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Como mudar os seus pensamentos negativos!

Por Beatriz Brandão

Muita gente me pergunta se existe formula mágica para pensamentos mudar os pensamentos negativos em um passe de mágica, claro, que eu gostaria de ter essa receitinha básica, mas eu tenho algumas dicas para você.

Se você acha que vive caindo nas armadilhas do pessimismo e da negatividade, que os pensamentos negativos te dominam e que é difícil ser otimista nos dias atuais

Veja aqui algumas atitudes muito simples você pode diminuir seu nível de negatividade e desenvolver a positividade que tanto gostaria de ter. Experimente colocar estas sugestões em prática:

Acredite e comece a aceitar

Por mais difícil que pareça você precisa aceitar o momento presente como ele é, não há nada melhor a fazer a princípio. Com aceitação, volte a acreditar que isso vai passar e as coisas vão melhorar – elas sempre passam e sempre melhoram. Essa mudança de pensamento te dará forças para fazer o que quer que você precise fazer, então coloque isso em prática antes de mais nada.

Comece a aprender com as lições da vida

Eu sei que parece coisa de livro de auto ajuda, mas não tem jeito: a melhor coisa que você pode fazer diante de uma situação indesejada é procurar enxergar o aprendizado que pode tirar disso e ser grato pela oportunidade de aprender. Sempre existe um aprendizado, independentemente de quão ruim uma situação é. Lá na frente, quando você olhar para trás e lembrar dessa situação, vai perceber o quanto foi valioso aprender o que você aprendeu.

Pegue o controle da sua mente de volta!

Provavelmente a melhor dica dessa lista, pelo menos é a que fez a maior diferença para mim. Desenvolver o domínio da própria mente é se tornar cada vez mais capaz de escolher a direção dos seus pensamentos. Como conseguir isso? Treino. Ou seja: meditação.

Descubra e mude os hábitos que te causam stress

Dormir menos de 7 horas por noite faz com que você acorde péssimo no dia seguinte? Ficar muito tempo sentado te causa dores insuportáveis nas costas? Notificações no celular acabam com a sua concentração? Descubra quais são os hábitos que te causam irritação e cansaço, encontre uma forma de mudá-los e veja a mágica acontecer.

Site: Psicologias do Brasil

A serventia do encantamento no dia a dia

O cotidiano está cheio de descobertas e prazeres, mas precisamos saber reconhecê-los. Isso nos ajuda a ter uma vida mais feliz e a encontrar poesia onde antes parecia existir apenas cinza

Há pouco tempo soube pelos jornais que apareceria uma superlua e que ela seria a maior de todas em 68 anos. Será mesmo? Não tenho medidor de lua, mas a manchete de um portal dizia assim: “Quer registrar a superlua de hoje no seu celular? Veja aqui dez dicas”. Dez dicas para ver da mesma forma o que todo mundo acha que está vendo? Registrar a Lua no celular, em vez de olhar na cara dela? Que cansaço me deu pensar em selfies lunares… A Lua é super todos os dias, mesmo quando não usa capa nem ganha manchetes nos jornais. É só botar reparo nela. Porém, para isso precisamos reaprender a sentir sem pressa tudo o que está à nossa volta. E, apesar de todos os embrutecimentos que nos cercam, acho que passar o dia todo sem ver, sem escutar, sem provar, sem cheirar, sem tocar o mundo, e sem permitir que ele nos toque, nos afete, nos desarrume por dentro, é viver sem sentido nenhum. Nesse sentido, há mais de 20 anos, tenho viajado por todas as regiões do Brasil para falar da serventia do encantamento na vida da gente. Um dia, eu rabiscava algo sobre isso, antes de uma viagem. Dentro do avião, vi que quase todas as pessoas conversavam ao telefone, mandavam mensagens, batiam fotos, balançavam a cabeça com seus fones no ouvido. Mas não me senti tão sozinho quando reparei que uma mulher escrevia a lápis em uma folha de papel almaço e parava para contemplar o movimento dos passageiros e das comissárias. Nem sabia que ainda existem pessoas que escrevem a lápis em folhas de papel almaço. Senti vontade de saber o que ela tanto escrevia enquanto olhava, e o que tanto olhava enquanto escrevia. Entretanto, na maioria das vezes, imaginar me tenta ainda mais do que saber. Para dar um pouco de descanso na imaginação, olhei pela janela, mas quase tive um troço quando li o que eu já havia lido tantas vezes, sem parar para refletir. Estava escrito lá: NÃO PISE NA ASA. E eu não sabia o que fazer com aquela perturbação. Afinal, eu pensava, para quem será que escreveram um aviso tão desatinado? Para um pelicano alfabetizado? Para um anjo leitor? Para uma alienígena viciada em pisadas de asa? Pensei em pedir à aeromoça que clareasse o meu tormento, mas achei que ela também poderia entrar em parafuso e espalhar desnorteio entre os passageiros. Ao meu lado, um homem fotografava a própria tela do computador, e a tela estava cheia de gráficos ainda mais assustadores que aviso para pelicano. Então tive mesmo que conviver sozinho com aquela frase, até o avião pousar. Dias depois, jantando com um velho amigo, perguntei se já havia reparado naquela história de não pisar na asa, e ele, rindo da minha angústia, me explicou: “Rapaz, não é possível que você não saiba… esse lembrete é para os caras da manutenção não pisarem naquele local específico, enquanto estiverem trabalhando”. Naquele momento, disse ao meu amigo: “Muito obrigado, você acaba de pisar na minha asa”. Esse episódio me leva a um poema do Mario Quintana chamado Crenças, publicado no livro Velório sem Defunto (Alfaguara). “Seu Glicínio porteiro acredita que rato, depois de velho, vira morcego / É uma crença que ele traz da sua infância. / Não o desiludas com o teu vão saber. / Não o esclareça dos seus queridos enganos. / Não se deve tirar o brinquedo de uma criança. / Tenha ela oito ou oitenta anos.” Seu Glicínio porteiro me faz pensar: para que servem essas explicações de tirar brinquedo? Qual o gosto de passar uma caneta vermelha na fantasia alheia? Quantas vezes será que pisamos na asa de alguém com o nosso vão saber? Na realidade, mais do que tudo, acho que só tiramos o brinquedo de alguém quando não conseguimos enxergar a nossa própria asa, tão atrofiada por falta de uso. E, se não enxergamos a nossa própria asa, como vamos enxergar a asa do outro? Quantas vezes também será que nós pisamos, abrindo mão dos nossos desejos mais simples, mais legítimos, mais autênticos? No rastro dessas perguntas, há dois anos, passei uns dias com o meu filho, Gabriel, em Buenos Aires, capital portenha. Chegamos lá com roteiros que amigos nos fizeram de tudo o que não poderíamos deixar de conhecer, e realmente conhecemos lugares deliciosos, mas gostamos ainda mais de nos perder pela cidade, flanando, sem roteiros, sem mapas, de café em café, de uma praça a outra, de cena em cena, de pessoa em pessoa. Foram dias feitos de conversas, sentidos, silêncios, reparos. E, no meio
de um desses reparos, quando estávamos prestes a fazer um passeio de ônibus pela cidade, escutamos um casal que conversava atrás de nós. Palavras da mulher, enquanto entrávamos no ônibus: “Ai, que cheiro de flor… Não gosto de cheiro de flor”. Ao meu lado, já sentado, Gabriel comentou a frase: “Dizer que não gosta de cheiro de flor é o mesmo que dizer que não gosta de vida, não acha? Para mim, foi pior que se ela dissesse: ‘Eu detesto cheiro de flor’. Eu acho que não gostar é pior que detestar”, me disse o meu filho, na época com 14 anos. Concordei com ele. Se ela dissesse que detesta cheiro de flor, poderia estar num mau dia, aborrecida por algum acontecimento, movida por alguma emoção de destrambelhar lucidez. Mas ela só disse que não gostava, com tranquilidade, sem raiva, sem escândalos, simplesmente como quem diz que não gosta de vida. “Não gosto de cheiro de flor”, a frase despetalava minha ideia, enquanto descíamos para ver a Plaza de Mayo e escutávamos mais resmungos da mulher e também do homem que estava com ela. “Meu Deus, que frio, meu Deus, como as coisas estão caras, meu Deus, que demora para descer do ônibus” – eles diziam. E eu pensava: meu Deus, por que não olham pela janela, meu Deus, por que não beijam na boca, meu Deus, por que não param de amolar Deus e aproveitam o dia? À noite, deitado na cama, fiquei pensando ainda mais. Quem sabe o cheiro das flores joga na cara daqueles dois toda a vida que eles não vivem? De fato, não é fácil sentir cheiro de vida perdida. Ah, o casal era também nosso vizinho de porta, no hotel. Não fomos de excursão, mas compramos o mesmo pacote que ambos. Sim, eles tinham o mesmo pacote, mas uma forma tão diferente de desembrulhá-lo… Depois que constatei isso, tive vontade de mandar para eles uns alfajores, um vinho e um texto pervertido da (escritora francesa) Anaïs Nïn, para ver se aqueles dois conseguiam encher a cara de sonho, mas não deu tempo. No dia seguinte, eles já estavam de malas nas mãos, partindo para outro lugar. E, antes de seguir para o café da manhã e comer todas as rodelas de pomelo rosado (toranja) do hotel, enquanto via que as malas do casal eram iguais
e tinham a mesma cor, uma pergunta ficou me perturbando: o que vai na bagagem de quem não gosta de cheiro de flor? Há umas semanas, essa história me veio à memória, quando almocei no Biscui, restaurante que dá cheiro de flor ao meu dia. Sentada à minha frente, uma moça pediu ao gentil garçom Fábio: “Por favor, eu gostaria de uma água com gás e um pouco de gelo espremido… Me desculpe, gostaria de um limão espremido”, ela se corrigiu. E eu pensava, não se desculpe por essa beleza que você acabou de criar, não se desculpe, que eu vou passar a vida com inveja de você por nunca antes ter feito esse pedido. Na saída, a moça estava ao meu lado, na fila do caixa. Perguntei o seu nome, falei da minha inveja incontida, revelei que eu contaria essa história numa crônica, e ela riu da própria criação. “Foi sem querer que eu disse isso, mas logo depois eu vi que um gelo espremido não tinha sentido”, constatou a Meli. Não sei se é assim que se escreve o seu nome. Só sei que disse a ela que as coisas mais belas muitas vezes nascem sem querer e que a poesia não é para ter sentido. A poesia, que está disponível para nós, à nossa volta, é para provocar os sentidos, eu diria hoje à Meli, que depois saiu do restaurante puxando uma mala de rodinhas. Para onde a poesia mais me puxa? Por onde eu mais gosto de puxá-la? Para onde a vida mais tem puxado a Meli? Depois daquela experiência, fiquei com urgência de ir a um restaurante, só para puxar uma cadeira e pedir um copo de gelo espremido. Pensar em gelos espremidos me deu desejo de reler uma entrevista que fiz na década de 90 com o (escritor) Manoel de Barros, por conta do seu livro Exercícios de Ser Criança (Salamandra). Nessa entrevista, o poeta me disse que criar imagens e metáforas é uma maneira de aumentar o mundo e me explicou por que as crianças sabem fazer isso tão bem. “Se digo que me enferrujei de lata, criei uma coisa nova. Criei um ser humano que fica enferrujado, que nem um prego. As crianças criam essas imagens porque ignoram prescrições e regulamentos do sério. A criança não sabe o comportamento das coisas. E pode inventar. Pode botar aflição nas pedras, e assim por diante. Ela não sabe se pedra tem aflição, por isso cria”, me escreveu o Manoel, à máquina, com remendos feitos à mão. Por que será que pensar em remendos feitos à mão me amansa tanto e me dá tanta gana de desordem? “O gosto pela liberdade se manifesta nas desobediências. Andar de costas na chuva é sinal de liberdade”, Manoel também me disse nessa entrevista. Na praça perto de casa, em Copacabana, num fim de tarde, vi uma menina de 6 anos que andava em zigue-zague, seguindo os desenhos das pedras, ou as aflições delas, quem sabe? Mas logo a mãe pisou na asa da filha: “Anda direito, Marcela!” E a menina passou a andar em linha reta, sem curvas, sem surpresas, sem criar imagens, de cabeça baixa. Que cena… Será que a Marcela jamais vai andar de costas na chuva? Tomara que ande, tomara que ande. Imagino a Marcela daqui a 30 anos fazendo um curso para reaprender a entortar os passos, subverter mesmices, viver e trabalhar com criatividade e honestidade intelectual. Acho que só quando desobedecemos é que criamos algo realmente nosso e exercitamos a nossa autenticidade. Também acredito que nem toda pessoa autêntica é feliz, mas que toda pessoa feliz, de alguma forma, é autêntica. No entanto, por medo de sermos rejeitados, criticados, corrigidos, censurados e esquecidos, passamos a vida presos a regulamentos do sério, abrimos mão dos nossos zigue-zagues mais íntimos, e deixamos de olhar, agir e pensar com originalidade. É assim que nos afastamos da fantasia e de tudo o que ela tem de mais humano, transformador, apetitoso, revelador, essencial. “PARE, OLHE, ESCUTE”, me manda a placa da estação ferroviária, à beira de um trilho, numa cidade do interior de São Paulo onde estive outro dia. Num mundo cada vez mais cheio de pressa, olhos embaçados, ruídos, e cobranças pragmáticas, obedecer à placa de uma pequena estação de trem é uma transgressão irresistível.
 Crédito: Vida Simples Digital; MÁRCIO VASSALLO; 10/07/2017.

DICA -História e música

Comédia com pinceladas de drama tem estreia prevista para este mês e conta o encontro entre a música e a essência de cada um de nós.

Um filme que conversa com a alma. Assim é Filhos de Bach, que deve chegar às salas de cinema no final de abril. O enredo gira em torno de Marten, um professor de música na Alemanha que precisa vir ao Brasil, mais especificamente à cidade de Ouro Preto (MG), para resgatar uma herança: uma partitura original do compositor Johann Sebastian Bach. Na cidade mineira, Marten vai encontrando acolhimento, e é nesse caminho que conhece os meninos de uma instituição, garotos que não acreditam no futuro. O professor alemão começa então a dar aulas de música para os meninos. Mais do que ensinar e aprender melodias, eles se reencontram e passam a se enxergar. O filme tem trilha sonora especial: os maiores sucessos de Bach, como Ave Maria, Ária na Corda Sol e Jesus, Alegria dos Homens, tocados em ritmo de chorinho, samba, jazz e batucada. De arrepiar.

Ana Holanda;  Crédito: Vida Simples Digital, 12/05/2017.

 

FILMES PODEM SER ÓTIMOS ALIADOS PARA ENCONTRAR MOTIVAÇÃO NO TRABALHO

Muitas produções do cinema não se limitam apenas a nos entreter e emocionar, elas podem trazer grandes lições de vida com exemplos de superação, motivação e sucesso.

Algumas, em especial, foram baseadas em fatos reais, outras são apenas obras da ficção, mas, se prestarmos atenção, todas elas podem conter mensagens que servem de inspiração para as conquistas no trabalho e na vida pessoal.

Nunca deixe que alguém te diga que não pode fazer algo. Nem mesmo eu. Se você tem um sonho, tem que protegê-lo. As pessoas que não podem fazer por si mesmas, dirão que você não consegue. Se quer alguma coisa, vá e lute por ela. Ponto final.

Um dos clássicos indispensáveis para quem está desanimado com assuntos profissionais é “À Procura da Felicidade” (2006). A produção mostra o exemplo de vida de Chris Gardner (Will Smith), um homem que enfrenta todos os tipos de dificuldade, mas não desiste do seu sonho de conquistar uma carreira de sucesso. Sua principal motivação é o seu filho de 5 anos, o qual cuida sozinho e procura fazer de tudo para dar a ele uma vida melhor. Um grande exemplo de amor e superação, baseado em fatos reais.

“É inacreditável o quanto você não sabe do jogo que tem jogado a vida toda.”

“O Homem Que Mudou o Jogo” (2011) faz uma excelente abordagem sobre um líder esportivo. Billy Beane (Brad Pitt), técnico de um time de beisebol com baixo orçamento, conta apenas com sua liderança e motivação para reconstruir uma equipe que perdeu os melhores jogadores para times mais ricos. Na sua determinação em ser vencedor, ele procura todas as opções para alcançar a vitória e chega à conclusão, que reunir jogadores veteranos descartados dessa modalidade pode resultar numa força fora do comum. O filme mostra que a união dos talentos individuais pode resultar em sucesso.

 

 “Não corra atrás do que não pode pegar.”

Em “Bem-Vindo ao Jogo” (2007), Huck Cheever (Erick Bana) é um excelente jogador de poker que precisa de uma quantia para se inscrever na equivalente à Copa do Mundo da modalidade, a World Series of Poker (WSOP). Na competição, ele poderá ter como adversário seu próprio pai, que abandonou a família e já foi campeão duas vezes deste mesmo evento. Travar uma batalha nas cartas com seu pai parece ser o principal motivo para Cheever participar do campeonato. Mas a maior lição para ele está por vir, através da sua namorada Billie (Drew Barrymore), que vai fazer com que ele enfrente a vida da mesma forma que enfrenta o jogo, usando o coração.

“Você está mudando a vida deste garoto. Não. Ele que está mudando a minha.”

O incrível “Um Sonho Possível” (2009) mostra a história de Mike (Quinton Aaron), um jovem negro que viveu todo tipo de rejeição, tanto do lar destruído quanto da comunidade pobre onde cresceu. Depois de passar por muitas escolas, foi adotado por uma família de classe alta que o amou, apoiou e o motivou. Leigh Anne (Sandra Bullock), sua mãe adotiva, apostou no seu talento e o ajudou a superar os desafios para se tornar um grande astro do futebol americano. As situações vividas neste filme, tanto pela família quanto por Mike, são inspiradoras, inclusive quando se trata do assunto adoção.

“Temos que aprender com nosso passado. Não devemos esquecer. E temos que ser melhores.”

Baseado em fatos reais, “Uma Lição de Vida” (2010) conta a história do queniano Kimani Maruge (Oliver Litondo), que, aos 84 anos, entra para a escola primária, após o governo aprovar a lei de ensino básico gratuito naquele país. O filme é uma lição de perseverança e mostra que não existe idade certa para realizar os sonhos e correr atrás dos direitos que nos são concedidos.

 

“Você pode fazer o que qualquer um faz, só que muito melhor.”

“Mãos Talentosas” (2009) segue essa linha comovente de filmes de superação de limites. Ben Carson (Cuba Gooding Jr) é um garoto afrodescendente e pobre, que sofria bullying na escola. Sua mãe, uma mulher analfabeta, o obrigava a ler dois livros por dia, até que ele passou a se dedicar totalmente aos estudos e se tornou um reconhecido neurocirurgião. A comovente história, baseada na vida real do Dr. Benjamin S. Carson, é motivadora o suficiente para acreditarmos que não existem limites para alcançar os sonhos, e que cada um pode chegar onde deseja através do seu próprio potencial.

 

“Nunca esqueci. Nem por um momento. Eu sabia que te encontraria no fim. É nosso destino.”

No filme “Quem Quer Ser Um Milionário?” (2008), Jamal Malik (Dev Patel) é um jovem de 18 anos que cresceu numa favela na Índia. Ao participar de um programa de TV, ele só precisa acertar a pergunta final para ganhar uma grande soma em dinheiro. Mas bem nessa hora a polícia o prende por suspeitar que ele está trapaceando. Para provar o contrário, Jamal conta sua história de vida, todas as dificuldades e situações ruins que enfrentou, mostrando que estes foram os motivos que o fizeram estudar e adquirir os conhecimentos necessários para concorrer no programa. O seu amor por Latika (Freida Pinto) também foi um dos motivos para perseguir o sonho de vencer o show de perguntas e respostas.

Autor: Miguel Lucas, 17/05/2017. Escola Psicologia.

PARA NÃO SABOTAR OS PRÓPRIOS SONHOS

Quem deseja materializar sonhos sabe que há um preço a pagar.
É quase impossível alcançar objetivos sem foco, disciplina e algum sacrifício.
Disso resulta que não são poucos os que desistem no meio do caminho ou mesmo próximo ao ponto de chegada. Até os mais confiantes experimentam sentimentos de vulnerabilidade que os levam a sabotar os próprios sonhos. Eles procrastinam, abandonam projetos e desistem de trabalhos importantes, mesmo em fase de acabamento.
Nessas horas, é fundamental alimentar o senso de disciplina e a confiança realística para combater a negatividade e prevenir ataques de desânimo. Vejamos alguns antídotos que podem ajudar a instalar circuitos constantes de ação mais eficaz e afastar o risco de virarmos sabotadores de sonhos.
Haja com autonomia, mas cuide dos impulsos. Faça escolhas com independência, entretanto, guie-se por princípios para não violentar seus valores fundamentais.
O imediatismo não é bom conselheiro. Considere as implicações de seus atos para além das circunstâncias imediatas, por isso, avalie o impacto das decisões a tomar pelo menos no médio prazo.
A dissipação de tempo e esforço, por exemplo, é inimiga da eficiência e da autoestima. Assim, antes de iniciar um projeto, verifique se ele está afinado aos seus propósitos; os recursos a utilizar; o retorno a obter e planeje sua ação sem perder de vista esses aspectos.
Lembre-se de que a energia pessoal é um recurso tão valioso quanto o tempo. Daí, se depois de exame consciencioso, você decidir iniciar um curso de ação, veja o que o estimula e o que costuma sugar sua energia.

Há diversas formas de energizar a ação. Esteja atento aos seguintes pontos.
Se o desânimo for ocasionado pelo cansaço, faça intervalos estratégicos (não muito longos), o suficiente para repor energias. Uma metodologia ruim dificulta tarefas e acrescenta fadiga, faça pequenas paradas para reavaliar o método de trabalho.
Mantenha a autoestima. O sentimento de menos valia pessoal mina a autoconfiança, repercutindo negativamente no estilo de trabalho.

Nos ataques de baixa autoestima, visualize sua história de vida, relembre feitos e conquistas. Isto fortalece a confiança e ajuda a retomar a tarefa com vigor. Seja humilde e acessível. Peça ajuda e orientações. Diga aos amigos a necessidade de receber incentivos e feedback sobre o que conseguiu realizar. Essa iniciativa evitará sentimentos de desamparo, além de incrementar sua força psicológica.
Procure fontes de inspiração. Invoque para seus sonhos, a força de pessoas que não fugiram de si mesmas e cujas ações são modelares e lembram de que se foi possível para eles, também pode ser para você. Quando nos sentimos inspirados temos mais tolerância à frustração e tentamos mais, antes de desistir, então, inspire-se. Veja quem são seus modelos e não hesite em incorporar formas de agir e pensar na materialização de seu sonho.
Sobre a disposição humana para devotar-se a uma causa ou sonho, Viktor Frankl, psiquiatra austríaco, trouxe pensamentos esclarecedores. No livro ‘A Busca do Sentido’, ele demonstra sua crença na capacidade do homem de dedicar-se a algo para além das limitações. Sobre isso ele diz: ‘o homem é o ser que sempre decide o que ele é’.
Outra noção sobre o assunto pode ser extraída do pensamento de Nietzsche – filósofo dedicado à busca do entendimento da condição humana. É dele o convite ‘Ouse conquistar a si mesmo’ que conclamava todos a tomar posse de si para deixarem de serem vítimas do destino. Finalizando esta reflexão, repetimos o convite nietzschiano: ouse conquistar a si mesmo! Saiba, vai haver momentos de extrema confiança e outros de fraqueza. A despeito deles, prossiga.
Mude métodos ou planos; só não desista de você.

SOBRE O CÉU DE CADA UM: PARTIDAS E CHEGADAS.

As despedidas pedem que a gente descubra onde fica o nosso céu, particular, tão nosso que independa da previsão do tempo, do outro e da própria vida. Sobra espaço no vazio, a dor faz eco nas gavetas e armários, o perfume fica com medo de se perder nos dias que passam. A esquina fica longe, falta coragem, sobra dor.

O silêncio, esse barulho que reside na alma, se aconchega em nossos braços. Chega sorrateiro e conta das coisas vividas e do que faltou viver, das juras perdidas no chuveiro aberto, no café costumeiro, no lençol cansado.

A gente chora, como se o mundo se perdesse dentro de um cômodo, dilúvios, tsunamis, enxurradas, tempestades da alma, pedindo tempo para o corpo voltar pra onde reside. Anoitecer e amanhecer, várias vezes, vira uma janela pra isso tudo, olhos que atravessam paredes, vozes que ensurdecem, músicas que acalmam.

Aí, a gente procura o próprio céu, perdido no meio das coisas deixadas, amontoadas, amarrotadas. Volta no tempo, refaz os caminhos, estende as mãos pra quem fomos e quem somos. Serve um café pra solidão, beija o silêncio, abraça o que sobrou de nós e pede gentileza pro relógio. O nosso céu, timidamente, pede licença pra chuva chegar, molhar as plantas, trazer o cheiro da vida. Olha

COLABORADORESPERDAS E LUTOSaudade.
Por Teresa Gouvea – 

 

Mulher , De Todos os Dias.

Queriam que ela fosse do lar,

mas ela era do ler,

com essa liberdade,

ela era de onde

quisesse ser….

Allê Barbosa

 

 

 

Mulher,

do lar, do mundo, da vida,

da liberdade, de si mesma.

De todos os dias,

Do dia a dia

 

Mulher,

Do ser no mundo,

Do ser  amante, mãe, esposa,

Do amor,  da dor

 

Mulher,

Do trabalho, da luta

Da guerra, da paz

Do dia, da noite

 

Mulher ,

De todas as cores,

De todo modo,

Das suas esquinas,

 

Mulher,

da costela,

do Adão,

do corpo inteiro

 

Mulher,

da história dela.

 

 

 

 

 

 

 

Pra Falar com Deus!

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Uma oração para os novos tempos
Martha Medeiros

Que honremos o fato de ter nascido, e que saibamos desde cedo que não basta rezar um Pai Nosso para quitar as falhas que cometemos diariamente. Essa é uma forma preguiçosa de ser bom. O sagrado está na nossa essência, e se manifesta em nossos atos de boa fé e generosidade, frutos de uma percepção profunda do universo, e não de ocasião. Se não estamos focados no bem, nossa aclamada religiosidade perde o sentido.
Que se perceba que quando estamos dançando, festejando, namorando, brindando, abraçando, sorrindo e fazendo graça, estamos homenageando a vida, e não a maculando. Que sejam muitos esses momentos de comemoração e alegria compartilhados, pois atraem a melhor das energias. Sentir-se alegre não deveria causar desconfiança, o espírito leve só enriquece o ser humano, pois é condição primordial para fazer feliz a quem nos rodeia.
Que estejamos abertos, se não escancaradamente, ao menos de forma a possibilitar uma entrada de luz pelas frestas – que nunca estejamos lacrados para receber o que a vida traz. Novidade não é sinônimo de invasão, deturpação ou violência. Acreditemos que o novo é elemento de reflexão: merece ser avaliado sem preconceito ou censura prévia.
Que tenhamos com a morte uma relação amistosa, já que ela não é apenas portadora de más notícias. Ela também ensina que não vale a pena se desgastar com pequenas coisas, pois no período de mais alguns anos estaremos todos com o destino sacramentado, invariavelmente. Perder tempo com picuinhas é só isso, perder tempo.
Que valorizemos nossos amigos mais íntimos, as verdadeiras relações pra sempre.
Que sejamos bem-humorados, porque o humor revela consciência da nossa insignificância – os que não sabem brincar, se consideram superiores, porém não conquistam o respeito alheio que tanto almejam. Ria de si mesmo, e engrandeça-se.
Que o mar esteja sempre azul, que o céu seja farto de estrelas, que o vinho nunca seja proibido, que o amor seja respeitado em todas as suas formas, que nossos sentimentos não sejam em vão, que saibamos apreciar o belo, que percebamos o ridículo das ideias estanques e inflexíveis, que leiamos muitos livros, que escutemos muita música, que amemos de corpo e alma, que sejamos mais práticos do que teóricos, mais fáceis do que difíceis, mais saudáveis do que neurastênicos, e que não tenhamos tanto medo da palavra felicidade, que designa apenas o conforto de estar onde se está, de ser o que se é e de não ter medo, já que o medo infecciona a mente.
Que nosso Deus, seja qual for, não nos condene, não nos exija penitências, seja um amigo para todas as horas, sem subtrair nossa inteligência, prazer e entrega às emoções que nos fazem sentir plenos.
A vida é um presente, e desfrutá-la com leveza, inteligência e tolerância é a melhor forma de agradecer – aliás, a única.

Como Tratar o Mau Humor?

SEJA UM IDIOTA!

Sobre Maes e Filhas

 

Enquanto os olhos do mundo estão no bebê que acaba de nascer, a mãe da mãe enxerga a filha, recém-parida. O papel de avó pode esperar, pois é a sua menina que chora, com os seios a vazar.pais

A mãe da mãe esfrega roupinhas manchadas de cocô, varre o chão, garante o almoço. Compra pijamas de botão, lava lençóis sujos de leite e sangue. Ela sabe como é duro se tornar mãe.
No silêncio da madrugada, pensa na filha, acordada. Quantas vezes será que foi? Aguentará a manhã com um sorriso? Leva canjica quentinha e seu bolo favorito.

Atarefada, a mãe da mãe sofre em silêncio. Em cada escolha da filha, relembra suas próprias. Diante de nova mãe, novo bebê, muito leite e tanto colo, questiona tudo o que fez, tempos atrás. Tempo que não volta mais.
Se hoje é o que se tem, então hoje é o que é. Olha nos olhos, traz pão e café. Esse é o colo, esse é o leite. Aqui e agora, presente.
A mãe da mãe ajuda a filha a voar. Cuida de tudo o que está às mãos para que ela se reconstrua, descubra sua nova identidade. Ela agora é mãe, mas será sempre filha.

Toda mãe recém-nascida precisa dos cuidados de outra mulher que entenda o quanto esse momento é frágil. A mãe da mãe pode ser uma irmã, sogra, amiga, doula, vizinha, tia, avó, cunhada, conhecida. O fato é que o puerpério necessita de união feminina, dessa compreensão que só outra mãe consegue ter. O pai é um cuidador fundamental, comanda a casa e se desdobra entre mãe e filho, mas é preciso lembrar que ele também acaba de se tornar pai, ainda que pela segunda ou terceira vez.

Marcela Feriani *
💙coracão

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