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A revista Istoé, publicou esta excelente entrevista de Camilo Vannuchi.

O entrevistado é Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, image
com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.

 

ISTO É: Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki: A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade:

A primeira é: instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.

A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias.

A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo.

Por fim, a quarta loucura: Você tem de fazer as coisas do jeito certo.
Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas.
As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.
Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.

Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo à praia ou ao cinema.
Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte.
A maior parte pega o médico pela camisa e diz: “Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz”.
Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas.
Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, ou por não ter comprado isto ou aquilo, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.
Deus nos criou para vivermos a vida em toda a sua plenitude, para sermos felizes, sermos livres…não se deixe escravizar…não seja escravo da ganância… do egoísmo… da amargura… do ressentimento…da falta de tempo…
Tenha tempo para Deus, para sua família, para você mesmo!
Seja livre para amar…para perdoar…para sonhar…para viver !
“Não espere a hora da sua morte para lembrar-se de que é preciso aproveitar a vida e ser feliz!” Uma ótima reflexão para a semana.

 

Achando Sentido no Luto

Uma palavra de Viktor Emil Frankl para animar os desalentadosluto

Quando Paulo e Barnabé, em cerca de 46 depois de Cristo, entraram num sábado na sinagoga de Perge, na costa sul da atual Turquia, os responsáveis lhes disseram: “Se vocês têm alguma palavra para animar o povo, podem falar agora” (At 13.15, NTLH). Paulo não perdeu a oportunidade. Ele discursou de tal modo que as pessoas “pediram com insistência que eles voltassem no sábado seguinte a fim de falarem sobre o mesmo assunto” (At 13.12, NTLH).

A seguir, o leitor vai encontrar palavras, não de Paulo, mas de Viktor Frankl, o famoso psiquiatra austríaco que passou quase três anos em campos de concentração (veja Como é possível sobreviver num campo de concentração?)

Sobre a arte de viver
• Não procurem o sucesso. Quanto mais o procurarem e o transformarem num alvo, mais vocês vão errar. Porque o sucesso, como a felicidade, não pode ser perseguido; ele deve acontecer, e só tem lugar como efeito colateral de uma dedicação pessoal a uma causa maior do que a pessoa, ou como subproduto da rendição pessoal a outro ser.
• A vontade de humor — a tentativa de enxergar as coisas numa perspectiva engraçada — constitui um truque útil para a arte de viver.
• Com o fim da incerteza chega também a incerteza do fim.
• Quem não consegue mais acreditar no futuro — seu futuro — está perdido num campo de concentração.
• O prazer é e deve permanecer efeito colateral ou produto secundário. Ele será anulado e comprometido à medida que se fizer um objetivo em si mesmo.
• O ser humano é um ser finito e sua liberdade é restrita.

Sobre o sentido da vida
• Ouso dizer que nada no mundo contribui tão efetivamente para a sobrevivência, mesmo nas piores condições, como saber que a vida da gente tem um sentido.
• O que o ser humano realmente precisa não é um estado livre de tensões, mas antes a busca e a luta por um objetivo que valha a pena, uma tarefa escolhida livremente. O que ele necessita não é a descarga de tensão a qualquer custo, mas antes o desafio de um sentido em potencial à espera de ser cumprido.
• O sentido de vida difere de pessoa para pessoa, de um dia para o outro, de uma hora para outra. O que importa, por conseguinte, não é o sentido da vida de um modo geral, mas antes o sentido específico da vida de uma pessoa em dado momento.
• O sentimento de falta de sentido cumpre um papel sempre crescente na etiologia da neurose.
• As pessoas têm o suficiente com o que viver, mas não têm nada por que viver; têm os meios, mas não têm o sentido.
• O niilismo não afirma que não existe nada, mas afirma que tudo é desprovido de sentido.

Sobre a arte de sofrer
• Se é que a vida tem sentido, também o sofrimento necessariamente o terá. Afinal de contas, o sofrimento faz parte da vida, de alguma forma, do mesmo modo que o destino e a morte. Aflição e morte fazem parte da existência como um todo.
• Precisamos aprender e também ensinar às pessoas em desespero que a rigor nunca e jamais importa o que nós ainda temos a esperar da vida, mas sim exclusivamente o que a vida espera de nós.
• Deus espera que não o decepcionemos e que saibamos sofrer e morrer, não miseravelmente, mas com orgulho!
• Ninguém tem o direito de praticar injustiça, nem mesmo aquele que sofreu injustiça.
• Quanto mais uma pessoa esquecer-se de si mesma — dedicando-se a servir uma causa ou amar outra pessoa –, mais humana será e mais se realizará.
• Sofrimento, de certo modo, deixa de ser sofrimento no instante em que se encontra um sentido, como o sentido de um sacrifício.
• O sofrimento desnecessário é masoquismo e não ato heroico.

Sobre o “nem tudo está perdido”
• Se houve um dia na vida em que a liberdade parecia um lindo sonho, virá também o dia em que toda a experiência sofrida no passado parecerá um mero pesadelo.
• O ser humano é capaz de viver e até de morrer por seus ideais e valores.
• O passado ainda pode ser alterado e corrigido.
• Quando já não somos capazes de mudar uma situação, somos desafiados a mudar a nós próprios.
• Quando o paciente está sobre o chão firme da fé religiosa, não se pode objetar ao uso do efeito terapêutico de suas convicções espirituais.
• Uma das principais características da existência humana está na capacidade de se elevar acima das condições biológicas, psicológicas e sociológicas, de crescer para além delas.
• As pessoas decentes formam uma minoria. Mais que isso, sempre serão uma minoria. Justamente por isso, o desafio maior é que nos juntemos à minoria. Porque o mundo está numa situação ruim. E tudo vai piorar mais se cada um de nós não fizer o melhor que puder.

Como Criar Esperança? – Vida & Resiliência

2 coracões                                O valor da esperança na era da ansiedade
Emoção fundamental para a cura e o bem-estar, a esperança ainda é pouco pesquisada pela ciência. Mas já se descobriu que até os que não a trazem do berço podem adquiri-la e aprimorá-la
A esperança é a última que morre, diz o ditado. Essa associação com o último suspiro a torna um elemento precioso em termos de saúde, de realização interior e de qualidade de vida. Alguns psicólogos vêem nela a sensação ou emoção mais importante que o ser humano pode experimentar. Mas enquanto determinadas pessoas esbanjam esperança, como se a colhessem numa fonte inesgotável, outras se arrastam pela existência, totalmente estranhas a essa sensação. Ser esperançoso seria, então, uma característica inata e inacessível a muitas pessoas? A moderna pesquisa psicológica afirma que não.

Desde os anos 1950, psiquiatras, médicos e estudiosos de outras áreas têm demonstrado interesse na esperança pelo potencial de cura contido nela. Foi só na década de 1990, porém, que o assunto ganhou o primeiro plano, graças às investigações do psicólogo norte- americano C. S. Snyder, autor do livro The Psychology of Hope: You Can Get There from Here (Free Press, sem tradução para o português). Falecido em 2006, Snyder entendia a esperança como uma “idéia motivacional” que possibilita a uma pessoa acreditar em resultados positivos, elaborar metas, desenvolver estratégias e reunir a motivação para colocá-las em prática.

Snyder criou uma “Escala da Esperança” e, numa apresentação na American Psychological Association (APA), em 2005, mostrou os resultados de mais de uma década de aplicação desse recurso. Segundo suas conclusões, pessoas com “baixa esperança” têm objetivos ambíguos e trabalham para atingi-los um de cada vez. Já os indivíduos com “alta esperança” freqüentemente investem em cinco ou seis metas distintas ao mesmo tempo. As pessoas esperançosas traçaram rotas para o sucesso e caminhos alternativos na eventualidade de encontrarem obstáculos – uma providência que os indivíduos com baixa esperança não tomaram.

OUTRAS PESQUISAS acrescentaram mais características positivas à esperança. Segundo alguns estudiosos, ela é fundamental para a pessoa desempenhar bem suas atividades e envelhecer em forma. Os indivíduos esperançosos, afirmam esses pesquisadores, têm mais auto-estima, cuidam melhor de seu corpo e têm maior tolerância à dor. Sua forma “eu/nós” de pensar e ajudar os outros na busca do sucesso estimula a fraternidade e o sentimento de grupo.

Ao sintetizar os resultados de uma pesquisa relativa a idosos pacientes de depressão que foram ensinados a pensar com esperança, Snyder observou: “Conforme ficavam mais esperançosos, eles se mostravam mais agradáveis… e mais propensos a experimentar a alegria.” Com o treinamento, eles passaram a dar muito mais importância ao lado positivo das coisas e a rir de si próprios e dos outros. “Se você não aprendeu a rir de si mesmo, perdeu a melhor de todas as piadas”, afirmou Snyder.

O grande passo seguinte no estudo do tema veio na virada do século com Anthony Scioli, professor de psicologia do Keene State College, em New Hampshire (Estados Unidos). Estudioso do assunto há mais de duas décadas, ele afirma que a esperança é uma emoção extremamente importante, mas ainda “subpesquisada”. Suas pesquisas o levaram a concluir que a esperança é uma habilidade que pode ser adquirida e tem múltiplas facetas (há 14 aspectos distintos, segundo o psicólogo, apresentados no quadro acima) a serem cultivadas. Além disso, ela se autoperpetua: os esperançosos revelam-se propensos a ser mais resilientes, confiantes, abertos e motivados do que as outras pessoas, e assim tendem a receber mais do mundo – o qual, por seu lado, lhes dá motivos para ficarem mais otimistas.

Scioli se interessa pela esperança ligada não a pequenos desejos, mas a grandes sonhos. Em sua opinião, os êxitos “mundanos”, do dia-a-dia, são importantes, mas equivalem a, no máximo, 1/3 do que ele chama de “essência da esperança”.

O psicólogo norte-americano reuniu um grande volume de informações sobre o tema, reforçadas por sua própria Escala de Esperança, que desenvolveu durante seis anos. Sua teoria – definida por ele como uma “tapeçaria interdisciplinar que combina os melhores lampejos de cientistas, filósofos, poetas e escritores” – estabelece as raízes da esperança no “eu mais profundo”, reconhece a essência espiritual existente por trás dela e a força que ela extrai dos relacionamentos. Para o psicólogo, a esperança dá suporte às relações humanas, proporciona um objetivo e um significado à existência e delineia nossas possibilidades de saúde e de duração da vida.

De acordo com Scioli, a conjunção de três causas – conexão, maestria e sobrevivência – dá origem ao que ele denomina “as raízes e asas da alma, a emoção que chamamos de esperança”. Alimentar adequadamente os motivos da esperança, ele afirma, pode resultar no desenvolvimento de uma “essência esperançosa”, que consiste do “self conectado, do self com poder de decidir e do self resiliente”.

SCIOLI ENXERGA na esperança uma forte dimensão espiritual. Ela está associada a virtudes como paciência, gratidão, caridade e fé. “A fé é o bloco de construção da esperança”, afirma. O vínculo cooperativo que se estabelece não é apenas com o próximo, mas também com uma entidade superior – diferentemente do otimismo, relacionado à autoconfiança.

Há alguns anos, Scioli investigou a importância relativa da esperança, da idade e da gratidão como indicadores de bem-estar. Seu estudo, que envolveu 75 pessoas com idade entre 18 e 65 anos, revelou que o indicador mais poderoso de bem-estar era um alto nível de esperança. Ela também ajuda a reduzir a ansiedade sobre a morte e o morrer.

Em outro estudo, Scioli exibiu para um grupo de adultos na faixa entre 20 e 30 anos um clipe de dez minutos do filme Filadélfia, o qual rendeu a Tom Hanks um Oscar por sua interpretação de um homossexual que está morrendo de Aids. Depois da apresentação, ele aplicou aos voluntários um questionário relacionado ao medo da morte e do morrer. Os dados extraídos dali o levaram a concluir que a ansiedade a respeito da morte mantém-se igual em pessoas que obtiveram altas notas em esperança, mas aumenta em indivíduos cujas notas foram baixas.

Para Scioli, a esperança reflete, em última instância, a profundidade da conexão mente/corpo. Em dois estudos realizados em 2006, com pacientes de câncer na tiróide e aidéticos, ele observou que os esperançosos relataram melhores condições de saúde e menos sofrimento e preocupação com seu estado físico do que os demais pacientes. Os aidéticos esperançosos, curiosamente, manifestaram menos negação a respeito de suas condições físicas. As observações realizadas indicaram ao psicólogo que a esperança é capaz de afetar o sistema imunológico e a saúde em geral. ”

A esperança representa um ‘meio-termo’ adaptativo entre a ‘reação ao estresse’ superativada e o desmotivador ‘complexo de desistir'”, afirmam Scioli e seu parceiro, o também professor de psicologia Henry Biller, no livro Hope in the Age of Anxiety (Oxford University Press, sem tradução para o português). “No nível fisiológico, a esperança pode ajudar a transmitir um equilíbrio da atividade simpática e parassimpática enquanto assegura níveis apropriados de neurotransmissores, hormônios, linfócitos e outras substâncias críticas relacionadas à saúde. Igualmente importante, uma atitude esperançosa pode permitir a uma pessoa manter seu ‘ambiente interno’ saudável na presença de uma enorme adversidade.”

Na avaliação de Scioli, quem não abriga esperança precisa aprender urgentemente a cultivá-la – e não apenas em momentos difíceis, mas em todos os instantes. “Viver com esperança é a base para conquistar o verdadeiro sucesso, construir relacionamentos amorosos e obter uma genuína sensação de paz”, resume o psicólogo.

By Eduardo Araia

 

Dependência Química.

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“O uso de cocaína resulta em aumento da frequência cardíaca e aumento da demanda de oxigênio pelo coração. Apesar disso, ao mesmo tempo, a cocaína provoca intensa constrição dos vasos sanguíneos (inclusive coronarianos), diminuindo a oferta de oxigênio para os tecidos. Isso pode conduzir à angina, arritmias cardíacas e infarto” Resposta: Inúmeros efeitos físicos e psicológicos são provocados pelo consumo de cocaína. Euforia, excitação psicomotota, tontura, visão borrada, zumbido, desorientação são frequentemente observados e relatados.

Outros sintomas como paranoia, alucinações, confusão mental, tremores, vômitos, insônia, pupilas dilatadas (midríase), hipertermia (elevação da temperatura corporal), hipertensão, taquicardia e aumento da frequência respiratória também são vislumbrados comumente.

O uso de cocaína resulta em aumento da frequência cardíaca e aumento da demanda de oxigênio pelo coração. Apesar disso, ao mesmo tempo, a cocaína provoca intensa constrição dos vasos sanguíneos (inclusive coronarianos), diminuindo a oferta de oxigênio para os tecidos. Isso pode conduzir à angina, arritmias cardíacas e infarto. Também, o consumo de cocaína provoca aumento da pressão arterial em 15 a 20% acima do basal.

Vale a pena lembrar também que a cocaína atravessa a placenta e atinge o feto. Vários estudos em humanos e em animais relatam que o uso da cocaína diminui a circunferência craniana do bebê ao nascimento e tem efeito negativo sobre o seu desenvolvimento da linguagem. Defeitos orobucais têm sido observados em bebês de mães usuárias da droga (lábio leporino, fenda palatal).

Região orofacial

Mais do que metade daqueles que inalam cocaína apresentam sangramento nasal, rinite e sintomas crônicos de sinusite. Perfuração do septo nasal é observada em cerca de 5% dos usuários. Na verdade, o efeito vasoconstritor da cocaína induz isquemia local que, por sua vez, pode induzir necrose do septo nasal e tecidos adjacentes. Também, os adulterantes que podem existir junto com a cocaína, tais como talco, quinino, anfetaminas, lidocaína, procaína etc, complicam ainda mais as lesões. Da mesma forma, o palato (céu da boca) pode ser intensamente atingido pela cocaína, incluindo o surgimento de perfurações e fístulas, o que prejudica a articulação da linguagem e o regime alimentar.

Usuários de cocaína frequentemente sofrem de bruxismo (ranger de dentes noturno durante o sono), comumente produzindo dor na articulação temporomandibular e músculos mastigatórios. Desgaste dos dentes caninos e incisivos tem sido observado entre usuários crônicos da droga. Também, dissolvida na saliva, a cocaína diminui o pH da boca, aumentando o risco de dissolução de minerais dos dentes (hidroxiapatita). Retração gengival e boca seca têm também sido observadas entre usuários da droga.

Manifestações dermatológicas

Além dos efeitos diretos da cocaína sobre a mucosa e a pele, devem-se ressaltar os efeitos indiretos, relacionados, por exemplo, à má nutrição comumente vista entre dependentes de cocaína/crack.

Realmente, além dos efeitos euforizantes da cocaína/crack, essa substância propicia a constrição das veias e artérias do corpo, provoca danos nas paredes dos vasos sangüíneos e intensifica o fenômeno da coagulação.

Os fumantes de crack apresentam, frequentemente, lesões enegrecidas e puntiformes (que tem forma ou aparência de pontos) nas palmas das mãos e dedos, mais amiúde verificada na mão não dominante. Tais lesões são atribuídas às queimaduras pelo cachimbo usado para conter a droga e elas são repetidas, visto que a intoxicação torna o usuário menos perceptível aos efeitos térmicos da queimadura. As altas temperaturas atingidas pelos vapores emitidos durante o consumo podem produzir uma diminuição dos supercílios.

Complicações dermatológicas mais raras, mas graves, podem ocorrer com o usuário de cocaína/crack, como necrose epidérmica segmentar, associada com manchas azuladas distribuídas pelo corpo, desencadeadas pelo vasoespasmo prolongado.

A inalação da cocaína pode resultar em edema da mucosa nasal, com sintomas de rinorréia (coriza significativa), diminuição da capacidade para sentir odores e, cronicamente, em necrose e perfuração do septo nasal. O consumo crônico desta substância tem também sido associado a vários outros quadros dermatológicos, como vasculites, verrugas intranasais, púrpura palpável (pequenos pontos elevados vermelhos ou de cor púrpura, resultado do extravasamento de sangue dos capilares sangüíneos) e esclerodermia (espessamento da pele, resultado do acúmulo excessivo de proteínas – colágeno). É comum o encontro de escoriações generalizadas na pele devido à coceira induzida pela cocaína/crack.

Alguns indivíduos, após o uso, têm a sensação de que existem bichos andando pelo seu corpo; isso, também, faz com que eles se cocem com grande intensidade.

O dependente de cocaína/crack, frequentemente, alimenta-se de maneira inadequada e insuficiente. O déficit constante e progressivo de vários nutrientes induz à inúmeras complicações em vários órgãos, como a pele.

Pulmão

Também com relação ao sistema respiratório, várias complicações decorrentes do consumo de cocaína / crack têm sido recorrentemente descritas. Bronco-espasmo, hemorragia alveolar, inflamação dos alvéolos (alveolites), hipertensão pulmonar, edema pulmonar, fibrose do espaço entre os alvéolos têm sido vislumbrados.

As repercussões respiratórias do uso da droga não dependem apenas da via de administração, mas também da presença de adulterantes, microorganismos, tempo de uso, susceptibilidade individual, uso compartilhado de parafernálias.

Também, é importante ressaltar que pequenas doses de cocaína podem aumentar a taxa respiratória, enquanto altas doses podem provocar depressão respiratória. No entanto, em alguns usuários, a cocaína pode ter um efeito paradoxal, induzindo inicialmente um aumento da taxa respiratória seguida por redução clinicamente significativa.

Quando o crack é fumado, os pulmões são diretamente expostos à forma volátil da droga e aos vários produtos resultantes da combustão. Logo, lesão direta da droga sobre as células pulmonares, constrição dos vasos sanguíneos e efeitos dos adulterantes se combinam em um resultado absolutamente catastrófico.
Clinicamente, o usuário pode queixar-se de dor ao respirar, falta de ar, tosse, hemoptise (expectoração sanguinolenta através da tosse), febre, sintomas de asma ou bronquite.

por Danilo Baltieri
Abaixo, forneço interessantes referências sobre o tema:

Brewer, J. D., Meves, A., Bostwick, J. M., Hamacher, K. L., & Pittelkow, M. R. (2008). Cocaine abuse: dermatologic manifestations and therapeutic approaches. J Am Acad Dermatol, 59(3), 483-487.
Terra Filho, M., Yen, C. C., Santos Ude, P., & Munoz, D. R. (2004). Pulmonary alterations in cocaine users. Sao Paulo Med J, 122(1), 26-31.

drogas

Qual a Diferença Entre Alegria e Felicidade- Polêmica

Organizando a minha biblioteca encontrei um livro que li algum tempo atrás escrito pelo Dalai Lama, que me tocouDEUS                                                                                                               profundamente .

Diante disso decidi postar  alguma coisa sobre o livro.

Relendo a contra capa percebi que ali resumia muito bem o que continha no livro.

 

“Uma ética Para O Segundo Milênio”, Lama Dalai- Editora Sextante.

 

SOFRIMENTO

Cada uma de nossas ações consciente e , de certa forma, toda a nossa vida podem ser vistas como respostas á grande pergunta que desafia a todos: “Como posso ser feliz?”

No entanto, estranhamente, minha impressão é que as pessoas que vivem em países de grande desenvolvimento material são de certa forma menos satisfeitas, menos felizes do que as que vivem em países menos desenvolvidos .

Esse sofrimento interior está claramente associado a uma confusão cada vez maior sobre o que de fato constitui a moralidade e quais são seus fundamentos.

A meu ver, criamos uma sociedade em que as pessoas acham cada vez mais difícil demonstrar um mínimo de afeto aos outros. Em vez da noção de comunidade e da sensação de fazer parte de um grupo, encontramos um alto grau de solidão e perda de laços afetivos.

O que gera essa situação é a retórica contemporânea  de crescimento e desenvolvimento econômico, que  reforça intensamente a tendência das pessoas para a competitividade e inveja. E com isso vem a percepção da necessidade de manter as aparências- por si só uma importante fonte de problemas, tensões e infelicidade.

O descaso pela dimensão interior do homem fez com que todos os grandes movimentos dos últimos cem anos ou mais- democracia, liberalismo, socialismo- tenham deixado de produzir os benefícios que deveriam ter proporcionado ao mundo, apesar de tantas idéias maravilhosas.

Meu apelo por uma revolução por uma revolução espiritual não é um apelo por uma revolução religiosa.

Considero que a espiritualidade esteja relacionada com aquelas qualidades do espírito humano- tais como amor e compaixão, paciência, tolerância, capacidade de perdoar, contentamento, noção de responsabilidade, noção de harmonia- que trazem felicidade tanto para a própria pessoa quanto para os outros.”

A espiritualidade embora para alguns seja irrelevante, pode ser o caminho para tornar o ser humano mais ético.  É uma questão para questionar ou mesmo começar a pensar sobre isso em meio a tantas indagações sobre o que é felicidade? Quem eu sou? Por que estou aqui neste mundo? Para onde vamos? Qual o sentido da vida?

 

Para que Sonhamos? Sonho

“Um caminho de estar plenamente presente neste mundo, enquanto mantemos contato também com um outro mundo, o mundo-atrás-do-mundo onde podemos encontrar a lógica e a proposta maior das nossas vidas.”

 

A frase é uma provocação, criada para nos dar uma sacudida, e nos tirar da crença de que sonhar é uma atividade passiva. Eu tenho muita gratidão para os sonhos espontâneos que vêm durante o sono, os sonhos que não pedimos e muitas vezes nem sequer queremos. Estes sonhos nos mostram um espelho mágico, no qual podemos nos ver da maneira que realmente somos. Eles agem como a voz da consciência. Eles prevêem desafios e oportunidades no nosso futuro. Os sonhos que temos enquanto dormimos nos mostram o que está acontecendo dentro do corpo, diagnosticam problemas que estão começando a se deenvolver antes que os sintomas médicos se apresentam e nos mostram o que é que o corpo precisa para estar saudável. Resolvemos problemas no nosso sono. E, como ensinam os aboriginais da Austrália, onde eu nasci, os nossos sonhos pessoais podem ser um passaporte para a Dimensão dos Sonhos—uma dimensão maior onde podemos encontrar os Ancestrais e os nossos mentores espirituais verdadeiros.

Eu trabalho  com os sonhos da noite, de todos os tipos, e acolho o trabalho que estes sonhos fazem em mim. Mas o Sonhar Ativo é muito mais do que um método para decifrar os sonhos que acontecem enquanto dormimos. Enquanto as técnicas do Sonhar Ativo são novas e originais, ao mesmo tempo elas são muito antigas. Elas usam caminhos de ver e saber e curar que os nossos ancestrais conheciam, que permitiam a eles de manter-se vivos num planeta perigoso, de comunicar entre si e com as outras formas de vida na terra viva em volta deles.

O Sonhar Ativo é um caminho de estar plenamente presente neste mundo, enquanto mantemos contato também com um outro mundo, o mundo-atrás-do-mundo onde podemos encontrar a lógica e a proposta maior das nossas vidas.

O Sonhar Ativo é uma disciplina, tal como ioga, arqueologia ou física, que tem níveis ascendentes de prática. Neste campo, como em qualquer um, a chave para a maestria é sempre igual, praticar, praticar, praticar.

O Sonhar Ativo oferece três correntes de prática.

Em primeiro lugar, o Sonhar Ativo é uma maneira de trazer energia e orientação da Dimensão dos Sonhos para a nossa vida cotidiana. Aprendemos a criar um espaço seguro onde podemos compartilhar os sonhos da noite, e os nossos sonhos da vida com os outros, receber feedback e encorajar uns aos outros a caminhar na direção de ação criativa e curadora. Descobrimos que cada um de nós pode ser um guia para os outros e que, compartilhando da maneira certa, podemos resgatar a nossa voz, crescer como contadores de histórias e comunicadores, construir amizades mais fortes e alicerces para um novo tipo de comunidade. Mais importante de tudo, começamos a tomar atitudes para trazer a energia e guiança dos sonhos para os nossos corpos e a nossa vida.

Segundo. O Sonhar Ativo é um método do Sonhar Lúcido Xamânico. Começa com práticas simples e cotidianos e se estende para experiências grupais profundas de viagens no tempo, recuperaçao de pedaços perdidos da nossa alma e explorções de uma realidade multi-dimensional. Se baseia no entendimento de que nao precisamos dormir para sonhar. A maneira mais fácil de se tornar um sonhador lúcido é de começar lúcido e continuar lúcido através do sonho todo.  Como um método consciente de navegação dos sonhos, o Sonhar Ativo não deve ser confundido com abordagens que procuram controlar ou manipular os sonhos: seria um grande erro de encarregar o nosso pequeno ego controlador de algo que é imensuravelmente mais sábio e profundo que ele.

Terceiro. O Sonhara Ativo é um caminho de vida consciente. Isto requer que nós resgatemos a nossa criança interior e o dom da criança de ser espontâneo, lúdico e imaginativo. Requer que apropriamos do poder de nomear e definir o nosso projeto de vida. Nos convida a seguir o caminho natural da nossa própria energia. Nós chama a lembrar, contar e viver a nossa História Maior de tal maneira que ela pode ser ouvida e recebida pelos outros.  O Sonhar Ativo nos leva a navegar pelas Sincronicidade e começar a receber as coincidências  nos nossos caminhos diários como pistas para uma ordem maior. Além disto, pelo Sonhar Ativo, nós compreendemos que a energia que carregamos e as atitudes que escolhemos têm um efeito magnético no mundo na nossa volta, chamando ou repulsando encontros e circunstâncias.

Viver conscientemente significa aceitar o desafio de criar além dos scripts que carre

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Os Sinais do Suicídio

Os Sinais do Suicídio.

Por que Preocupamos Tanto Com o “Outro”?

” Äs vezes é preciso tomar decisões rápidas, decisões de vida ou morte. O prisioneiro preferia deixar que o destino escolhas por ele…. Quem visse nossos rostos durante a viagem de Auschwitz até um campo de concentracão da Bavária, olhando,          pelas barras da janelinha do vagão de prisioneiros, as montanhas de Salzburgo com seus picos brilhando ao pôr do sol,        nunca acreditaria que aqueles eram os rostos de homens sem qualquer esperanca de vida e liberdade. Apesar desse fator ou talvez por causa dele -, éramos arrebatados pela beleza da natureza que não desfrutávamos há muito tempo”. V. Frankl

SONHO

Viktor Frankl, foi prisioneiro no campo de concentracão de Auschwitz, psicólogo, criador da logoterapia, “busca de sentido”.

Chegou em Auschwitz levando consigo um manuscrito científico que com certeza era o pertence que mais prezava e que lhe foi tomado como todo o resto. O pensamento era seu mais precioso bem a partir daquele momento.

A busca do sentido para Frankl é a solucão para resolver as neuroses. Saber o que somos e o que seremos é a chave para a solucão das neuroses e do equilíbrio mental. Uma visão humanista do aspecto psicológico, já que acreditava na premissa,”Quem tem uma razão para viver é capaz de suportar praticamente qualquer coisa”, frase de Nietzsche e repetida várias vezes por ele.

O sentido da vida é em primeira instância a busca de uma realizacão; é uma construção, portanto “o sofrimento pode ser visto não como um sintoma de neurose, mas como uma conquista humana”.”

“Enquanto a psicanálise freudiana requer introspeccão e autocrítica ( “princípio de prazer”) e Adler prega ( “desejo de poder”), a logoterapia tenta criar um distanciamento para que a pessoa veja sua vida de uma perspectiva mais ampla o “desejo de significado”.

Mas se ainda não identificamos o que podemos vir a ser? Frankl observa que o indivíduo moderno tem de lidar com uma liberdade quase excessiva. Não vivemos de acordo com nossos instintos nem tampouco a tradicão nos seve de guia. Nesse vácuo existencial, a busca de sentido frustrada é compensada pela necessidade de dinheiro, sexo, de diversão e até de violência.”

De acordo com a logoterapia a tríade para o sentido da vida está em:

– Criar um trabalho ou realizar uma facanha.

– Experimentar algo ou encontrar alguém (amor).

– A atitude que assumimos para evitar o sofrimento.

Ao conhecer a história e experiência de V. Frankl com a miséria humana no campo de concentracão torna se um fato a capacidade do ser humano de surpreender e ir além mesmo quando pensa que não pode mais. A busca do sentido está diretamente ligada a um encontro do indivíduo com ele mesmo, com a coerência de atitudes.

O amor, autenticidade, responsabilidade, paciência e coragem são atitudes em prol da realizacão do sentido da vida. Sabe se que muitas vezes Frankl se pegava imaginando encontrando com a esposa, ministrando palestras, redigindo novos artigos enquanto outros se jogavam nas cercas elétricas.

O pensamento e a liberdade de escolha torna o indíviduo livre dos grilhões dos pré e ou determinismos pois as situacões são meros fatos, que servem de pano de fundo para cada indivíduo construir sua história. O sofrimento, alegria, frustacão, realizacão são atitudes diante dos fatos independentes de quais forem.

Fonte: 50 Clássicos inspiradores para transformar sua vida, Tom Butler-BowdonPreocupamos

Trauma,o Stress que Mata.

Trauma SOLIDÃO um sofrimento psíquico intenso muitas vezes negligenciado que pode levar a morte prematura.Um termo banalizado, dito à revelia mas que causa danos graves á saúde levando ao stress pós traumático.

Transtorno relevado e difícil de ser tratado.O diagnóstico é complexo, cinco áreas do cérebro são afetadas.
A dificuldade se instala porque quando se fala em stress a primeira coisa que vem na cabeça é que o descanso,um tempo de férias resolve o problema.

Stress é um transtorno que adoece o corpo baixando a imunidade,causa mortis não identificada nos obituários.A OMS(Organização Mundial de Saúde) reconhece que o stress é responsável por mortes causadas por ataques cardíacos provenientes do stress tanto ou mais que o tabaco.Responsável por afastamento profissional e desencadeador de doenças psiquiátricas causa danos à saúde física e psíquica.

A história aponta através das guerras o drama do stress pós traumático vivido pelos os soldados sobreviventes.Estudos feitos nas forças armadas americanas apontam que soldados um a cada dia enviados para o Iraque cometem suicídio.

O stress pós traumático é caracterizado por recordações vividas de uma situação dramática mesmo que não seja evocada pela mente consciente.Situação que pode variar desde um assédio psíquico,agressão física,separações,falência,sensação de impotência ou humilhação,acidentes,assaltos,furtos até estrupos.

Violência social,falência,acidentes e estrupos estão no ranking de maior incidência de stress pós traumático.

O transtorno causa sensação de ansiedade intensa,medo,fragilidade emocional,dificulade de concentração,distúr-
bio de memória,insônia,pesadelos,agitação,depressão,ira,irritabilidade,rotina disfuncional,isolamento social,dependência de drogas lícitas e ilícitas.

É importante conscientizar que vítimas de stress devem ser cuidadas,valorizadas suas queixas e principalmente buscar ajuda antes que o stress pós traumático se instale pois quanto antes mais fácil de ser tratado.

O tratamento consiste no uso de medicamentos associados à terapia.A terapia é fundamental já que a mudança acontece a nível de pensamento e o problema é circunstancial.
A terapia Cognitiva a princípio ajuda o cliente a conviver com o sintoma diminuindo o sofrimento e melhorando a sua rotina de vida,orienta técnicas de relaxamento, de distração e reprogramação mental ao longo do tratamento.Na sequência trabalha o trauma e monta uma técnica estruturada para tratar o stress.

Trauma, um transtorno psíquicosocial.

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