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Vamos Malhar? Sem fazer Exercícios, Aumente Seus Neurônios.

malhar cérebroPodemos treinar nosso cérebro para maximizar sua eficiência. Como malhamos o corpo podemos “malhar” o cérebro e expandir a nossa mente.

Ao trabalhar o cérebro retardamos o envelhecimento, prevenimos a perda da memória , aumentamos a capacidade de concentração estimulamos as células nervosas contribuindo para o fortalecimento e agilidade cerebral.

O cérebro tem uma plasticidade fazendo com que fique apto para receber novas informações. Está programado para receber estímulos novos, pesquisas afirmam   novos conhecimentos ajudam mudar os pensamentos .  Mudança de pensamento modula as ondas cerebrais quebrando paradigmas e levando as pessoas a novos padrões de comportamento.

Mudar é estar em constante ativação cerebral. Pensamentos são só pensamentos , pensamentos podem ser mudados. Muitas vezes buscamos escolhas ruins por ignorar os fatos   ou por ficarmos presos a crenças sem questionarmos os valores e a importância dessas idéias nas nossas vidas.

Terapia cognitiva, terapia do conhecimento. Conhecer é preciso para viver melhor, conhecer a si mesmo, as coisas, o que se passa, os fatos, os sentimentos, o mundo que nos cerca. Abrir-se para o novo para que o velho experiente se ajunte com o novo e recrie um novo olhar cerebral e mental.

Assim como um personal trainer propôe uma rotina equilibrada, com trabalho cardiovascular, de força e flexibilidade, a idéia é estimular a cognição, fortalecer todos os sentidos e criar novas ramificações nas células nervosas que compõem a base da memória.

Meditar, fazer relaxamento, ouvir música, lêr, dançar, vêr filmes, contar ( h)estórias, conhecer algo novo, sentir – se no presente focando nas experiências ao vivenciá-las ativa os neurônios tornando seu cérebro mais ágil,saudável e eficáz.

 

Fonte: Revista Trip

por Márcia de Luca

Como Nos Proteger Da Baixa Auto Imagem ?

beleza

PEQUENAS PORÇÕES DE ILUSÃO

“Talvez eu compre revista feminina cheia de promessas para me sentir incluída no mundo das mulheres. Mas sempre acabo mal.”A apresentadora de TV Jana Rosa, 28a, assume que (cai sempre). Fiz todos os regimes miraculosos.

Espera aí.  Tudo isso é mentira! Uma boa notícia, não é só você que cai nessa. Vez ou outra “todo mundo” cai nessa . É só abrir uma revista, abrir a internet para perceber que  existe uma indústria de mentiras”. Das simpatias aos livros de auto ajuda com receitas prontas.

O que ela esquece que a menina da revista não existe. A própria Jana já testou:: “Uma vez fui capa de revista. Foi tanto retoque que não me reconheci. Minha cabeça ficou pontuda.”

José Fujocka, pioneiro no mercado de imagem , confirma o exagero no efeito do photoshop. Quando surgiu nos anos 90 , usávamos com outros objetivos, como equalizar cores. Com o passar dos anos houve um boom  das ferramentas no Brasil, em 2005 a demanda  para correções em editoriais de moda e publicidade feminina. As fotos são exageradamente retocadas  a tal ponto que alguns homens recusam o trabalho o que não acontece com as mulheres. Há anos que não faço revistas de dieta. É radical demais. Na vida real é impossível chegar aqueles resultados.

A mentira não  fica só nas fotos , na opinião  de Joana De Vilhena Novaes , coordenadora do Núcleo de Estudos das Doenças da Beleza  da PUC do Rio de Janeiro, a busca da beleza, está, sim associada ao nosso gosto pelos milagres. “A mulher tem que ser boa no trabalho, boa mãe e ainda linda o tempo todo. Tanto trabalho e tarefas em níveis absurdos de perfeição trazem angústia e uma ansiedade enormes. Como perfeição não existe , uma hora ficamos frustradas.

A neurocientista, Suzana Herculano- Housel “esclarece que parte dessas expectativas  vivenciadas são assimiladas automaticamente  e diariamente , simplesmente através dos estímulos visuais que recebemos. Estudos apontam que a simples exposição a essas informações é capaz de criar expectativas. O cérebro ajusta o que ele considera normal.”

Isso acontece principalmente por ação dos neurônios espelhos.

No meu ponto de vista cuidar da beleza  melhora auto estima, mantém a saúde do corpo e da mente desde que seja com equilíbrio.

 

Pesquisa: Revista TPM, edição 134.

 

 

 

 

 

 

 

Como Aliviar a Dores da Fibromialgia ?

FIBROMIALGIA                                                                                             Como Tratar Fibromialgia.

A fibromialgia  é  uma doença psicossomática, é muito importante um trabalho interdisciplinar para obter sucesso no tratamento.

Médico, fisioterapeuta e psicólogo juntos  além de fazerem um diagnóstico assertivo trabalhando conjuntamente ajudaram o cliente obter  um alívio mais rápido do problema e uma melhor qualidade de vida .

O Que é Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica? TCAP

TCAP – Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica
Saúde & Qualidade de Vida – Patologia & Nutrição       

Quando os episódios de compulsão alimentar ocorrem numa freqüência de dois dias por semana, por no mínimo 6 meses, associados a perda de controle de alguma maneira e não são seguidos de tentativas de compensação e perda de peso, trata-se de uma síndrome denominada Transtorno da Compulsão Alimentar (TCA). (VITOLO et al, 2006). Este transtorno foi descrito pela primeira vez nos anos 1950. No entanto, foi apenas nos anos 1990 que este problema teve seu potencial patológico reconhecido, e sua caracterização colocada em pauta de estudos.

Trata-se da ingestão demasiada de alimentos, quaisquer que sejam eles, em um período determinado de tempo (estimado em 2 horas). Os episódios são acompanhados pela sensação de perda de controle do que foi ingerido e sua quantidade, sentimento de alívio, mas que não traz prazer. O indivíduo percebe que o que faz não tem sentido algum, mas mesmo assim, por ser uma compulsão, os episódios são recorrentes e contínuos. A compulsão alimentar traz sentimentos de angústia, vergonha, nojo e culpa. (AZEVEDO et al, 2004).

É importante citar que a ingestão demasiada de alimentos não é seguida por tentativas de perda de peso e compensação do que foi ingerido, diferenciando o compulsivo alimentar do bulímico nervoso. Normalmente, os portadores de TCAP têm IMC maior do que os com BN (Bulimia Nervosa), além disso, estes últimos apresentam maiores níveis de restrições calóricas. Os pacientes com TCAP podem ser obesos ou não. São aqueles indivíduos que tentaram diversas dietas e que fracassaram e desistiram. Desta forma, apresentam grande flutuação de peso. Possuem auto-estima baixa e preocupam-se com a forma física e o peso em maior intensidade do que aqueles que não possuem o distúrbio.

A ansiedade e estresse são os principais fatores que levam ao aumento das compulsões alimentares. Aumentam a secreção de cortisol, que estimula a ingestão de alimentos e o aumento de peso. (AZEVEDO et al, 2004).

Azevedo et al (2004) indica que a prevalência de portadores desta síndrome está entre obesos e que 20% das pessoas que apresentam compulsão alimentar, possuem diagnóstico de TCAP. E Cordás (2004) afirma que afetam principalmente mulheres jovens e adultas. Em um estudo publicado em 2006, Vitolo et al conta que há grande prevalência de TCAP em universitárias, principalmente da área da saúde, com grande associação com o excesso de peso.

O tratamento nutricional tem como principal objetivo reverter as alterações do estado nutricional provocadas pela compulsão alimentar e promover hábitos alimentares mais saudáveis. Desta forma o paciente aprenderia a forma correta e saudável de perder peso, se alimentar bem, sem que haja inadequações de consumo, no caso, a ingestão excessiva e nada saudável de alimentos. O diário alimentar é muito utilizado no tratamento nutricional da compulsão alimentar periódica, pois é neste local que o paciente registra os alimentos ingeridos, principalmente os alimentos dos episódios de compulsão. É importante anotar o sentimento do paciente no momento do episódio e se existia fome naquela hora. É um exercício que, aos poucos, gera controle e disciplina ao paciente (Latterza, 2004). No entanto, pode levar a um ato de punição pelo próprio paciente, pois ele percebe o “erro” que cometeu.

Como, normalmente, o portador deste distúrbio apresenta peso acima do normal, o tratamento também consiste em dieta prescrita com o objetivo de perda de peso, aumentando, assim, a auto-estima do paciente o que ajuda no tratamento no distúrbio. Alguns profissionais da área de nutrição indicam certas maneiras de contornar e aliviar os efeitos nutricionais negativos que este transtorno pode trazer ao paciente:

  • Fracionar a dieta o máximo, prestando sempre atenção na quantidade a ser ingerida. O paciente comerá muitas vezes ao dia, e isso lhe dará a sensação que está comendo muito;
  • No início do tratamento, estes alimentos a serem ingeridos devem ter baixo teor calórico, pois o paciente ainda não tem seu limite sob controle, e pode exagerar na quantidade sem exceder a recomendação calórica (ex: ingerir um melão inteiro);
  • Estar a par de alimentos vendidos em embalagens individuais e indicá-los. Assim, o paciente irá comer um pacote inteiro, e terá a impressão de que comeu muito. No entanto, terá ingerido bem menos do que costumava ao ingerir uma embalagem de tamanho normal.
  • Propiciar encontros freqüentes com o paciente. Desta maneira, o controle da situação será mais garantido, e o nutricionista irá sempre mostrar ao paciente aquilo que está sendo feito e que pode ser melhorado.

O nutricionista deve ter um olhar crítico, pois muitas vezes o paciente não percebe o problema que tem, ou mesmo não o assume. Cuidados neste sentido devem ser tomados, como prestar atenção se o paciente continua a ganhar peso, mesmo com tratamento nutricional e buscar a sua causa.

Por se tratar de uma compulsão, onde o psicológico exerce grande papel, o tratamento do paciente deve ser de âmbito interdisciplinar, com grande interação entre o nutricionista, médico e o psicólogo.

É uma síndrome com características conflitantes e incertas, e são necessários mais estudos para maiores informações deste distúrbio tão presente em nossa população.

 

Fonte: REGNUTRI

Exercícios combatem transtornos emocionais

Como os Exercícios Podem Ajudar os Transtornis Emocionais?

Aula de Pilates no Espaço Kaizen. Todos os direitos reservados Foto: Espaço Kaizen/ HT Pilates

Praticar exercícios físicos só nos faz bem. Lembra que falamos aqui que o Pilates ajuda a prevenir e tratar a depressão? Pois é, a prática de atividades físicas pode combater vários transtornos emocionais comuns para muita gente. Melhora a autoestima, desestressa e até aumenta a libido. Olha só:

Estresse

Os exercícios servem como uma válvula de escape para o estresse do dia a dia. Eles liberam a endorfina, uma substância que regula as nossas emoções. Modalidades que envolvem a respiração e a concentração são fundamentais para o alívio de tensão e estresse.

Pânico

De acordo com o portal Minha Vida, a atividade física regular ajuda a acalmar as pessoas que sofrem ataques de pânico. A causa também é a endorfina, que tem efeito calmante no organismo.

Leia também:
Melhore a sua qualidade do sono praticando Pilates
7 motivos para praticar atividade física

Autoestima

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Como Tratar a Fibromialgia- Estudo de Caso

fibromialgiaARTIGOS DE PESQUISA

Fibromialgia: uma abordagem psicológica*

Fibromyalgia: a psychological approach

Cláudia Pietrângelo LimaI,**; Cristina Vilela de CarvalhoII,***

RESUMO

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculoesqueléticas difusas e pela presença de pontos dolorosos em determinadas regiões do corpo. Seu diagnóstico é clínico, não havendo alterações laboratoriais específicas. Este trabalho é um estudo de caso com uma paciente atendida na rede pública, de 43 anos, encaminhada pelo médico com diagnóstico de fibromialgia. Buscou-se, através do estudo, analisar as contribuições que a psicologia, por meio da psicoterapia breve, pode oferecer ao portador da síndrome da fibromialgia. Verificou-se que o processo psicoterapêutico pôde contribuir em alguns aspectos para o desenvolvimento psíquico da paciente, promovendo a sua identidade como uma pessoa integral, abrindo outras possibilidades além da doença para sua vida e ajudando-a na melhora e no controle das dores da fibromialgia.

Palavras-chave: Fibromialgia, Psicossomática, Psicoterapia,psicanálise


 

Resultados e discussão

Nas primeiras sessões, Nair mostrou-se com poucos recursos psíquicos, com um ego frágil e muito dependente de sua família e das pessoas a seu redor, por causa da enfermidade, das dores que sentia, e por passar ‘nervoso’ com ‘notícia boa’ ou ‘notícia ruim’. Mobilizava toda a família ao redor de si e tentava mobilizar a terapeuta também, através da transferência, para sua condição de enferma, colocando-se em uma posição de dependência em relação às outras pessoas.

A paciente procurara o atendimento psicológico através de um encaminhamento médico, e na primeira sessão abriu sua bolsa e entregou à terapeuta as caixas dos remédios que tomava. De acordo com Santos Filho (1994), a maioria dos pacientes psicossomáticos procura a terapia apenas por encaminhamento médico. Eles trazem para a sessão exames e indicações clínicas como uma forma de ter algo concreto, objetivo, e não algo a ser descoberto.

Nair disse acreditar que a terapeuta iria encaminhá-la para o hospital do câncer, devido às dores que sentia, e que fosse pedir exames para ela. Foi necessário explicar-lhe, também, por ser a primeira vez em que ia a uma psicóloga, a diferença entre o médico e a psicóloga. Esclareceu-se que a terapeuta não lhe pediria exames nem receitaria remédios, pois essa era função do médico. Ali era um espaço para falar sobre ela, sobre o que sentia, pensava, sobre as coisas que a incomodavam e a faziam sofrer, ficar nervosa; sobre suas dificuldades, bem como sobre as coisas que a deixavam bem.

Trabalhou-se com a paciente a reconstituição dos acontecimentos, das datas, de sua história de vida, com os sintomas somáticos que relatava, relacionados à fibromialgia. Houve respeito pelo ritmo de Nair com a terapia, trabalhando-se a sua angústia quanto ao processo psicoterapêutico, pois para ela a terapia poderia aumentar suas dores, como a fisioterapia que fizera e abandonara. Nair, indiretamente, pedia que a terapeuta fosse devagar, pois não suportava coisas ‘boas’ nem ‘ruins’, passava mal, e tudo tinha que ser do jeito dela.

É característica do paciente psicossomático a dificuldade para nomear seus sentimentos, o que os autores denominam alexitimia. Segundo Zimerman (2001), o paciente somatizador, ao não conseguir ler suas emoções, expressa-as pelo corpo. Nair, sempre que algo acontecia, bom ou ruim, somatizava-o, por não conseguir pensar suas emoções.

Realizou-se com a paciente, a cada sessão, o processo de indagar, investigar o que havia acontecido na semana com ela, após relatar seus sintomas, como passar mal, ter tontura, dor na nuca, dificuldade para dormir, ânsia de vômito, dores nos braços e pernas. Fazia-se uma confrontação com os acontecimentos, para levá-la a pensar e a falar sobre seus sentimentos relacionados aos fatos acontecidos com ela.

No final da segunda sessão, Nair disse que tinha “muita coisa na cabeça”. A terapeuta falou que era importante ela poder falar sobre todas as coisas que deixavam sua cabeça cheia. Na quarta sessão, a paciente falou que estava com a cabeça menos ‘pesada’ e que conversar com a psicóloga a ajudava a não ficar com um ‘boi’ na cabeça. Verificou-se a ligação de suas dores de cabeça e tonturas fortes com as emoções, os afetos, seus sofrimentos que não podiam ser pensados, falados, e assim eram expressos pelo corpo. A terapia começou a ajudá-la a metabolizá-los.

Ao longo do processo psicoterapêutico, foram se evidenciando sua dependência e a necessidade de ser cuidada pelos outros, bem como a sua falta de reconhecimento das necessidades do outro, mostrando aspectos narcísicos muito fortes.

A paciente reclamava de ter televisão em casa, pelo fato de o marido e os filhos ficarem assistindo aos programas e não darem ‘atenção’ a ela. Por causa de sua religião, alegava não gostar de televisão. Dizia ao marido que ele deveria escolher entre a televisão e ela. Reclamava que por causa da televisão os filhos não a ajudavam a se lembrar da comida no fogo.

Os assinalamentos, clarificações, confrontações e interpretações aconteceram, procurando mostrar a Nair que os filhos e o marido também tinham suas necessidades, suas vontades – que eram diferentes das dela, porque as pessoas são diferentes. Falou-se que os filhos não podiam ficar o tempo todo ao lado dela e que ela tinha condições de fazer sozinha coisas como cuidar da comida, pois demonstrava se lembrar de muitas coisas ao relatar os acontecimentos em sua vida desde a infância. A terapeuta disse que os filhos tinham interesses de acordo com a idade deles, que precisavam do espaço deles, e que Nair poderia fazer coisas de que gostasse enquanto eles assistissem televisão.

Realizou-se um trabalho de fortalecimento egóico com a paciente, mostrando-lhe suas capacidades e conquistas, o que construíra em sua vida. Construíra seu casamento, cuidara do sogro doente, criara seus filhos, ia para Curitiba sozinha fazer seus tratamentos de saúde, assim como vinha sozinha para as sessões de terapia.

Na relação com o marido, Nair se apresentava mais como uma filha do que como esposa, uma mulher adulta, e via nele mais um cuidador do que um homem, e um cuidador que tinha que lhe prover tudo. Por ele não conseguir lhe prover tudo, brigava muito com ele.

Coelho (2001) coloca que na estrutura da personalidade do doente crônico observam-se tendências à regressão e à passividade, deixando este de ser agente no processo de tratamento e delegando essa função a outros. Também se faz presente a dependência excessiva, necessitando do cuidado de outros, à semelhança da dependência vivida no início da vida.

A paciente relatou, na sexta sessão, ter um ‘sentimento’ que não iria conseguir curar. A terapeuta lhe perguntou de que era esse ‘sentimento’. Nair disse que era o ‘sentimento’ de querer ter tudo. Contou que queria uma máquina de lavar que fizesse tudo, mas o marido não tinha dinheiro, mostrando até o seu holerite a ela. A terapeuta trabalhou com ela explicando que não poderia dar conta dos seus desejos, mas a terapia a ajudaria a pensar em como se sentia ao não ter esses desejos atendidos, o que ela poderia fazer com isso. Também argumentou que o marido não podia lhe dar tudo e que ele tinha os desejos dele, vontade de ter as coisas; disse que não é possível ter tudo o que se quer.

A partir do processo psicoterapêutico, Nair foi promovendo algumas mudanças em suas relações objetais, percebendo o outro como um outro diferente dela, com suas próprias necessidades, e notando que ela mesma poderia buscar, segundo suas possibilidades, a satisfação das suas necessidades, e cuidar de si mesma.

Nair cuidava da sobrinha o dia inteiro e recebia vinte, trinta reais, quando a irmã pagava, porque muitas vezes não o fazia. O marido reclamava que ela não melhorava de sua enfermidade por causa da sobrinha, e que era por isso que tinha que gastar tanto com remédio na farmácia. A paciente disse que era cansativo para ela cuidar, mas que não podia colocar a sobrinha na rua, como se não houvesse outras opções, como a creche. Através do trabalho psicoterapêutico, a paciente assumiu que gostava de cuidar da sobrinha, que era uma ‘toterapia’ (terapia) para ela, pois lhe distraía a cabeça, fazia-lhe bem. Disse que só não podia cuidar de várias crianças ao mesmo tempo. A terapeuta falou que ela tinha suas limitações por causa da fibromialgia, mas que ser babá era a sua profissão, o seu trabalho, e que ser babá era como qualquer outro trabalho e que tinha que receber por isso.

Nair contou em outra sessão ter conversado com sua irmã e definido com ela um valor fixo por mês para cuidar de sua sobrinha. Verificou-se que a terapia contribuiu para o resgate de sua identidade profissional, enquanto uma pessoa que pode produzir, apesar da enfermidade. Viu-se que a paciente tinha ganhos secundários com a doença, mas muitas perdas também, pois não podia se impor à irmã como profissional, cobrar pelo seu trabalho, valorizar-se como profissional e como pessoa, o que significaria dar conta de si mesma, não precisar tanto do cuidado e da atenção das pessoas.

A paciente supunha haver pessoas – como os seus vizinhos – que achavam que sua enfermidade era mentira, que ela não tinha nada. O marido também sempre reclamava que ela não ‘sarava’ da doença e que precisava gastar muito com remédio na farmácia. Trabalhou-se na transferência com a paciente, que também poderia pensar se lhe era possível confiar na terapeuta, se esta não iria julgá-la, desconfiar do que sentia, das suas dores, de sua enfermidade, e se a compreenderia, a entenderia em suas dores. A terapeuta lhe disse que entendia como é difícil para ela, que entendia que sua enfermidade era real, que suas dores eram reais e que tinha suas dificuldades e limitações por causa da doença, mas que ali com a terapeuta poderia ver outras possibilidades para sua vida.

A paciente, no meio do processo psicoterapêutico, começou a fazer caminhadas constantes, todos os dias, com uma vizinha. Antes só ficava dentro de casa, saía apenas para ir à igreja, não fazia nenhum exercício físico. Também começou a consultar uma médica reumatologista, a qual passou a acompanhá-la no tratamento da fibromialgia.

Trabalhou-se com a paciente a capacidade de lidar não apenas com emoções ruins, mas também com emoções boas. D’alvia (1994) diz que muitas sensações corporais nos pacientes psicossomáticos não têm uma contenção psíquica e seguem a via da descarga corporal, não havendo um registro adequado de percepções referentes a experiências prazerosas.

Viu-se que Nair não tinha momentos prazerosos, não se permitia ter esses momentos. A terapeuta trabalhou no sentido de que a paciente poderia ser vista de outro jeito que não como doente, e que poderia ficar alegre, bem – mesmo com sua enfermidade; sair, passear, fazer caminhadas. Nair relatou que comprara um CD da igreja e passara a cantar, e recolhia a roupa do varal cantando. Na décima sexta sessão, a paciente contou que naquela semana tinha feito aniversário, que ficara “contente”, recebera os parabéns do marido e dos filhos, não passara mal. Falou dos presentes que recebera.

Ao final do processo psicoterapêutico, Nair demonstrou bons recursos egóicos, como linguagem, pensamento, memória, capacidade para insight e simbolização, o que era muito diferente do início do atendimento, quando se apresentara como uma pessoa muito frágil, muito enferma, dependente de todos e com poucos recursos psíquicos. A paciente se permitiu construir junto com a terapeuta uma relação que lhe possibilitou deixar que seus recursos aparecessem, que pensasse em sua vida e mudasse sua relação com a doença e com as pessoas, com o marido, com os filhos, com a irmã. Nair trabalhou aspectos de resgate de sua identidade, de sua condição de mulher adulta e capaz de se responsabilizar por sua vida e pelo tratamento da fibromialgia. Pôde-se ver como uma pessoa integral, e não como enferma, doente.

Sobre a relação com os filhos, Nair contou que o mais novo estava com problemas na escola, que ele só fazia as tarefas se ela mandasse e ficasse junto dele, mesmo ela não sabendo ajudá-lo. Nair disse ter-lhe falado que tinha que estudar sozinho, que ela não podia ficar com ele todo o dia na sala de aula mandando-o estudar, ‘igual sua mãe que achava que vocês tinham que ficar o tempo todo atrás de mim, e vocês não podem’. Disse a ele ter aprendido com a psicóloga que eles tinham que brincar, sair, ter o espaço deles.

Na décima nona sessão Nair disse ter ido à escola do filho conversar com a professora dele, e esta lhe contara que ele estava estudando, não ficava mais chorando, mudara muito. Falou que a terapia fazia bem a ela e à sua família, pois aprendera a conversar, a ter diálogo. Agora, na hora do almoço, pergunta aos filhos como foram na escola.

Sobre a filha, que é quatro anos mais velha que o irmão, Nair contou que ela a ajudava muito no serviço de casa e trabalhava como diarista aos sábados. Falou que a filha estava querendo entregar currículo para ganhar mais, mas se preocupava com a mãe. Nair disse a ela que entregasse, sim, o currículo, e não se preocupasse com ela, pois ficaria contente se ela arrumasse um emprego. A paciente, estando com recursos para cuidar de si, pôde dizer à filha que estava bem, que iria ficar bem.

Quanto ao marido, Nair relatou que eles haviam passado a ficar mais juntos, conversavam, e ela lhe deixava assistir televisão. Falou que ‘o marido lembrou que tem esposa e a esposa lembrou que tem marido’. Disse que ele não compreendia sua doença e ela não compreendia as necessidades dele, e hoje ele a compreende, e quando não pode acompanhá-la ao médico, pergunta como foi lá.

A paciente, ao final do processo, não apresentava, no período da menstruação, dor no peito nem distúrbios do sono. Relatou sentir diferença quando caminhava e quando não caminhava. Falou que quando não faz caminhada os nervos da perna parece que ‘encurtam’, que não pode ficar só dentro de casa, parada. Trabalhou-se com a paciente a importância da manutenção da caminhada para a fibromialgia, importância que ela mesma percebe. Nair também relatou estar dormindo bem, e que assim fica mais disposta durante o dia para fazer suas coisas. Percebe que a caminhada a ajuda a durmir bem, pois antes, mesmo tomando seus calmantes, não dormia bem.

Nair falou, na décima nona sessão, que atualmente sua dor é ‘livre, leve, controlada’, e antes era “uma dor que se entregava, ficava frouxa, não fazia nada”. Disse que antes não fazia nada, só ficava dentro de casa, deitada, com dor de cabeça que não passava nem com remédio, nervosa e brigando com todos, e hoje costura, prega botão nas roupas do marido e dos filhos, lava louça, coisas que hoje consegue fazer e antes não fazia. De acordo com Angelotti (2001), pessoas relativamente inativas são especialmente vulneráveis à experiência dolorosa, por não terem mais com que ocupar a atenção a não ser concentrar-se na dor.

Na vigésima sessão, Nair contou que sua cunhada que estava com câncer falecera (irmã de seu marido), e que chorou, ficou ‘sentida’, triste, mas não passou mal, e pôde participar do velório e do enterro ao lado do marido. Disse que um apoiou o outro e que se fosse antes nem conseguiria ir ao velório.

O processo psicoterapêutico foi encerrado com Nair, destacando-se que todas essas conquistas e mudanças em sua vida foram possíveis pelos recursos que possuía e que ela permitiu que fossem descobertos na terapia, através da relação com a terapeuta. Colocou-se que esses recursos permaneceriam com ela após o encerramento do atendimento, e também que existiam muitas possibilidades em sua vida além da fibromialgia, e que esta poderia manter-se controlada, mesmo que sentisse algumas dores.

Referências

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Sentimento de Culpa. Como trabalhar isto?

coracãoA história de  Louise Hay

“Estrupada aos 5a de idade continuou sofrendo abuso sexual até a adolescência. Apesar das tentativas frustradas da mãe de dá-la em adocão conseguiu fugir de casa. Ainda na adolescência se tornou mãe.

Foi garconete, manequim, casou-se duas vezes, divorciou e se tornou conselheira religiosa, estudando na Maharishís international University, em iowa,  comecou a trabalhar como guia de meditacão transcendental. Tornou-se ministra desenvolvendo seu próprio trabalho, editando o livro Cure  o seu corpo, cujo conteúdo trata das questões metafísicas das doencas corporais. Ao descobrir que estava com câncer utilizou suas técnicas para ajudá-la no tratamento. Aos 70a é escritora mundialmente conhecida.

A essência do ensinamento de Hay é o amor que cada um deve ter por si mesmo e a dissipacão da culpa, processo que, segundo ela torna o indivíduo mentalmente livre e fisicamente saudável.

Como na terapia cognitiva Hay vê no pensamento toda a potencialidade de mudanca do indivíduo. Romper com pensamentos inassertivos, crencas limitadoras vencer o medo e a culpa constroem comportamentos e acões saudáveis.

A raíz das doencas está ligada aos sentimentos de mágoa, raiva, ressentimento, revolta, ira, inveja, quando o indivíduo perdoa é o comeco da cura. Perdoar muitas vezes a si mesmo e ao outro, mesmo quando esse dito “outro” não pede o perdão. O “outro” muitas vezes não percebe que causou algo por isso o perdão faz parte do agente que perdoa, e não o contrário do que se espera, que o outro peca perdão. Perdoar para se “curar” . Sr. perdoe, eles não sabem o que fazem, parafraseando Jesus na sua crucificacão.

O que pensamos de nós mesmos? O que nos adoece?

Mudar os pensamentos, deixar para trás o que não faz sentido, ficar com o que realmente importa. Crencas fazem parte da moral ou de aprendizagens podem serem reorganizadas,refutadas portanto ser ético consigo mesmo. A febre é somente um sintoma que nos leva a buscar conhecer qual é a doenca, assim sendo a situacão é somente o detonador de algo que estava latente dentro do indivíduo. Desencadeada a situacão emerge o problema, mas ele já estava instalado, quieto ou atormentando, espiando o momento para (re) surgir.

Praticar o amor próprio de maneira verdadeira e sentir-se merecedor de uma vida plena, feliz e próspera. Trabalhar a auto confiança, auto estima lembrando que as pessoas são somente companheiras, ser feliz independe do outro, aprender a ser só. Companheiro de si mesmo.

Focar os fatos positivos mudando o olhar diante de si mesmo e da situacão. “Um ponto de vista é somente a vista de um ponto”, ser flexível, proativo, ao se deparar com o problema evitar ser reativo. O indivíduo proativo ocupa a posicão de agente da acão, deixa o papel de vítima e busca solucões, percebe que focar no problema alimenta sentimentos negativos, adoece o corpo e a mente. Usar uma linguagem positiva, pensamentos positivos para se sentirem motivados.

Praticar a gratidão. O que posso fazer com o que vida me traz? Fazemos escolhas a cada momento, a vida é o resultado dessas escolhas portanto ela nos devolve o que oferecemos a ela. Trabalhar a culpa como sinalizadora para o crescimento pessoal, usar o sentimento de culpa somente para refletir um comportamento e deixá-la para trás aceitando as limitacões e imperfeicões que cada um de nós carregamos, praticar a humildade.

Em seus livros e palestras Louise Hay insiste na premissa: “Pare de se criticar!” O amor é o caminho para a cura já dizia Freud.

Mente & Cérebro . Como Desenvolver Suas Potencialidades?

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Na antiguidade os filósofos acreditavam que as emocões estavam ligadas a alma, hoje no mundo comtemporanêo tudo acontece a nível cerebral ou seja as emocões estão ligadas no hipotálamo, no sistema límbico do cérebro.Mente e alma ou seja o que é metafísico se manifesta na mente/ alma,parte imaterial.

Mas o que é mente e cérebro? Mente é onde aloja nossas emocões,sentimentos, nossa capacidade de sensibilizar diante da vida. Cerébro é o que aloja nossa caixa craniana onde todas as conexões neurais e estruturas se interligam , é a parte “física”,material.

Acredita se hoje que a mente ou seja a alma seja uma manifestacão do corpo que seria o cérebro.

A neurociência é a ciência que estuda as bases neurais da atividade psicológica, denominda neurociência cognitiva. Com o avanco da neurociência surgiram novos questionamentos científicos com relacão das bases neurais da atividade psicológica e do cérebro.

A evidências de que a interacão entre mente e cérebro seja de mão dupla.Ou seja: a mente pode alterar a própia química do cérebro, como acontece na metidacão.(Revista ,Vida Simples.Outubro 2012/Ed. 123)

Será que todos os nossos comportamentos são determinados pela bioquímica do cérebro? Somo donos dos nossas vidas, temos livre arbítrio? Se somos comandados somente pelo cérebro qual o papel da psicologia e das relacões humanas?

É certo que o hormônio ocitocina, por exemplo, estreita a relacão do corpo e da mente pois age nas emocões, na autoconfianca, na área sexual , parto.A neurociência fornece verdades gerais sobre o funcionamento do cérebro , muitas vezes com ajuda de imagens pois ela comprova que há uma correlacão entre uma emocão e uma substância específica ligada a essa emocão no cérebro, o que mostra uma ligacão entre as as duas variáveis sem contudo ser causa e consequência.

Podemos tomar um medicamento psiquiátrico como antidepressivo, ansiolítico eles aliviam o sintoma, porém não mudam o comportamento.”Ë preciso identificar as causas da depressão ,que em geral não estão apenas em um desequilíbrio químico cerebral mas também em fatores ambientais e no histórico de vida da pessoa”,ilustra Teixeira em Filosofia do Cérebro.Podemos escanear o cérebro de alguém, como os grandes líderes, seria possível explicar suas forcas políticas,religiosas? Poderiam ter características específicas mas com certeza têm suas peculiaridades próprias de suas vivências.

O importante é acabarmos com o preconceito com relacão ao uso de medicamentos e a prática da terapia para melhorarmos nossa saúde e qualidade de vida.

A neurociência é fundamental para o avanco da psiquiatria e psicologia ou seja da ciência,” como sugeriu Vylanour Ramachandran, a heranca platônica que nos vê apenas como uma alma aprisionada no corpo tende a acabar” ,estaria aberto a interface entre a fisiologia e a psicologia.

É importante essas duas ciências caminharem juntas pois ainda a subjetividade acontece a nível de significados, não há como medir sentimentos.

Corpo & Mente ,

De acordo com a OMS(Organização mundial de Saúde) a associação do uso de medicamentos conjuntamente com um tratamento psicológico é muitas vezes nescessária.

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A Terapia Cognitiva Comportamental é reconhecida pela medicina como a abordagem terapêutica mais eficaz nos tratamentos emocionais e psiquiátricos.

A Terapia Cognitiva modifica pensamentos por meio de correção de padrões de pensamentos e crenças inassertivas criando novos hábitos e comportamentos levando o paciente ao equilìbrio emocional.O estados emocionais e psíquicos influenciam a função cerebral ,assim terapeuta e médicos trabalham de forma interdisciplinar para um maior sucesso do tratamento.A terapia como os medicamentos são nescessários para o tratamento do cliente anti depressivos,ansiolíticos,estabilizadores de humor ação efetiva sobre o funcionamento dos neurônios e suas conexões em áreas específicas do cérebro.

Hoje dentro de uma lógica de integração Mente/Corpo a terapia é considerada pelos psicólogos e médicos como parte importante no tratamento de pacientes portadores de doenças,cardiovasculares,hormonais,de pele,câncer ,stress,distúrbios de humor,alimentares,TOC e distúrbios psicóticos .

Quando uma dificuldade emocional proveniente de qualquer mal funcionamento do corpo e da mente gera um estado bioquímico capaz de se manifestar por um quadro clínico se torna necessário pesquizar a condição psicológica e emocional pois estão diretamente ligados aos sintomas definidores da doença.
Os cuidados devem ser dispensados tanto ao corpo atingido quanto a mente(psiquismo abalado).

Estudos feitos através de tomografia computadorizada demonstraram que há uma conversão na estrutura concreta do córtex cerebral quando a pessoa sofre de distúrbios psicológicos e emocionais que vêm comprovar essa ligação entre mente e corpo e a necessidade de se buscar o tratamento psicológico e mendicamentoso associadamente.

Portanto trabalhar de forma interdisciplinar com médico, paramédicos e psicólogos é extremamente importante para aliviar os sintomas beneficiar e promover uma melhor qualidade de vida.

Mente sana, corpo sano!

Pensar altera a bioquímica do corpo

ESQUIZOFRENIAAs interações psiconeuroendócrinas no corpo acontecem nos níveis psíquicos,hormonais,neurológicos influenciando o sistema imunológico podendo causar doenças físicas e psicossomáticas.

As interações psiconeuroendócrinas no corpo acontecem nos níveis psíquicos,hormonais,neurológicos influenciando o sistema imunológico podendo causar doenças físicas e psicossomáticas.

Pesquisas comprovam que as emoções fortes causam mudanças na bioquímica do corpo essas mudanças bioquímicas representam o aspecto físico ou material da emoção.
Ex: um pensamento hostil vai acumulando uma energia em nosso corpo, a raiva, depois de instalada deixa-nos em alerta,liberando altos níveis de adrenalina e cortisol causando o stress.

Quanto mais nos identificarmos com nossos pensamentos,com as coisas que nos agradam ou não,com nossos julgamentos e interpretações,ou seja ,quanto menos presentes como consciência observadora ,mais forte será a carga de energia emocional,tenhamos ou não conhecimento disso.

Se você não consegue sentir suas emoções,se as mantêm à distância,terminará sentindo-a a nível físico .Corpo e mente se encontram,daí surgem as doenças,fabricadas em nossa mente e serão retratadas em nosso corpo.As doenças psicossomáticas assim se manifestam.

Observe quando estiver reclamando,com palavras ou pensamentos,de uma situação ,reclamar é sempre uma não aceitação de algo que é,essa atitude tem uma carga inconsciente negativa.Quando você reclama transforma-se em vítima.

Quando falamos a fala fica no controle portanto mudamos a situação no momento em que agimos ou falamos,caso necessário e possível,temos que resolver a situação ou mesmo aceitá-la.

Uma atitude qualquer é melhor que nenhuma,principalmente se você está há muito tempo paralisado numa situação infeliz faz se necessário ter coragem para enfrentar e arriscar..Se for uma atitude inassertiva ,pelo menos há uma aprendizagem,caso em que deixará de ser um erro.

O mêdo nos mantêm paralizados, quando ele vir,deixe-o aparecer, sinta-o admita-o, observe-o, concentre-se nele, esteja totalmente presente.Isso corta a ligação entre o pensamento e o mêdo.

Se não há nada mesmo a fazer aceite a situação abandonando toda a resistência , parafraseando Dalai Lama no livro “Uma Ética para o Terceiro Milênio”. Assim o falso infeliz eu interior que adora se sentir vitimizado, não conseguirá mais sabotar você.

Muitas vezes não atingimos os nossos projetos externos mas não percebemos o quanto atingimos sucesso em nossos projetos internos.

Como pensava Albert Einstein precisamos às vezes tentar e tentativas não são erros e sim aprendizagens.As tentativas fazem parte do processo que nos capacita ao sucesso.

Pensar em coisa ruim,nem pensar,diz a sabedoria popular.

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