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Vida Afetiva- Por Você Eu Abandono Tudo……

QUASE NUNCA É PARA SEMPRE

separacaoOlhe ao redor: quantos casais que você conhece estão juntos há muitos anos? Quais deles ainda estão no primeiro relacionamento? Quantos destes que estão juntos há anos aparentam ser felizes?

Ninguém mergulha de cabeça em um relacionamento acreditando que ele vai terminar. Todos almejam que seja para sempre. E, por isso mesmo, é sempre triste saber que um longo relacionamento acabou. É como se o casal desfeito esfregasse na nossa cara que o para sempre sempre acaba, que nada é definitivo e que os amores têm seu começo, meio e fim.

Por outro lado, é uma felicidade enorme pertencer a um mundo onde as pessoas podem escolher permanecer ou não ao lado de alguém. Podem construir uma vida juntos e recomeçar, tudo de novo, do zero, mais uma vez, quando julgarem que o relacionamento não era mais feliz.

Muitos afirmam que hoje em dia as pessoas não sabem amar, iniciam e terminam um relacionamento com muita facilidade, que são egoístas, não têm paciência, não sabem conviver com as diferenças e se frustram por qualquer razão. Que no passado, sim, as pessoas sabiam amar de verdade e construíam relacionamentos duradouros.

Num passado não muito distante as pessoas permaneciam juntas por medo de enfrentar o julgamento da sociedade, que não tolerava separações. Muitas mulheres dependiam financeiramente do marido e toleravam qualquer coisa, pois não tinham como dizer adeus. Os casamentos vitalícios não eram modelos de felicidade.

Os tempos mudaram. Por mais que alguns afirmem que tenha sido para pior, é sempre melhor ter a opção de continuar junto ou seguir a estrada separadamente do que viver aprisionado em um relacionamento que só faz sofrer e não traz felicidade, porque tem que ser para sempre. Geralmente não é. Alguns permaneciam juntos, pois esse era o certo a fazer. Mesmo com traições, filhos fora do casamento, violência doméstica e tantas outras coisas que temos conhecimento.

Hoje estamos aqui, insistindo em viver relacionamentos que durem para sempre, porque somos românticos incorrigíveis. Porque quando amamos alguém imaginamos a vida inteira ao lado dela. Foi assim que nos ensinaram. Foi assim que vimos nos filmes. Foi assim que lemos nos livros. E é assim que a gente quer que seja.

No entanto, nenhum relacionamento vale a dor de ser infeliz. E os dias de hoje permitem que tenhamos diversos recomeços. Inclusive no amor. Porque se algum relacionamento foi eterno enquanto durou, o próximo pode vir a ser até que a morte os separe. Desde que faça bem. Desde que traga alegria. Desde que haja amor.

Não desista do amor. Mas não se culpe se, por acaso, o seu relacionamento não foi vitalício. A maioria não é. No passado eles também não eram, só fingiam que sim.

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Até que a Morte Nos Separe!? Saiba Mais Através de Pesquisas

116790_Papel-de-Parede-Casal-Romantico_1280x1024Você já pensou que pesquisas poderiam medir quanto tempo dura um casamento? Não se trata de uma matéria de auto ajuda, a resposta para esta questão foi buscada por pesquisadores da Universidade de Washington ( EUA)  feitas durante 20 anos.

“Os pesquisadores acompanharam 600 casais e descobriram que o modo como o casal resolve suas diferenças é o fator chave para prever quanto vai durar o casamento. Os pesquisadores  assistiram aos vídeos das sessões e analisaram como  de terapia de casal e analisaram como os casais interagiam (o que diziam, a linguagem corporal  dentre outras variáveis). Descobriram que há três tipos de casamento estável: 1) Os evitadores- quando ambos evitam o conflito. Dificilmente descurem e ouvem um ao outro. São pouco emocionais e um tanto distantes, mas o casamento dura bastante; 2) Os inflamáveis: discutem por tudo, como advogados em um tribunal; e 3) Os confirmadores: escutam e respeitam as opiniões  um do outro, discutindo ocasionalmente. O problema surge quando um dos membros do casal é de um tipo e o outro de outro( a esposa inflamada e o marido evitador). ” Revista VIVER, 2004

Lendo esta matéria comecei a pensar criticamente e acabei por concluir que minha hipótese de que diferenças funcionam realmente na física como dizia o cientista. Quando se trata de ser humano é muito questionável essa teoria.

Ao pensar que casais são pares, já se cria uma idéia que pares “deveriam” ser parecidos. Companheiros? São pessoas que caminham juntos portanto são pessoas diferentes mas que têm muito em comum, partilham olhares diante da vida mais parecidos.

Casais companheiros tendem vivenciar menos conflitos de ideias e estilo de vida. A relação tende ser mais harmoniosa e duradoura. Ao contrário do que muitos pensam, ser parecido gera monotonia na relação pensamento que se torna questionável pois as pessoas são singulares e por mais parecidas que sejam trazem algo de diferente para a relação.

Para pensar um pouco mais sobre isto gostaria de usar a estória que relata sobre tipos de casais. Existem 2 tipos de casais, de acordo com Ruben Alves no livro, Retratos de Amor. O casal que joga tênis e um outro que joga frescobol. São jogos parecidos mas com objetivos diferentes.

O tênis é um jogo focado na disputa, com o objetivo de cortar o outro, competir, vença o melhor. O frescobol tem uma conotação lúdica, os jogadores são parceiros, estão focados no companheirismo, na ajuda mútua para que o jogo continue e evite que a bolinha caia. Não há vencedores nem perdedores e sim o desejo de construção . Vencer no frescobol é estar em harmonia ou seja na mesma frequência.

Podemos crescer nas diferenças quando há flexibilidade e desejo de aprender com o outro ou seja quando o casal se torna companheiro. Dividem conhecimentos, experiências, compreendem as limitações de cada um e entendem que podem complementar o que na diferença vai fazer diferença na vida de cada um e na própria vida do casal. A diferença assim se torna além de aprendizagem um crescimento para ambos.

Diferenças são para serem trabalhadas e não disputadas quando se trata de relação amorosa.

Fica aqui uma questão para ser refletida e que cada um tire suas próprias conclusões ao analisar a pesquisa e a matéria que no meu ponto de vista são bem congruentes entre elas.

Amor só não basta- “Relacionamentos afetivos”

AMOR SÓ NÃO BASTA

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Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga.

Tudo o que todos querem é amar. ENCONTRAR ALGUÉM QUE FAÇA BATER FORTE O CORAÇÃO E JUSTIFIQUE LOUCURAS. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado. Tem algum médico aí?

Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o quê?

O amor. Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo. Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.

O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em Cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.

Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência. Amor, só, não basta.

Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidade. Tem que saber levar. Amar, só, é pouco. Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra.Não adianta, apenas, amar.

Entre casais que se unem visando a longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, ‘solamente’, não basta.

Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande mas não é dois. É preciso, convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.

Um bom Amor aos que já têm! Um bom encontro aos que procuram! E felicidades a todos nós!

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