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A serventia do encantamento no dia a dia

O cotidiano está cheio de descobertas e prazeres, mas precisamos saber reconhecê-los. Isso nos ajuda a ter uma vida mais feliz e a encontrar poesia onde antes parecia existir apenas cinza

Há pouco tempo soube pelos jornais que apareceria uma superlua e que ela seria a maior de todas em 68 anos. Será mesmo? Não tenho medidor de lua, mas a manchete de um portal dizia assim: “Quer registrar a superlua de hoje no seu celular? Veja aqui dez dicas”. Dez dicas para ver da mesma forma o que todo mundo acha que está vendo? Registrar a Lua no celular, em vez de olhar na cara dela? Que cansaço me deu pensar em selfies lunares… A Lua é super todos os dias, mesmo quando não usa capa nem ganha manchetes nos jornais. É só botar reparo nela. Porém, para isso precisamos reaprender a sentir sem pressa tudo o que está à nossa volta. E, apesar de todos os embrutecimentos que nos cercam, acho que passar o dia todo sem ver, sem escutar, sem provar, sem cheirar, sem tocar o mundo, e sem permitir que ele nos toque, nos afete, nos desarrume por dentro, é viver sem sentido nenhum. Nesse sentido, há mais de 20 anos, tenho viajado por todas as regiões do Brasil para falar da serventia do encantamento na vida da gente. Um dia, eu rabiscava algo sobre isso, antes de uma viagem. Dentro do avião, vi que quase todas as pessoas conversavam ao telefone, mandavam mensagens, batiam fotos, balançavam a cabeça com seus fones no ouvido. Mas não me senti tão sozinho quando reparei que uma mulher escrevia a lápis em uma folha de papel almaço e parava para contemplar o movimento dos passageiros e das comissárias. Nem sabia que ainda existem pessoas que escrevem a lápis em folhas de papel almaço. Senti vontade de saber o que ela tanto escrevia enquanto olhava, e o que tanto olhava enquanto escrevia. Entretanto, na maioria das vezes, imaginar me tenta ainda mais do que saber. Para dar um pouco de descanso na imaginação, olhei pela janela, mas quase tive um troço quando li o que eu já havia lido tantas vezes, sem parar para refletir. Estava escrito lá: NÃO PISE NA ASA. E eu não sabia o que fazer com aquela perturbação. Afinal, eu pensava, para quem será que escreveram um aviso tão desatinado? Para um pelicano alfabetizado? Para um anjo leitor? Para uma alienígena viciada em pisadas de asa? Pensei em pedir à aeromoça que clareasse o meu tormento, mas achei que ela também poderia entrar em parafuso e espalhar desnorteio entre os passageiros. Ao meu lado, um homem fotografava a própria tela do computador, e a tela estava cheia de gráficos ainda mais assustadores que aviso para pelicano. Então tive mesmo que conviver sozinho com aquela frase, até o avião pousar. Dias depois, jantando com um velho amigo, perguntei se já havia reparado naquela história de não pisar na asa, e ele, rindo da minha angústia, me explicou: “Rapaz, não é possível que você não saiba… esse lembrete é para os caras da manutenção não pisarem naquele local específico, enquanto estiverem trabalhando”. Naquele momento, disse ao meu amigo: “Muito obrigado, você acaba de pisar na minha asa”. Esse episódio me leva a um poema do Mario Quintana chamado Crenças, publicado no livro Velório sem Defunto (Alfaguara). “Seu Glicínio porteiro acredita que rato, depois de velho, vira morcego / É uma crença que ele traz da sua infância. / Não o desiludas com o teu vão saber. / Não o esclareça dos seus queridos enganos. / Não se deve tirar o brinquedo de uma criança. / Tenha ela oito ou oitenta anos.” Seu Glicínio porteiro me faz pensar: para que servem essas explicações de tirar brinquedo? Qual o gosto de passar uma caneta vermelha na fantasia alheia? Quantas vezes será que pisamos na asa de alguém com o nosso vão saber? Na realidade, mais do que tudo, acho que só tiramos o brinquedo de alguém quando não conseguimos enxergar a nossa própria asa, tão atrofiada por falta de uso. E, se não enxergamos a nossa própria asa, como vamos enxergar a asa do outro? Quantas vezes também será que nós pisamos, abrindo mão dos nossos desejos mais simples, mais legítimos, mais autênticos? No rastro dessas perguntas, há dois anos, passei uns dias com o meu filho, Gabriel, em Buenos Aires, capital portenha. Chegamos lá com roteiros que amigos nos fizeram de tudo o que não poderíamos deixar de conhecer, e realmente conhecemos lugares deliciosos, mas gostamos ainda mais de nos perder pela cidade, flanando, sem roteiros, sem mapas, de café em café, de uma praça a outra, de cena em cena, de pessoa em pessoa. Foram dias feitos de conversas, sentidos, silêncios, reparos. E, no meio
de um desses reparos, quando estávamos prestes a fazer um passeio de ônibus pela cidade, escutamos um casal que conversava atrás de nós. Palavras da mulher, enquanto entrávamos no ônibus: “Ai, que cheiro de flor… Não gosto de cheiro de flor”. Ao meu lado, já sentado, Gabriel comentou a frase: “Dizer que não gosta de cheiro de flor é o mesmo que dizer que não gosta de vida, não acha? Para mim, foi pior que se ela dissesse: ‘Eu detesto cheiro de flor’. Eu acho que não gostar é pior que detestar”, me disse o meu filho, na época com 14 anos. Concordei com ele. Se ela dissesse que detesta cheiro de flor, poderia estar num mau dia, aborrecida por algum acontecimento, movida por alguma emoção de destrambelhar lucidez. Mas ela só disse que não gostava, com tranquilidade, sem raiva, sem escândalos, simplesmente como quem diz que não gosta de vida. “Não gosto de cheiro de flor”, a frase despetalava minha ideia, enquanto descíamos para ver a Plaza de Mayo e escutávamos mais resmungos da mulher e também do homem que estava com ela. “Meu Deus, que frio, meu Deus, como as coisas estão caras, meu Deus, que demora para descer do ônibus” – eles diziam. E eu pensava: meu Deus, por que não olham pela janela, meu Deus, por que não beijam na boca, meu Deus, por que não param de amolar Deus e aproveitam o dia? À noite, deitado na cama, fiquei pensando ainda mais. Quem sabe o cheiro das flores joga na cara daqueles dois toda a vida que eles não vivem? De fato, não é fácil sentir cheiro de vida perdida. Ah, o casal era também nosso vizinho de porta, no hotel. Não fomos de excursão, mas compramos o mesmo pacote que ambos. Sim, eles tinham o mesmo pacote, mas uma forma tão diferente de desembrulhá-lo… Depois que constatei isso, tive vontade de mandar para eles uns alfajores, um vinho e um texto pervertido da (escritora francesa) Anaïs Nïn, para ver se aqueles dois conseguiam encher a cara de sonho, mas não deu tempo. No dia seguinte, eles já estavam de malas nas mãos, partindo para outro lugar. E, antes de seguir para o café da manhã e comer todas as rodelas de pomelo rosado (toranja) do hotel, enquanto via que as malas do casal eram iguais
e tinham a mesma cor, uma pergunta ficou me perturbando: o que vai na bagagem de quem não gosta de cheiro de flor? Há umas semanas, essa história me veio à memória, quando almocei no Biscui, restaurante que dá cheiro de flor ao meu dia. Sentada à minha frente, uma moça pediu ao gentil garçom Fábio: “Por favor, eu gostaria de uma água com gás e um pouco de gelo espremido… Me desculpe, gostaria de um limão espremido”, ela se corrigiu. E eu pensava, não se desculpe por essa beleza que você acabou de criar, não se desculpe, que eu vou passar a vida com inveja de você por nunca antes ter feito esse pedido. Na saída, a moça estava ao meu lado, na fila do caixa. Perguntei o seu nome, falei da minha inveja incontida, revelei que eu contaria essa história numa crônica, e ela riu da própria criação. “Foi sem querer que eu disse isso, mas logo depois eu vi que um gelo espremido não tinha sentido”, constatou a Meli. Não sei se é assim que se escreve o seu nome. Só sei que disse a ela que as coisas mais belas muitas vezes nascem sem querer e que a poesia não é para ter sentido. A poesia, que está disponível para nós, à nossa volta, é para provocar os sentidos, eu diria hoje à Meli, que depois saiu do restaurante puxando uma mala de rodinhas. Para onde a poesia mais me puxa? Por onde eu mais gosto de puxá-la? Para onde a vida mais tem puxado a Meli? Depois daquela experiência, fiquei com urgência de ir a um restaurante, só para puxar uma cadeira e pedir um copo de gelo espremido. Pensar em gelos espremidos me deu desejo de reler uma entrevista que fiz na década de 90 com o (escritor) Manoel de Barros, por conta do seu livro Exercícios de Ser Criança (Salamandra). Nessa entrevista, o poeta me disse que criar imagens e metáforas é uma maneira de aumentar o mundo e me explicou por que as crianças sabem fazer isso tão bem. “Se digo que me enferrujei de lata, criei uma coisa nova. Criei um ser humano que fica enferrujado, que nem um prego. As crianças criam essas imagens porque ignoram prescrições e regulamentos do sério. A criança não sabe o comportamento das coisas. E pode inventar. Pode botar aflição nas pedras, e assim por diante. Ela não sabe se pedra tem aflição, por isso cria”, me escreveu o Manoel, à máquina, com remendos feitos à mão. Por que será que pensar em remendos feitos à mão me amansa tanto e me dá tanta gana de desordem? “O gosto pela liberdade se manifesta nas desobediências. Andar de costas na chuva é sinal de liberdade”, Manoel também me disse nessa entrevista. Na praça perto de casa, em Copacabana, num fim de tarde, vi uma menina de 6 anos que andava em zigue-zague, seguindo os desenhos das pedras, ou as aflições delas, quem sabe? Mas logo a mãe pisou na asa da filha: “Anda direito, Marcela!” E a menina passou a andar em linha reta, sem curvas, sem surpresas, sem criar imagens, de cabeça baixa. Que cena… Será que a Marcela jamais vai andar de costas na chuva? Tomara que ande, tomara que ande. Imagino a Marcela daqui a 30 anos fazendo um curso para reaprender a entortar os passos, subverter mesmices, viver e trabalhar com criatividade e honestidade intelectual. Acho que só quando desobedecemos é que criamos algo realmente nosso e exercitamos a nossa autenticidade. Também acredito que nem toda pessoa autêntica é feliz, mas que toda pessoa feliz, de alguma forma, é autêntica. No entanto, por medo de sermos rejeitados, criticados, corrigidos, censurados e esquecidos, passamos a vida presos a regulamentos do sério, abrimos mão dos nossos zigue-zagues mais íntimos, e deixamos de olhar, agir e pensar com originalidade. É assim que nos afastamos da fantasia e de tudo o que ela tem de mais humano, transformador, apetitoso, revelador, essencial. “PARE, OLHE, ESCUTE”, me manda a placa da estação ferroviária, à beira de um trilho, numa cidade do interior de São Paulo onde estive outro dia. Num mundo cada vez mais cheio de pressa, olhos embaçados, ruídos, e cobranças pragmáticas, obedecer à placa de uma pequena estação de trem é uma transgressão irresistível.
 Crédito: Vida Simples Digital; MÁRCIO VASSALLO; 10/07/2017.

Felicidade dá lucro

O que é felicidade afinal?
Há infinitas definições. Mas vamos partir da seguinte: felicidade é um estilo de vida, ou seja, está muito mais ligada à forma como se vive o dia a dia. Seria simples e natural,não fosse o fato de sermos duramente influenciados pelo modelo econômico no qual estamos inseridos. Quem nunca acreditou que sucesso era felicidade? E quem nunca descobriu que não era? A felicidade difundida pelo feliciência está associada a um estado de bem- estar físico, emocional e social, no qual impera muito mais o equilíbrio que a euforia.

Existem atitudes ou práticas que podem ajudar nessa busca?

A gratidão é um dos principais meios para aumentar a reserva de felicidade, com comprovação científica. Basta manter na cabeceira da cama um bloco no qual inserimos três situações às quais somos gratos no dia. Sugere- se a prática por ao menos 21 dias. Isso ajuda o cérebro a aprender a escanear aspectos positivos da vida, que normalmente passariam despercebido. Por ser tão simples, há pessoas que não acreditam, mas certamente  acreditariam caso sugeríssemos um remédio que fizesse o mesmo efeito.

Carla Furtado, revista Vida Simples, pág. 17. Abril 2017.

A revista Istoé, publicou esta excelente entrevista de Camilo Vannuchi.

O entrevistado é Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, image
com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.

 

ISTO É: Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki: A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade:

A primeira é: instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.

A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias.

A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo.

Por fim, a quarta loucura: Você tem de fazer as coisas do jeito certo.
Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas.
As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.
Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.

Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo à praia ou ao cinema.
Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte.
A maior parte pega o médico pela camisa e diz: “Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz”.
Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas.
Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, ou por não ter comprado isto ou aquilo, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.
Deus nos criou para vivermos a vida em toda a sua plenitude, para sermos felizes, sermos livres…não se deixe escravizar…não seja escravo da ganância… do egoísmo… da amargura… do ressentimento…da falta de tempo…
Tenha tempo para Deus, para sua família, para você mesmo!
Seja livre para amar…para perdoar…para sonhar…para viver !
“Não espere a hora da sua morte para lembrar-se de que é preciso aproveitar a vida e ser feliz!” Uma ótima reflexão para a semana.

 

Não Peço Licença Para Ser Feliz.

image

A felicidade é um estado que carrega em si um porquê!?Seria  uma busca do estado desejado?

Novidades envelhecem, pensamentos mudam, desejos são saciados, metas são atingidas. Felicidade, ser feliz por nada, simplesmente por se sentir feliz.

Felicidade. Um estado de leveza, gratidão, paz e amor por si e pelo mundo que me rodeia. Feliz por tudo.

“A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade, querer com mais doçura.”_Lya Luft

Feliz pela total despreocupação com a busca, do tem que seguir este ou aquele caminho para  alcançar a felicidade.

Feliz com as  minhas virtudes e dificuldades fazendo com que me torne um ser  singular.

  • Felicidade, um estado de alma.

Como Criar Esperança? – Vida & Resiliência

2 coracões                                O valor da esperança na era da ansiedade
Emoção fundamental para a cura e o bem-estar, a esperança ainda é pouco pesquisada pela ciência. Mas já se descobriu que até os que não a trazem do berço podem adquiri-la e aprimorá-la
A esperança é a última que morre, diz o ditado. Essa associação com o último suspiro a torna um elemento precioso em termos de saúde, de realização interior e de qualidade de vida. Alguns psicólogos vêem nela a sensação ou emoção mais importante que o ser humano pode experimentar. Mas enquanto determinadas pessoas esbanjam esperança, como se a colhessem numa fonte inesgotável, outras se arrastam pela existência, totalmente estranhas a essa sensação. Ser esperançoso seria, então, uma característica inata e inacessível a muitas pessoas? A moderna pesquisa psicológica afirma que não.

Desde os anos 1950, psiquiatras, médicos e estudiosos de outras áreas têm demonstrado interesse na esperança pelo potencial de cura contido nela. Foi só na década de 1990, porém, que o assunto ganhou o primeiro plano, graças às investigações do psicólogo norte- americano C. S. Snyder, autor do livro The Psychology of Hope: You Can Get There from Here (Free Press, sem tradução para o português). Falecido em 2006, Snyder entendia a esperança como uma “idéia motivacional” que possibilita a uma pessoa acreditar em resultados positivos, elaborar metas, desenvolver estratégias e reunir a motivação para colocá-las em prática.

Snyder criou uma “Escala da Esperança” e, numa apresentação na American Psychological Association (APA), em 2005, mostrou os resultados de mais de uma década de aplicação desse recurso. Segundo suas conclusões, pessoas com “baixa esperança” têm objetivos ambíguos e trabalham para atingi-los um de cada vez. Já os indivíduos com “alta esperança” freqüentemente investem em cinco ou seis metas distintas ao mesmo tempo. As pessoas esperançosas traçaram rotas para o sucesso e caminhos alternativos na eventualidade de encontrarem obstáculos – uma providência que os indivíduos com baixa esperança não tomaram.

OUTRAS PESQUISAS acrescentaram mais características positivas à esperança. Segundo alguns estudiosos, ela é fundamental para a pessoa desempenhar bem suas atividades e envelhecer em forma. Os indivíduos esperançosos, afirmam esses pesquisadores, têm mais auto-estima, cuidam melhor de seu corpo e têm maior tolerância à dor. Sua forma “eu/nós” de pensar e ajudar os outros na busca do sucesso estimula a fraternidade e o sentimento de grupo.

Ao sintetizar os resultados de uma pesquisa relativa a idosos pacientes de depressão que foram ensinados a pensar com esperança, Snyder observou: “Conforme ficavam mais esperançosos, eles se mostravam mais agradáveis… e mais propensos a experimentar a alegria.” Com o treinamento, eles passaram a dar muito mais importância ao lado positivo das coisas e a rir de si próprios e dos outros. “Se você não aprendeu a rir de si mesmo, perdeu a melhor de todas as piadas”, afirmou Snyder.

O grande passo seguinte no estudo do tema veio na virada do século com Anthony Scioli, professor de psicologia do Keene State College, em New Hampshire (Estados Unidos). Estudioso do assunto há mais de duas décadas, ele afirma que a esperança é uma emoção extremamente importante, mas ainda “subpesquisada”. Suas pesquisas o levaram a concluir que a esperança é uma habilidade que pode ser adquirida e tem múltiplas facetas (há 14 aspectos distintos, segundo o psicólogo, apresentados no quadro acima) a serem cultivadas. Além disso, ela se autoperpetua: os esperançosos revelam-se propensos a ser mais resilientes, confiantes, abertos e motivados do que as outras pessoas, e assim tendem a receber mais do mundo – o qual, por seu lado, lhes dá motivos para ficarem mais otimistas.

Scioli se interessa pela esperança ligada não a pequenos desejos, mas a grandes sonhos. Em sua opinião, os êxitos “mundanos”, do dia-a-dia, são importantes, mas equivalem a, no máximo, 1/3 do que ele chama de “essência da esperança”.

O psicólogo norte-americano reuniu um grande volume de informações sobre o tema, reforçadas por sua própria Escala de Esperança, que desenvolveu durante seis anos. Sua teoria – definida por ele como uma “tapeçaria interdisciplinar que combina os melhores lampejos de cientistas, filósofos, poetas e escritores” – estabelece as raízes da esperança no “eu mais profundo”, reconhece a essência espiritual existente por trás dela e a força que ela extrai dos relacionamentos. Para o psicólogo, a esperança dá suporte às relações humanas, proporciona um objetivo e um significado à existência e delineia nossas possibilidades de saúde e de duração da vida.

De acordo com Scioli, a conjunção de três causas – conexão, maestria e sobrevivência – dá origem ao que ele denomina “as raízes e asas da alma, a emoção que chamamos de esperança”. Alimentar adequadamente os motivos da esperança, ele afirma, pode resultar no desenvolvimento de uma “essência esperançosa”, que consiste do “self conectado, do self com poder de decidir e do self resiliente”.

SCIOLI ENXERGA na esperança uma forte dimensão espiritual. Ela está associada a virtudes como paciência, gratidão, caridade e fé. “A fé é o bloco de construção da esperança”, afirma. O vínculo cooperativo que se estabelece não é apenas com o próximo, mas também com uma entidade superior – diferentemente do otimismo, relacionado à autoconfiança.

Há alguns anos, Scioli investigou a importância relativa da esperança, da idade e da gratidão como indicadores de bem-estar. Seu estudo, que envolveu 75 pessoas com idade entre 18 e 65 anos, revelou que o indicador mais poderoso de bem-estar era um alto nível de esperança. Ela também ajuda a reduzir a ansiedade sobre a morte e o morrer.

Em outro estudo, Scioli exibiu para um grupo de adultos na faixa entre 20 e 30 anos um clipe de dez minutos do filme Filadélfia, o qual rendeu a Tom Hanks um Oscar por sua interpretação de um homossexual que está morrendo de Aids. Depois da apresentação, ele aplicou aos voluntários um questionário relacionado ao medo da morte e do morrer. Os dados extraídos dali o levaram a concluir que a ansiedade a respeito da morte mantém-se igual em pessoas que obtiveram altas notas em esperança, mas aumenta em indivíduos cujas notas foram baixas.

Para Scioli, a esperança reflete, em última instância, a profundidade da conexão mente/corpo. Em dois estudos realizados em 2006, com pacientes de câncer na tiróide e aidéticos, ele observou que os esperançosos relataram melhores condições de saúde e menos sofrimento e preocupação com seu estado físico do que os demais pacientes. Os aidéticos esperançosos, curiosamente, manifestaram menos negação a respeito de suas condições físicas. As observações realizadas indicaram ao psicólogo que a esperança é capaz de afetar o sistema imunológico e a saúde em geral. ”

A esperança representa um ‘meio-termo’ adaptativo entre a ‘reação ao estresse’ superativada e o desmotivador ‘complexo de desistir'”, afirmam Scioli e seu parceiro, o também professor de psicologia Henry Biller, no livro Hope in the Age of Anxiety (Oxford University Press, sem tradução para o português). “No nível fisiológico, a esperança pode ajudar a transmitir um equilíbrio da atividade simpática e parassimpática enquanto assegura níveis apropriados de neurotransmissores, hormônios, linfócitos e outras substâncias críticas relacionadas à saúde. Igualmente importante, uma atitude esperançosa pode permitir a uma pessoa manter seu ‘ambiente interno’ saudável na presença de uma enorme adversidade.”

Na avaliação de Scioli, quem não abriga esperança precisa aprender urgentemente a cultivá-la – e não apenas em momentos difíceis, mas em todos os instantes. “Viver com esperança é a base para conquistar o verdadeiro sucesso, construir relacionamentos amorosos e obter uma genuína sensação de paz”, resume o psicólogo.

By Eduardo Araia

 

Qual a Diferença Entre Alegria e Felicidade- Polêmica

Organizando a minha biblioteca encontrei um livro que li algum tempo atrás escrito pelo Dalai Lama, que me tocouDEUS                                                                                                               profundamente .

Diante disso decidi postar  alguma coisa sobre o livro.

Relendo a contra capa percebi que ali resumia muito bem o que continha no livro.

 

“Uma ética Para O Segundo Milênio”, Lama Dalai- Editora Sextante.

 

SOFRIMENTO

Cada uma de nossas ações consciente e , de certa forma, toda a nossa vida podem ser vistas como respostas á grande pergunta que desafia a todos: “Como posso ser feliz?”

No entanto, estranhamente, minha impressão é que as pessoas que vivem em países de grande desenvolvimento material são de certa forma menos satisfeitas, menos felizes do que as que vivem em países menos desenvolvidos .

Esse sofrimento interior está claramente associado a uma confusão cada vez maior sobre o que de fato constitui a moralidade e quais são seus fundamentos.

A meu ver, criamos uma sociedade em que as pessoas acham cada vez mais difícil demonstrar um mínimo de afeto aos outros. Em vez da noção de comunidade e da sensação de fazer parte de um grupo, encontramos um alto grau de solidão e perda de laços afetivos.

O que gera essa situação é a retórica contemporânea  de crescimento e desenvolvimento econômico, que  reforça intensamente a tendência das pessoas para a competitividade e inveja. E com isso vem a percepção da necessidade de manter as aparências- por si só uma importante fonte de problemas, tensões e infelicidade.

O descaso pela dimensão interior do homem fez com que todos os grandes movimentos dos últimos cem anos ou mais- democracia, liberalismo, socialismo- tenham deixado de produzir os benefícios que deveriam ter proporcionado ao mundo, apesar de tantas idéias maravilhosas.

Meu apelo por uma revolução por uma revolução espiritual não é um apelo por uma revolução religiosa.

Considero que a espiritualidade esteja relacionada com aquelas qualidades do espírito humano- tais como amor e compaixão, paciência, tolerância, capacidade de perdoar, contentamento, noção de responsabilidade, noção de harmonia- que trazem felicidade tanto para a própria pessoa quanto para os outros.”

A espiritualidade embora para alguns seja irrelevante, pode ser o caminho para tornar o ser humano mais ético.  É uma questão para questionar ou mesmo começar a pensar sobre isso em meio a tantas indagações sobre o que é felicidade? Quem eu sou? Por que estou aqui neste mundo? Para onde vamos? Qual o sentido da vida?

 

O Bom De Viver é Saber Que Não Podemos Enxergar O Que Vem Pela Frente…

vida 1Certa vez uma pessoa dormia mal porque morava num porão escuro. Ela sonhava em colocar uma lâmpada no ambiente . Depois de muito trabalhar, contratou um eletricista e colocou a tão desejada lâmpada.Antes de colocá-la, pensou: Agora finalmente vou dormir tranquilo.”Ao acendê-la, uma surpresa. Perdeu o sono. Por quê?

Porque a luz expôs a realidade que ela nunca vira:  sujeira, insetos, aranhas. Só descansou depois de uma bela faxina. Infelizmente alguns preferem o escuro! Tenha coragem para acender a luz do seu porão e fazer uma faxina na sua vida.

Podemos encontrar alegria na dor, esperança na tempestade, segurança nas tormentas. Podemos aprender a cantarolar, brincar, viver a vida com paixão e prazer.

Experimente libertar a criança que existe em você. Fazer coisas inusitadas, que normalmente não faz,  sair da rotina, andar por ares nunca respirados, conversar com estranhos, alcançar qualidade de vida no palco de sua alma.

Experimente velejar nas águas da emoção e investir em você.

Apaixone pela vida!

 

Fonte: Dez Leis da Sabedoria

Augusto Cury

O amor por si mesmo se torna real quando conseguimos ser autênticos!

“Se alguém não encontra a felicidade em si mesmo, é inútil que a procure noutro lugar.”
(La Rochefoucald)

E a Vida! Não Aceita Rascunho?

Todos somos capazes de viver uma vida de intensa alegria. Dentro de nós existe um admirável espírito humano suficientemente forte para superar a dor  criar e recriar a felicidade.alegria2Como diz Almir S. na música, “cada um trás em si o dom de ser capaz”. E ainda duvidamos disso. Sempre é possível captar essa força, essa parte sábia que habita em nós para criarmos e recriarmos mais alegria em nossas vidas.

Nos perdemos em meio as lembranças do passado, traumas de infância, comparações do que já vivemos de desafeto e “erros que cometemos” evitando novas experiências por medo de sofrer. Acreditamos em meio dessas vivências que não merecemos sermos felizes ou não conseguimos sermos resilientes diante da vida.

Esquecemos que a dor e a alegria caminham juntos, como a lua e o sol um depende do outro para que o universo seja perfeito. Supervalorizamos a dor e muitas vezes esquecemos de perceber a alegria que nos cerca a cada dia pelas pequenas conquistas e simplesmente por estarmos experenciando algo corriqueiro que nos faz tão bem.

Chega um tempo que se faz necessário perceber que há um crescimento na dor e na alegria, se deixamos nos levar por estes sentimentos com um olhar maduro. Eles nos tiram do lugar comum, da nossa zona de conforto levando-nos a reflexão para lutarmos em busca da nossa felicidade.  A questão brota dentro da mente, ” qual o sentido da vida para mim?”

O ESTADO DE FELICIDADE, sentir-se alegre é responsabilidade de cada um, independente da circunstância ou de que o outro me permita ou facilite este estado de espírito.

O poder de comprar a felicidade com o que o dinheiro proporciona é fulgaz pois a cada momento que adquirimos algo, logo depois este objeto se incorpora aos outros  e passam ser sentidos como naturais.

A alegria que sentimos vem das necessidades humanas básicas e da forma como conquistamos. Maslow, criador da psicologia humanista,  demonstrou com sua teoria que o ser humano precisa ser atendido nas suas necessidades  básicas em primeiro lugar para ser feliz depois evolui para necessidades mais elevadas como auto realização e a transcendência . Veja Pirâmide de Maslow.

As necessidades são simples, a dificuldade se instala quando nem percebemos o que é realmente necessário para sentirmos alegria e principalmente qual o meio que utilizamos para vivenciá-la. Muitos se perdem em devaneios, ilusões, vícios, crenças inassertivas e desencontros consigo mesmos. A vaidade, arrogância, a necessidade de aparecer para o outro, a dificuldade de ser autêntico e lidar com a frustração de nem sempre ser aceito por ser como é, se torna uma fogueira que queima a alegria de viver. Aceitar-se  assim como é,essa é uma premissa para o caminhar em busca da felicidade .

Procure praticar o prazer de gostar de si mesmo, rir das suas falhas, jogar com humor diante das lutas do dia a dia. Isso não impedirá seu crescimento, amadurecimento, simplesmente é uma forma mais alegre de encarar as mudanças que precisamos fazer para adaptar  e superar as dificuldades que enfrentamos.

Victor FranckL já dizia na logoterapia, que o homem só encontra a felicidade se tiver um sentido na vida. E aí que sentindo tem viver para você?

 

Maria de Fátima Araujo Martins – Terapeuta Cognitiva, Coaching, Hipnose, Neurolinguística

fatimamartins@obomdeviver.com.br

Consultório: 31-38892406

 

 

Entrevistando F’lavio Gikovate- FELICIDADE

flavio FACEBOOK NÃO TRÁS FELICIDADE.

18 de janeiro de 2013 por Flávio Gikovate

 
Ao interpretar ele mesmo na novela “Passione”, como o terapeuta do personagem Gerson (vivido por Marcello Antony), o médico psiquiatra, psicoterapeuta e conferencista ficou conhecido em todo o Brasil.
Apresentador do programa “No Divã do Gikovate”, transmitido na rádio CBN ao domingos, às 21 horas, Gikovate tem mais de 50 mil seguidores no Twitter, foi colunista de importantes jornais e revistas e publicou mais de 20 livros, sobre os mais diversos assuntos.
Nesta entrevista, o médico alerta para o mal que as redes sociais podem provocar nos usuários ao criar a ilusão de que a vida postada pelos “amigos” é a verdadeira.
As redes sociais têm algum aspecto positivo?
O Facebook, assim como todos os novos equipamentos que nos permitem acesso ao mundo “virtual”, tem aspectos positivos e negativos. Permite que se reencontrem personagens relevantes do nosso passado e o conhecimento de novos “amigos” que poderão vir a ser verdadeiros parceiros sentimentais.
Por que, então, o Facebook não traz felicidade?
O Facebook tem um caráter exibicionista, em que as pessoas postam fotos e descrevem situações ideais, de férias, de pratos deliciosos que estão comendo em locais privilegiados e coisas do gênero, que são capazes de despertar admiração e inveja em quem não está vivenciando aquela situação por falta de tempo ou por falta de meios materiais. O Facebook é um local de um exibicionismo grosseiro e que está a serviço de uma autopromoção um tanto patética.
O senhor afirmou em entrevistas que o Facebook é palco de autoerotismo e exibição? Por quê?
Assim como na vida real, no universo virtual deveríamos ser cuidadosos ao nos exibirmos. Isso pode indicar apenas o desejo de despertar a inveja dos que estão nos observando, o que é uma óbvia manifestação agressiva e maldosa. Acho fundamental compreender que o mundo virtual se distingue muito pouco do real: um é a representação do outro.
Qual seria o maior prejuízo da nossa participação nas redes sociais?
O de estimular indevidos sentimentos de inferioridade, já que as pessoas exibem momentos especiais de suas vidas, que não têm nada a ver com o cotidiano delas. Revistas no estilo de “Caras” fazem a mesma coisa. Zigmund Bauman, um sociólogo polonês radicado na Inglaterra, afirma que o Facebook é uma espécie de revista “Caras” individual, onde a pessoa comum se exibe da mesma forma que fazem as celebridades nas revistas impressas. Acho que ele tem razão.
Seria melhor não usar as redes sociais?
É claro que elas devem ser usadas, mas com as devidas reservas. Trata-se de local de intercâmbio de informações, de busca de aproximação com pessoas com as quais se tem afinidades, novas parcerias sentimentais, de amizade e trocas de todo o tipo.
Como seria, então, a melhor forma de usar essas redes sociais?
O que deve ser evitado é o excesso de dois tipos. O primeiro é renúncia à vida real para viver só por conta do que acontece no Facebook. Existem pessoas quase que viciadas nesse tipo de convívio. O segundo excesso seria o exibicionismo grosseiro e agressivo, em que o objetivo é se destacar provocando a inveja dos supostos “amigos”.
Por que tanto interesse pela vida alheia?
A curiosidade pelo que acontece com as outras pessoas sempre existiu: no passado, as pessoas ficavam com cadeiras na porta de suas casas para saber como viviam seus vizinhos! Todos leem com interesse as páginas policiais para saberem dos crimes e assaltos. Todos querem saber como vivem as outras pessoas, talvez até para terem alguma ideia interessante a ser copiada para a própria vida.
Então, esta é uma curiosidade natural?
Nada de mais natural do que querer saber da vida das outras pessoas. O que é grave, que deve ser evitado, é viver criticando modos de ser e de viver que sejam diferentes dos nossos.
Renata Lacerda
rlacerda@redegazeta.com.br
Fonte: A Gazeta
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