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Você tem direito de “passar uma borracha” em sua vida

Às vezes faz bem, é saudável, enriquecedor e também significa uma revolução pessoal: passar uma borracha pode ser a solução de seus problemas. Uma curiosidade é o fato de nosso cérebro ser tão resistente a mudanças. Tudo que suponha sair de nossa zona de conforto ou largar uma rotina, um hábito ou um determinado contexto é interpretado por nosso cérebro como uma ameaça.

Em sua necessidade primordial de garantir nossa sobrevivência sempre nos alimentará com medos e inseguranças para pensarmos “não faça, não mude nada do que o rodeia”. No entanto quando você é capaz de enfrentar esse instinto natural e biológico, tudo muda. No final, nossa mente se enriquece dessas aprendizagens obtidas e o cérebro se beneficia desse passo maravilhoso que vai abrir portas para receber outros estímulos que podem garantir nossa felicidade.

Hoje gostaríamos de convidar você a refletir sobre o direito que as pessoas têm de fazer o mesmo: reiniciar.

Passar a borracha é necessário para “limpar”

As mudanças não chegam precisamente alterando nosso contexto determinado. Não é necessário arrancar nossas raízes e buscar outros mapas e outros territórios para virar a página.

  • O mais adequado é realizar a mudança reunindo novas forças interiores e com elas “limpar” tudo aquilo que não nos agrada, que não enriquece e que impede nosso avanço.
  • Podemos começar por nossa própria casa: faça uma limpeza de tudo o que pertence a uma etapa que não lhe agrada.
  • Descarte papéis, roupas que você não usa mais, recordações que lhe incomodam ou que ocupam muito espaço, com pouca utilidade.
  • Abra as janelas e deixe que um vento novo lhe acompanhe enquanto realiza a limpeza.
  • A seguir, chega a parte mais corajosa e importante. Pense profundamente o que mais pode estar sobrando em sua vida.

Talvez você deva modificar rotinas, talvez deva ficar longe de certas pessoas e romper certos vínculos.

Aprecie o vazio, sinta a mudança e se concentre em si mesmo

Temos certeza de que, quando realiza uma profunda limpeza em sua casa você fica impressionado com quantas coisas havia acumulado, e com a luz que irradia de todos os cantos limpos.

  • Há uma serenidade muito reconfortante. Tudo está em ordem agora.

Não apenas deixou para trás coisas que já não lhe eram úteis: também largou pessoas que não contribuem com nada e também que lhe faziam mal.

  • Há pessoas que, ao chegar nessa fase, começam imediatamente a conhecer gente nova, a criar novos relacionamentos e embarcar em um carrossel de novas experiências.
  • Não é o adequado. Quando colocamos em prática o “passar a borracha” estamos favorecendo nosso autocuidado, e por isso é vital que seja dedicado um tempo de reflexão.
  • Devemos apreciar esse vazio obtido com a limpeza, essas lacunas onde antes havia alguém que agora já percorre outros caminhos.

Nesses vazios estamos nós mesmos, e devemos nos reencontrar, apreciar a solidão e nos reconciliar com ela.

As mudanças no exterior fazem com que se sinta diferente: alguém mais forte

Se o simples fato de você querer iniciar a mudança já é um sinal de coragem, realizá-la é um grande demonstrativo dessa característica. Às vezes, não sabemos disso, mas dentro de nós se esconde a semente da resiliência. Fazer com que ela germine requer uma gota de determinação, uma pincelada de coragem, e algumas gramas de intuição para saber o que nos convém e o que é melhor evitar.

Passe a borracha e você se sentirá orgulhoso de si mesmo, e essa sensação, essa firme convicção de ter o controle do leme de sua vida é algo gratificante que você deve desfrutar.

Borracha e sorrisos novos: o momento de decorar a sua vida

Vida nova, sorrisos novos. O esforço valeu a pena e, ainda tenha consciência de que custou muito chegar até onde se encontra agora, todo o obtido é maravilhoso: porque agora é você em toda sua essência, você em toda sua magia.

É o momento de “decorar” sua vida, e aqui vão algumas dicas simples que servirão de ajuda:

  • Decore sua vida com pessoas que o apreciem como você é, com suas virtudes e defeitos.
  • Deixe que chegue a seu coração pessoas que saibam dar e receber felicidade.

Fique rodeado de amizades maduras, divertidas, amizades que tem uma solução para cada problema e não um problema para cada solução. Permita que cheguem a você essas oportunidades que você sempre mereceu e que não se atreveu a alcançar. Seja receptivo ao que a vida trouxer a você e que lhe agrade, ilumine e o identifique.

TEXTO ORIGINAL DE MELHOR COM SAÚDE, Postado em Psicologias do Brasil.

Carinho é capaz de aliviar dor da rejeição, diz pesquisa

Quando a vida nos dá um sorriso amarelo, uma demonstração de carinho tem o poder de transformar o nosso dia. Basta recebermos um abraço amoroso ou uma palavra de afeto para retomarmos a calma e seguirmos em frente.

Um grupo de cientistas se dedicou a estudar como a afetividade age no nosso organismo e descobriu que o toque gentil é capaz de acalmar os efeitos da exclusão social. A pesquisa foi publicada na revista Scientific Reports e comparou o impacto de um toque lento e afetuoso em comparação ao toque rápido e neutro após um episódio de rejeição social. Como resultado, foi encontrada uma relação específica entre toque gentil e vínculo social.

De acordo com a autora do estudo, a pesquisadora Mariana von Mohr da UCL Clinical Education and Health Psychology, a medida que nosso mundo social está se tornando cada vez mais social e digital, é fácil esquecer o poder do toque nas relações humanas. No entanto, a pesquisa mostrou pela primeira vez que o simples acariciamento lento e gentil, mesmo que por um estranho, pode reduzir os sentimentos exclusão social após uma rejeição social.

No estudo, 84 mulheres foram levadas a acreditar que estavam jogando um jogo informatizado de bola com outros dois participantes para medir suas habilidades de visualização mental. Após jogar e pegar a bola várias vezes, eles responderam a um questionário que incluía perguntas sobre auto-estima, sentimentos, entre outros assuntos.

A experiência foi projetada para que as participantes achassem que estavam jogando com outros participantes. No entanto, os outros jogadores haviam sido gerados por computador. Quando as mulheres retomaram o jogo após uma pausa, os outros jogadores, inesperadamente, pararam de jogar as bolas para elas, fazendo com que sentissem socialmente excluídas.

As mulheres foram, então, vendadas e receberam o toque de uma escova com cerdas suaves com dois tipos de intensidade: suave e rápida. Em seguida, foi solicitado que elas completassem o mesmo questionário.

As participantes que receberam um toque lento perceberam uma redução dos sentimentos de negatividade e exclusão social em comparação a quem recebeu um toque rápido e neutro No entanto, nenhum dos toques foi suficiente para eliminar totalmente os efeitos negativos da exclusão social.

Segundo a pesquisadora Katerina Fotopoulou da UCL Clinical Education and Health Psycology, os mamiferos têm uma necessidade bem reconhecida de proximidade e apego, por isso não foi uma grande surpresa que o apoio social reduzisse a dor emocional de ser excluído nas interações sociais. O que chamou atenção, segundo ela, foi que não foram necessárias palavras ou imagens, pelo menos a curto prazo, para reduzir a sensação de desânimo.

Esta descoberta baseia-se em evidências de que o mesmo tipo de toque pode ter efeitos únicos na dor física e pode influenciar na saúde física e mental.
Efeito analgésico

Pesquisadores da Universidade de Liverpool, no Reino Unido, identificaram que a pele conta com terminações nervosas capazes de diminuir a sensação de dor. Os estudiosos têm chamado esses nervos de receptores de prazer .

 

Os estudiosos entendem que pode estar aí a chave para entender por que algumas pessoas gostam tanto de passar cremes, escovar os cabelos ou ganhar massagens: a presença dos nervos estimularia o bem-estar proporcionado por essas atividades. A maioria dos receptores de prazer, no entanto, concentra-se na palma das mãos e na sola dos pés.

Isso explica porque, muitas vezes, é preferível receber um abraço a ouvir palavras de conforto. O simples toque de outra pessoa já produz um efeito anestésico sobre o corpo, diminuindo o sofrimento.

E SE EU MORRER HOJE?

(mais…)

DICA -História e música

Comédia com pinceladas de drama tem estreia prevista para este mês e conta o encontro entre a música e a essência de cada um de nós.

Um filme que conversa com a alma. Assim é Filhos de Bach, que deve chegar às salas de cinema no final de abril. O enredo gira em torno de Marten, um professor de música na Alemanha que precisa vir ao Brasil, mais especificamente à cidade de Ouro Preto (MG), para resgatar uma herança: uma partitura original do compositor Johann Sebastian Bach. Na cidade mineira, Marten vai encontrando acolhimento, e é nesse caminho que conhece os meninos de uma instituição, garotos que não acreditam no futuro. O professor alemão começa então a dar aulas de música para os meninos. Mais do que ensinar e aprender melodias, eles se reencontram e passam a se enxergar. O filme tem trilha sonora especial: os maiores sucessos de Bach, como Ave Maria, Ária na Corda Sol e Jesus, Alegria dos Homens, tocados em ritmo de chorinho, samba, jazz e batucada. De arrepiar.

Ana Holanda;  Crédito: Vida Simples Digital, 12/05/2017.

 

Namore -Viva em amor

Namore a vida !
Namore o dia !
Namore a sua paz !
Namore as suas escolhas !
Namore a sua casa !
Namore os sorrisos que te oferecem!
Namore os melhores olhares que você já recebeu !
Namore os seus filhos !
Namore os seus sonhos !
Namore a sua família !
Namore a sua consciência por aceitar cada momento e superá-lo !
Namore as artes !
Namore a natureza !
Namore o seu querer e o seu “bem querer” !
Namore o ato de AMAR !
Namore seu namorado e se não tiver um, namore o amor que existe dentro de você independentemente de quem possa estar ou não em sua vida !
Olhe ao seu redor, busque a reciprocidade, amadureça os seus relacionamentos e escolha, VIVA EM AMOR !
E, sem mais delongas, FELIZ DIA DOS NAMORADOS A TODOS!!!

OBSERVAR E ABSORVER: A VIDA PRECISA DE SENTIDO E EMPATIA

O que é necessário para vivermos? Quais as coisas que, mediante a esse mundo moderno, realmente precisamos para termos uma vida plena e calorosa? Pode parecer controverso dedicar reflexões tão abrangentes numa época da qual o capitalismo é dominante, onde o dinheiro e os bens materiais surgem no horizonte a fim de suplantar todos os desejos e anseios da sociedade. Talvez seja uma discussão realmente teórica e pouco importante. Talvez. Mas como nos comportamos ao encararmos diariamente o ódio, a intolerância e os maldizeres de um corpo social construído para menos sentir? Adentramos nesse abismo emocional quase que corriqueiramente e sequer percebemos. E isso é preocupante.

Eduardo Marinho é um homem comum. Simples. Sem posses. Veio de uma família afortunada. Estudou nos melhores colégios. Um dia, largou tudo. Disse que queria encontrar o sentido da vida. Marinho ainda o busca, mas hoje, com sorrisos e as mangas arregaçadas, consciente das suas escolhas. Também fundamental e de peito aberto para observar e absorver assuntos e sentires pouco próximos da maioria. Estas são apenas algumas das linhas desconstruídas e conversadas no documentário Observar e Absorver, dirigido por José Marques Carvalho Junior (também conhecido como Junior Sql) e disponível na íntegra, gratuitamente, no Youtube.

A simplicidade flerta na vida de Eduardo Marinho em todos os momentos mostrados no vídeo. O cronista das ruas e das artes, na verdade é um cidadão do mundo – não no sentido territorial, mas naquele imerso nos questionamentos sobre a vida e sobre as importâncias de quem não sente medo de viver. Marinho vive. Ele não sobrevive. O que começou com algumas conversas gravadas dos seus dias de trabalho expostas nas redes sociais, tomou proporção até chegar nesse documentário legítimo, sincero e por que não, carregado do mais inciso amor? Sim, inciso amor. Um sentimento que desperta proximidade e não restrito no plano das ideias. Marinho atua, dia após dia, através do seu próprio eu, de forma a interagir e definitivamente interferir para mudanças.

Fala de tudo. Sente mais ainda. E as pessoas param e ouvem. Ouvir aqui é diferente de escutar. Ouvir é colocar o coração para fora, sem medo, despido dos velhos hábitos e personagens caricatos oriundos da infância. É sinestesia abarrotada de vontade. Vontade de evoluir e de ser alguém melhor para uma sociedade melhor. Sem pretensões e campos comportamentais utópicos. Porque para que exista uma real mudança no coletivo, primeiro precisamos mudar a nós mesmos. Permitir-nos sair dessa zona de conforto e comodismo que nos encontramos quando, contrariados por egocentrismos, batemos. Excluindo os mais fracos. Virando os olhos para mais pobres. Fazendo piada com quem é diferente do nosso convívio. Se faça a seguinte pergunta; quantas vezes eu perguntei para alguém hoje “tudo bem?”. Mas não na forma de cumprimento, mas de interesse. Daquela estampada e disposta de empatia para ouvir e conversar. Não importa o assunto. Não importa a resposta. A experiência pura e simples do amor começa assim, em pequenas atitudes e preocupações com o próximo.

Observar e Absorver demanda escolha. É romper todas as barreiras de quem você é hoje, abrindo espaço para algo novo ser lapidado, mas sem previsão de término. Tudo isso com mais e mais empatia. Pelas palavras, pelas pessoas, pela poesia e por todas as coisas que nos cercam. Cada qual no seu próprio tempo, sem dúvida. Esqueçamos aspirações políticas e disseminações de verdades universais que reprimam o direito do outro. Todavia, fazendo da vida um caminhar para ser feliz consigo e, consequentemente, contaminar todos ao redor. Sorrindo e abraçando novos patamares. “Ser dois e ser dez e ainda ser um”, compuseram Herbert Vianna e João Barone.

PSICOLOGIA E CINEMA

Psicologias do Brasil; 26 de dezembro de 2016

Por Guilherme Moreira Júnior ; TEXTO ORIGINAL DE CONTIOUTRA.

PARA NÃO SABOTAR OS PRÓPRIOS SONHOS

Quem deseja materializar sonhos sabe que há um preço a pagar.
É quase impossível alcançar objetivos sem foco, disciplina e algum sacrifício.
Disso resulta que não são poucos os que desistem no meio do caminho ou mesmo próximo ao ponto de chegada. Até os mais confiantes experimentam sentimentos de vulnerabilidade que os levam a sabotar os próprios sonhos. Eles procrastinam, abandonam projetos e desistem de trabalhos importantes, mesmo em fase de acabamento.
Nessas horas, é fundamental alimentar o senso de disciplina e a confiança realística para combater a negatividade e prevenir ataques de desânimo. Vejamos alguns antídotos que podem ajudar a instalar circuitos constantes de ação mais eficaz e afastar o risco de virarmos sabotadores de sonhos.
Haja com autonomia, mas cuide dos impulsos. Faça escolhas com independência, entretanto, guie-se por princípios para não violentar seus valores fundamentais.
O imediatismo não é bom conselheiro. Considere as implicações de seus atos para além das circunstâncias imediatas, por isso, avalie o impacto das decisões a tomar pelo menos no médio prazo.
A dissipação de tempo e esforço, por exemplo, é inimiga da eficiência e da autoestima. Assim, antes de iniciar um projeto, verifique se ele está afinado aos seus propósitos; os recursos a utilizar; o retorno a obter e planeje sua ação sem perder de vista esses aspectos.
Lembre-se de que a energia pessoal é um recurso tão valioso quanto o tempo. Daí, se depois de exame consciencioso, você decidir iniciar um curso de ação, veja o que o estimula e o que costuma sugar sua energia.

Há diversas formas de energizar a ação. Esteja atento aos seguintes pontos.
Se o desânimo for ocasionado pelo cansaço, faça intervalos estratégicos (não muito longos), o suficiente para repor energias. Uma metodologia ruim dificulta tarefas e acrescenta fadiga, faça pequenas paradas para reavaliar o método de trabalho.
Mantenha a autoestima. O sentimento de menos valia pessoal mina a autoconfiança, repercutindo negativamente no estilo de trabalho.

Nos ataques de baixa autoestima, visualize sua história de vida, relembre feitos e conquistas. Isto fortalece a confiança e ajuda a retomar a tarefa com vigor. Seja humilde e acessível. Peça ajuda e orientações. Diga aos amigos a necessidade de receber incentivos e feedback sobre o que conseguiu realizar. Essa iniciativa evitará sentimentos de desamparo, além de incrementar sua força psicológica.
Procure fontes de inspiração. Invoque para seus sonhos, a força de pessoas que não fugiram de si mesmas e cujas ações são modelares e lembram de que se foi possível para eles, também pode ser para você. Quando nos sentimos inspirados temos mais tolerância à frustração e tentamos mais, antes de desistir, então, inspire-se. Veja quem são seus modelos e não hesite em incorporar formas de agir e pensar na materialização de seu sonho.
Sobre a disposição humana para devotar-se a uma causa ou sonho, Viktor Frankl, psiquiatra austríaco, trouxe pensamentos esclarecedores. No livro ‘A Busca do Sentido’, ele demonstra sua crença na capacidade do homem de dedicar-se a algo para além das limitações. Sobre isso ele diz: ‘o homem é o ser que sempre decide o que ele é’.
Outra noção sobre o assunto pode ser extraída do pensamento de Nietzsche – filósofo dedicado à busca do entendimento da condição humana. É dele o convite ‘Ouse conquistar a si mesmo’ que conclamava todos a tomar posse de si para deixarem de serem vítimas do destino. Finalizando esta reflexão, repetimos o convite nietzschiano: ouse conquistar a si mesmo! Saiba, vai haver momentos de extrema confiança e outros de fraqueza. A despeito deles, prossiga.
Mude métodos ou planos; só não desista de você.

SOBRE O CÉU DE CADA UM: PARTIDAS E CHEGADAS.

As despedidas pedem que a gente descubra onde fica o nosso céu, particular, tão nosso que independa da previsão do tempo, do outro e da própria vida. Sobra espaço no vazio, a dor faz eco nas gavetas e armários, o perfume fica com medo de se perder nos dias que passam. A esquina fica longe, falta coragem, sobra dor.

O silêncio, esse barulho que reside na alma, se aconchega em nossos braços. Chega sorrateiro e conta das coisas vividas e do que faltou viver, das juras perdidas no chuveiro aberto, no café costumeiro, no lençol cansado.

A gente chora, como se o mundo se perdesse dentro de um cômodo, dilúvios, tsunamis, enxurradas, tempestades da alma, pedindo tempo para o corpo voltar pra onde reside. Anoitecer e amanhecer, várias vezes, vira uma janela pra isso tudo, olhos que atravessam paredes, vozes que ensurdecem, músicas que acalmam.

Aí, a gente procura o próprio céu, perdido no meio das coisas deixadas, amontoadas, amarrotadas. Volta no tempo, refaz os caminhos, estende as mãos pra quem fomos e quem somos. Serve um café pra solidão, beija o silêncio, abraça o que sobrou de nós e pede gentileza pro relógio. O nosso céu, timidamente, pede licença pra chuva chegar, molhar as plantas, trazer o cheiro da vida. Olha

COLABORADORESPERDAS E LUTOSaudade.
Por Teresa Gouvea – 

 

13 SINTOMAS PARA DETECTAR UM ATAQUE DE ANSIEDADE E COMO AJUDAR QUEM O SOFRE

Os ataques de ansiedade estão relacionados com momentos de estresse ou acontecimentos traumáticos, embora possam ocorrer mesmo em situações de calma. Conhecer alguém que sofre ou já sofreu um é algo bem comum: de acordo com um estudo publicado pela Sociedade Internacional de transtornos afetivos, mais de 10% da população adulta na Espanha sofreu um ataque desses.

Essas crises, também chamadas de “ataques de ansiedade” ou “ataques de pânico” são “uma reação emocional extrema de alarme, que chega a causar medo”, explica a Verne por telefone Antonio Cano Vindel, professor de Psicologia na Universidade Complutense de Madrid e presidente da Sociedade Espanhola para o Estudo da Ansiedade e Estresse.

Para Cano, uma das principais causas pelas quais alguém entra em pânico durante as crises de ansiedade é o medo que produz o desconhecimento dos próprios sintomas. “São semelhantes aos de uma situação de ansiedade comum, a mesma que se pode sentir ao fazer um exame ou uma entrevista de emprego”, explica, “mas ao aparecer sem explicação aparente, produzem medo e inquietude”. Por sua vez, esse medo e inquietude retroalimentam os sintomas.

“Ocorre um ciclo vicioso”, diz Cano. “Se a pessoa afetada começa a ter taquicardia, acha que pode estar sofrendo um ataque cardíaco, por isso se assusta, aumenta a ansiedade e a taquicardia piora”. A chave para minimizar os ataques e até evitá-los é, portanto, conhecer os sintomas “para não ampliá-los e saber que não podem causar nenhum dano”.

Sintomas para identificar um ataque de ansiedade

Entre os sintomas que apresenta um ataque de ansiedade, Cano enumera:

1. Aumento brusco da sensação de ansiedade e medo

2. Taquicardia

3. Fortes palpitações

4. Aumento da temperatura corporal

5. Sudoração

6. Tremores

7. Sensação de irrealidade

8. Despersonalização (sentir-se fora de si mesmo) ou desrealização (sensação de que o que está acontecendo não é real)

9. Medo de morrer, perder o controle ou o conhecimento

10. Sensação de estar se afogando

Além dos sintomas mencionados por Cano, o Manual diagnóstico de transtornos mentais, da Associação Norte-Americana de Psiquiatria, também enumera:

11. Sufocação

12. Opressão ou desconforto no peito

13. Sensação de entorpecimento ou formigamento.

Em um ataque de ansiedade nem todos esses sintomas aparecem. Com o surgimento da sensação de ansiedade e medo – sintoma principal – devem aparecer pelo menos mais quatro sintomas dos enumerados acima. Todos eles começam abruptamente e, se não forem controlados, atingem seu auge nos primeiros 10 minutos. Não têm uma duração determinada: “Vai depender de como a pessoa processar e quanto demore para se distrair”, explica Cano.

“Os fatores que pioram uma crise de ansiedade são a magnificação e a atenção aos sintomas”, diz o psicólogo. “Além disso, nos casos de pessoas que já sofreram um, a antecipação: a própria ansiedade que provoca pensar em um ataque pode chegar a provocá-lo”. A chave para o psicólogo é, portanto, conseguir desviar a atenção dos sintomas assim que aparecerem, para não agravá-los.

 

Testo original de  El Pais.

Saude Mental, Ansiedade, Psicologias do Brasil

Por Alan Lima – 

A terapia de casal pode ser indicada para casal de namorados? Ou é coisa apenas dos casados?

A terapia de casal pode ser indicada para casal de namorados? Ou é coisa apenas dos casados?

A terapia de casal tem como objetivo fazer com que casais superem seus problemas e retomem a felicidade e a leveza. Sendo assim, é completamente válido que um casal de namorados que passa por problemas procure a ajuda de um terapeuta de casais.

Quando optar pela terapia de casal?

Os casais podem optar pela terapia devido aos mais diversos problemas, como: ciúmes excessivo, discussões cada vez mais longas e frequentes, cobranças em excesso, divergência de interesses e planos, intolerância entre o casal, entre outros problemas.

Geralmente, ao procurar por terapia, o casal já tentou diversas formas de solucionar as divergências, sem sucesso. Acontece que, absorto em seus conflitos, os casais não enxergam os problemas de maneira ampla, tampouco de maneira imparcial. A imparcialidade trazida pelo terapeuta de casais é que fará com que o casal possa enxergar o lado do outro, compreender as razões, necessidades e mágoas do parceiro, ao mesmo tempo em que se expressa e é compreendido.

A importância da terapia de casal para os casais de namorados

Quando se trata de casais de namorados, a terapia de casal tem especial importância, pois ajuda o casal a superar conflitos que, se não superados, podem se tornar problemas ainda maiores depois do casamento, fase em que a convivência se intensifica e qualquer desarranjo se torna um incômodo maior.

Como funciona a terapia para casais de namorados?

O primeiro passo buscado pela terapia de casal é a recuperação da comunicação, fazendo com que o casal converse e coloque para fora o que estava guardado e incomodando. Casais precisam entender que não existe relação harmônica quando o diálogo não é pleno. Tudo precisa ser falado, nenhum incomodo deve ser escondido do outro.

Recuperada a comunicação, tendo as versões do problema sido expostas pelo casal, o terapeuta de casais os ajudará a desenvolver estratégias que solucionem os conflitos. O casal será orientado quanto a melhores formas de agir, para que no dia a dia possam fortalecer a relação estremecida.

É importante que o casal realmente queira recuperar a harmonia do relacionamento, pois situações assim podem demandar esforço, abrindo mão onde for possível abrir, cedendo onde for possível ceder, mantendo a comunicação estável, dentre outros pontos.

A terapia de casal orienta, mas o casal é quem decide.

A terapia de casal não dita regras, apenas orienta e busca soluções conjuntas para um melhor relacionamento. Cabe ao casal tomar as decisões necessárias para recuperar a harmonia da relação.

 

Por Ana Carolina Morici

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