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Sentimento de Culpa. Como trabalhar isto?

coracãoA história de  Louise Hay

“Estrupada aos 5a de idade continuou sofrendo abuso sexual até a adolescência. Apesar das tentativas frustradas da mãe de dá-la em adocão conseguiu fugir de casa. Ainda na adolescência se tornou mãe.

Foi garconete, manequim, casou-se duas vezes, divorciou e se tornou conselheira religiosa, estudando na Maharishís international University, em iowa,  comecou a trabalhar como guia de meditacão transcendental. Tornou-se ministra desenvolvendo seu próprio trabalho, editando o livro Cure  o seu corpo, cujo conteúdo trata das questões metafísicas das doencas corporais. Ao descobrir que estava com câncer utilizou suas técnicas para ajudá-la no tratamento. Aos 70a é escritora mundialmente conhecida.

A essência do ensinamento de Hay é o amor que cada um deve ter por si mesmo e a dissipacão da culpa, processo que, segundo ela torna o indivíduo mentalmente livre e fisicamente saudável.

Como na terapia cognitiva Hay vê no pensamento toda a potencialidade de mudanca do indivíduo. Romper com pensamentos inassertivos, crencas limitadoras vencer o medo e a culpa constroem comportamentos e acões saudáveis.

A raíz das doencas está ligada aos sentimentos de mágoa, raiva, ressentimento, revolta, ira, inveja, quando o indivíduo perdoa é o comeco da cura. Perdoar muitas vezes a si mesmo e ao outro, mesmo quando esse dito “outro” não pede o perdão. O “outro” muitas vezes não percebe que causou algo por isso o perdão faz parte do agente que perdoa, e não o contrário do que se espera, que o outro peca perdão. Perdoar para se “curar” . Sr. perdoe, eles não sabem o que fazem, parafraseando Jesus na sua crucificacão.

O que pensamos de nós mesmos? O que nos adoece?

Mudar os pensamentos, deixar para trás o que não faz sentido, ficar com o que realmente importa. Crencas fazem parte da moral ou de aprendizagens podem serem reorganizadas,refutadas portanto ser ético consigo mesmo. A febre é somente um sintoma que nos leva a buscar conhecer qual é a doenca, assim sendo a situacão é somente o detonador de algo que estava latente dentro do indivíduo. Desencadeada a situacão emerge o problema, mas ele já estava instalado, quieto ou atormentando, espiando o momento para (re) surgir.

Praticar o amor próprio de maneira verdadeira e sentir-se merecedor de uma vida plena, feliz e próspera. Trabalhar a auto confiança, auto estima lembrando que as pessoas são somente companheiras, ser feliz independe do outro, aprender a ser só. Companheiro de si mesmo.

Focar os fatos positivos mudando o olhar diante de si mesmo e da situacão. “Um ponto de vista é somente a vista de um ponto”, ser flexível, proativo, ao se deparar com o problema evitar ser reativo. O indivíduo proativo ocupa a posicão de agente da acão, deixa o papel de vítima e busca solucões, percebe que focar no problema alimenta sentimentos negativos, adoece o corpo e a mente. Usar uma linguagem positiva, pensamentos positivos para se sentirem motivados.

Praticar a gratidão. O que posso fazer com o que vida me traz? Fazemos escolhas a cada momento, a vida é o resultado dessas escolhas portanto ela nos devolve o que oferecemos a ela. Trabalhar a culpa como sinalizadora para o crescimento pessoal, usar o sentimento de culpa somente para refletir um comportamento e deixá-la para trás aceitando as limitacões e imperfeicões que cada um de nós carregamos, praticar a humildade.

Em seus livros e palestras Louise Hay insiste na premissa: “Pare de se criticar!” O amor é o caminho para a cura já dizia Freud.

Ciúme. Como Lidar Com Ele?

jovens ciumes

Dois são os motivos por que estou contigo: porque te amo e porque não tolero perder-te.Meu amor acabou e por isso só resta o outro motivo. Não suporto imaginar-te em outros bracos, teu rosto relaxado depois de fazer amor, que rias, que gozes do mesmo modo que o fazes comigo. Mission’rio de uma causa medíocre-, me pergunto se além disso quero alguma coisa de ti.. Por que motivo não tolero perder-te? Será tão alto teu valor? A resposta é simples – outro a teu lado me reduz a nada. Então só te necessito para que teu ser garanta o meu e perder-te é, de alguma forma, perder-me. Estranho pacto; porque o firmei? Sinceramente não sei, como também ignoro quando vai acabar…… O pior é que sabes disso. Debochas da minha prisão. Gozas a minha liberdade condicional. Sei que um dia serei livre; só estou esperando que prometas e cumpras: nunca amarás outro. Prometes?

A sexualidade é poligâmica embora nossa sociedade seja monogâmica daí a existência do ciúme, diz Alberto Goldin. Este tipo de ciúme comum nas relacões  é voltado mais para a questão da “fidelidade”, respeito, ligado ao amor erótico.

Quando se trata de ciúme patológico, onde o ser amado se perde na identidade do outro como no conto acima, o amor se torna uma prisão e fonte de sofrimento para o casal .

Os grandes amores são para os ciumentos a fonte geradora da paixão onde ele se embebeda do “outro” de uma forma narcísica, perdendo sua referência e fazendo do “outro” seu espelho. Ao se deparar com a perda se esvai, pois somente existe enquanto ser amado que é.

O ciumento é per si inseguro, sem referência própria do seu ego, perde sua identidade e assume a identidade do ser amado ou seja ao relacionar afetivamente não consegue separar o ser amado,objeto do seu amor de si .

Ao se perder de si, busca antes de tudo não só recuperar o ser amado mas a si mesmo. Quando se sente sozinho se sente abandonado.

Para o ciumento nunca haverá provas suficientes que o tranquilize pois ele não sofre as dores do amor atual; mas as dores de sua alma que padece por não conseguir se achar, perdeu sua forma , sua referência, seu espelho.

Sua autonomia está abalada, precisa ser elaborada, carece de crescimento psíquico, afetivo e emocional.

O ciumento é antes de tudo um ser que se perdeu de si.

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