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Quando o Outro Faz Sofrer- Codependencia

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Ser Co-dependente

Por meio de estudos científicos compreende-se a co-dependência como um comportamento aprendido, do qual o indivíduo precisa se livrar. Em muitos casos, isso significa romper um relacionamento patológico, o que é muito difícil para o co-dependente (Zampieri, 2004a).

Embora cada co-dependente apresente uma experiência única, originada de sua convivência com as pessoas e de sua personalidade, um ponto comum aparece em todas as histórias de co-dependência – a influência dos outros sobre o comportamento do co-dependente e a maneira como o co-dependente tenta influenciar os outros. Nota-se que o co-dependente prende-se à percepção que o outro tem dele, conforme as respostas coletadas as características percebidas pelas participantes são aquelas que lhes foram atribuídas por outra(s) pessoa(s), ou seja, as mesmas se percebem através daquilo que ouvem o outro reclamar.

“Ser co-dependente é estar sempre dependendo do outro ou até mesmo de “outras” pessoas para se sentir bem. É colocar as vontades dos outros em primeiro lugar e se submeter mesmo espontaneamente às vontades e caprichos do próximo” (Catarina).

De acordo com as características de indivíduos co-dependentes, as participantes destacaram a presença dos sentimentos de dedicação ao bem-estar do outro. Neste sentido, Zampieri (2004a) afirma que o co-dependente dá mais do que recebe e, posteriormente, se sente abusado e negligenciado, pois sua autovalorização está reduzida. Porém, como todo investimento para controlar o outro é inútil, o co-dependente sente-se impotente, arrependido e usado, pois o outro não demonstra gratidão.

Observa-se nas respostas que a percepção que o co-dependente tem de si mesmo está muito ligada aos sentimentos, que identifica como sintomas. Esses “sintomas” se cristalizam ao longo de suas vidas o que dificulta sua identificação, pois pode ser encarado como sua personalidade. Neste caso, percebe-se que eles enfatizaram que a condição em que se encontram não pode mudar, visto que não tem cura.

“…ansiedade, o querer tomar conta das pessoas, cobrar demais, querer receber afeto das pessoas”(Tonha).

“Baixa autoestima, querer mandar em tudo, ao mesmo tempo é ser vítima e carrasco, ter uma tristeza enraizada dentro do coração, não ter paz, não ser feliz” (Dona Genu).

Dentre os mais variados sentimentos, que emergem em um indivíduo co-dependente, as participantes citaram a manipulação, que segundo Calábria (2007), trata-se de um mecanismo de defesa comumente presente nos relacionamentos entre dependente e co-dependente, sendo que, neste caso, ocorre o desrespeito aos domínios de autoridade do outro. A resposta de Dona Genu retrata a baixa auto-estima, em que fica evidente a dificuldade em tomar decisões, insegurança, valorização na aprovação dos outros, não se perceber como uma pessoa amável ou de valor. O que de fato se comprovou nesta pesquisa foi o surgimento de respostas que revelam o estilo de ser co-dependente das participantes. De um modo geral os co-dependentes são pessoas ressentidas, sentem raiva permanente de alguém, agarram-se à necessidade de punir a pessoa para reparar o sofrimento que acham que sofreram.

Quando e como ocorre o tratamento

Pelas respostas obtidas dos co-dependentes pesquisados percebeu-se que ocorre ajuda nestas situações, quando o próprio co-dependente não suporta estar nesta condição, na medida em que sua saúde física se torna abalada ou quando o “outro” não suporta mais o convívio, neste momento ocorre a indicação de tratamento.

Tendo em vista que, quando o co-dependente procura ajuda e, se esta ajuda parte do “outro” desejado, faz-se necessário discutir em que momento esta ajuda foi solicitada. As participantes desta pesquisa solicitaram ajuda a partir do momento em que perderam o controle, quando iniciou sua participação no grupo de apoio e quando surgiram patologias, as quais fizeram com que se consultassem com médicos, que as encaminharam.

“Quando estava à beira de um ataque de nervos (mãe portadora de mal de Alzheimer, filho pequeno, trabalhava com uma pessoa extremamente autoritária, abusadora) eu estava extremamente infeliz, com raiva de mim mesma” (Helena).

Se os afetados desconhecem sua condição e a patologia vier a se tornar crônica, esta pode gerar níveis de estresse, que diminuem sensivelmente a qualidade de vida e culminam em mal-estar físico generalizado e até em outras doenças como as cardiovasculares, dependências químicas, dentre outras (Sophia et al., 2007). O co-dependente só existe através da existência do outro, sendo que este outro é a razão de sua vida, neste sentido essa pessoa é considerada como importante para o co-dependente e o mesmo acredita que ela pode ajudá-lo de forma direta ou indireta.

“Não, eles tentam me atrapalhar. Eles não conhecem a doença” (Tonha).

Por meio das respostas obtidas, a falta de informação ou até mesmo o conhecimento da co-dependência geram conflitos para quem sofre desta disfunção, visto que o indivíduo é incompreendido diante de suas condutas. E acabam por atrapalhar o tratamento, pois permanecem sendo o “alimento” para o co-dependente. Um padrão freqüentemente associado ao co-dependente vai além dos sofrimentos pessoais decorrentes desse padrão, outro aspecto importante é que o comportamento do indivíduo pode influenciar negativamente o tratamento do outro em relação a sua dependência (Sophia, 2007). O co-dependente percebe-se ajudado, quando a ajuda ocorre pela imposição de limites, aproximação entre eles e respeito que recebem.

“Com minha mudança eles ficaram mais próximos de mim, antes eles não gostavam de mim, com razão, né. Eu só sabia mandar e mandar e criticar” (Dona Genu).

Já, quando não ocorre, ajuda as participantes informam que ocorrem cobranças, distanciamento entre eles, manipulação e também por desinformação dessas pessoas sobre o que é co-dependência.

“Os que não ajudam é porque não sabem o que é a co-dependência ou não entendem” (Helena).

Compreender um pouco das causas da co-dependência e poder pensar que todos os participantes, após detectarem por si só ou por intermédio de outras pessoas, que eles eram doentes, que esta doença não tem cura, então procuraram o tratamento do CODA, para aprenderem a conviver melhor com consigo mesmos, com suas limitações e, principalmente, com o outro.

“A princípio eu procurei o CODA, só apoio. Em janeiro desse ano procurei terapia individual”(Helena).

O tratamento tem início com a tomada de consciência e aceitação por parte do co-dependente, momento este encarado como inabilidade, e então o mesmo passa a ser visto por si mesmo e pela sociedade. A partir de então o co-dependente entende sua condição e necessidade de ajuda e percebe que ele também necessita de alívio para suas dores, que de forma inadequada se concentram no “outro” (CODA, 2004).

Para os participantes da pesquisa, a Psicologia pode auxiliar através de um apoio extra, ocorrendo de forma individual, a partir da orientação e acolhimento, na promoção do autoconhecimento, e alguns não sabem como essa ajuda pode ocorrer. Por meio do relato de Catarina o papel do psicólogo se evidencia:

“Ainda não tive um auxílio psicológico, mas gostaria muito para conhecer um pouco mais sobre a minha própria pessoa” (Catarina).

O co-dependente precisa aprender a estabelecer limites e se impor nas relações que estabelece, para que suas necessidades sejam atendidas com mais propriedade e poder entender que dizer “não” àqueles com quem estabelecem esse relacionamento co-dependente não trará consequências desastrosas (Oliveira, 2004). Existem outras formas de tratamento, além do psicológico, que trabalham no acompanhamento da co-dependência. Neste caso, os participantes citaram em sua grande maioria, o grupo de apoio como uma ajuda, a literatura sobre o tema e a ajuda espiritual.

“A ajuda espiritual” (Tonha).

A psicoterapia com o auxílio do treinamento de habilidades verbais combinadas com os doze passos é muito eficaz. A auto-ajuda disponível a partir de grupos, bem como orientação são recursos para o tratamento da co-dependência.

 

CONCLUSÃO

Constata-se que o co-dependente se percebe através da opinião do outro, ele não é capaz de perceber seus sentimentos, quando estes se referem a sua própria pessoa, e também não são capazes de atribuir a ele características positivas. Em suas respostas encontram-se apenas características negativas, sendo que estas características são as verbalizadas pelo outro, sendo que este “outro”, costumeiramente é o parceiro do relacionamento afetivo. Os dados coletados nesta pesquisa demonstram que o co-dependente não apresentou capacidade de se perceber sem a ajuda de alguém, a princípio esta “ajuda” vem do outro, porém, neste caso, ocorre apenas uma colaboração com a manutenção do comportamento e sentimentos do co-dependente.

Diante do que foi verificado, o comportamento co-dependente pode comprometer o desenvolvimento humano e favorecer o surgimento de doenças. Algumas das participantes apresentam atualmente enfermidades que as conduziram à percepção de si, pois, a partir do incômodo causado pelos sintomas das doenças, elas recorreram ao auxílio médico e este realizou o encaminhamento para o tratamento.

O trabalho terapêutico em grupo, quando voltado para o público co-dependente, trabalha com a finalidade de discutir as vivências de cada membro além de sua relação com o “outro” e debater a situação em que vivem. Assim, o co-dependente e conseqüentemente o “outro” começaram a desenvolver estratégias de convivência com a situação desenvolvida no ambiente em que estão inseridos.

Neste caso, a Psicologia se mostra tímida em se tratando de estratégias de atuação, visto que, atualmente são poucos os grupos de apoio que atuam especificamente com o co-dependente. Na realidade brasileira, um exemplo é a região Nordeste, pois até o presente momento da realização desta pesquisa não foi encontrado nenhum trabalho sendo realizado formalmente com este público.

Dessa maneira o tema se faz atual e de grande importância, por ser fundamental a sua discussão na construção de melhoria na educação, conseqüentemente no desenvolvimento do indivíduo. Neste sentido, serve para refletir e/ou evitar que pais e educadores não perpetuem o mesmo ciclo de abusos e interação familiar disfuncional no qual foram inseridos, evitando a repetição de comportamentos co-dependentes com seus filhos, portadores de outras doenças ou outro dependente na sua mais ampla denominação, como os alcoólatras, portadores de necessidades especiais, indivíduos com problemas na justiça, idosos, portadores de doenças crônicas, dentre outros.

 

REFERÊNCIAS

Bardin, L. (2000). Análise de conteúdo. Lisboa: Ed. Edições 70.

Beattie, M. (2007). Co-dependência nunca mais. Rio de Janeiro: Nova Era.

Brasil. (1996). Conselho Nacional de Saúde. Resolução n° 196/96, de 10 de outubro de 1996. Recuperado em 20 de abril, 2009, do conselho.saude.gov.br/resolucoes/reso_96.htm.

Calábria, O.P. (2007). Dependência química e liberdade: A filosofia e o tratamento da co-dependência. Revista Interações: Cultura e Comunidade, 2 (2), 65-79.

Co-dependentes Anônimos – CODA. (2004). Os doze passos: Uma perspectiva. (4ª ed.). São Paulo: Grupo de apoio Co-dependentes Anônimos – CODA.

Ferreira, D.R. (2008). Alcoolismo e co-dependência: A interferência do alcoolismo na dissolução da relação conjugal. Trabalho de conclusão de curso (Monografia). Faculdade do Sul de Santa Catarina, Palhoça. Recuperado em 27 de junho, 2009, de inf.unisul.br/~psicologia/wp-content/uploads/2008/07/DanielaRolandFerreira.pdf.

Gil, A.C. (1999). Métodos e técnicas de pesquisa social. (5ª ed.). São Paulo: Atlas.

Hernández Castañón, M.A. (2007). Ação comunitária com mulheres de alcoolistas: Uma aproximação ao seu mundo da vida. Tese de Doutorado. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP. Recuperado em 24 de março, 2009, debiblioteca.universia.net/html_bura/ficha/params/id/30827711.html.

Izquierdo, F.M. (2001). Codependencia y psicoterapia interpersonal. Revista de la Asociación Española de Neuropsiquiatria, 21(8), 9-35.

Leis, H. & Costa, S. (1998). Dormindo com uma desconhecida: A teoria social contemporânea enfrenta a intimidade. Trabalho para o GT de Teoria Social, Encontro ANPOCS XXII. Recuperado em 15 de agosto, 2009, da Biblioteca Virtual: http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/anpocs/leis.rtf.

Minayo, M.C.S. (2006). O desafio do conhecimento: Pesquisa qualitativa em saúde. (9ªed.). São Paulo: Hucitec.

Oliveira, A.P. (2004). Co-dependência é um distúrbio mais frequente do que se imagina. Folha de São Paulo Online. São Paulo, 12 de agosto de 2004. Recuperado em 27 de junho, 2009, dehttp://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u3696.shtml.

Sophia, E.C.; Tavares, H. & Zilberman, M.L. (2007). Amor patológico: Um novo transtorno psiquiátrico? Revista Brasileira de Psiquiatria, 29(1), 55-62.

Toffoli, A.; Wanjstock, A.; Mantel, M.M.B.; Biscaia, M.F.C. & Biscaia, M.J.S. (1997). Co-dependência: Reflexão crítica dos critérios diagnósticos e uma analogia com o mito de Narciso e Eco. Informação Psiquiátrica, 16, 92-97.

Zampieri, M.A.J. (2004a). Co-dependência: O transtorno e a intervenção em rede. São Paulo: Agora.

Zampieri, M.A.J. (2004b). Transtorno de personalidade co-dependente: Discussão sobre classificação diagnóstica e manifestações sistêmicas. Revista Brasileira de Psicoterapia, 6 (2), 123-134.

 

 

 

 

Leilanir de Sousa Carvalho*; Fauston Negreiros

Curso de Psicologia da Faculdade Integral Diferencial – FACID – PI – Brasil

 

Recebido em 18/01/10
Revisto em 24/03/11
Aceito em 30/03/11

 

Qual a Diferença entre Sobrepeso e Obesidade? Saúde Física e Emocional

10 coisas que você precisa saber

10 Coisas que Você Precisa Saber sobre Cirurgia Bariátrica

O número de obesos aumenta no mundo a cada dia e a cirurgia bariátrica vem se tornando um importante aliado no tratamento de pacientes com obesidade grau 3. Conheça as 10 coisas que você precisa saber sobre este procedimento.

1 – Gastroplastia, também chamada de Cirurgia Bariátrica, Cirurgia da Obesidade ou ainda de Cirurgia de redução do estomago, é, como o próprio nome diz, uma plástica no estômago (gastro = estômago, plastia = plástica), que tem como o objetivo reduzir o peso de pessoas com o IMC muito elevado.

2 –  Esse tipo de cirurgia está indicado, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) para  pacientes com IMC acima de 35 Kg/m², que tenham complicações como apneia do sono, hipertensão arterial, diabetes, aumento de gorduras no sangue, problemas articulares, ou pacientes com IMC maior que 40 Kg/m², que não tenham obtido sucesso na perda de peso com outros tratamentos.

3-    Existem três tipos básicos de cirurgias bariátricas. As cirurgias que  apenas diminuem o tamanho do estômago, são chamadas do tipo restritivo (Banda Gástrica Ajustável, Gastroplastia vertical com bandagem ou cirurgia de Mason e a gastroplastia vertical em “sleeve”). A perda de peso se faz pela redução da ingestão de alimentos. Existem, também, as cirurgias mistas, nas quais  há a redução do tamanho estomago e também um desvio do trânsito intestinal, havendo desta forma, além da redução da ingestão, diminuição da absorção dos alimentos. As cirurgias mistas podem ser predominantemente restritivas (derivação Gástrica com e sem anel) e predominantemente disabsortivas (derivações bileopancreáticas).

4-  Apesar de cada caso precisar ser avaliado individualmente, a todos aqueles irão realizar a cirurgia devem ser submetidos a  uma avaliação clínico-laboratorial a qual inclui além da aferição da pressão arterial, dosagens da glicemia, lipídeos sanguíneos, e outros exames sanguíneos, avaliação das funções hepática, cardíaca e pulmonar. A endoscopia digestiva e a ecografia abdominal são importantes procedimentos pré-operatórios. A avaliação psicológica também faz parte dos procedimentos pré-operatórios.  Pacientes com instabilidade psicológica grave, portador de transtornos alimentares (como, por exemplo, bulimia), devem ser tratados antes da cirurgia.

5- Na maioria dos casos, com a cirurgia bariátrica, além de perder grande quantidade de peso, o paciente  tem os benefícios da melhora, ou mesmo cura, do seu diabetes, controle da pressão arterial, dos lipídeos sanguíneos, dos níveis de ácido úrico, alívio das dores articulares.

6-  Do ponto de vista nutricional, os pacientes submetidos à cirurgia bariátrica deverão ser acompanhados por longo tempo, com objetivo de receberem orientações específicas para elaboração de uma dieta qualitativamente adequada. Quanto mais disabsortiva for a cirurgia, maior a chance de complicações nutricionais, como anemias por deficiência de ferro, de vitamina B12 e/ou ácido fólico, deficiência de vit D e cálcio e até mesmo desnutrição, nas cirurgias mais radicais. Reposições vitamínicas são feitas após a cirurgia e mantidas por tempo indeterminado. A diarreia pode ser uma complicação nas cirurgias mistas, principalmente na derivação bileopancreática.

7-  A adesão ao tratamento deverá ser avaliada, uma vez que pacientes instáveis psicologicamente podem recorrer a preparações de alta densidade calórica, de baixa qualidade nutricional, que além de provocarem hipoglicemia e fenômenos vasomotores (sudorese, taquicardia, sensação de mal-estar), colocam em risco o sucesso da intervenção à longo prazo, porque reduzem a chance do indivíduo perder peso.

8 – A cirurgia antiobesidade é um procedimento complexo e apresenta risco de complicações. A intervenção impõe uma mudança fundamental nos hábitos alimentares dos indivíduos. Portanto, é primordial que o paciente conheça muito bem o procedimento cirúrgico e quais os riscos e benefícios da cirurgia. Desta forma, além das orientações técnicas, o acompanhamento psicológico e o apoio da família são aconselháveis em todas as fases do processo.

9 –  Em alguns casos, uma cirurgia plástica para retirada do excesso de pele é necessária. A mesma poderá ser feita quando a perda de peso estiver totalmente estabilizada, ou seja, depois de aproximadamente dois anos.

10 – Mulheres que realizam cirurgia bariátrica  devem aguardar pelo menos 15 a 18 meses antes de engravidar. A grande perda de peso logo após a cirurgia pode prejudicar o crescimento do feto.

Consultoria: Dra. Rosana Radominski – presidente da Abeso, que integra um dos Departamentos Científicos da SBEM.

Como Melhorar a Memória e a Concentração?

“Na cultura ocidental o conhecimento e aprendizagem estão ligados muitas vezes a coisas externas quando recursos internos são de grande valia nesse processo,” Núbia. Maciel França

 

 

Muitos queixam que absorvem pouco o que lêm e estudam, memorizam ou concentram pouco. Isso acontece porque a educação desde a escola vem “de fora para dentro”.

A palavra latina educação vem de “educcere”, tirar de dentro, extrair.

A maneira mais simples para se obter a educação subjetiva é o relaxamento, a meditação. Ambas levam a “expansão da consciência.”

O remédio mais barato do mundo é a respiração, ao respirar profundamente diminuímos a tensão, o nível de cortisol e adrenalina no sangue, equilibramos o sistema nervoso, psíquico, emocional. Nossa pulsação volta ao normal e nossos pensamentos fluem  melhor, o que nos leva a tomar decisões mais assertivas.

Quando estamos ansiosos, apressados, irritados perdemos o foco e a concentração, entramos em estado de stress, chegando muitas vezes a exaustão. A mente fica descontrolada e o corpo começa a adoecer .

Como dizem, “mente sana, corpo sano”.  Embora no ocidente ainda poucos acreditam e praticam o relaxamento e a respiração estes métodos entre todos os outros como exercício físico, hábitos saudáveis deveriam estar no topo da escala de controle da saúde mental e física.

Ao lidarmos com a vida no dia a dia nosso cérebro funciona em estado Beta (vigília) ao respirarmos profundamente, relaxamos e entramos em estado Alfa, mudamos a frequência do cérebro o que reflete em nossa mente e corpo.

Os benefícios são imediatos, aumenta a imunidade do corpo, concentração, memória, libera endorfina  tirando nos de um estado de confusão, tensões e preocupações que nos levam perder o foco e os neurônios ficarem dispersos.

O estado Alfa aumenta a imaginação, a intuição,  a capacidade de resolver problemas,  a tranquilidade e acelera o processo de cura e  de rejuvenescimento.

Experimentamos Alfa quando dormimos para que possamos ter uma melhor qualidade de sono e reestruturação dos tecidos do nosso corpo .

No  Japão é utilizada a respiração diariamente, as empresas praticam o relaxamento assim que os funcionários chegam para a jornada de trabalho.

Relaxando vivemos mais felizes e  aumentamos nossa qualidade de vida.

Pare! Invista em você.

 

 

 

O Que é Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica? TCAP

TCAP – Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica
Saúde & Qualidade de Vida – Patologia & Nutrição       

Quando os episódios de compulsão alimentar ocorrem numa freqüência de dois dias por semana, por no mínimo 6 meses, associados a perda de controle de alguma maneira e não são seguidos de tentativas de compensação e perda de peso, trata-se de uma síndrome denominada Transtorno da Compulsão Alimentar (TCA). (VITOLO et al, 2006). Este transtorno foi descrito pela primeira vez nos anos 1950. No entanto, foi apenas nos anos 1990 que este problema teve seu potencial patológico reconhecido, e sua caracterização colocada em pauta de estudos.

Trata-se da ingestão demasiada de alimentos, quaisquer que sejam eles, em um período determinado de tempo (estimado em 2 horas). Os episódios são acompanhados pela sensação de perda de controle do que foi ingerido e sua quantidade, sentimento de alívio, mas que não traz prazer. O indivíduo percebe que o que faz não tem sentido algum, mas mesmo assim, por ser uma compulsão, os episódios são recorrentes e contínuos. A compulsão alimentar traz sentimentos de angústia, vergonha, nojo e culpa. (AZEVEDO et al, 2004).

É importante citar que a ingestão demasiada de alimentos não é seguida por tentativas de perda de peso e compensação do que foi ingerido, diferenciando o compulsivo alimentar do bulímico nervoso. Normalmente, os portadores de TCAP têm IMC maior do que os com BN (Bulimia Nervosa), além disso, estes últimos apresentam maiores níveis de restrições calóricas. Os pacientes com TCAP podem ser obesos ou não. São aqueles indivíduos que tentaram diversas dietas e que fracassaram e desistiram. Desta forma, apresentam grande flutuação de peso. Possuem auto-estima baixa e preocupam-se com a forma física e o peso em maior intensidade do que aqueles que não possuem o distúrbio.

A ansiedade e estresse são os principais fatores que levam ao aumento das compulsões alimentares. Aumentam a secreção de cortisol, que estimula a ingestão de alimentos e o aumento de peso. (AZEVEDO et al, 2004).

Azevedo et al (2004) indica que a prevalência de portadores desta síndrome está entre obesos e que 20% das pessoas que apresentam compulsão alimentar, possuem diagnóstico de TCAP. E Cordás (2004) afirma que afetam principalmente mulheres jovens e adultas. Em um estudo publicado em 2006, Vitolo et al conta que há grande prevalência de TCAP em universitárias, principalmente da área da saúde, com grande associação com o excesso de peso.

O tratamento nutricional tem como principal objetivo reverter as alterações do estado nutricional provocadas pela compulsão alimentar e promover hábitos alimentares mais saudáveis. Desta forma o paciente aprenderia a forma correta e saudável de perder peso, se alimentar bem, sem que haja inadequações de consumo, no caso, a ingestão excessiva e nada saudável de alimentos. O diário alimentar é muito utilizado no tratamento nutricional da compulsão alimentar periódica, pois é neste local que o paciente registra os alimentos ingeridos, principalmente os alimentos dos episódios de compulsão. É importante anotar o sentimento do paciente no momento do episódio e se existia fome naquela hora. É um exercício que, aos poucos, gera controle e disciplina ao paciente (Latterza, 2004). No entanto, pode levar a um ato de punição pelo próprio paciente, pois ele percebe o “erro” que cometeu.

Como, normalmente, o portador deste distúrbio apresenta peso acima do normal, o tratamento também consiste em dieta prescrita com o objetivo de perda de peso, aumentando, assim, a auto-estima do paciente o que ajuda no tratamento no distúrbio. Alguns profissionais da área de nutrição indicam certas maneiras de contornar e aliviar os efeitos nutricionais negativos que este transtorno pode trazer ao paciente:

  • Fracionar a dieta o máximo, prestando sempre atenção na quantidade a ser ingerida. O paciente comerá muitas vezes ao dia, e isso lhe dará a sensação que está comendo muito;
  • No início do tratamento, estes alimentos a serem ingeridos devem ter baixo teor calórico, pois o paciente ainda não tem seu limite sob controle, e pode exagerar na quantidade sem exceder a recomendação calórica (ex: ingerir um melão inteiro);
  • Estar a par de alimentos vendidos em embalagens individuais e indicá-los. Assim, o paciente irá comer um pacote inteiro, e terá a impressão de que comeu muito. No entanto, terá ingerido bem menos do que costumava ao ingerir uma embalagem de tamanho normal.
  • Propiciar encontros freqüentes com o paciente. Desta maneira, o controle da situação será mais garantido, e o nutricionista irá sempre mostrar ao paciente aquilo que está sendo feito e que pode ser melhorado.

O nutricionista deve ter um olhar crítico, pois muitas vezes o paciente não percebe o problema que tem, ou mesmo não o assume. Cuidados neste sentido devem ser tomados, como prestar atenção se o paciente continua a ganhar peso, mesmo com tratamento nutricional e buscar a sua causa.

Por se tratar de uma compulsão, onde o psicológico exerce grande papel, o tratamento do paciente deve ser de âmbito interdisciplinar, com grande interação entre o nutricionista, médico e o psicólogo.

É uma síndrome com características conflitantes e incertas, e são necessários mais estudos para maiores informações deste distúrbio tão presente em nossa população.

 

Fonte: REGNUTRI

Fé e Cura- Espiritualidade.

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                                                            A CURA PELA FÉ

Hoje em dia, Jeff Levin é considerado um dos principais nomes nos estudos científicos a respeito da relação entre as práticas religiosas ou espirituais e a saúde.Gilberto Schoereder

Várias pesquisas vêm sendo realizadas nos últimos anos envolvendo o que alguns chamam de “o poder da oração”. Uma das grandes autoridades mundiais nesse campo é o dr. Jeff Levin, um epidemiologista social formado em religião, sociologia, saúde pública, medicina preventiva e gerontologia na Universidade Duke, na Universidade da Carolina do Norte, na Divisão Médica da Universidade do Texas e na Universidade de Michigan.Ele é pesquisador do National Institute for Healthcare Research e seus estudos podem ser definidos como epidemiologia da religião – o estudo científico de como fatores espirituais previnem a incidência de enfermidades em determinadas regiões e a mortalidade, e promovem a saúde e o bem-estar – estabelecendo o relacionamento existente entre ciência, medicina e espiritualidade.

Seu trabalho estabelece pontes entre diferentes campos de atividade, como epidemiologia, gerontologia, sociologia, psicologia e medicina alternativa e complementar.

As perguntas básicas que seus estudos apresentam são: Como a fé religiosa atua como um recurso na prevenção de doenças e na promoção do bem-estar?; Um relacionamento de amor com Deus é uma característica das pessoas saudáveis?; A religiosidade é um fator de proteção contra doenças ao longo do processo de envelhecimento?; Existem efeitos terapêuticos ou preventivos de energias sutis ou estados alterados de consciência?

O resultado de suas pesquisas foi publicado no livro Deus, Fé e Saúde (Editora Cultrix). Entrevistamos o dr. Levin por e-mail para que ele nos falasse mais sobre seu trabalho e as mais recentes descobertas nessa área, assim como sua relação com teorias e posturas mais conservadoras da medicina, que ainda resistem em aceitar as evidências científicas coletadas nos últimos vinte anos.

A relação entre a oração ou as preces e a saúde se tornou um dos assuntos mais comentados da atualidade. Essa relação positiva entre ambas está definitivamente comprovada ou ainda estamos no campo das evidências? Em que ponto se encontram as pesquisas científicas?

O campo da pesquisa em espiritualidade e saúde compreende, na verdade, três áreas de estudo diferentes. Uma delas, aquela em que minha pesquisa se focou nos últimos vinte anos, envolve investigações epidemiológicas de como a fé ou o envolvimento religioso influencia a saúde física e mental. Já foram feitos mais de mil estudos com esse enfoque e, hoje, a idéia de que aspectos da vida religiosa podem ser benéficos para a saúde ou o bem-estar de algumas pessoas é aceita de forma geral e não controversa.

As duas outras áreas de pesquisa em espiritualidade e saúde envolvem: 1) estudos experimentais de laboratório, como em psicofisiologia, explorando os correspondentes espirituais de estados alterados de consciência; 2) testes clínicos investigando os efeitos da oração à distância. Em contraste com a pesquisa epidemiológica, esses estudos encontram muito mais resistência. Pessoalmente, acredito que existem boas evidências para ambas, mas os temas e conceitos levantados por esses estudos desafiam a estreiteza da visão de mundo de muitos cientistas das correntes estabelecidas.

Tem se falado na influência de fatores espirituais ou religiosos no processo de cura. Foi realizada alguma tentativa no sentido de determinar se se trata, de fato, de fatores espirituais, ou pode se tratar da ação da mente, como ocorre em tantos dos chamados “fenômenos parapsicológicos”? Em outras palavras, a crença de uma ou mais pessoas daria início a um processo ou uma ação mental. O que o senhor pensa a esse respeito?

Eu não estou certo de que usando os métodos naturalistas da ciência empírica poderemos algum dia desemaranhar esses dois conceitos. Aqui, nos Estados Unidos, médicos religiosamente muito conservadores opuseram muita resistência a essa pesquisa. Eles vêem os resultados de estudos de oração e cura, e quer atribuir qualquer cura subseqüente à intervenção “sobrenatural” de Deus. Outros reconhecem a possibilidade de que o ato de rezar envolva criar uma intenção mental positiva que pode ter, por si mesma, um efeito curativo. Mas isso é interpretado pelo primeiro grupo como blasfemo e até mesmo, acredite ou não, satânico – porque parece implicar efeitos que são inerentemente parapsicológicos, e a parapsicologia é considerada maligna.

Considero essa reação perturbadora por duas razões. Em primeiro lugar, fez muitos médicos cristãos conservadores rejeitar efetivamente os resultados de estudos de oração e cura, porque os estudos implicavam que as orações de qualquer um podem ser efetivas, independentemente de religião, talvez devido a algum tipo de mecanismo paranormal. Isso ameaça as reivindicações de exclusividade que alguns fazem para sua própria religião e para os resultados de orações dessa religião.

Em segundo lugar, se os resultados forem devidos “apenas” à parapsicologia – em vez de a Deus, por assim dizer -, por que isso seria um problema? Em última instância, todos esses efeitos vêm de Deus. Eu acredito que o Criador dotou os seres humanos com todo tipo de aptidão, algo que os grandes místicos conhecem há milhares de anos e que cientistas ocidentais só agora procuram entender. Mais de cem anos de pesquisa parapsicológica confirmaram isso, para satisfação minha e de muitos outros.

Durante suas pesquisas, o senhor teve conhecimento da ação dos chamados “médiuns de cura”? De alguma forma, esses casos podem estar relacionados? Já ouvimos falar que a cura não provém exatamente dos médiuns, mas da crença das pessoas que os consultam.

Pessoalmente, nunca pesquisei sobre médiuns, mas tenho uma posição a respeito. Acredito que, quando se trata de orações, cura pelas mãos ou por energia, ou qualquer outra forma sutil de terapia bioenergética ou relativa à consciência, todos os elementos da interação curativa podem ser importantes; em outras palavras, as habilidades, características e intenções de quem cura, o método da cura e as crenças do paciente. Tudo isso pode entrar em jogo até certo ponto, mas pode variar de acordo com a situação.

Quanto a uma condição sine qua non para o sucesso da cura, já ouvi muitos curandeiros dizendo que descobriram, por experiência própria, que é indispensável haver uma intenção amorosa por parte do curandeiro ou rezador; independentemente de outros elementos (método, técnica, expectativas de paciente, etc.). É fundamental haver uma intenção sincera e abnegada de amor fraterno, que deseje o melhor benefício para a pessoa, de acordo com a vontade de Deus.

Já ouvimos falar de experiências de “prece a distância”, com resultados positivos. Inclusive, as pessoas que realizavam as preces não sabiam a quem elas se dirigiam. O que o senhor pode nos dizer sobre esse assunto?

Como muitos leitores já devem saber, houve vários estudos recentes que investigaram os efeitos da oração a distância. Alguns desses estudos foram, de fato, bem controlados, com método duplo-cego e amostragem criteriosa; foram testes clínicos de certa forma similares aos testes farmacológicos que avaliam os efeitos de novas drogas. Para horror de muitos médicos acadêmicos convencionais, alguns desses estudos mostraram resultados, com índices de recuperação que foram melhores entre os pacientes que foram alvo de orações sem o saberem do que entre os pacientes dos grupos de controle.

Acredite ou não, já houve quase duzentas investigações desse tipo. E não só em pessoas, mas outros organismos, como animais e plantas. A pesquisa foi compilada de forma muito abrangente em um livro soberbo chamado Spiritual Healing (Cura Espiritual), escrito por meu amigo Dr. Dan Benor, um médico norte-americano. Ele descobriu que cerca de um quarto dos estudos foi realizado com uma metodologia de pesquisa impecável, e que, desse um quarto, aproximadamente três quartos constataram resultados positivos. Em outras palavras, isso é evidência e que orações a distância tiveram um efeito mensurável e benéfico.

Em seu livro Deus, Fé e Saúde, o senhor estabelece uma relação entre o modo como o compromisso religioso influencia o comportamento, e o modo como o comportamento influencia a saúde. No entanto, o comportamento de uma pessoa não está necessariamente ligado ou necessariamente dependente de um compromisso religioso. Foi feita alguma pesquisa no sentido de determinar o comportamento de pessoas não-religiosas, para ver se aquelas que têm comportamento saudável têm uma saúde melhor, como as religiosas ou espiritualizadas? O senhor diz em seu livro que as pesquisas mostram que o comportamento não-saudável não relacionado à postura religiosa ou espiritual?

É claro que as pessoas podem ser perfeitamente saudáveis sendo ou não sendo religiosas ou espiritualizadas. O que tentei fazer no meu livro foi examinar os “mecanismos” subjacentes às relações entre espiritualidade e saúde observadas em pesquisas. Essas associações existem, eu concluí, exatamente porque a religiosidade pode motivar comportamentos saudáveis, pode gerar relações sociais de apoio e solidariedade, pode produzir sentimentos ou emoções poderosos, etc. E já se sabe que cada um desses fatores – hábitos saudáveis, relacionamentos, sentimentos – é importante para a saúde.

Existem diferenças visíveis entre “estar associado a uma religião” e ter o que se poderia chamar de uma “atitude espiritual independente”? Faz diferença se a pessoa reza numa igreja ou em qualquer outro tipo de templo, ou se ela reza em casa, e segundo suas próprias regras? O que conta, afinal, é o comportamento, é o modo de pensar, é uma sintonia especial, ou outro fator?

Eu não acredito que faça qualquer diferença. Um dos primeiros fatos básicos que descobri quando comecei minha pesquisa, vinte anos atrás, é que um efeito saudável da religiosidade ou da espiritualidade parecia ser uma constante universal na natureza. Isto é, quando se toma como referência ou pessoas sem um caminho espiritual ou a população como um todo, efeitos epidemiologicamente protetores ou preventivos foram observados em católicos, protestantes, judeus, budistas, hindus, muçulmanos, zoroastristas, etc. Além disso, uma quantidade considerável de estudos mostrou um benefício às pessoas que, mesmo não sendo formalmente religiosas, estão envolvidas com meditação ou outras buscas espirituais.

O Institute of Noetic Sciences, uma esplêndida organização na Califórnia, publicou um relatório excelente chamado The Physcal and Psychological Effects of Meditation (Os Efeitos Físicos e Psicológicos da Meditação) documentando esses estudos.

O senhor entende que essa aproximação da ciência com a religião é uma tendência para o futuro? O filósofo Ken Wilber já vem se manifestando há anos a respeito da necessidade de se desenvolver aproximando as visões científica e espiritual. O que o senhor pensa a esse respeito?

Nos últimos trinta anos, os acadêmicos dos Estados Unidos têm demonstrado um considerável interesse em explorar a interface entre religião e ciência. Porém, muito desse discurso aconteceu dentro do contexto rígido das filosofias e visões de mundo adotadas pelos acadêmicos e pelas religiões predominantes. Um “novo paradigma” que unifique as abordagens científica e espiritual seria certamente um desdobramento bem-vindo. Mas precisamos nos perguntar: Qual paradigma? Qual abordagem científica? Perspectiva espiritual de quem?

Ken Wilber fala para muitas pessoas que têm interesse intelectual na consciência e em caminhos espirituais alternativos, mas eu não diria que o mundo acadêmico ortodoxo esteja pronto para isso. Para boa parte da comunidade acadêmica, o diálogo entre ciência e religião é um diálogo entre uma visão muito materialista e mecanicista de ciência e uma versão cartesiana de espiritualidade, baseada num paradigma muito antigo.

Já existe alguma tentativa de se desenvolver uma teoria a respeito dessa ação da prece na melhora da saúde das pessoas, ou ainda é muito cedo para isso? O senhor entende que uma tória desse gênero deverá estar ligada a teorias desenvolvidas pela parapsicologia, envolvendo a atuação da mente sobre a matéria?

Uma das críticas que os céticos organizados fazem incessantemente à literatura científica sobre oração e cura é que esses estudos não podem ser verdadeiros porque não existe uma teoria que explique as descobertas. Assim, de acordo com essa crítica, os resultados são impossíveis.

A crítica é errônea por dois motivos distintos. Primeiro, a pesquisa clínica estabelece uma distinção entre eficácia e mecanismo de ação. A eficácia de uma terapia pode ser demonstrada muito tempo antes de se compreender o mecanismo subjacente de ação. É o caso da aspirina, que sabíamos que funcionava antes de entendermos por quê. Ignorar ou condenar os resultados de pesquisas metodologicamente sólidas porque eles não se enquadram nas atuais teorias seria a morte da ciência. Qualquer grande novo avanço, por definição, será gerado pela necessidade de se formular uma nova perspectiva teórica que responda a dados inesperados. É assim que as coisas têm funcionado ao longo da história da ciência.

Mas a segunda razão que invalida as objeções dos céticos é muito mais básica: existem, de fato, teorias e perspectivas para nos ajudar a entender como e por quê a oração pode curar. Sobre esse tópico já foi escrito mais do que eu poderia abordar aqui, mas basta dizer que há muitos anos têm surgido livros acadêmicos e artigos científicos com esse enfoque.

Propuseram-se muitos mecanismos de ação possíveis, aproveitando trabalhos estimulantes nas áreas da física, do estudo da consciência, da psicofisiologia e da parapsicologia. Todo tipo de força, energia ou campos foi cogitado, inclusive conceitos como os de mente estendida, campos mórficos, mente não-local, psi, energias sutis, etc. O pesquisador alemão, Dr. David Aldridge, escreveu muito sobre esse tópico, assim como meu amigo Dr. Larry Dossey, o médico norte-americano, em muitos de seus livros, como Palavras que Curam (Healing Words, Editora Cultrix).

Fonte- Revista Sexto Sentido 52

IPPB

A Saúde Através da Cura dos Pensamentos

dalai lama                                                         SABEDORIA- DALAI -LAMA

“Somos criadores de nossa própria felicidade e do nosso sofrimento, pois todas as coisas têm origem na mente.Sendo assim, precisamos assumir a responsabilidade por tudo aquilo de bom ou de ruim que experimentamos.”

Autor:Renuka Singh

A Lógica do Amor- Doação e Entrega

amor                                       Quem sou eu.

5 mitos sobre o Estresse

Lidando Melhor com o STRESS

Viva Melhor Online

Morar no último andar de um prédio garante uma bela vista. Por outro lado, implica longas viagens de elevador ou de escada. Em outras palavras, dependendo de como se encara a situação, a cobertura vira um sonho ou um aborrecimento. “Com o estresse, ocorre algo semelhante: o fato em si importa menos do que a maneira como é assimilado”, avalia a psicóloga Valquíria Trícoli, vice-presidente da Associação Brasileira de Stress.

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A confusão, entretanto, começa na hora de decidir o que fazer para lidar com o nervosismo. Certas práticas que aparentemente esfriam a cabeça podem, na verdade, acabar esquentando os ânimos. “Estamos mais preparados para gerenciar o estresse. Só que, por falta de informação, as pessoas cometem erros que as prejudicam ainda mais”, reforça o psicólogo Esdras Vasconcellos, da Universidade de São Paulo. Chega o momento de introduzir as atitudes que causam uma tempestade na massa cinzenta e as correções…

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Trauma,o Stress que Mata.

Trauma SOLIDÃO um sofrimento psíquico intenso muitas vezes negligenciado que pode levar a morte prematura.Um termo banalizado, dito à revelia mas que causa danos graves á saúde levando ao stress pós traumático.

Transtorno relevado e difícil de ser tratado.O diagnóstico é complexo, cinco áreas do cérebro são afetadas.
A dificuldade se instala porque quando se fala em stress a primeira coisa que vem na cabeça é que o descanso,um tempo de férias resolve o problema.

Stress é um transtorno que adoece o corpo baixando a imunidade,causa mortis não identificada nos obituários.A OMS(Organização Mundial de Saúde) reconhece que o stress é responsável por mortes causadas por ataques cardíacos provenientes do stress tanto ou mais que o tabaco.Responsável por afastamento profissional e desencadeador de doenças psiquiátricas causa danos à saúde física e psíquica.

A história aponta através das guerras o drama do stress pós traumático vivido pelos os soldados sobreviventes.Estudos feitos nas forças armadas americanas apontam que soldados um a cada dia enviados para o Iraque cometem suicídio.

O stress pós traumático é caracterizado por recordações vividas de uma situação dramática mesmo que não seja evocada pela mente consciente.Situação que pode variar desde um assédio psíquico,agressão física,separações,falência,sensação de impotência ou humilhação,acidentes,assaltos,furtos até estrupos.

Violência social,falência,acidentes e estrupos estão no ranking de maior incidência de stress pós traumático.

O transtorno causa sensação de ansiedade intensa,medo,fragilidade emocional,dificulade de concentração,distúr-
bio de memória,insônia,pesadelos,agitação,depressão,ira,irritabilidade,rotina disfuncional,isolamento social,dependência de drogas lícitas e ilícitas.

É importante conscientizar que vítimas de stress devem ser cuidadas,valorizadas suas queixas e principalmente buscar ajuda antes que o stress pós traumático se instale pois quanto antes mais fácil de ser tratado.

O tratamento consiste no uso de medicamentos associados à terapia.A terapia é fundamental já que a mudança acontece a nível de pensamento e o problema é circunstancial.
A terapia Cognitiva a princípio ajuda o cliente a conviver com o sintoma diminuindo o sofrimento e melhorando a sua rotina de vida,orienta técnicas de relaxamento, de distração e reprogramação mental ao longo do tratamento.Na sequência trabalha o trauma e monta uma técnica estruturada para tratar o stress.

Trauma, um transtorno psíquicosocial.

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