O Bom de Viver.com.br

Início » Posts etiquetados como 'filhos'

Arquivo da tag: filhos

Tenho um adolescente em casa. O que faço?

A adolescência pode se tornar um período complicado para pais e filhos. Para muitos, pode ser uma das fases mais difíceis da vida pelo fato de marcar intensas modificações corporais, hormonais e comportamentais. Esta etapa marca a transição entre a infância e a idade adulta e é nela que o indivíduo descobre sua identidade e define sua personalidade.

Não se pode definir com precisão o início e fim da adolescência, pois ela varia de pessoa para pessoa. Porém, na maioria dos indivíduos, ela ocorre entre os 10 e 20 anos de idade (segundo dados da OMS – Organização Mundial da Saúde).
É normal que nesta fase o adolescente procure se distanciar dos pais e passe a conviver um período maior com o grupo de amigos que possuem interesses em comum, pois ele está querendo testar sua independência e autonomia. Também é natural que o adolescente passe a se comportar de forma diferente, tenha flutuações de humor, se revolte contra as regras da sociedade e de casa e se torne mais arredio com os pais.
Muitas vezes, os pais não sabem como lidar com o filho adolescente e acabam tomando atitudes autoritárias, que fazem com que o filho se revolte e se afaste ainda mais do grupo familiar. Outra atitude errada é o fato dos pais não entenderem o crescimento do filho, tratando-o ainda como criança. Essa atitude também leva o adolescente a afastar-se, pois nessa fase ele não quer mais ser considerado criança.
É importante que a família tome consciência das características próprias da adolescência e compreenda que, pelo seu desenvolvimento físico, psicológico e emocional, os adolescentes necessitam de mais espaço. Também é indispensável que os pais entendam que trata-se de uma fase do desenvolvimento necessária e inevitável para que seus filhos possam se tornar verdadeiramente adultos.

Assim, é necessário que haja amizade e muito diálogo entre pais e filhos. Também deve haver muita compreensão e carinho por parte dos pais, estabelecendo com os filhos uma comunicação baseada no respeito e confiança. Pais que dialogam com os filhos são mais ouvidos por eles, o que faz com que se tornem menos rebeldes.
Sempre que possível, os pais devem elogiar e confiar no filho adolescente, para que ele adquira uma imagem positiva de si mesmo. É necessário manter distância quando o adolescente estiver mal-humorado, deixando-o tranquilo e respeitando sua intimidade.
Outra boa maneira de evitar ou reverter atitudes rebeldes é dar autonomia e responsabilidades para os filhos, inserindo-os dentro das normas de convivência familiar.
Apesar dos alardes, não é todo mundo que passa por essa fase difícil. Enquanto alguns sofrem profundas transformações, há também aqueles que enfrentam as mudanças de maneira mais calma. No entanto, se os pais perceberem que seu filho está passando por mudanças severas (comportamentais ou biológicas) é importante o acompanhamento de um psicólogo. A psicoterapia é indicada não somente para o adolescente, como também para os pais que enfrentarem dificuldades em lidar com ele.

 

Por Janaina Mariuzzi, Site Psicologias do Brasil; 2017.

AGRESSIVIDADE INFANTIL: A CRIANÇA, A ESCOLA E A FAMÍLIA

“Porque você não fica quieto, você já matou o seu pai, quer matar a sua mãe de desgosto também?” Assustadora esta frase não é mesmo? Ela foi proferida pela dona de um “hotelzinho”, local que presta atendimento às crianças, geralmente confundido com “creche e pré-escola”.

Essa frase foi dita para tentar conter a agressividade de uma criança de 5 anos de idade. Relatos apontam que ela batia nos amiguinhos e não respeitava as cuidadoras (chamo de cuidadora por não terem formação para atuar na educação de crianças, portanto não podem ser chamadas de professoras). Esse menino havia perdido o pai há pouco tempo em decorrência de um ataque cardíaco. A mãe estava vivenciando o luto e os problemas provenientes de uma situação como essa, que dói. Mas também dói na criança. Todavia, quem a escuta? Com quem ela extravasa esse aperto no peito? Com quem ela chora? Quem explica o motivo pelo qual o pai não aparece mais? Quem diz que a culpa não foi dela?

Ele estava vivenciando o luto e a forma que encontrava para colocar para o mundo sua tristeza era através de atitudes consideradas agressivas. Lembro-me de um paciente de 6 aninhos que havia perdido o avô. Perguntei onde doía, ele disse: “aqui”, apontando para o coração e “aqui”, apontando para o estômago.

Uma criança com comportamento agressivo, que tem dificuldades em lidar com os colegas e desobedece a professora, pode estar sinalizando que algo está errado na vida dela. Pode estar colocando através dessas atitudes, a tristeza, o medo, a insatisfação que, pela imaturidade emocional, não consegue extravasar de outra forma.

O primeiro passo frente a uma criança considerada agressiva é não olhá-la como má e, por isso, excluí-la ou rotulá-la com palavras como: “sempre você né!”; “Nunca fica quieto!”; “assim você fica sem amigo”, entre outras pérolas que, desesperadamente, pais, professores ou cuidadores utilizam, com a intenção de discipliná-la.

A criança dita agressiva pode estar vivenciando uma série de questões na vidinha dela. Pode estar sofrendo violência em casa (física ou psicológica) ou vivenciando um processo de separação dos pais ou sendo exposta a diversas situações onde a violência é a forma básica de relacionamento humano, enfim, muitas podem ser as causas para que a criança esteja manifestando um comportamento agressivo.

Lembro-me certa vez de um menino de 3 anos de idade que batia em todos os colegas da classe, inclusive jogou uma pedra na cabeça de um coleguinha, necessitando de alguns pontinhos para fechar o ferimento. Ele era rotulado como “psicopata mirim” pelas professoras que diziam: “ele é assim mesmo, tem que castigar, é falta de um bom corretivo”.

Não! Não é “assim mesmo” e “corretivo” certamente não ajudaria! Percorrendo a história de vida dele, percebemos que seus pais estavam brigando muito, inclusive pela guarda dele, com proibições e pressões para que ele escolhesse de quem ele mais gostava. Isso fazia com que a tensão dele fosse liberada na escola, com atitudes que possibilitassem chamar a atenção. Deu certo, ele realmente chamou a atenção das professoras, mas não da forma eficaz, justamente por elas já terem uma visão pré-concebida de que uma criança com comportamento agressivo é desobediente e má. Ora, o que ele pedia era amor, abraço, uma atenção positiva! Mas a escola pode fazer algo? A culpa é dos pais! Claro que pode fazer, e muito!

Fizemos uma reunião com as docentes e organizamos algumas ações: o “pedágio do beijo”: toda vez que ele passava pela porta da sala nós o beijávamos e elogiávamos (primeiro desafio para as professoras: transformar o olhar e buscar qualidades). Nos primeiros dias ele resistiu, mas insistimos e no final da primeira semana ele nos olhava, como que pedindo o beijo. Além disso, toda vez que ele estava fazendo uma atividade saudável, nós o elogiávamos, de modo que percebesse que a atenção também poderia vir de atitudes positivas.

Outra ação foi o projeto: “amizade”, onde as crianças faziam uma série de atividades promovendo o vínculo entre a turma, com histórias, pintura, argila, desenhos livres e tudo o que possibilitasse a expressão de sentimentos. Apenas 1 mês depois ele havia mudado seu comportamento, estava mais calmo, conseguindo brincar com os colegas e mais: nos abraçando espontaneamente e dizendo: “professora, e o pedágio do beijo”?. Os pais foram chamados na escola para uma reunião sobre o desenvolvimento dele, o que os ajudou a compreender o desenvolvimento infantil e olhar o menino com olhos mais positivos.

Veja que o comportamento agressivo na infância pode se manifestar através de diversos fatores, mas, fundamentalmente, ele é uma forma da criança expressar que as coisas não vão bem na vidinha dela. Ora, se nós, adultos, que estamos neste mundo há 20, 30,40 anos ou mais, temos dificuldades em lidar com as nossas emoções, como uma criança com tão pouco tempo de vida conseguirá?

Assim, pais e professores, tenham empatia para com as crianças. Elas também sentem o luto de um ente querido, também sofrem com a separação dos pais, também se sentem abandonadas, sozinhas, sem um olhar que as qualifiquem. Quando mostrarem-se agressivas, investiguem seus motivos. Às vezes é falta de alguém que as ouça, as abrace, as beije, que brinque com ela. (Você costuma brincar com seus filhos?). Outras vezes é o vazio pedagógico, ou seja, falta do que fazer que, com tanta energia acumulada, acaba extravasando de uma forma agressiva. Pode ser, inclusive, típico da idade, como as tão comentadas mordidas que os menores dão em seus amigos! Ora, elas são expressão do desenvolvimento infantil, normal da idade e que passará logo!

De qualquer modo, ouçam as crianças, entendam seu mundo para que haja mais amor e menos gritos, mais paciência e menos tapas. Certamente o retorno será mais agradável e saudável para todos!

Por  Milena Aragão, 6 de julho de 2017

A terapia de casal pode ser indicada para casal de namorados? Ou é coisa apenas dos casados?

A terapia de casal pode ser indicada para casal de namorados? Ou é coisa apenas dos casados?

A terapia de casal tem como objetivo fazer com que casais superem seus problemas e retomem a felicidade e a leveza. Sendo assim, é completamente válido que um casal de namorados que passa por problemas procure a ajuda de um terapeuta de casais.

Quando optar pela terapia de casal?

Os casais podem optar pela terapia devido aos mais diversos problemas, como: ciúmes excessivo, discussões cada vez mais longas e frequentes, cobranças em excesso, divergência de interesses e planos, intolerância entre o casal, entre outros problemas.

Geralmente, ao procurar por terapia, o casal já tentou diversas formas de solucionar as divergências, sem sucesso. Acontece que, absorto em seus conflitos, os casais não enxergam os problemas de maneira ampla, tampouco de maneira imparcial. A imparcialidade trazida pelo terapeuta de casais é que fará com que o casal possa enxergar o lado do outro, compreender as razões, necessidades e mágoas do parceiro, ao mesmo tempo em que se expressa e é compreendido.

A importância da terapia de casal para os casais de namorados

Quando se trata de casais de namorados, a terapia de casal tem especial importância, pois ajuda o casal a superar conflitos que, se não superados, podem se tornar problemas ainda maiores depois do casamento, fase em que a convivência se intensifica e qualquer desarranjo se torna um incômodo maior.

Como funciona a terapia para casais de namorados?

O primeiro passo buscado pela terapia de casal é a recuperação da comunicação, fazendo com que o casal converse e coloque para fora o que estava guardado e incomodando. Casais precisam entender que não existe relação harmônica quando o diálogo não é pleno. Tudo precisa ser falado, nenhum incomodo deve ser escondido do outro.

Recuperada a comunicação, tendo as versões do problema sido expostas pelo casal, o terapeuta de casais os ajudará a desenvolver estratégias que solucionem os conflitos. O casal será orientado quanto a melhores formas de agir, para que no dia a dia possam fortalecer a relação estremecida.

É importante que o casal realmente queira recuperar a harmonia do relacionamento, pois situações assim podem demandar esforço, abrindo mão onde for possível abrir, cedendo onde for possível ceder, mantendo a comunicação estável, dentre outros pontos.

A terapia de casal orienta, mas o casal é quem decide.

A terapia de casal não dita regras, apenas orienta e busca soluções conjuntas para um melhor relacionamento. Cabe ao casal tomar as decisões necessárias para recuperar a harmonia da relação.

 

Por Ana Carolina Morici

Ajudar os Filhos -Escolher seus Amores

img_2519

Estudo Sobre O Impacto da Adoção Homoparental.

casais homossexuaisOutubro 5, 2009
Homossexualidade e Adoção – II

Arquivado em: Actualidade,Crianças / Adolescentes,Família — S. F. @ 11:27 am
Depois de ter dedicado um post a este tema há uns meses (aqui), hoje chamo a atenção para este artigo (segue abaixo)do Diário de Notícias (Jornalista Céu Neves), sobre a tese “Homoparentalidade: estudo da adequação homoparental” (Vanessa Ramalho, orientação de Eduardo Sá). Vale a pena ler com atenção. Como diz a autora da tese, este estudo pode ser um bom ponto de partida para que se abra o debate na sociedade sobre esta questão.

 

Homossexuais são pais “tranquilos e seguros”

por CÉU NEVES

 

Psicóloga conclui que as crianças podem ter vantagens em ser criadas por dois pais ou duas mães. Problemas estão na forma como a sociedade estigmatiza estas famílias.

Os homossexuais, em geral, não são “neuróticos e ansiosos”. Pelo contrário, são “afectuosos, tranquilos, confiantes e firmes nas decisões”, características que fazem deles melhores pais do que muitos heterossexuais, mais “neuróticos, ansiosos e inseguros”. Conclusões surpreendentes de uma tese em psicologia sobre homoparentalidade, que desfaz estereótipos como o de que uma criança criada por homossexuais tem maiores probabilidades de ser gay ou lésbica.

A psicóloga Vanessa Ramalho diz que a “identidade sexual da criança é formada muito precocemente, muito antes do bebé conseguir distinguir um homem de uma mulher. O que conhece são os cuidadores e faz uma síntese das características que gosta e que não gosta neles”.

Segundo a tese daquela psicóloga, “Homoparentalidade: estudo da adequação homoparental”, os homossexuais revelam ser bons cuidadores. “Verificam-se características idiossincráticas e comportamentos educativos adequados, promotores de boa parentalidade, que assim assumem índices desenvolvimentais e relacionais, indutores de adaptação emocional e maturidade psicológica.” E vai ao ponto de afirmar que pais homossexuais até podem trazer vantagens para a educação de uma criança, até porque um filho resulta, em geral, de muita ponderação e tempo de espera.

Ana (nome fictício) é lésbica e foi mãe de gémeos através de uma inseminação artificial no estrangeiro. E acredita que a homossexualidade pode ser uma vantagem. Considera que “um pai/ mãe homossexual que seja assumido é, à partida, um indivíduo mais flexível, de mentalidade mais aberta ao mundo e ao que possa fugir do padrão instituído pela sociedade”.

Ana recorda a “felicidade imensa” que foi para os seus pais o nascimento dos seus filhos, numa altura em que “já tinham perdido a esperança de ter netos”, aceitando “naturalmente” a namorada e a relação que ela tem com os gémeos. E conclui: “Parecem-me crianças felizes e despreocupadas e, apesar da pouca idade, já perceberam que a mamã não tem um marido e que não têm um pai nos moldes da maioria dos amiguinhos, mas sinto que vivem isso de uma forma natural, porque eu e a minha família isso lhes transmitimos.”

Manuel (igualmente nome fictício) tem outra história de paternidade para contar. O filho, de 12 anos, resultou de um casamento heterossexual. A criança viveu com ambos os pais até aos sete anos, altura em que o pai se assumiu como gay. Ficou a viver com a mãe, mudando-se no último ano para a companhia do Manuel e do companheiro por “uma questão de logística”.

“A parentalidade não se mistura com a orientação sexual. Era pai quando tinha um comportamento heterossexual e continuei a ser pai depois de ter um comportamento homossexual”, sublinha, acrescentando: “A questão só se coloca na gestão extraparedes.”

Uma preocupação que vai de encontro ao estudo de Vanessa Ramalho. A investigadora diz que “a estigmatização da sociedade é que cria obstáculos à homoparentalidade ou à adopção por homossexuais“. E defende campanhas de sensibilização sobre estas novas famílias.

Tem sido esse um dos objectivos das associações de gays, lésbicas, bissexuais e transgenders, como a Ilga. Paulo Côrte-Real, o seu presidente, salienta que o estudo “reforça o que é de consenso científico a nível internacional”. Ou seja, “não se justifica a proibição da adopção e da reprodução medicamente assistida por casais homossexuais“.

Vanessa Ramalho considera o seu estudo “um contributo para o debate do tema”, reconhecendo a limitação da amostra: 25 heterossexuais e 25 homossexuais. Mas a sua tese, orientada pelo pedopsiquiatra Eduardo Sá, é o primeiro trabalho do género em Portugal, dada a dificuldade em inquirir esta comunidade. É que os homossexuais ainda não se sentem preparados para darem a cara!

Por Que Meu Filho Precisa Falhar?

Por que eu quero que meus filhos falhem?

pais

Eu sei, é uma colocação bastante polêmica, mas vamos compreender um pouco melhor minha posição.

Atualmente, os filhos são orientados para que atinjam a plenitude de suas competências junto com a chegada da maioridade, ou seja, semelhante a um investimento econômico ou uma previdência privada em longo-prazo; os filhos devem, segundo a ótica dos pais, ser capazes de estar plenamente capacitados para enfrentar o mundo adulto tão logo estejam concluindo seus estudos secundários e adentrem na maioridade.

Assim, de acordo com o nível sociocultural de cada família, algum tipo de oportunidade sempre será estendida aos pequenos, pois, desta forma, “melhor preparados” eles estarão.

Ao exercerem de maneira contínua e ininterrupta sua vigilância, os pais, ironicamente recebem na língua inglesa a denominação de “helicopter parents”, ou seja, ao sobrevoarem o cotidiano dos filhos como se fossem helicópteros, asseguram para que tudo possa, efetivamente, ficar dentro do controle.

Ocorre que, enquanto tudo estiver saindo dentro do planejado, os anos passam e “todos ficam felizes” (pelo menos é assim que muitos pais acreditam ocorrer).

Entretanto, ao direcionar suas ambições à vida dos pequenos, sem perceber, muitos destes cuidadores simplesmente se esquecem de considerar que inevitáveis revezes sempre se apresentarão. Usando de um pensamento mágico, os pais não incluem no cardápio dos acontecimentos futuros a possibilidade de que os filhos possam, em algum momento de sua vida, vir a fracassar.

E aqui tem início um dos grandes dilemas familiares do século 21.

O descompasso criado entre expectativas dos mais velhos com a realidade vivida por cada filho torna à mostra a óbvia falha de planejamento e realismo, colocando em risco todos os esforços destinados.

Calma, eu explico.

Com este tipo de orientação que fora recebida, os jovens até podem se tornar, nas fases adultas, intelectualmente treinados, mas, na verdade, poderão igualmente estar despreparados para lidar com o cotidiano dos relacionamentos, do estresse, do corpo-a-corpo competitivo e das montanhas russas emocionais, tão frequentes nos dias de hoje.

Como foram extensivamente protegidos, os jovens não tiveram a possibilidade de exercer ou praticar ações ligadas ao enfrentamento dos sentimentos de inabilidade pessoal, decepção e frustração e, assim, anos de preparo começam a pesar sobre seus pequenos ombros ao concluírem, erroneamente, sua condição de inexperiência e baixa autoestima.

Muitos deles se tornaram capacitados para gerir várias ações profissionais, mas totalmente ineficientes no manejo das dificuldades pessoais.

Nesse momento, os jovens até estão conscientes de suas competências técnicas, não se sentem fortes o bastante para lidar com as adversidades emocionais da vida.

Ao se aperceberem disso, muitos se lançam inadvertidamente ao consumo excessivo de álcool, drogas, nas mais variadas formas de prostituição emocional tão encontradas nas baladas (onde todos ficam com todos), tendo como um único e simples objetivo que é o de se anestesiar a respeito da percepção de que “algo” (não muito claro), lá no fundo, não vai bem.

Ou seja, sem perceber, alguns pais acabaram preparando seus filhos muito mais para a realização e muito pouco, ou quase nada, para as falhas e para o insucesso em certos momentos da vida.

Assim sendo, você pode até achar que minhas colocações são polêmicas, mas, para ser bem honesto, o que eu quero, sim, é que meus filhos falhem, e falhem bastante em sua infância e adolescência para que eles possam, auxiliados por mim e pelos mais velhos, começar a construir e delinear suas capacidades de resiliência emocional e de enfrentamento e tenham, no final das contas, mais preparo e tolerância para lidar na vida adulta com os dissabores da vida – o que se chama popularmente de inteligência emocional e que se torna, na maioria das vezes, mais determinante do que a própria educação formal um dia recebida.

Quer uma pista para tentar saber como está sendo seu preparo junto aos seus pequenos? Simples: se eles hoje estiverem próximos (emocionalmente) o bastante de você, posso lhe afirmar que seu trabalho está sendo bem feito, parabéns.

Entretanto, caso depois de anos e de empenho pessoal enquanto pai ou mãe, seus filhos tenham, de alguma maneira, se tornado distantes ou até, em casos mais expressivos, se tornado seus inimigos, fique atento. Isso pode, na verdade, ser um forte indicativo de que suas expectativas foram irrealistas, danificando a vida emocional daqueles que um dia nos propusemos a cuidar.

Na psicologia infantil existe a velha premissa “do retorno”, ou seja, aquilo que nossos filhos nos devolvem hoje em forma de comportamento; seguramente é o mesmo que eles entenderam um dia ter recebido de nós enquanto pais. Portanto, reveja enquanto é tempo e auxilie-os a se tornarem confiantes de si mesmos.

“Os bons dias nos dão felicidade. Os maus nos dão experiência. Ambos, entretanto, são essenciais para a vida”. Autor desconhecido.

 

 

Dr. Cristiano Nabuco 10/07/2014 09:00

Sentimento de Culpa- Será Que Precisa Ter Um Culpado?

CAUSAS DO SENTIMENTO DE CULPAculpa
Culpa vem sempre de “mãos dadas” com insegurança e sentimento de incompetência. Ou seja, quando percebemos culpa estamos olhando para uma total falta de confiança em si próprio. Sendo assim as pessoas sentem culpa por tudo o que as faz sentir que não fizeram o suficiente, o amigo que não está bem “Eu poderia ajudar este amigo”, o chefe que está atolado “Eu poderia ficar até mais tarde”, o filho que não vai bem na escola “Eu deveria passar a noite estudando com ele”, etc.
Mas percebo uma forte foco de culpa relacionada à família. As pessoas estão tendo menos filhos, ou tendo filhos mais tarde, pela necessidade de dar prioridade à carreira precisam de tempo para trabalhar até mais tarde, estudar mais, ter a cabeça voltada para projetos profissionais, e quando menos percebem estão com seus pais idosos, precisando de ajuda e não conseguem dar esta atenção. Esta é a hora que bate a culpa, pois além de estar sem tempo para cuidar deles ainda percebem que não constituíram sua própria família, o que faz muita falta.
Ainda no que se refere à família, percebo na prática clinica que muita culpa aparece nos momentos de separação. Ainda somos criados para o doce “foram felizes para sempre”, mas essa não é a realidade para muitos. Interromper um relacionamento sempre é muito doloroso, e o principal componente para essa dor é a culpa. Pensamentos do tipo “será que eu falhei?”, “o que eu poderia ter feito?”, “onde errei?”, são todos pensamentos de indicam forte culpa.
A culpa pode ser muito irracional, tem gente que sente culpa porque alguém que estava à sua frente na calçada tropeçou, “Como não adivinhei que esta pessoa precisaria de mim?”. Ela só não percebe que não adivinhou porque não existe bola de cristal.
Quais são as conseqüências da culpa na vida de uma pessoa?
A culpa é uma trava. A pessoa com sentimentos de culpa deixa de fazer coisas que não tem relação alguma com a situação inicial. Por exemplo, a pessoa que sente culpa por não conseguir mais tempo para ficar com os filhos não se dá o direito de ter seu lazer mesmo quando os filhos estão ocupados com outras coisas e ela está, teoricamente, com tempo livre.
A culpa faz a pessoa sentir que: “faça o que fizer nunca é suficiente”, Escola da Psicologia.

O sentimento de culpa leva o indivíduo a sentir mêdo, ansiedade, o que na maioria das vezes incapacita o a agir. A culpa paralisa e desencadeia pensamentos recorrentes, repetitivos que não levam a nenhuma resposta produtiva.

As pessoas muitas vezes pensam que têm controle de tudo e quando a situação foge do controle se sentem culpados por não poderem agir. Principalmente se as coisas não saíram da forma desejada.

A angústia se instala a medida que se sente frustrada diante do fato vivenciado  e impede um olhar crítico da situação. Temos tendência de classificar a vida, os fatos entre certo e errado o que é inacertivo se levarmos em conta que tudo é relativo. Verdades absolutas existem? Seria de bom termo  questionarmos se tal fato é bom ou ruim , pensando dessa forma conseguiremos evitar o sentimento de culpa e tornarmos agentes da ação.

Muitas vezes colocamos a culpa no outro o que nos impede de crescer e sermos menos neurotizados. O papel de vítima impede o crescimento pessoal

Será que existe culpa ou culpado?

 

 

Fonte: Escola de Psicologia

Por que Alienação Parental aumenta o Risco de Suicídio?

alienação parental                                                          Sofrimento da Criança Alienada:

  • Apresenta um sentimento constante de raiva e ódio contra o genitor alienado e sua família.
  • Se recusa a dar atenção, visitar, ou se comunicar com o outro genitor.
  • Guarda sentimentos e crenças negativas sobre o outro genitor, que são inconsequentes, exageradas ou inverossímeis com a realidade.

Crianças Vítimas de SAP são mais propensas a:

  • Apresentar distúrbios psicológicos como depressão, ansiedade e pânico.
  • Utilizar drogas e álcool como forma de aliviar a dor e culpa da alienação.
  • Cometer suicídio.
  • Apresentar baixa auto-estima.
  • Não conseguir uma relação estável, quando adultas.
  • Possuir problemas de gênero, em função da desqualificação do genitor atacado.

Como parar a Alienação Parental?

Busque e Divulgue Informações

A síndrome da alienação parental é um tema bastante discutido internacionalmente e, atualmente, no Brasil também é possível encontrar vários sites sobre o assunto [Sites Sobre SAP], bem como livros [Livros] e textos [Textos sobre SAP].

Tenha Atitude 

Como pai/mãe

  • Busque compreender seu filho e proteja-o de discussões ou situações tensas com o outro genitor.
  • Busque auxílio psicológico e jurídico para tratar o problema. Não espere que uma situação de SAP desapareça sozinha.

Lembre-se

A informação sobre a SAP é muito importante para garantir às crianças e adolescentes o direito ao desenvolvimento saudável, ao convívio familiar e a participação de ambos os genitores em sua vida. 

A Alienação Parental não é um problema somente dos genitores separados. É um problema social, que, silenciosamente, traz conseqüências nefastas para as gerações futuras.

Pai e Mãe, os filhos precisam de ambos!

Estatísticas sobre a Síndrome da Alienação Parental

  • 80% dos filhos de pais divorciados já sofreram algum tipo de alienação parental. [1]
  • Estima-se que mais de 20 milhões de crianças sofram este tipo de violência [2]

Referências

[1] CLAWA, S.S.; RIVIN, B.V. Children Held Hostage: Dealing with Programmed and Brainwashed Children. Chicago, American Bar Association, 1991.

[2] Dados da organização SplitnTwo [www.splitntwo.org].

[3] Gardner R. Parental Alienation Syndrome vs. Parental Alienation: Which Diagnosis Should Evaluators Use in Child-Custody Disputes?. American Journal of Family Therapy. March 2002;30(2):93-11

%d blogueiros gostam disto: