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FILMES PODEM SER ÓTIMOS ALIADOS PARA ENCONTRAR MOTIVAÇÃO NO TRABALHO

Muitas produções do cinema não se limitam apenas a nos entreter e emocionar, elas podem trazer grandes lições de vida com exemplos de superação, motivação e sucesso.

Algumas, em especial, foram baseadas em fatos reais, outras são apenas obras da ficção, mas, se prestarmos atenção, todas elas podem conter mensagens que servem de inspiração para as conquistas no trabalho e na vida pessoal.

Nunca deixe que alguém te diga que não pode fazer algo. Nem mesmo eu. Se você tem um sonho, tem que protegê-lo. As pessoas que não podem fazer por si mesmas, dirão que você não consegue. Se quer alguma coisa, vá e lute por ela. Ponto final.

Um dos clássicos indispensáveis para quem está desanimado com assuntos profissionais é “À Procura da Felicidade” (2006). A produção mostra o exemplo de vida de Chris Gardner (Will Smith), um homem que enfrenta todos os tipos de dificuldade, mas não desiste do seu sonho de conquistar uma carreira de sucesso. Sua principal motivação é o seu filho de 5 anos, o qual cuida sozinho e procura fazer de tudo para dar a ele uma vida melhor. Um grande exemplo de amor e superação, baseado em fatos reais.

“É inacreditável o quanto você não sabe do jogo que tem jogado a vida toda.”

“O Homem Que Mudou o Jogo” (2011) faz uma excelente abordagem sobre um líder esportivo. Billy Beane (Brad Pitt), técnico de um time de beisebol com baixo orçamento, conta apenas com sua liderança e motivação para reconstruir uma equipe que perdeu os melhores jogadores para times mais ricos. Na sua determinação em ser vencedor, ele procura todas as opções para alcançar a vitória e chega à conclusão, que reunir jogadores veteranos descartados dessa modalidade pode resultar numa força fora do comum. O filme mostra que a união dos talentos individuais pode resultar em sucesso.

 

 “Não corra atrás do que não pode pegar.”

Em “Bem-Vindo ao Jogo” (2007), Huck Cheever (Erick Bana) é um excelente jogador de poker que precisa de uma quantia para se inscrever na equivalente à Copa do Mundo da modalidade, a World Series of Poker (WSOP). Na competição, ele poderá ter como adversário seu próprio pai, que abandonou a família e já foi campeão duas vezes deste mesmo evento. Travar uma batalha nas cartas com seu pai parece ser o principal motivo para Cheever participar do campeonato. Mas a maior lição para ele está por vir, através da sua namorada Billie (Drew Barrymore), que vai fazer com que ele enfrente a vida da mesma forma que enfrenta o jogo, usando o coração.

“Você está mudando a vida deste garoto. Não. Ele que está mudando a minha.”

O incrível “Um Sonho Possível” (2009) mostra a história de Mike (Quinton Aaron), um jovem negro que viveu todo tipo de rejeição, tanto do lar destruído quanto da comunidade pobre onde cresceu. Depois de passar por muitas escolas, foi adotado por uma família de classe alta que o amou, apoiou e o motivou. Leigh Anne (Sandra Bullock), sua mãe adotiva, apostou no seu talento e o ajudou a superar os desafios para se tornar um grande astro do futebol americano. As situações vividas neste filme, tanto pela família quanto por Mike, são inspiradoras, inclusive quando se trata do assunto adoção.

“Temos que aprender com nosso passado. Não devemos esquecer. E temos que ser melhores.”

Baseado em fatos reais, “Uma Lição de Vida” (2010) conta a história do queniano Kimani Maruge (Oliver Litondo), que, aos 84 anos, entra para a escola primária, após o governo aprovar a lei de ensino básico gratuito naquele país. O filme é uma lição de perseverança e mostra que não existe idade certa para realizar os sonhos e correr atrás dos direitos que nos são concedidos.

 

“Você pode fazer o que qualquer um faz, só que muito melhor.”

“Mãos Talentosas” (2009) segue essa linha comovente de filmes de superação de limites. Ben Carson (Cuba Gooding Jr) é um garoto afrodescendente e pobre, que sofria bullying na escola. Sua mãe, uma mulher analfabeta, o obrigava a ler dois livros por dia, até que ele passou a se dedicar totalmente aos estudos e se tornou um reconhecido neurocirurgião. A comovente história, baseada na vida real do Dr. Benjamin S. Carson, é motivadora o suficiente para acreditarmos que não existem limites para alcançar os sonhos, e que cada um pode chegar onde deseja através do seu próprio potencial.

 

“Nunca esqueci. Nem por um momento. Eu sabia que te encontraria no fim. É nosso destino.”

No filme “Quem Quer Ser Um Milionário?” (2008), Jamal Malik (Dev Patel) é um jovem de 18 anos que cresceu numa favela na Índia. Ao participar de um programa de TV, ele só precisa acertar a pergunta final para ganhar uma grande soma em dinheiro. Mas bem nessa hora a polícia o prende por suspeitar que ele está trapaceando. Para provar o contrário, Jamal conta sua história de vida, todas as dificuldades e situações ruins que enfrentou, mostrando que estes foram os motivos que o fizeram estudar e adquirir os conhecimentos necessários para concorrer no programa. O seu amor por Latika (Freida Pinto) também foi um dos motivos para perseguir o sonho de vencer o show de perguntas e respostas.

Autor: Miguel Lucas, 17/05/2017. Escola Psicologia.

PARA NÃO SABOTAR OS PRÓPRIOS SONHOS

Quem deseja materializar sonhos sabe que há um preço a pagar.
É quase impossível alcançar objetivos sem foco, disciplina e algum sacrifício.
Disso resulta que não são poucos os que desistem no meio do caminho ou mesmo próximo ao ponto de chegada. Até os mais confiantes experimentam sentimentos de vulnerabilidade que os levam a sabotar os próprios sonhos. Eles procrastinam, abandonam projetos e desistem de trabalhos importantes, mesmo em fase de acabamento.
Nessas horas, é fundamental alimentar o senso de disciplina e a confiança realística para combater a negatividade e prevenir ataques de desânimo. Vejamos alguns antídotos que podem ajudar a instalar circuitos constantes de ação mais eficaz e afastar o risco de virarmos sabotadores de sonhos.
Haja com autonomia, mas cuide dos impulsos. Faça escolhas com independência, entretanto, guie-se por princípios para não violentar seus valores fundamentais.
O imediatismo não é bom conselheiro. Considere as implicações de seus atos para além das circunstâncias imediatas, por isso, avalie o impacto das decisões a tomar pelo menos no médio prazo.
A dissipação de tempo e esforço, por exemplo, é inimiga da eficiência e da autoestima. Assim, antes de iniciar um projeto, verifique se ele está afinado aos seus propósitos; os recursos a utilizar; o retorno a obter e planeje sua ação sem perder de vista esses aspectos.
Lembre-se de que a energia pessoal é um recurso tão valioso quanto o tempo. Daí, se depois de exame consciencioso, você decidir iniciar um curso de ação, veja o que o estimula e o que costuma sugar sua energia.

Há diversas formas de energizar a ação. Esteja atento aos seguintes pontos.
Se o desânimo for ocasionado pelo cansaço, faça intervalos estratégicos (não muito longos), o suficiente para repor energias. Uma metodologia ruim dificulta tarefas e acrescenta fadiga, faça pequenas paradas para reavaliar o método de trabalho.
Mantenha a autoestima. O sentimento de menos valia pessoal mina a autoconfiança, repercutindo negativamente no estilo de trabalho.

Nos ataques de baixa autoestima, visualize sua história de vida, relembre feitos e conquistas. Isto fortalece a confiança e ajuda a retomar a tarefa com vigor. Seja humilde e acessível. Peça ajuda e orientações. Diga aos amigos a necessidade de receber incentivos e feedback sobre o que conseguiu realizar. Essa iniciativa evitará sentimentos de desamparo, além de incrementar sua força psicológica.
Procure fontes de inspiração. Invoque para seus sonhos, a força de pessoas que não fugiram de si mesmas e cujas ações são modelares e lembram de que se foi possível para eles, também pode ser para você. Quando nos sentimos inspirados temos mais tolerância à frustração e tentamos mais, antes de desistir, então, inspire-se. Veja quem são seus modelos e não hesite em incorporar formas de agir e pensar na materialização de seu sonho.
Sobre a disposição humana para devotar-se a uma causa ou sonho, Viktor Frankl, psiquiatra austríaco, trouxe pensamentos esclarecedores. No livro ‘A Busca do Sentido’, ele demonstra sua crença na capacidade do homem de dedicar-se a algo para além das limitações. Sobre isso ele diz: ‘o homem é o ser que sempre decide o que ele é’.
Outra noção sobre o assunto pode ser extraída do pensamento de Nietzsche – filósofo dedicado à busca do entendimento da condição humana. É dele o convite ‘Ouse conquistar a si mesmo’ que conclamava todos a tomar posse de si para deixarem de serem vítimas do destino. Finalizando esta reflexão, repetimos o convite nietzschiano: ouse conquistar a si mesmo! Saiba, vai haver momentos de extrema confiança e outros de fraqueza. A despeito deles, prossiga.
Mude métodos ou planos; só não desista de você.

SOBRE O CÉU DE CADA UM: PARTIDAS E CHEGADAS.

As despedidas pedem que a gente descubra onde fica o nosso céu, particular, tão nosso que independa da previsão do tempo, do outro e da própria vida. Sobra espaço no vazio, a dor faz eco nas gavetas e armários, o perfume fica com medo de se perder nos dias que passam. A esquina fica longe, falta coragem, sobra dor.

O silêncio, esse barulho que reside na alma, se aconchega em nossos braços. Chega sorrateiro e conta das coisas vividas e do que faltou viver, das juras perdidas no chuveiro aberto, no café costumeiro, no lençol cansado.

A gente chora, como se o mundo se perdesse dentro de um cômodo, dilúvios, tsunamis, enxurradas, tempestades da alma, pedindo tempo para o corpo voltar pra onde reside. Anoitecer e amanhecer, várias vezes, vira uma janela pra isso tudo, olhos que atravessam paredes, vozes que ensurdecem, músicas que acalmam.

Aí, a gente procura o próprio céu, perdido no meio das coisas deixadas, amontoadas, amarrotadas. Volta no tempo, refaz os caminhos, estende as mãos pra quem fomos e quem somos. Serve um café pra solidão, beija o silêncio, abraça o que sobrou de nós e pede gentileza pro relógio. O nosso céu, timidamente, pede licença pra chuva chegar, molhar as plantas, trazer o cheiro da vida. Olha

COLABORADORESPERDAS E LUTOSaudade.
Por Teresa Gouvea – 

 

13 SINTOMAS PARA DETECTAR UM ATAQUE DE ANSIEDADE E COMO AJUDAR QUEM O SOFRE- continuação

Como ajudar uma pessoa que sofre um ataque de ansiedade

A prioridade para que um ataque de ansiedade desapareça é conseguir que a pessoa afetada pare de pensar nos sintomas que está sofrendo. Para isso, Cano recomenda:

1. Manter uma conversa ativa: “A chave é conseguir distrair a pessoa, embora não seja fácil, porque sua atenção vai se concentrar no que acha que a está ameaçando”, diz Cano. Para o professor, a forma de desviar a atenção é “fazer todo o possível para que o afetado fale”.

2. Ajuda não magnificar os sintomas: é importante tentar que a pessoa afetada entenda que nada do que está acontecendo pode causar danos. Enquanto falamos com ela, “devemos tentar mostrar que são os mesmos sintomas que temos quando fazemos uma prova ou falamos em público”, diz Cano.

3. Normalizar a situação: “Um dos medos que ocorrem no início de um ataque de ansiedade é que os sintomas sejam observáveis”, disse Cano. É importante, portanto, evitar chamar a atenção e que pessoas se aglomerem ao redor do afetado.
E o saco plástico?

No imaginário coletivo está a ideia de que, quando acontece um ataque de ansiedade, é preciso que o afetado respire em um saco plástico. É porque os ataques de ansiedade estiveram ligados por muito tempo à hiperventilação, uma respiração excessiva que causa uma diminuição do dióxido de carbono no sangue. Esta redução produz, por sua vez, sintomas associados com a ansiedade, como tonturas ou taquicardia.

No entanto, a hiperventilação não é a causa dos ataques: um estudo do Centro de Estudo da Ansiedade na Universidade de Boston, que tentou induzir ataques de pânico por hiperventilação, concluiu que ela nem sempre produz uma reação de ansiedade. “Para alguns pode funcionar”, diz Cano “mas a hiperventilação não é o verdadeiro motor das crises”, diz Cano. “A magnificação e a atenção aos sintomas são causas, e é isso que devemos tentar combater”.

Testo original de  El Pais.

Saude Mental, Ansiedade, Psicologias do Brasil

Por Alan Lima – 

13 SINTOMAS PARA DETECTAR UM ATAQUE DE ANSIEDADE E COMO AJUDAR QUEM O SOFRE

Os ataques de ansiedade estão relacionados com momentos de estresse ou acontecimentos traumáticos, embora possam ocorrer mesmo em situações de calma. Conhecer alguém que sofre ou já sofreu um é algo bem comum: de acordo com um estudo publicado pela Sociedade Internacional de transtornos afetivos, mais de 10% da população adulta na Espanha sofreu um ataque desses.

Essas crises, também chamadas de “ataques de ansiedade” ou “ataques de pânico” são “uma reação emocional extrema de alarme, que chega a causar medo”, explica a Verne por telefone Antonio Cano Vindel, professor de Psicologia na Universidade Complutense de Madrid e presidente da Sociedade Espanhola para o Estudo da Ansiedade e Estresse.

Para Cano, uma das principais causas pelas quais alguém entra em pânico durante as crises de ansiedade é o medo que produz o desconhecimento dos próprios sintomas. “São semelhantes aos de uma situação de ansiedade comum, a mesma que se pode sentir ao fazer um exame ou uma entrevista de emprego”, explica, “mas ao aparecer sem explicação aparente, produzem medo e inquietude”. Por sua vez, esse medo e inquietude retroalimentam os sintomas.

“Ocorre um ciclo vicioso”, diz Cano. “Se a pessoa afetada começa a ter taquicardia, acha que pode estar sofrendo um ataque cardíaco, por isso se assusta, aumenta a ansiedade e a taquicardia piora”. A chave para minimizar os ataques e até evitá-los é, portanto, conhecer os sintomas “para não ampliá-los e saber que não podem causar nenhum dano”.

Sintomas para identificar um ataque de ansiedade

Entre os sintomas que apresenta um ataque de ansiedade, Cano enumera:

1. Aumento brusco da sensação de ansiedade e medo

2. Taquicardia

3. Fortes palpitações

4. Aumento da temperatura corporal

5. Sudoração

6. Tremores

7. Sensação de irrealidade

8. Despersonalização (sentir-se fora de si mesmo) ou desrealização (sensação de que o que está acontecendo não é real)

9. Medo de morrer, perder o controle ou o conhecimento

10. Sensação de estar se afogando

Além dos sintomas mencionados por Cano, o Manual diagnóstico de transtornos mentais, da Associação Norte-Americana de Psiquiatria, também enumera:

11. Sufocação

12. Opressão ou desconforto no peito

13. Sensação de entorpecimento ou formigamento.

Em um ataque de ansiedade nem todos esses sintomas aparecem. Com o surgimento da sensação de ansiedade e medo – sintoma principal – devem aparecer pelo menos mais quatro sintomas dos enumerados acima. Todos eles começam abruptamente e, se não forem controlados, atingem seu auge nos primeiros 10 minutos. Não têm uma duração determinada: “Vai depender de como a pessoa processar e quanto demore para se distrair”, explica Cano.

“Os fatores que pioram uma crise de ansiedade são a magnificação e a atenção aos sintomas”, diz o psicólogo. “Além disso, nos casos de pessoas que já sofreram um, a antecipação: a própria ansiedade que provoca pensar em um ataque pode chegar a provocá-lo”. A chave para o psicólogo é, portanto, conseguir desviar a atenção dos sintomas assim que aparecerem, para não agravá-los.

 

Testo original de  El Pais.

Saude Mental, Ansiedade, Psicologias do Brasil

Por Alan Lima – 

NÃO ESTAMOS PREPARADOS PARA SERMOS PAIS DOS NOSSOS PAIS

Nascemos filhos. E esperamos ser filhos para sempre. Mimados, educados, amados. Que nossos pais invistam doses cavalares de amor em todo nosso caminho pela vida. Que, quando a vida doer, haja um colo materno. Que quando a vida angustiar, encontremos neles um conselho sábio. E, quando isso nos falta, há sempre uma lacuna, um sentimento estranho de sermos exceção. Mesmo adultos, esperamos reconhecer nossa meninice nos olhos dos nossos pais. Desejamos, intimamente, atenções miúdas, como a comida favorita no dia do aniversário ou a camiseta do time de futebol se estamos na casa deles.

Não estamos prontos para trocar de lugar nesta relação.

É difícil aceitar que nossos pais envelheçam. Entender que as pequenas limitações que começam a apresentar não é preguiça nem desdém. Que não é porque se esqueceram de dar o recado que não se importam com a nossa urgência. Que pedem para repetirmos a mesma frase porque não escutam mais tão bem – e às vezes, não está surdo o ouvido mas distraído o cérebro. Demora até aceitarmos que não são mais os mesmos – que dirá “super-heróis”? Não podemos dividir toda a nossa angústia e todos os nossos problemas porque, para eles, as proporções são ainda maiores e aí tudo se desregula: o ritmo cardíaco, a pressão, a taxa glicêmica, o equilíbrio emocional.

Vamos ficando um pouco cerimoniosos por amor. Tentando poupar-lhes do que é evitável. Então, sem querer, começamos a inverter os papéis de proteção. Passamos a tentar resguardar nossos pais dos abalos do mundo. Dizemos que estamos bem, apesar da crise. Amenizamos o diagnóstico do pediatra para a infecção do neto parecer mais branda. Escondemos as incompreensões do casamento para parecer que construímos uma família eterna. Filtramos a angústia que pode ser passageira ao invés de dividir qualquer problema. Não precisam preocupar-se: estaremos bem no final do dia e no final das nossas vidas.

Mas, enquanto mudamos esses pequenos detalhes na nossa relação, ficamos um pouco órfãos. Mantemos os olhos abertos nas noites insones sem poder correr chorando para a cama dos pais. Escondemos deles o medo de perder o emprego, o cônjuge ou a casa para que não sofram sem necessidade e, aí, estamos sós nessa espera; não há colo nem bala nem cafuné para consolar-nos.
Quanto mais eles perdem memória, vigor, audição, mais sozinhos nos sentimos, sem compreender por que o inevitável aconteceu. Pode até surgir alguma revolta interior por esperar deles que reagissem ao envelhecimento do corpo, que lutassem mais a favor de si, sem percebermos, na nossa própria desorientação, que eles não têm a mesma consciência que nós, não têm como impedir a passagem do tempo ou que possuem, simplesmente, o direito de sentirem-se cansados.
Então pode chegar o dia em que nossos pais se transformem, de fato, em nossos filhos. Que precisemos lembrá-los de comer, de tomar o remédio ou de pagar uma conta. Que seja necessário conduzi-los nas ruas ou dar-lhes as mãos para que não caiam nas escadas. Que tenhamos que prepará-los e colocá-los na cama. Talvez até alimentá-los, levando o talher a sua boca.

E eles serão filhos piores porque lembrarão que são seus pais. Reagirão as suas primeiras investidas porque sabem que, no fundo, você acha que lhes deve obediência. Enfraquecerão seus primeiros argumentos e tentarão provar que ainda podem ser independentes, mesmo quando esse momento tiver passado, porque é difícil imaginarem-se sem o controle total das próprias rotinas. Mas cederão paulatinamente, quando a força física ou mental reduzir-se e puderem encontrar no seu amor por eles o equilíbrio para todas as mudanças que os assustam.
Não será fácil para você. Não é a lógica da vida. Mesmo que você seja pai, ninguém o preparou para ser pai dos seus pais. E se você não o é, terá que aprender as nuances desse papel para proteger aqueles que ama.
Mas, se puder, sorria diante dos comentários senis ou cante enquanto estiverem comendo juntos. Ouça aquela história contada tantas vezes como se fosse a primeira e faça perguntas como se tudo fosse inédito. E beije-os na testa com toda a ternura possível, como quando se coloca uma criança na cama, prometendo-lhe que, ao abrir os olhos na manhã seguinte, o mundo ainda estará lá, como antes, intocável, para ela brincar.
Porque se você chegou até aqui ao lado dos seus pais, com a porta aberta para interferir em suas vidas, foi porque tiveram um longo percurso de companheirismo. E propor-se a viver esse momento com toda a intensidade só demonstrará o quanto é grande a sua capacidade de amar e de retribuir o amor que a vida lhe ofereceu.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA Pais e Filhos
                                                                                              TEXTO ORIGINAL DE OBVIOUS

Manual prático para lidar com a crise existencial

No que o solitário está pensando? Em como pagar o aluguel, dizer àquela bonita moça que a ama ou está próximo de um insight filosófico que o faria questionar o que raios ele estava fazendo parado ali? Estaria ele em crise existencial?

Pois é, o ato de questionar a vida pode trazer sentimentos ingratos e que põem na mesa dúvidas pertinentes (ou aquelas nem tanto) que nos fazem parar e prestar atenção em por que razão existimos. Penso, logo existo? Que nada! Penso, logo entro em crise. Afinal, quem nunca ficou angustiado com as dúvidas e mistérios da natureza humana?

As crises existenciais não têm hora, lugar ou uma razão específica para estourar. De uma forma geral, tudo pode ser motivo para ela chegar de mansinho e se apoderar dos nossos pensamentos: uma página em branco, odiar o emprego, não arranjar uma namorada bacana (ou até uma que nem seja tão bacana assim…), uma família estranha, a aparência fora do padrão – ou tudo isso ao mesmo tempo. Essas são castrações modernas suficientemente poderosas para desequilibrar qualquer cidadão. E os resultados delas podem variar entre choros parciais, choros constantes, depressão e até, nos casos extremados, suicídio.

“Mas como ninguém pensou em solucionar isso antes?”, pode se angustiar o leitor. O fato é que já se pensou, sim. Desde Sócrates, pelo menos. Tanto que o ato de filosofar surge, de certa forma, dessa premissa: a de observar, investigar e compreender toda a miscelânea de sentimentos que formam o Homem.

Evolução da espécie

Pensar e refletir a respeito de “o que é o amor”, “o que é a morte” e “por que eu não tenho um conversível”, entre tantas outras charadas, é uma prática que toca muita gente. Os questionamentos são naturais, fazem parte da nossa natureza, e a razão de nos perguntarmos é porque existe algo ali fazendo cócegas, causando certo incômodo… Só que de tanto refletir, algumas verdades vieram à tona. E saber lidar com elas foi essencial para a evolução da espécie. A coisa começou mesmo a ficar feia quando o Homem foi destituído do status de “o” ser superior do universo.

O primeiro a contribuir com essa questão foi Nicolau Copérnico, que jogou, digamos, o problema no ventilador quando provou que a Terra não era o centro do sistema solar. Em seguida, Charles Darwin nos apresentou a Teoria da Evolução, confirmando que nossas raízes nos ligavam, quem diria, aos primatas. E há pouco mais de um século Sigmund Freud desandou de vez o caldo ao descobrir o inconsciente e, com isso, afirmar que não somos exatamente donos do nosso nariz.

As três teorias acertaram em cheio o ego da sociedade. Com o espelho do Narciso arranhado, tomou-se consciência de que tudo poderia ser motivo de dúvida. Na insegurança e desorientação das massas, o capitalismo fez sua mágica. Além do coelho, tirou da cartola casas, carros, videogames, roupas e tudo o mais para nos desviar o foco das angústias. Porém, isso tudo não passa de uma forma de abstração, provoca o psicanalista Cláudio Cesar Montoto. Quando alguém fala que está em crise existencial, precisa descobrir qual o seu motivo. “Não há um sintoma nomeado como crise existencial, existem sim castrações de desejo no sujeito que o angustiam”, diz ele.

Por isso, muitas pessoas sentem dificuldade ao tentar definir a razão de estarem insatisfeitas com a vida. Como escreve o psicanalista J.D. Nasio no livro Um Psicanalista no Divã, os motivos de crise parecem ser muitos mas, no fim, possuem como denominador comum os distúrbios sexuais, os conflitos familiares e os problemas sociais no trabalho. Algumas pesquisas e generalizações só dão mais nós nessa questão com as ideias da “crise masculina dos 40 anos”, “a crise da meia-idade” e “a crise da mulher moderna com emprego”, entre tantas outras. “O importante é entender que a crise existencial é a defesa do sujeito contra seu próprio desejo”, diz Montoto.

Então, podemos entender que, se homens e mulheres possuem desejos diferentes, logo, as crises também se manifestam de raízes diferentes? Mas é claro! Não significa que todo homem vai entrar em crise na meia-idade, obviamente, mas que há consternações diferentes em cada gênero. Para Nasio, “a problemática da mulher é do querer, a problemática do homem é poder”. Com isso, desenvolve-se o conceito de que as angústias masculinas são relativas ao declínio de autoridade, da função paterna e toda virilidade investida. Ao passo que o mal-estar na mulher está mais ligado à questão do amor, do ciúme de possuir o parceiro somente para ela, medo da solidão e de ser traída.

Em resumo, entre solidão, aceitação sexual e problema familiar, a crise existencial nada mais é que um diálogo interno, sua autocrítica em comparação e relação a si mesmo e ao outro. Quem é o outro? Parentes, amigos, astros de TV e quem mais quiser entrar na roda. Por isso, constantemente nos questionamos “por que não tenho uma turma de amigos como a de Friends?”, “será que vou viver um amor como o de Brad Pitt e Angelina Jolie?” e “minha vida poderia ser tão repleta de aventuras como a do James Bond?”.

Eu sou o outro

Uma forma paralela de analisar a importância desse “outro” é quando ele fica oculto, à primeira vista, e o sujeito se compara a ele mesmo. Grosso modo, é uma forma de exemplificar uma das ideias de Jean-Paul Sartre. Tomado por muitos como um pensador negativo e pessimista, o filósofo é o representante maior do movimento conhecido como existencialismo, e ele faz sua contribuição – para o bem ou para o mal – quando diz que a existência precede a essência.

O estudioso de filosofia José Renato Salatiel retoma as teorias de Sartre para exemplificar nossas angústias: somos os únicos responsáveis por nossas escolhas na vida. Nascido rico ou pobre, alto ou magro, o que o sujeito vai fazer com isso, com essas características, é sua essência, e não é justificável atirar a carga para a natureza ou Deus. “Sartre joga o peso da responsabilidade para o próprio sujeito, e ele, sem ter para onde escapar e em quem botar a culpa de fracassos e projetos não realizados, naturalmente entra em crise”, afirma Salatiel. E defende que, ao chegar a determinada idade, é natural que “paremos para refletir em todas as nossas realizações e quais foram nossas escolhas”. Nessa retomada, encontram-se muitos desejos que ficaram de fora. Logo, a crise pode vir por consequência. Ele acredita que são essas desilusões que devem ser compreendidas e tratadas para se evitar – ou combater – a crise.

O doutor Freud, por sua vez, tinha uma outra forma de enxergar as crises: não acreditava na felicidade constante – imaginava, sim, que ela fosse como uma montanha-russa, cheia de altos e baixos, tudo regido pelo confronto do que ele nomeava como princípio do prazer e princípio da realidade. Logo, isso aponta para um universo onde todos os sujeitos passarão, uma hora ou outra, por processos de angústia e momentos de felicidade. Quando o momento feliz passa, sempre procuramos repetir aquela sensação. Como nem sempre é possível, a angústia se instaura e, quando não bem tolerada, a crise existencial dá as caras.

Contornar e sair dela exige paciência e tempo. Refletir, procurar o diá­logo e compreender que cada escolha tem o lado positivo pode ser uma forma de relativizar as coisas e enxergar a crise sem as lentes do exagero. Afinal, aprender a dar valor a esses pequenos detalhes contribuem na tarefa de humanizar cada sujeito. “A vida, tal como a encontramos, é árdua demais para nós; proporciona-nos muitos sofrimentos, decepções e tarefas impossíveis”, cravou Freud no célebre texto O Mal-estar na Civilização.

A todo momento somos bombardeados por informações e possibilidades de sucesso sem fim, que nem sempre conseguimos abraçar. Em algum momento, é natural cair na armadilha de se sentir incapaz. Essa constatação, na verdade, pode ser muito positiva. Ela leva o sujeito a repensar as coisas, amadurecer e buscar novas alternativas para a felicidade. Mas isso quando ele está disposto a enfrentar as mudanças que podem decorrer desses questionamentos, claro.

Vida menos ordinária

A arte e a busca pelo prazer podem ser formas mais positivas de contornar e compreender os problemas que nos deixam pensativos. Há quem pinte quadros, componha músicas ou mesmo descarregue suas frustrações no esporte para encontrar o equilíbrio sentimental.

“As satisfações substitutivas, tal como as oferecidas pela arte, são ilusões, em contraste com a realidade; nem por isso, contudo, se revelam menos eficazes psiquicamente, graças ao papel que assumiu a vida mental”, explica Freud. Woody Allen, Van Gogh, Clarice Lispector, Ray Charles e Fernando Pessoa são alguns artistas que transferiram e sublimaram suas dores existenciais por meio da arte. Allen, por exemplo, conseguiu transferir para seus filmes suas neuroses e sentimentos e enfrentá-los de forma divertida e inteligente.

No filme Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, a cena final mostra seu personagem dirigindo um ensaio tea­tral que retrata o sucesso de um relacionamento amoroso, após aquele vivido por ele ao longo do filme ter fracassado. Com o fim do diálogo, eis que Allen se explica ao púbico: “O que você quer? É minha primeira peça. Sabe, você sempre tenta fazer tudo sair perfeito na arte, porque na vida real é mais difícil”.

Para o psicanalista Montoto, são dois os pontos importantes para superar uma crise. Um: saber reconhecê-la. Dois: enfrentá-la. Todo mundo passa por uma ou várias crises durante a existência. E, se não passou, ainda há de passar. Mas a única forma de fazer com que ela deixe de dominar nossos pensamentos é descobrir e compreender o que está por trás dela. É preciso reconhecer que nossas escolhas sempre acarretam perdas, dúvidas e senões. “Todos nós temos desejos reprimidos e precisamos enfrentar sem medo a castração”, diz ele. Só assim conseguimos aceitar os deslizes da vida e perceber os questionamentos que se instauram como uma pulga atrás da nossa orelha. Porque é assim mesmo: mal encontramos as respostas e nossa mente já trata de ir atrás de formular outras perguntas.

Revista Vida simples,04/05/2017; O ato de questionar a vida pode trazer sentimentos ingratos e que põem na mesa dúvidas pertinentes | Crédito: iStock.

PREFERÊNCIA SEXUAL NÃO É OPÇÃO

Na hora do sexo, você gosta de homens ou de mulheres? Acha que isso é uma escolha consciente, que pode ser “certa” ou “errada”, ou uma questão biológica, mera constatação das preferências do seu cérebro, da mesma maneira que se constata a cor da pele ou dos cabelos?

Toda a neurociência indica que a orientação sexual é inata, determinada biologicamente e antes mesmo do nascimento. Aliás, o termo correto para designar a heterossexualidade ou homossexualidade é “preferência” sexual e não “opção” sexual. A razão é simples: interessar-se sexualmente por homens ou mulheres é algo que seu cérebro faz automaticamente, pouco importando o que você pensa a respeito. Opção, isso sim, é o que você faz com a sua preferência: assume publicamente, abraça e curte, ou tenta abafar, esconder, ou mesmo ir contra ela.

Que religiosos e políticos esperneiem à vontade, mas não há qualquer evidência de que o ambiente social influencie a preferência sexual, humana ou de outros bichos. Cerca de 10% dos homens e das mulheres preferem parceiros do mesmo sexo. A estatística não muda entre pessoas criadas por pai e mãe, dois pais, duas mães, com religião ou sem ela. Tentativas sociais de convencer humanos ou outros animais a mudar de preferência sexual nunca deram muito certo.

A preferência sexual está associada à maneira como o hipotálamo responde a feromônios, substâncias pouco voláteis produzidas pelo corpo, mas que ainda assim entram nariz adentro e surtem efeitos sobre o hipotálamo. Um estudo do Instituto Karolinska, na Suécia, mostrou poucos anos atrás que o hipotálamo de cada pessoa é preferencialmente sensível a um de dois tipos de feromônios: ou o feminino, ou o masculino.

O hipotálamo de homens heterossexuais – e também o das mulheres homossexuais – responde fortemente ao feromônio produzido somente por mulheres, chamado EST. Ao contrário, o hipotálamo de mulheres heterossexuais, e também de homens homossexuais, responde preferencialmente ao feromônio masculino, AND. Com tudo o que se conhece sobre a região envolvida do hipotálamo, deve se seguir uma cascata de eventos em outras áreas do cérebro, como a amígdala, o córtex cerebral e o sistema de recompensa, que provocam excitação sexual e fazem com que se busque o dono, ou a dona, do feromônio que ativou o hipotálamo.

O padrão de resposta do hipotálamo, portanto, concorda não com o sexo de cada pessoa, e sim com sua preferência sexual – e, com base em tudo o que já se sabia antes, provavelmente dita essa preferência. São sexualmente excitáveis por mulheres aqueles proprietários de hipotálamo que responde ao EST, feromônio feminino, e não ao AND; são excitáveis por homens, que por definição produzem o feromônio AND, os donos de hipotálamo sensível ao AND – sejam eles mulheres ou homens.

Revelada quando o cérebro adolescente, sensibilizado pelos hormônios sexuais produzidos sob seu controle, expressa o caminho que tomou ainda na gestação, a preferência sexual não se escolhe: descobre-se. Por isso, ela é exatamente tão “correta” quanto a cor da sua pele. Tentar mudar a preferência sexual é como insistir que uma pessoa troque a cor da pele, se torne mais baixa, ou tenha olhos de outra cor. É como exigir que você, leitor, com 90% de chance de ser heterossexual, agora tenha de se relacionar com pessoas do seu próprio sexo. Gostou da ideia? Aposto que não. É inviável, inútil e injusto.

              Por Suzana Herculano-Houzel; Por Psicologias do Brasil -3 de maio de 2017 .

                                                                                                       TEXTO ORIGINAL DE UOL. (mais…)

AS PESSOAS FERIDAS MACHUCAM OS DEMAIS

Talvez elas tenham te machucado em mais de uma ocasião, mas você já parou para pensar na razão por trás deste tipo de comportamento? Nunca pensamos no que pode ter acontecido com a outra pessoa para agir assim. No entanto, as pessoas feridas costumam agir deste modo.

Às vezes isso acontece porque aguentaram tanto, que tudo o que sentiam se tornou um rancor que não discrimina entre os que as tratam bem e os que não. Outras vezes, simplesmente, tentam se proteger desta forma tão incorreta. Sem perceber, machucam os outros antes que os machuquem.

As pessoas feridas sofreram muito

Mostraremos vários exemplos que ajudarão a entender por que as pessoas feridas procedem desta maneira.

  • Imagine que uma criança vem sendo maltratada desde pequena e também viu como um de seus pais era maltratado. Sem saber, o pequeno acreditará que isso é “normal” e, por isso, reproduzirá o comportamento.
  • Mesmo que chore, apesar de sentir dor, na idade adulta talvez maltrate seu parceiro ou exerça a violência contra quem o contrarie. É o padrão de comportamento que viu desde pequeno.
  • No caso de que este tipo de agressão se reproduza somente na idade adulta, talvez a pessoa tente se comportar da mesma maneira em futuras relações para evitar que isso aconteça com ela.
  • Em seu interior, ela pensa: “melhor o outro do que eu de novo”.

O mesmo acontece com aqueles que tiveram algum tipo de carência afetiva. Em sua relações, se apegarão e sofrerão da terrível dependência emocional. 

De que maneira isso é um problema?

Os ciúmes, a necessidade de controlar nosso parceiro para que não nos abandone, a culpa, tornar o parceiro responsável por nossa felicidade…

No final, a outra pessoa termina desgastada pois se encontra submersa em uma relação tóxica.

O que fazer diante das pessoas feridas?

Realmente não podemos tentar mudar estas pessoas. Às vezes elas sabem que não podem continuar assim e são conscientes do que estão fazendo errado.

No entanto, é uma decisão delas e algo que os demais não podem resolver. Seu comportamento, na maioria das vezes, não é premeditado.

Por isso, o que nós podemos fazer diante deste tipo de pessoa para que não nos machuquem? Eis aqui algumas soluções:

  • Não se aproxime mais do que o necessário. Às vezes tentarão te manipular, em outras você descobrirá seu passado e sentirá pena. No entanto, você é importante e tem que se cuidar.
  • Se desejar, aproxime-se delas, mas não mais do que o necessário. Quando estiver no limite, afaste-se.
  • Evite agir como elas. Elas estão feridas e, se você agir da mesma maneira, favorecerá que sigam se comportando assim, e inclusive que sintam sua autoestima mais danificada.
  • Se notar que tentam te ferir, dê meia volta.
  • Não lhes diga o que fazer. Ninguém pode ajudar a outra pessoa se esta não quer ajuda. Por isso, se quiser evitar se desgastar e se esforçar em vão, não lhes diga para procurar ajuda profissional e muito menos tente dirigir sua forma de ser.
  • Aceite-as

    Sua melhor opção será aceitar as pessoas feridas como são. Todos se machucaram alguma vez e talvez tenhamos até prejudicado alguém sem querer.

    Nosso instinto de sobrevivência nem sempre age da forma mais adequada. Ele não conhece valores, nem normas, nem regras. Somente quer que você sobreviva e supere o que ocorreu.

    Assim, não olhe torto para aquele menino que aborrece outro na escola, pois este carece de uma grande autoestima e talvez tenha milhares de problemas em casa.

    O ideal seria parar este comportamento e tentar corrigi-lo agora enquanto ainda há tempo, já que quando chegamos na idade adulta é mais difícil. Na maturidade, somente nós mesmos podemos abrir os olhos, perceber o que ocorre e pedir ajuda para mudar e deixar de machucar os demais.

                                                                   TEXTO ORIGINAL DE MELHOR COM SAÚDE

A Sabedoria da transformação

Ikkyu-san tornou-se monge muito cedo. Era considerado esperto demais e as pessoas sempre tentavam tirá-lo de seu centro de equilíbrio. Certo dia, sabendo que ele gostava muito de peixe assado, um senhor o convidou para orar em sua casa. Terminada a oração, ofereceu a ele uma refeição, como era de praxe, e colocou  o peixe saboroso bem à sua frente. Ikkyu-san fez rapidamente a prece de agradecimento e começou a comer o peixe.

As pessoas à sua volta comentavam: ´´Mas é monge. Está quebrando o preceito de não matar. Isso não está certo“.

Iukkyu-san continuava comendo alegremente. Até que alguém, não aguentando mais, falou em voz alta: ´´Monge, o que é isso? Comendo peixe?“. E o pequenino Ikkyu, sem titubear, respondeu: ´´O peixe está virando monge“. Não nos tornamos o que comemos, mas o que comemos se torna nosso corpo e nossa mente. A questão é: sabemos retribuir a toda nossa vida? Somos sustentados por tudo o que existe. Não existe nada separado.

Monja Coen, A sabedoria da transformação: Reflexões e Experiências; revista Bons Fluidos pág. 45; Ed. 219.

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