas sabiam amar de verdade e construíam relacionamentos duradouros.

Num passado não muito distante as pessoas permaneciam juntas por medo de enfrentar o julgamento da sociedade, que não tolerava separações. Muitas mulheres dependiam financeiramente do marido e toleravam qualquer coisa, pois não tinham como dizer adeus. Os casamentos vitalícios não eram modelos de felicidade.

Os tempos mudaram. Por mais que alguns afirmem que tenha sido para pior, é sempre melhor ter a opção de continuar junto ou seguir a estrada separadamente do que viver aprisionado em um relacionamento que só faz sofrer e não traz felicidade, porque tem que ser para sempre. Geralmente não é. Alguns permaneciam juntos, pois esse era o certo a fazer. Mesmo com traições, filhos fora do casamento, violência doméstica e tantas outras coisas que temos conhecimento.

Hoje estamos aqui, insistindo em viver relacionamentos que durem para sempre, porque somos românticos incorrigíveis. Porque quando amamos alguém imaginamos a vida inteira ao lado dela. Foi assim que nos ensinaram. Foi assim que vimos nos filmes. Foi assim que lemos nos livros. E é assim que a gente quer que seja.

No entanto, nenhum relacionamento vale a dor de ser infeliz. E os dias de hoje permitem que tenhamos diversos recomeços. Inclusive no amor. Porque se algum relacionamento foi eterno enquanto durou, o próximo pode vir a ser até que a morte os separe. Desde que faça bem. Desde que traga alegria. Desde que haja amor.

Não desista do amor. Mas não se culpe se, por acaso, o seu relacionamento não foi vitalício. A maioria não é. No passado eles também não eram, só fingiam que sim.

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Cuidar do Outro & Depressão

A depressão é o mal do nosso século, dizem muitos especialistas. Isso porque, hoje, a depressão é uma das queixas mais comumente encontradas nas clínicas psiquiátricas e psicológicas.Resultado de imagem para fotos cuidar do outro

Entretanto, ao falar em depressão, a questão do diagnóstico correto feito por um profissional é fundamental para o tratamento mais adequado e para a diminuição do sofrimento do paciente.

Muitas pessoas que dizem estar deprimidas estão se referindo a um modo de sentir-se naquele momento, que pode dizer respeito a um sentimento de tristeza, de desalento, de falta de alegria. Todos nós passamos por diferentes emoções ao longo da vida, e essas emoções aparecem em diferentes níveis ou graus dependendo do momento. Quem já não teve um dia ruim, um momento difícil, em que se sentiu ”pra baixo” sem muito ânimo de reagir? Pois bem, isso faz parte da vida comum de todos.

Entretanto, há que se diferenciar esse sentimento de tristeza e desânimo, que eventualmente nos atinge, da depressão propriamente dita. A chamada “depressão psiquiátrica”, diferentemente desse estado de ânimo alterado, é uma doença e que, como tal, exige cuidados e tratamento específicos.

Primeiramente, é preciso estar atento aos sintomas apresentados, que podem ser muito variados, incluindo desde as sensações de tristeza profunda, passando pelos pensamentos negativos ou pela sensação de “cabeça vazia” descrita por muitos pacientes, e indo até as alterações corporais como dores de cabeça, dores pelo corpo, enjôos, mudança de ritmo cardíaco, constipação, tontura, fraqueza e outras.

Há um conjunto de sintomas que, em especial, nos ajudam a identificar a depressão e fazer o diagnóstico. São eles: diminuição da energia de vida ou do interesse pelo mundo ao redor; mau-humor recorrente ou humor deprimido; dificuldades de concentração, atenção e aprendizagem; alterações do apetite e do sono (a pessoa dorme muito, tem dificuldades de levantar da cama todo dia, ou passa noites em claro); diminuição no ritmo das atividades físicas e mentais; reações agressivas desproporcionais; sentimento de pesar ou fracasso; dificuldade de ambientação (a pessoa sente-se como se não fizesse parte do mundo, sente-se distante do meio em que vive e das pessoas com quem convive, e sente-se um peso para os outros); forte sentimento de culpa; vontade de morrer; choro à toa ou dificuldade de chorar; e angústia excessiva.

Alguns desses sintomas podem aparecer mais em uma pessoa do que em outra, e, eventualmente, podem aparecer em uma pessoa que não está doente, mas que está passando por dificuldades emocionais em sua vida. Entretanto, quando esses sintomas não tendem a recuar com o passar dos dias, a pessoa não consegue reagir, ou então, quando alguns deles aparecem em conjunto e nessas condições (ou seja, permanecem por mais de duas ou três semanas), é hora de procurar ajuda profissional.

Muitas vezes a própria pessoa não está em condições de buscar ajuda sozinha, e daí a importância dos familiares e amigos mais próximos na identificação dos sintomas e na orientação adequada. Havendo dúvida, é imprescindível consultar um profissional.

Nem sempre é fácil admitirmos a possibilidade de que alguém próximo a nós esteja com depressão. No entanto, o mais difícil mesmo é lidar e conviver com o familiar ou o amigo nesse estado. Normalmente queremos que a pessoa reaja, enfrente a situação, e saia logo desse estado. Nessas horas, a paciência no cuidado com o outro é fundamental. Porque o fato é que ninguém escolhe estar deprimido. A depressão é um estado de profunda alteração emocional e de desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor.

Embora a alteração bioquímica esteja presente em quase todos os casos de depressão, essa não é a sua única causa. E, apesar de existirem pesquisas que buscam provar que há causas genéticas, e outras que responsabilizam o ambiente e as relações familiares, o fato é que, até hoje, não se sabe exatamente qual a causa da doença. É preciso que cada caso seja analisado com muito cuidado e tratado adequadamente.

A depressão pode ser tratada com medicamentos e psicoterapia, e o ideal é aliar um tratamento ao outro. A necessidade de medicação só pode ser corretamente verificada pelo médico psiquiatra. É ele o profissional melhor habilitado para diagnosticar e medicar o paciente. Hoje em dia há muitos medicamentos antidepressivos, e o efeito dos remédios começam, geralmente, após 20 a 30 dias de uso, variando conforme o tipo de substância ativa.

Mesmo não tendo um efeito imediato, é muitas vezes a medicação adequada que ajuda a pessoa a começar a sentir-se um pouco melhor e a falar de si, de sua dor, de suas emoções, de sua culpa. Daí a importância também da psicoterapia com um profissional competente, que pode ajudar a pessoa a enfrentar melhor a doença e a entender, aos poucos, as causas que a levaram àquele estado.

A pessoa atingida pela depressão sente-se muito vulnerável e precisa de carinho, apoio e atenção. É importante que seu estado de dor emocional seja respeitado, mesmo quando não se entende claramente o significado e a origem de tudo isso. Na verdade, só entende bem uma pessoa deprimida, aquele que já enfrentou também uma depressão.

De qualquer modo, a depressão está muito ligada a um processo de abandono e desrespeito pessoal. É muito fácil perceber como as pessoas deprimidas estão desconectadas de si mesmas, de suas vontades, de seus desejos. Não sonham, não fantasiam, não planejam, não vêem perspectiva positiva de futuro. É comum que nos digam que não sabem direito o que sentem e muito menos porque sentem. Por mais estranho que isso possa parecer, essa é a realidade emocional dessas pessoas. O deprimido é alguém que, de algum modo, ou por alguma razão, perdeu-se no cuidado consigo mesmo, ou então, como acontece nos casos de depressão mais profunda, é alguém que talvez nunca tenha aprendido o significado do cuidado e amor pessoal. Vamos voltar a esse tema outras vezes.

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