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A VONTADE DE TER AUTOCONTROLE PODE DIMINUIR… SEU AUTOCONTROLE

O autocontrole é um atributo valioso para quem quer alcançar qualquer objetivo, seja manter uma dieta, economizar dinheiro ou se tornar uma pessoa mais focada no trabalho. Sua importância, na verdade, é muito mais antiga do que qualquer uma dessas situações: ela foi (e continua sendo) uma vantagem evolutiva fundamental para que os humanos pudessem passar a viver em sociedade.

Assim, é natural prezar por essa capacidade – e não faltam métodos para ajudar a desenvolvê-la. Mas aí é que vem a grande ironia: querer ter mais autocontrole pode diminuir nossa capacidade de exercê-lo, independentemente de quão controlados nós sejamos.

Os responsáveis pela descoberta foram Liad Uziel, do Departamento de Psicologia da Universidade Bar-Ilan (em Israel), e Roy F. Baumeister, da Universidade Estadual da Flórida, considerado um dos principais pesquisadores do autocontrole no mundo (e um dos mais citados de todos os tempos na psicologia social).

“O autocontrole é uma capacidade humana altamente adaptativa. Considerando que os seus benefícios estão bem documentados, pouco se sabe sobre o impacto de querer desenvolvê-lo”, diz o estudo, publicado recentemente no Personality and Social Psychology Bulletin, periódico oficial da Sociedade de Personalidade e Psicologia Social.

Para entender melhor a questão, os autores realizaram quatro experimentos. Neles, um total de 635 voluntários deveriam realizar tarefas que exigiam muito ou pouco autocontrole. Em alguns dos estudos, o já existente desejo de autocontrole dos participantes foi medido (foi criada uma escala específica para medir isso); em outros casos, esse desejo foi manipulado: as pessoas deveriam pensar nos benefícios de ter mais autocontrole e então realizar a tarefa proposta.
O culpado de tudo

O primeiro e o segundo estudos mostraram que ter um forte desejo (manipulado ou não) de autocontrole prejudicou o desempenho dos voluntários em uma tarefa exigente (ou seja, que exigia mais desse autocontrole), mas não em uma tarefa simples.

Os estudos 3 e 4 mostraram a razão por que isso acontece: quando somos confrontados com uma tarefa difícil, o nosso desejo de autocontrole acaba se traduzindo em baixa autoconfiança – nós ficamos com a sensação de que não temos essa capacidade em um nível suficiente. Isso leva a uma queda no que os psicólogos chamam de autoeficácia, ou a crença nas nossas próprias habilidades. E uma baixa autoeficácia leva à perda de engajamento na tarefa que temos a desempenhar. Nós achamos que não somos capazes e aí nos esforçamos menos, como uma profecia autorrealizável.

Esse efeito é tão forte que provoca resultados homogêneos, não importa a predisposição básica de exercer autocontrole que cada pessoa já tenha. Isso quer dizer que tanto as pessoas mais controladas quanto as menos controladas tiveram desempenhos semelhantes quando carregavam um forte desejo de ser desenvolver mais essa capacidade.

Moral da história: confie que você é capaz de fazer as coisas que se propões a fazer e tente não exigir demais de você mesmo.

Por Ana Prado, 27 de junho de 2017, Psicologia do Brasil.

TEXTO ORIGINAL DE SUPERINTERESSANTE

PRA FALAR COM DEUS

FILMES PODEM SER ÓTIMOS ALIADOS PARA ENCONTRAR MOTIVAÇÃO NO TRABALHO

Muitas produções do cinema não se limitam apenas a nos entreter e emocionar, elas podem trazer grandes lições de vida com exemplos de superação, motivação e sucesso.

Algumas, em especial, foram baseadas em fatos reais, outras são apenas obras da ficção, mas, se prestarmos atenção, todas elas podem conter mensagens que servem de inspiração para as conquistas no trabalho e na vida pessoal.

Nunca deixe que alguém te diga que não pode fazer algo. Nem mesmo eu. Se você tem um sonho, tem que protegê-lo. As pessoas que não podem fazer por si mesmas, dirão que você não consegue. Se quer alguma coisa, vá e lute por ela. Ponto final.

Um dos clássicos indispensáveis para quem está desanimado com assuntos profissionais é “À Procura da Felicidade” (2006). A produção mostra o exemplo de vida de Chris Gardner (Will Smith), um homem que enfrenta todos os tipos de dificuldade, mas não desiste do seu sonho de conquistar uma carreira de sucesso. Sua principal motivação é o seu filho de 5 anos, o qual cuida sozinho e procura fazer de tudo para dar a ele uma vida melhor. Um grande exemplo de amor e superação, baseado em fatos reais.

“É inacreditável o quanto você não sabe do jogo que tem jogado a vida toda.”

“O Homem Que Mudou o Jogo” (2011) faz uma excelente abordagem sobre um líder esportivo. Billy Beane (Brad Pitt), técnico de um time de beisebol com baixo orçamento, conta apenas com sua liderança e motivação para reconstruir uma equipe que perdeu os melhores jogadores para times mais ricos. Na sua determinação em ser vencedor, ele procura todas as opções para alcançar a vitória e chega à conclusão, que reunir jogadores veteranos descartados dessa modalidade pode resultar numa força fora do comum. O filme mostra que a união dos talentos individuais pode resultar em sucesso.

 

 “Não corra atrás do que não pode pegar.”

Em “Bem-Vindo ao Jogo” (2007), Huck Cheever (Erick Bana) é um excelente jogador de poker que precisa de uma quantia para se inscrever na equivalente à Copa do Mundo da modalidade, a World Series of Poker (WSOP). Na competição, ele poderá ter como adversário seu próprio pai, que abandonou a família e já foi campeão duas vezes deste mesmo evento. Travar uma batalha nas cartas com seu pai parece ser o principal motivo para Cheever participar do campeonato. Mas a maior lição para ele está por vir, através da sua namorada Billie (Drew Barrymore), que vai fazer com que ele enfrente a vida da mesma forma que enfrenta o jogo, usando o coração.

“Você está mudando a vida deste garoto. Não. Ele que está mudando a minha.”

O incrível “Um Sonho Possível” (2009) mostra a história de Mike (Quinton Aaron), um jovem negro que viveu todo tipo de rejeição, tanto do lar destruído quanto da comunidade pobre onde cresceu. Depois de passar por muitas escolas, foi adotado por uma família de classe alta que o amou, apoiou e o motivou. Leigh Anne (Sandra Bullock), sua mãe adotiva, apostou no seu talento e o ajudou a superar os desafios para se tornar um grande astro do futebol americano. As situações vividas neste filme, tanto pela família quanto por Mike, são inspiradoras, inclusive quando se trata do assunto adoção.

“Temos que aprender com nosso passado. Não devemos esquecer. E temos que ser melhores.”

Baseado em fatos reais, “Uma Lição de Vida” (2010) conta a história do queniano Kimani Maruge (Oliver Litondo), que, aos 84 anos, entra para a escola primária, após o governo aprovar a lei de ensino básico gratuito naquele país. O filme é uma lição de perseverança e mostra que não existe idade certa para realizar os sonhos e correr atrás dos direitos que nos são concedidos.

 

“Você pode fazer o que qualquer um faz, só que muito melhor.”

“Mãos Talentosas” (2009) segue essa linha comovente de filmes de superação de limites. Ben Carson (Cuba Gooding Jr) é um garoto afrodescendente e pobre, que sofria bullying na escola. Sua mãe, uma mulher analfabeta, o obrigava a ler dois livros por dia, até que ele passou a se dedicar totalmente aos estudos e se tornou um reconhecido neurocirurgião. A comovente história, baseada na vida real do Dr. Benjamin S. Carson, é motivadora o suficiente para acreditarmos que não existem limites para alcançar os sonhos, e que cada um pode chegar onde deseja através do seu próprio potencial.

 

“Nunca esqueci. Nem por um momento. Eu sabia que te encontraria no fim. É nosso destino.”

No filme “Quem Quer Ser Um Milionário?” (2008), Jamal Malik (Dev Patel) é um jovem de 18 anos que cresceu numa favela na Índia. Ao participar de um programa de TV, ele só precisa acertar a pergunta final para ganhar uma grande soma em dinheiro. Mas bem nessa hora a polícia o prende por suspeitar que ele está trapaceando. Para provar o contrário, Jamal conta sua história de vida, todas as dificuldades e situações ruins que enfrentou, mostrando que estes foram os motivos que o fizeram estudar e adquirir os conhecimentos necessários para concorrer no programa. O seu amor por Latika (Freida Pinto) também foi um dos motivos para perseguir o sonho de vencer o show de perguntas e respostas.

Autor: Miguel Lucas, 17/05/2017. Escola Psicologia.

TOC- Transtorno Que Tem Cura

TOC atinge quatro milhões no Brasil; saiba mais sobre a doença

Lavar as mãos por horas a fio, ter medo de ser contaminado e organização excessiva podem ser traços do TOC

Thinkstock/Getty Images

Gastar horas e sofrer excessivamente para deixar tudo em ordem pode ser um sintoma da doença. Se a mania de limpeza não interferir nas atividades diárias, não é considerado TOC

Quatro milhões de brasileiros sofrem com Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), doença que faz com que percam a qualidade de vida – já que os obriga a repetir rituais sem sentido, como lavar as mãos por horas seguidas, mas que aliviam a ansiedade gerada pela condição. No entanto, é preciso distinguir TOC de mania. O primeiro é uma doença, a segunda, não.

Um exemplo é a mania que José Alfredo, personagem da novela Império, de arrumar a cama e querer deixá-la sempre impecável. Segundo o psiquiatra Luiz Vicente Figueira de Mello, do Ambulatório de Transtornos de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo (IPQ), a atitude dele não é considerada TOC, já que o personagem não para a sua vida por causa da mania. “Ele sai para trabalhar, faz outras coisas”, comenta.

“É considerado TOC quando a pessoa apresenta sintomas que ultrapassam o limite da normalidade e atrapalham o dia a dia. Fora isso, é mania, que não é doença”, explica o médico. A presença de pensamentos e comportamentos repetitivos e que duram em média uma hora por dia é sinal de alerta. “A pessoa percebe que está com pensamentos exagerados, mas tenta se livrar deles e não consegue”, detalha Mello.

Ele diz que há casos de TOC em que o paciente dá banho no cachorro de estimação cerca de dez vezes por dia, por pânico de contaminação.

O presidente da Sociedade Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva, conta que o TOC é derivado de transtornos de ansiedade. “São pensamentos intrusivos que aparecem na mente e a pessoa não consegue se desvencilhar disso”, explica ele. “Ela pode achar que foi contaminada, então precisa fazer um ritual de descontaminação”, explica.

Um exemplo que ele dá é uma pessoa com TOC que lava as mãos. “Ela pensa que não só a mão está suja, mas o sabonete também. E lava o sabonete. Mas também pensa que a torneira está suja, portanto precisa lavar a torneira, depois o sabonete, e depois as mãos. Depois enxuga e começa tudo de novo”, conta.

Outro exemplo citado pelo médico são aquelas pessoas que precisam pisar com o pé direito assim que levantam da cama. Se pisam com o esquerdo, sofrem, deitam de novo, esperam um pouco e começam tudo de novo, para pisar com o pé certo.

Além dos pensamentos intrusivos, se a pessoa não obedecer a eles, isso gera uma ansiedade descontrolada e a ideia de que se não realizar todos os rituais, algo muito ruim irá acontecer, como a morte de alguém na família.

A pessoa torna-se escrava de si mesma, por isso é importante buscar ajuda. “Não dá para falar que o TOC tem cura, mas sim controle dos sintomas”, explica Silva.

De origem biológica e genética, há também grande influência ambiental para o surgimento dos sintomas. “Existem algumas pessoas que são educadas a serem obsessivas, a terem manias, isso depende muito da educação dada pelos pais”, explica o psiquiatra do Hospital das Clínicas.

“Mas, se elas não tiverem alterações biológicas, não desenvolverão TOC, no máximo alguns sintomas”, explica ele, citando que também há casos mais leves do transtorno.

Segundo o médico, a maioria desses sintomas acompanha o paciente a vida toda. “O que acontece é que a pessoa nem percebe, lava a mão automaticamente cinco ou seis vezes, mas é tão automático que isso passa a fazer parte da personalidade dela”, detalha.

Veja algumas manias que podem ser TOC:

1. Higiene excessiva com as mãos. Lavá-las várias vezes para aliviar a ansiedade, por exemplo, já configura TOC. Foto: Thinkstock/Getty Images
2. Os cães devem tomar banho, mas sentir que é necessário lavá-los 10 vezes por dia pode ser TOC. Foto: Thinkstock/Getty Images
3 - Contar azulejos ou contar os ângulos dos azulejos por várias vezes seguidas, antes de dormir, pode ser TOC. Foto: Thinkstock/Getty Images
4 - lavar as roupas assim que chegar da rua, por temor de contaminação, pode ser TOC. Foto: Thinkstock/Getty Images
5 - ter de checar um número x de vezes se a porta ou janela estão bem fechadas. Foto: Thinkstock/Getty Images
6 - usar somente talheres descartáveis, por medo de bactérias, pode ser TOC. Foto: Thinkstock/Getty Images
7 - Pisar só na parte branca da faixa de pedestres, e, se não o fizer, achar que algo ruim vai acontecer. Pode ser TOC. Foto: Thinkstock/Getty Images
1. Higiene excessiva com as mãos. Lavá-las várias vezes para aliviar a ansiedade, por exemplo, já configura TOC. Foto: Thinkstock/Getty Images
Tratamento

Quem identifica que pensamentos intrusivos fazem parte do dia a dia deve procurar um psiquiatra, que fará o diagnóstico de mania ou de TOC. Quem tem apenas manias e gostaria de se livrar delas, um acompanhamento psicológico já pode resolver o problema. No caso do TOC, a ansiedade gerada por não obedecer aos rituais pode se tornar insuportável, então os psiquiatras também receitam medicações para deixar a pessoa menos ansiosa.

Além disso, quem tem TOC também deve fazer psicoterapia, para aprender a controlar os impulsos e viver melhor.

Preconceito

Mas há quem olhe torto para pessoas cheias de manias. O presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria comenta que toda doença mental carrega consigo um altíssimo índice de preconceito. “Por isso temos um projeto de lei que e emenda do código penal de que psicofobia é um crime. Não queremos colocar ninguém na cadeia, mas que isso seja no sentido educativo”, explica.

Segundo o médico, só no Brasil há mais de 50 milhões de pessoas com algum tipo de transtorno mental. “Essas pessoas não são ajudadas, não temos assistência pública adequada. Muitas vezes acreditam que doenças mentais não existem, e, se a doença é negada, não providenciam nada para poder tratá-las”, critica.

Como Criar Esperança? – Vida & Resiliência

2 coracões                                O valor da esperança na era da ansiedade
Emoção fundamental para a cura e o bem-estar, a esperança ainda é pouco pesquisada pela ciência. Mas já se descobriu que até os que não a trazem do berço podem adquiri-la e aprimorá-la
A esperança é a última que morre, diz o ditado. Essa associação com o último suspiro a torna um elemento precioso em termos de saúde, de realização interior e de qualidade de vida. Alguns psicólogos vêem nela a sensação ou emoção mais importante que o ser humano pode experimentar. Mas enquanto determinadas pessoas esbanjam esperança, como se a colhessem numa fonte inesgotável, outras se arrastam pela existência, totalmente estranhas a essa sensação. Ser esperançoso seria, então, uma característica inata e inacessível a muitas pessoas? A moderna pesquisa psicológica afirma que não.

Desde os anos 1950, psiquiatras, médicos e estudiosos de outras áreas têm demonstrado interesse na esperança pelo potencial de cura contido nela. Foi só na década de 1990, porém, que o assunto ganhou o primeiro plano, graças às investigações do psicólogo norte- americano C. S. Snyder, autor do livro The Psychology of Hope: You Can Get There from Here (Free Press, sem tradução para o português). Falecido em 2006, Snyder entendia a esperança como uma “idéia motivacional” que possibilita a uma pessoa acreditar em resultados positivos, elaborar metas, desenvolver estratégias e reunir a motivação para colocá-las em prática.

Snyder criou uma “Escala da Esperança” e, numa apresentação na American Psychological Association (APA), em 2005, mostrou os resultados de mais de uma década de aplicação desse recurso. Segundo suas conclusões, pessoas com “baixa esperança” têm objetivos ambíguos e trabalham para atingi-los um de cada vez. Já os indivíduos com “alta esperança” freqüentemente investem em cinco ou seis metas distintas ao mesmo tempo. As pessoas esperançosas traçaram rotas para o sucesso e caminhos alternativos na eventualidade de encontrarem obstáculos – uma providência que os indivíduos com baixa esperança não tomaram.

OUTRAS PESQUISAS acrescentaram mais características positivas à esperança. Segundo alguns estudiosos, ela é fundamental para a pessoa desempenhar bem suas atividades e envelhecer em forma. Os indivíduos esperançosos, afirmam esses pesquisadores, têm mais auto-estima, cuidam melhor de seu corpo e têm maior tolerância à dor. Sua forma “eu/nós” de pensar e ajudar os outros na busca do sucesso estimula a fraternidade e o sentimento de grupo.

Ao sintetizar os resultados de uma pesquisa relativa a idosos pacientes de depressão que foram ensinados a pensar com esperança, Snyder observou: “Conforme ficavam mais esperançosos, eles se mostravam mais agradáveis… e mais propensos a experimentar a alegria.” Com o treinamento, eles passaram a dar muito mais importância ao lado positivo das coisas e a rir de si próprios e dos outros. “Se você não aprendeu a rir de si mesmo, perdeu a melhor de todas as piadas”, afirmou Snyder.

O grande passo seguinte no estudo do tema veio na virada do século com Anthony Scioli, professor de psicologia do Keene State College, em New Hampshire (Estados Unidos). Estudioso do assunto há mais de duas décadas, ele afirma que a esperança é uma emoção extremamente importante, mas ainda “subpesquisada”. Suas pesquisas o levaram a concluir que a esperança é uma habilidade que pode ser adquirida e tem múltiplas facetas (há 14 aspectos distintos, segundo o psicólogo, apresentados no quadro acima) a serem cultivadas. Além disso, ela se autoperpetua: os esperançosos revelam-se propensos a ser mais resilientes, confiantes, abertos e motivados do que as outras pessoas, e assim tendem a receber mais do mundo – o qual, por seu lado, lhes dá motivos para ficarem mais otimistas.

Scioli se interessa pela esperança ligada não a pequenos desejos, mas a grandes sonhos. Em sua opinião, os êxitos “mundanos”, do dia-a-dia, são importantes, mas equivalem a, no máximo, 1/3 do que ele chama de “essência da esperança”.

O psicólogo norte-americano reuniu um grande volume de informações sobre o tema, reforçadas por sua própria Escala de Esperança, que desenvolveu durante seis anos. Sua teoria – definida por ele como uma “tapeçaria interdisciplinar que combina os melhores lampejos de cientistas, filósofos, poetas e escritores” – estabelece as raízes da esperança no “eu mais profundo”, reconhece a essência espiritual existente por trás dela e a força que ela extrai dos relacionamentos. Para o psicólogo, a esperança dá suporte às relações humanas, proporciona um objetivo e um significado à existência e delineia nossas possibilidades de saúde e de duração da vida.

De acordo com Scioli, a conjunção de três causas – conexão, maestria e sobrevivência – dá origem ao que ele denomina “as raízes e asas da alma, a emoção que chamamos de esperança”. Alimentar adequadamente os motivos da esperança, ele afirma, pode resultar no desenvolvimento de uma “essência esperançosa”, que consiste do “self conectado, do self com poder de decidir e do self resiliente”.

SCIOLI ENXERGA na esperança uma forte dimensão espiritual. Ela está associada a virtudes como paciência, gratidão, caridade e fé. “A fé é o bloco de construção da esperança”, afirma. O vínculo cooperativo que se estabelece não é apenas com o próximo, mas também com uma entidade superior – diferentemente do otimismo, relacionado à autoconfiança.

Há alguns anos, Scioli investigou a importância relativa da esperança, da idade e da gratidão como indicadores de bem-estar. Seu estudo, que envolveu 75 pessoas com idade entre 18 e 65 anos, revelou que o indicador mais poderoso de bem-estar era um alto nível de esperança. Ela também ajuda a reduzir a ansiedade sobre a morte e o morrer.

Em outro estudo, Scioli exibiu para um grupo de adultos na faixa entre 20 e 30 anos um clipe de dez minutos do filme Filadélfia, o qual rendeu a Tom Hanks um Oscar por sua interpretação de um homossexual que está morrendo de Aids. Depois da apresentação, ele aplicou aos voluntários um questionário relacionado ao medo da morte e do morrer. Os dados extraídos dali o levaram a concluir que a ansiedade a respeito da morte mantém-se igual em pessoas que obtiveram altas notas em esperança, mas aumenta em indivíduos cujas notas foram baixas.

Para Scioli, a esperança reflete, em última instância, a profundidade da conexão mente/corpo. Em dois estudos realizados em 2006, com pacientes de câncer na tiróide e aidéticos, ele observou que os esperançosos relataram melhores condições de saúde e menos sofrimento e preocupação com seu estado físico do que os demais pacientes. Os aidéticos esperançosos, curiosamente, manifestaram menos negação a respeito de suas condições físicas. As observações realizadas indicaram ao psicólogo que a esperança é capaz de afetar o sistema imunológico e a saúde em geral. ”

A esperança representa um ‘meio-termo’ adaptativo entre a ‘reação ao estresse’ superativada e o desmotivador ‘complexo de desistir'”, afirmam Scioli e seu parceiro, o também professor de psicologia Henry Biller, no livro Hope in the Age of Anxiety (Oxford University Press, sem tradução para o português). “No nível fisiológico, a esperança pode ajudar a transmitir um equilíbrio da atividade simpática e parassimpática enquanto assegura níveis apropriados de neurotransmissores, hormônios, linfócitos e outras substâncias críticas relacionadas à saúde. Igualmente importante, uma atitude esperançosa pode permitir a uma pessoa manter seu ‘ambiente interno’ saudável na presença de uma enorme adversidade.”

Na avaliação de Scioli, quem não abriga esperança precisa aprender urgentemente a cultivá-la – e não apenas em momentos difíceis, mas em todos os instantes. “Viver com esperança é a base para conquistar o verdadeiro sucesso, construir relacionamentos amorosos e obter uma genuína sensação de paz”, resume o psicólogo.

By Eduardo Araia

 

Meditação: Confira 7 benefícios para a saúde

Meditação: Confira 7 benefícios para a saúde.

Como Comunicar Melhor Com Você? Diálogo Interno

Uma das perguntas que mais ouço atualmente em cursos e treinamentos: O que é Relacionamento Interpessoal? A palavra interpessoal já nos dá uma dica para oferecer uma definição: É o conhecimento das relações internas entre si próprio, ou com seu Eu interior. Nessa categoria podemos falar de autoconhecimento, auto-reflexão a fim de estudar os sentimentos e emoções, analise do processo de pensamento. Quando uma pessoa começa a conhecer seus pensamentos e sentimentos um novo universo se abre o que proporciona a compreensão do mundo ao redor onde vivemos, pois nosso estado interno reflete diretamente em nosso mundo externo.

competência mais importante para desenvolver o relacionamento interpessoal é o autoconhecimento, através dele conseguimos estabelecer relacionamentos interpessoais mais eficazes proporcionando um processo contínuo de aprendizagem.

relacionamento interpessoal

Como o relacionamento interpessoal pode auxiliar no desenvolvimento pessoal e profissional? Quando uma pessoa conhece seus sentimentos e emoções, ocorre um aumento na produtividade, pois sua atenção é direcionada ao que está fazendo não a seus sentimentos ou problemas pessoais. Em uma empresa é muito importante desenvolver cursos e atividades que estimulem as relações interpessoais a fim de melhorar a produtividade através da eficácia. Pessoas focadas produzem mais, se cansam menos e causam menos acidentes.

O conceito de Relacionamento Interpessoal vem sendo aplicado em dinâmicas de grupo para auxiliar a integração entre os participantes, para resolver conflitos e proporcionar o autoconhecimento. A partir do momento que uma pessoa começa a conhecer a si mesma, muitas portas se abrem o que facilita a comunicação interpessoal com outros membros da equipe ou grupo de trabalho onde surgem relacionamentos que proporcionam novas amizades, e até soluções para problemas antes não vistos ou não percebidos pelo grupo.

Estimulando as Relações Interpessoais todos saem ganhando, a empresa em forma de produtividade e os colaboradores em forma de autoconhecimento o que agrega valor em sua carreira e em sua relação com a família e a sociedade.

Em síntese quando olhamos para dentro e despertamos a competência do autoconhecimento conseguimos abrir nossos olhos para observar os relacionamentos externos no ambiente de trabalho e na vida pessoal.

Entendo,compreendo.Mas como resolver o problema?

Muitas vezes entendemos mas não compreendemos ou compreendemos mas não sabemos como resolver tal situação.Podemos dizer que estamos racionalizando, mente processa mas não há uma internalização do conteúdo.Esse processo impede a mudança ou solução da situação pois ficamos preso ao sintoma.HOMEM PENSANDO

Podemos fazer uma analogia: a febre é o sintoma que sinaliza uma doença a racionalização sinaliza o que estamos passando mas não resolve a questão.

Falamos e pensamos obssesivamente, repetidamente como uma vitrola sintomatizando alguma coisa que está incomodando que foi ou não identificada mas não foi interpretada.Na verdade estamos desconectados com nosso eu interior,a “ vida não manifesta”.

Para melhor interpretarmos essa questão podemos partir do princípio que ao vivenciar um fato deve-se levar em conta o que se vê,o imperceptível e o que passou despercebido.Analizando essas variáveis constantes em toda experiência de vida a possibilidade de entendimento do fato torna se possível.

Diante dessa realidade compreender que uma mesma história tem versões diferentes é uma verdade; somos seres singulares portanto uma forma assertiva de buscar uma solução para o que está vivenciando é focar em si mesmo, na sua história, no seu pensamento pois o pensamento do outro é baseado no olhar dele e em suas crenças .Ouvir o outro é enriquecedor quando conseguimos ter uma escuta crítica e analítica da situação.

Partindo da perspectiva que priorizar a análise do fato é essencial e a si mesmo como agente proativo da situação com uma postura adulta, responsável,diligente, menos neurótica, independente de outras variáveis amplia a possibilidade de chegarmos a solução.Dessa forma estabelecemos o diálogo interno, organizamos os pensamentos, deixamos de racionalizar e introjetamos o que antes eram pensamentos soltos,confusos sem solução.

Portanto estarmos presentes em cada momento é essencial,isso acontece quando tomamos consciência de nosso ser,nos tornamos além da matéria e observamos a vida num sentido mais amplo.É essencial essa tomada de consciência para que insights aconteçam,pois quanto menor for o espaço entre a percepção e o pensamento,mais conscientes ficamos e deixamos de ser prisioneiros da nossa mente.

Existe várias formas de maximizar a capacidade de percepção, praticar a respiração diafragmátiga (longa),yoga, exercícios físicos, conectar consigo mesmo estando só,ater-se às coisas,tarefas e sentimentos, ao mundo que o rodeia, às pessoas, aos fatos, parar para percerber cada coisa ou momemto vivido.

Ao tomar banho preste atenção em cada movimento,ao conversar com alguém entregue-se a esse momento,ao trabalhar dedique seus pensamentos à sua tarefa, comece a perceber o céu,a natureza que o rodeia,esteja sempre presente,no aqui e no agora.

Como já disse,somos o que pensamos,somos a qualidade do que pensamos.

LIVROS- Autoconsciência e estratégia de vida

chuva lindoLivros que promovem a consciênciencia crítica levando ao questionamento e ajudando criar estratégias de vida.

DEIXE UM COMENTÁRIO SOBRE O LIVRO PARA BATE PAPO

MENTES INQUIETAS-TDAH:Desatenção,Hiperatividade e Impulsividade
Autor-Ana Beatriz Barbosa Silva
Editora: Fontanar

A ARTE DE SER LEVE
Autor-Leila Ferreira

A PRINCESA-Maquiável para Mulheres
Autor-Harriet Rubin
Editora-Campus

A Arte DA Guerra PARA MULHERES
Autor-Chin-Ning Chu
Editora- Fundamento

QUEM ME ROUBOU DE MIM?
Autor- Padre Fábio de Melo

Terapia Familiar um estudo em Minas Gerais

INTRODUÇÃO

Este trabalho tem como objetivo buscar evidências na literatura de como surgiu e se desenvolveu a terapia familiar em Minas Gerais.

Quais foram os precursores da terapia de família,como evoluiu a terapia sistêmica e como se estabeleceu em meio a tantas abordagens terapêuticas.

Quais movimentos aconteceram no Brasil para difundir e promover o crescimento o aprofundamento na teoria e prática da terapia sistêmica.

As bases epistemológicas e teóricas no atendimento sistêmico de família e redes.

Família e casal da tradição a modernidade é um dos temas que abrange esse estudo.

A metodologia utilizada foi a pesquisa sistemática, descritiva e através de coleta de dados utilizando entrevista semi estruturada ,a entrevistada é uma psicóloga que atua na área da Terapia familiar Sistêmica. O tema abordado é sobre o movimento da Terapia familiar em Minas Gerais.

A terapia de família surgiu em meados do século passado o foco de estudo de maior expressão foi os Estados Unidos e em alguns estados da Europa.Logo após expandiu-se para vários estados da Europa ( texto/cap.6-Terapia Familiar no Brasil)
Dentro do modelo sistêmico os estudos que mais se destacaram foram Palo Alto (Bateson,1952),John weakland,Jay Haley. Don Jackson(1954), Mri (Don Jackson,1959), Virginia Satir,Haley,Gyerin (1976), Minuchin (1960) Haley,Bráulio,Montalvo, Bernice Aponte, Ron Leibman Terapia Estratégica BREVE-Watzlawick,Weakland e Fish; Grupo de Milão – Mara Selvini Pallazolli,Giuliana Prata, Luigi Boscolo e Gianfranco Cecchin.

(Texto – Terapia de família no Brasil: Uma Visão Panorâmica) – A questão relacionada a quem são e o que fazem os terapeutas de família tem sido insistentemente debatida e publicada em periódicos internacionais. Quanto ao Brasil, esta discussão tem sido feita principalmente nos congressos que buscam reunir os terapeutas de família brasileiros.

Foram criadas associações como ABRATEF ( Associação Brasileira de terapia de família), AMITEF (Associação Brasileira Mineira terapia de família), e outras regionais sediadas em cada Estado do Brasil.
Em Minas Gerais podemos citar profissionais como Carlos Arturo Loza Molina, Maria Beatriz Coutinho Lourenço de Lima, Maria Beatyriz Rios Ricci, Maria José Esteves de Vasconcellos ,Sonia Maria Cerqueira
A terapia familiar Sistêmica se firmou e estabeleceu como uma linha adotada no mundo no tratamento para família pela sua base teórica e epistemológica, pois quebrou paradigmas mudando pensamento cartesiano, linear até então adotado pelas abordagens psicológicas de maior relevância dentro da psicologia como a Terapia Cognitiva Comportamental, Gestalt, Psicanálise.

Com o desenvolvimento do pensamento sistêmico criou-se uma visão circular onde o individuo é visto como um todo de acordo com a psicóloga entrevistada Jaqueline Cássia não tem como termos uma visão de pensamento causa e efeito, linear e sim circular. Todos interagem entre si, mesmo dentro da subjetividade de cada um, sofrendo influência do meio. O inconsciente é grupal, familiar o pensamento é circular, o todo está em cada parte e a parte está no todo.
.A interação do psicólogo como parte do processo terapêutico juntamente com o cliente nas suas demandas e na construção do pensamento interagindo com a família é um diferencial substancial da terapia sistêmica isso numa visão da cibernética de segunda ordem como citado na entrevista no anexo.

De acordo com (cap.1 o texto Família e casal: da tradição a modernidade), a família processa e reinventa seus legados no confronto entre tradição e modernização. A transmissão vai além da unidade familiar estendendo-se aos elos socioculturais.

A contemporaneidade é marcada pela busca da individualização, a autonomia é supervalorizada, mas a família continua sendo a célula mater, a história dos pais continua sendo um ponto de referência para os filhos inclusive na escolha de seus pares conjugais, servindo como norteador na passagem de valores de geração a geração.
Fica aqui um questionamento quanto à educação dos filhos na modernidade, dentro desse novo contexto de organização familiar, pais e mães buscando suas realizações pessoais, profissionais e crescimento financeiro numa sociedade extremamente capitalista e competitiva onde a individuação é uma busca constante a terapia de família seria uma ferramenta para fazer um link entre a individuação e o viver em família.

A terapia de família vai além dos limites da terapia individual.

Parte do trabalho de Terapia Sistêmica PUC/BH -ntrodução
Maria de Fátima Araujo Martins

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