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Sexualidade- Muito além do Sexo

COMO A PSICOLOGIA EXPLICA O AFETO E A SEXUALIDADE

Tentaremos nesse texto, expor sobre o que a psicologia entende da relação entre esses temas: Afeto e Sexualidade.

Hoje na sociedade, é evidente que o afeto entre as pessoas, está se tornando cada vez mais complexo. Vemos nas ruas, crianças abandonadas pelos pais, pais sendo maltratados pelos filhos, casal de namorados vivendo seu namoro como marido e esposa, namorados (as) totalmente obsessivos em suas relações, relação mal estabelecida entre professores e alunos, amizades entre diversas outras.

O afeto é expresso através dos sonhos, desejos, forma de se comportar, de falar e também é o que muitas vezes nos faz viver.

Sem dúvida quando se fala de afeto, ninguém melhor do que os poetas para expressá-lo de uma maneira clara. Os poetas atuam nesse tema interpretando com perfeição, sobre as condições internas das pessoas.

Um autor que pontua o afeto como algo de grande importância, é Marx, que cita “os sentidos espirituais”, que envolve o amor, as vontades, entre outros afetos. Ele afirma que é através dos sentidos que o homem define seu meio e também é definido.

Quando o afeto passou a tomar espaço nos estudos, a ciência por sua vez, preocupada com os estudos da razão, pressupôs que os afetos atuam como modificadores de um determinado objeto, podendo ser até deformadores dos mesmos.

Pelo assunto ser afeto, podemos nos estender para o conceito de emoção e sentimento, que são definidos de forma mais precisa da seguinte forma:

  • Emoção: Um estado intenso e pontual que expressa à afetividade. Esse estado acontece como uma explosão interna e pontual.
  • Sentimento: É o que carrega menos intensidade, que não acontece uma explosão momentânea acompanhada de reações orgânicas. É por sua vez durável.

Diante de tudo levantamos a questionamento, do porque é importante estudar emoção, sentimentos, afetos em psicologia.

Levando em consideração o individuo em sua totalidade, a psicologia se insere nesse contexto, percebendo o individuo em sua subjetividade, pois a forma com que a pessoa entende o afeto se comporta ou lida com ele, faz com que ela seja única em suas experiências. Sendo esses fatores ferramentas cruciais para o entendimento do psicólogo.

Agora entendendo um pouco sobre a afetividade, vamos compreender qual é sua relação com a sexualidade. Pode até parecer simples pensar nas possibilidades de correlacionar esses temas, porém deve-se passar por muito cuidados.

Primeiramente, o que causa preocupação, é que quando falamos sobre sexualidade se pensa apenas em “sexo”, e muitas vezes se determina isso e acaba o assunto por aí, dispensando quão grande é sua complexidade. Isso pode acontecer porque a sexualidade está muito desconhecida no meio em que vivemos e causa disso pode ser devido aos tabus que a sociedade prega, dessa forma excluindo uma compreensão mais abrangente.

Fonte: Australia Counselling

As dúvidas relacionadas a esse tema são inúmeras e na maioria das vezes estão acompanhadas de preconceitos e informações incorretas, podendo vim também através de crenças erronias.

Isso tudo nos permite definir o sexo da seguinte maneira: prazer, desejo, proibição, medo, perigo, culpa e erros.

A sexualidade na juventude é um exemplo para ser visto, pois são limites envolvendo sentimentos de desejos e repressão. A partir daí já podemos identificar um contexto que abrange tanto sexualidade como o afeto, e a forma que eles atuam em conjunto.

Algumas pesquisas apontam e também podemos perceber que a abertura para a discussão sobre esse tema, infelizmente, carrega um discurso pouco articulado, distorcido e algumas vezes até mal informado.

A psicologia acredita que essa situação pode acontecer por trazer alguns aspectos moralistas que podem ser causadores de angustias.

A sexualidade é um aspecto trabalhado por diversas áreas em que envolve: medicina, biologia, fisiologia, antropologia entre diversas outras, sendo assim esta envolvida no entendimento sobre os afetos (sentimentos) que estão ligados a sexualidade.

Entende-se que a escolha do melhor parceiro (a), vai além dos instintos sexuais (sexo), isso acontece, pois nós humanos escolhemos por prazeres únicos e individuais e não pela reprodução.

Para a psicologia, não tem como falar de sexualidade sem falar de Freud, que entende que a sexualidade funciona como um ciclo, e que seus prazeres (libido), estão concentrados nas diferentes partes de seu corpo, conforme suas fases do desenvolvimento. Esse forte impulso sexual chamado de Libido, está vinculado as nossas relações, e investimos essas pulsões nas pessoas que nos dão prazeres ( não apenas sexual) , porém isso vem de um imenso campo complexo , que não se estabelece regras.

A paixão, nesse contexto , é um investimento libidinal que oferecemos para o outro, esse investimento que fazemos é de fundamental importância que venha acompanhado de uma  defesa, pois é através da defesa que se tem o equilíbrio para que não seja uma entrega total de si para o outro, pois é necessário que esse investimento tenho uma certa recompensa e assim servindo para o nosso amadurecimento , depois desse mecanismo quando saudável pode surgir o que se é chamado de amor. Através dessa forma de troca que acontece o investimento libidinal com o enriquecimento do EU.

 

Pensando assim, surge a dúvida em relação aos nossos amigos , já que nós os amamos , questionamos de que forma essa energia sexual funciona.

Na amizade existe sim esse impulso libidinal, porém há inibição de sua finalidade genital, nesse mecanismo acontece uma dessexualização, para que esse afeto se transforme de forma mais fraterna. Na amizade também é importante ressaltar que acontece uma idealização em que os aspectos admirados passam a ser imitados por nós, dessa forma investindo libido de uma forma diferente do que acontece na relação amorosa sexualizada.

Diante do exposto, podemos fazer uma das possíveis relações entre afeto, sexualidade e psicologia. E também podemos perceber o quanto é complexo o seu estudo.

Referência:

BOCK, Ana Mercês Bahia; FURTADO, Odair; TEIXEIRA, Maria de Lourdes Trassi. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. Saraiva, 2002.

 

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