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Carinho é capaz de aliviar dor da rejeição, diz pesquisa

Quando a vida nos dá um sorriso amarelo, uma demonstração de carinho tem o poder de transformar o nosso dia. Basta recebermos um abraço amoroso ou uma palavra de afeto para retomarmos a calma e seguirmos em frente.

Um grupo de cientistas se dedicou a estudar como a afetividade age no nosso organismo e descobriu que o toque gentil é capaz de acalmar os efeitos da exclusão social. A pesquisa foi publicada na revista Scientific Reports e comparou o impacto de um toque lento e afetuoso em comparação ao toque rápido e neutro após um episódio de rejeição social. Como resultado, foi encontrada uma relação específica entre toque gentil e vínculo social.

De acordo com a autora do estudo, a pesquisadora Mariana von Mohr da UCL Clinical Education and Health Psychology, a medida que nosso mundo social está se tornando cada vez mais social e digital, é fácil esquecer o poder do toque nas relações humanas. No entanto, a pesquisa mostrou pela primeira vez que o simples acariciamento lento e gentil, mesmo que por um estranho, pode reduzir os sentimentos exclusão social após uma rejeição social.

No estudo, 84 mulheres foram levadas a acreditar que estavam jogando um jogo informatizado de bola com outros dois participantes para medir suas habilidades de visualização mental. Após jogar e pegar a bola várias vezes, eles responderam a um questionário que incluía perguntas sobre auto-estima, sentimentos, entre outros assuntos.

A experiência foi projetada para que as participantes achassem que estavam jogando com outros participantes. No entanto, os outros jogadores haviam sido gerados por computador. Quando as mulheres retomaram o jogo após uma pausa, os outros jogadores, inesperadamente, pararam de jogar as bolas para elas, fazendo com que sentissem socialmente excluídas.

As mulheres foram, então, vendadas e receberam o toque de uma escova com cerdas suaves com dois tipos de intensidade: suave e rápida. Em seguida, foi solicitado que elas completassem o mesmo questionário.

As participantes que receberam um toque lento perceberam uma redução dos sentimentos de negatividade e exclusão social em comparação a quem recebeu um toque rápido e neutro No entanto, nenhum dos toques foi suficiente para eliminar totalmente os efeitos negativos da exclusão social.

Segundo a pesquisadora Katerina Fotopoulou da UCL Clinical Education and Health Psycology, os mamiferos têm uma necessidade bem reconhecida de proximidade e apego, por isso não foi uma grande surpresa que o apoio social reduzisse a dor emocional de ser excluído nas interações sociais. O que chamou atenção, segundo ela, foi que não foram necessárias palavras ou imagens, pelo menos a curto prazo, para reduzir a sensação de desânimo.

Esta descoberta baseia-se em evidências de que o mesmo tipo de toque pode ter efeitos únicos na dor física e pode influenciar na saúde física e mental.
Efeito analgésico

Pesquisadores da Universidade de Liverpool, no Reino Unido, identificaram que a pele conta com terminações nervosas capazes de diminuir a sensação de dor. Os estudiosos têm chamado esses nervos de receptores de prazer .

 

Os estudiosos entendem que pode estar aí a chave para entender por que algumas pessoas gostam tanto de passar cremes, escovar os cabelos ou ganhar massagens: a presença dos nervos estimularia o bem-estar proporcionado por essas atividades. A maioria dos receptores de prazer, no entanto, concentra-se na palma das mãos e na sola dos pés.

Isso explica porque, muitas vezes, é preferível receber um abraço a ouvir palavras de conforto. O simples toque de outra pessoa já produz um efeito anestésico sobre o corpo, diminuindo o sofrimento.

E SE EU MORRER HOJE?

(mais…)

Depressão não é sinônimo de tristeza

Acontece nas melhores e nas piores empresas. O colega é motivado, esperto, capaz de agir rápido. Encontra belas soluções para os maiores desafios e sempre cumpre prazos. Não tem preguiça. Veste o figurino do mundo corporativo e circula em ambientes refrigerados, mas faz o estilo Capitão Nascimento: “Missão dada é missão cumprida”.

Até que, sem razão aparente, começa a sentir dificuldades de concentração. Uns esquecimentos aqui e ali. Não consegue mais planejar e tomar decisões como antes. Os colegas acham que ficou acomodado. Criam a versão que lhes parece mais conveniente e espalham o veneno: “Mais um espertinho fazendo corpo mole”.

O chefe interpreta a nova postura como falta de comprometimento. Conclui que ele não veste mais a camisa da empresa e o inclui rapidamente na lista dos que, em breve, serão “promovidos ao mercado”.  Quem sofre não sabe o que tem, mas sabe que alguma coisa está errada. Uma colega observadora desconfia de depressão. Ninguém a leva a sério. “Como ele pode estar deprimido se conversa, brinca, sorri? Quem está deprimido fica triste, resmunga, chora no banheiro”, diz alguém.

Esse é um roteiro bem conhecido pelos especialistas em saúde mental. Frequente nas empresas, mas raramente administrado como se deve pelos gestores. Depressão não é sinônimo de tristeza. Nem sempre a tristeza é o principal sintoma. Às vezes, o que aparece são as dificuldades cognitivas já mencionadas ou só perda de prazer.

Qual é o impacto da depressão no ambiente de trabalho no Brasil? Até recentemente pouco se sabia a respeito. Os resultados da maior pesquisa sobre o tema, divulgada em primeira mão nesta coluna, dão pistas importantes.

Mil adultos com idades entre 18 e 64 anos, trabalhadores ou gestores em empresas instaladas no país, preencheram questionários detalhados pela internet. A pesquisa faz parte de um estudo já realizado em vários países da Europa, com financiamento da empresa farmacêutica Lundbeck.

No Brasil, a análise dos resultados ficou a cargo de Clarice Gorenstein, professora do departamento de farmacologia da Universidade de São Paulo (USP), e do médico Wang Yuan-Pang, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas.

“Ainda existem muitos estigmas em relação à doença, seus sintomas e suas consequências”, diz Clarice. “Os gestores não se dão conta da magnitude do prejuízo que a depressão pode causar à produtividade dos empregados e, consequentemente, à produtividade da empresa.”

Os principais resultados:

• Quase 20% dos entrevistados afirmaram já ter recebido diagnóstico de depressão
•  33% dos que tiveram depressão precisaram se ausentar do trabalho em algum momento
• 53% disseram conhecer alguém no ambiente de trabalho que teve depressão
• Depois do período de afastamento por depressão, as mulheres voltam ao trabalho, em média, depois de 56 dias
• Os homens demoram mais. Voltam depois de 80 dias.

“Os homens costumam resistir à ideia de procurar um médico”, diz Wang. “O tratamento começa quando a situação já se agravou e, por isso, eles demoram mais a voltar ao trabalho depois do afastamento.”

Apenas uma em cada dez pessoas reconhece que indecisão, esquecimento e dificuldade de concentração podem ser sinais de depressão. Apesar do desconhecimento em relação a isso, 53% das pessoas que tiveram depressão afirmaram ter sentido um ou mais desses sintomas.

Entre os gestores, o despreparo é notável. Eles são muito preocupados com metas, mas dão pouca atenção às condições emocionais dos subordinados – apesar disso ser uma séria ameaça aos resultados perseguidos.

Gestores que sabem lidar com gente são joias raras. Na pesquisa, a maioria disse que as empresas têm recursos para lidar com a depressão, mas eles sentem falta de apoio formal. Ou seja: não há programas e políticas internas para lidar com o problema.

“No estudo, verificamos que poucos gestores reconhecem a indecisão e a falta de concentração como sintomas de depressão”, diz Clarice. A maioria não faz essa relação.

O que, afinal, causa a depressão? Problemas na família? Trânsito? Violência? Ou o próprio trabalho? A depressão do sujeito foi disparada pelo chefe ou pelo casamento ruim? Pelo assédio moral na empresa ou por sua condição sócio-econômica?

Nos casos em que o sofrimento é decorrente do ambiente de trabalho é sempre difícil estabelecer aquilo que os juristas chamam de nexo causal, mas não é impossível. Aqui o  psiquiatra e médico do trabalho Duílio Antero de Camargo explica como fazer isso.

Duilio é um especialista no fenômeno do presenteísmo – aquela situação em que o funcionário não falta ao trabalho, mas trabalha doente.

A coisa é mais ou menos assim: a pessoa trabalha num ritmo insano, enfrenta pressões e acostuma-se a ouvir reclamações constantes da chefia em reuniões constrangedoras. Passa anos nesse ritmo como se esse fosse o ambiente natural de sua profissão. Não reclama, por medo de perder o emprego ou porque não quer ser considerado um fraco.

Até que um dia os problemas emocionais começam a aparecer. Pode ficar ansioso, meio deprimido ou sentir medo. Se isso durar um dia ou outro e não atrapalhar a vida do sujeito, significa que ele ainda não está sofrendo de uma doença psiquiátrica.

Se a ansiedade, a depressão e o medo perdurarem e começarem a provocar problemas físicos (taquicardia, hipertensão, dores de cabeça, insônia, por exemplo) pode ser o sinal de que um transtorno mental está instalado.

Esse é um terreno fértil para uma série de males, entre eles transtorno do pânico, depressão, transtornos do sono, síndrome de burnout (esgotamento total) etc.

Quem preza a própria saúde precisa perceber o que está em jogo. Será que vale a pena competir, suportar todas as pressões, conquistar um salário invejável e depois torrá-lo no psiquiatra?

“Metas cada vez mais difíceis e todo tipo de pressão leva ao adoecimento”, diz Camargo. “Quanto mais falamos sobre o assunto, mais as pessoas têm condições de fazer uma autocrítica sobre as situações que estão vivendo.”

Esse é o valor dessa pesquisa. Ela quantifica algo que estava no ar, flutuando no espaço dos temas incômodos, das verdades que poucos gostam de assumir.

Agora o quadro está claro. Abaixo alguns dos sinais de depressão. Há vários outros. Alguns podem aparecer, outros não.

* Distúrbios do sono
* Falta ou aumento do apetite
* Cansaço
* Diminuição da libido
* Tonturas, palpitações ou mal-estar constante

* Impaciência
* Perda do senso de humor
* Tristeza
* Dificuldade de tomar decisões
* Medo, angústia, insegurança

* Baixo nível de concentração
* Expectativas negativas
* Avaliação negativa de si mesmo, do mundo e do futuro
* Perfeccionismo
* Tendência ao isolamento

Por Cristiane Segatto, 2 de julho de 2017.

TEXTO ORIGINAL DE ÉPOCA

Depressao- Video Ludico

http://www.sairdadepressao.com/o-que-e-depressao/y

 

 

SOBRE O CÉU DE CADA UM: PARTIDAS E CHEGADAS.

As despedidas pedem que a gente descubra onde fica o nosso céu, particular, tão nosso que independa da previsão do tempo, do outro e da própria vida. Sobra espaço no vazio, a dor faz eco nas gavetas e armários, o perfume fica com medo de se perder nos dias que passam. A esquina fica longe, falta coragem, sobra dor.

O silêncio, esse barulho que reside na alma, se aconchega em nossos braços. Chega sorrateiro e conta das coisas vividas e do que faltou viver, das juras perdidas no chuveiro aberto, no café costumeiro, no lençol cansado.

A gente chora, como se o mundo se perdesse dentro de um cômodo, dilúvios, tsunamis, enxurradas, tempestades da alma, pedindo tempo para o corpo voltar pra onde reside. Anoitecer e amanhecer, várias vezes, vira uma janela pra isso tudo, olhos que atravessam paredes, vozes que ensurdecem, músicas que acalmam.

Aí, a gente procura o próprio céu, perdido no meio das coisas deixadas, amontoadas, amarrotadas. Volta no tempo, refaz os caminhos, estende as mãos pra quem fomos e quem somos. Serve um café pra solidão, beija o silêncio, abraça o que sobrou de nós e pede gentileza pro relógio. O nosso céu, timidamente, pede licença pra chuva chegar, molhar as plantas, trazer o cheiro da vida. Olha

COLABORADORESPERDAS E LUTOSaudade.
Por Teresa Gouvea – 

 

Como Controlar o Humor?

MENTE 1Para a ostra um corpo estranho faz com que ela crie algo novo e belo assim como para nós a mente pode ser o veículo para transformar os desconfortos em qualidade de vida.Saber usar o poder da mente é a chave para se obter qualidade de vida e sucesso.

A mente processa nossos pensamentos e através dela podemos controlar nosso humor e superar qualquer situacão pois na verdade a situacão em si não é o fator principal no comando da nossa vida.

Para exemplificar comparamos uma mesma situacão entre 2 pessoas diferentes: 2 empresários passaram por um processo de falência ,o primeiro deprimiu buscou ajuda e superou .O segundo deprimiu desesperou, não conseguia ver solucão, suicidou-se. Situacão igual, pensamentos diferentes portanto comportamentos diferentes.

A mente controlando o humor.

Os pensamentos são modulados na mente, a terapia cognitiva comprova empiricamente este processo através da compreensão dos cinco aspectos da

vida.

AMBIENTE: reacões físicas- PENSAMENTO – estado de humor

comportamento

De acordo com o Center for Cognitive Therapy ,Newport Beach, CA essas cinco áreas estão interligadas e cada aspecto influência o outro.Uma funcão básica da terapia cognitiva é a de que a percepcão de determinado acontecimento ou experiência afeta fortemente nossas respostas emocionais, comportamentais fisiológicas.Para entender melhor esse processo é preciso saber o conceito de cognicão.O termo “cognitivo”significa “processos de conhecimento ou seja pensamento ou percepcão.Portanto a forma como você pensa é como percebe a vida e os fatos e seu comportamento é o resultado disso.

Tudo isso é processado na mente, uma mente “equilibrada” é o caminho para a saúde mental , física e psíquica.O equilíbrio da mente passa pelo processo de identificacão desses cinco componentes para identificar a sua dificuldade e ajudá-lo a trabalhar as áreas que precisam de mudancas.

Uma das estratégias da terapia cognitiva é usar questionários para identificar crencas, pensamentos e emocões. Para o cliente aprender a testar o significado e a funcionalidade dos pensamentos diários.Mudar padrões de pensamentos que aprisionam os a humores,comportamentos ou relacionamentos disfuncionais.

Quando conseguimos identificar nossos pensamentos ficamos mais hábeis e ágil, com a mente alerta para controlar a necessidade de buscar resolucão dos nossos problemas.Organizando melhor nossos pensamentos fazemos mudancas no padrão de nossos comportamentos.

Quando mudo o meu mundo muda.Terapia cognitiva nada mais é que transformar pensamentos e comportamentos através do conhecimento e percepcão para sua mente reconstruir seu mundo.

Uma Dica útil para ajudar a identificar as cinco áreas para resolucão de problemas.

Questionário para identificar as 5 áreas:

Mudancas ambientais/Situacões de Vida: Ultimamente, tenho experimentado qualquer mudanca?Quais foram os eventos mais estressantes para mim no último ano? Nos últimos 3a, 5a? Na minha infância, algo relevante? Estou passando por quaiquer dificuldades duradouras ou atuais( incluindo ser discriminado ou molestado por outros?)

Reacões Físicas: Tenho quaisquer sintomas físicos que me incomodam,tais como mudancas em nível de energia, apetite e sono, bem como sintomas específicos , tais como flutuacões no rítimo cardíaco, dores no estõmago, sudorese, tontura,dificuldades respiratórias,dor ou problemas hormonais?

Humor: Que palavras isoladas descrevem meu estado de humor ?(triste,nervoso,raivoso,angustiado,deprimido,culpado,envergonhado,pensativo,estressado)

Comportamento: Que coisas eu faco que gostaria de mudar ou melhorar? No trabalho? Em casa? Em casa? Com amigos? Em mim mesmo? Evito situacões ou pessoas quando poderia ser vantajoso para mim estar envolvido?

Pensamentos: Quando tenho estados de humor fortes, quais pensamentos tenho a respeito de minha própria pessoa? Sobre outras pessoas? Meu futuro? Quais pensamentos interferem na realizacão de coisas que eu gostaria de fazer ou acho que deveria fazer? Quais imagens ou lembrancas me vêm ä mente?

Questionário,Dicas úteis; A Mente Vencendo o Humor, de Dennis Greenberger e Christine A. Padesky. 1995 The Guilford Press

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