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PARA NÃO SABOTAR OS PRÓPRIOS SONHOS

Quem deseja materializar sonhos sabe que há um preço a pagar.
É quase impossível alcançar objetivos sem foco, disciplina e algum sacrifício.
Disso resulta que não são poucos os que desistem no meio do caminho ou mesmo próximo ao ponto de chegada. Até os mais confiantes experimentam sentimentos de vulnerabilidade que os levam a sabotar os próprios sonhos. Eles procrastinam, abandonam projetos e desistem de trabalhos importantes, mesmo em fase de acabamento.
Nessas horas, é fundamental alimentar o senso de disciplina e a confiança realística para combater a negatividade e prevenir ataques de desânimo. Vejamos alguns antídotos que podem ajudar a instalar circuitos constantes de ação mais eficaz e afastar o risco de virarmos sabotadores de sonhos.
Haja com autonomia, mas cuide dos impulsos. Faça escolhas com independência, entretanto, guie-se por princípios para não violentar seus valores fundamentais.
O imediatismo não é bom conselheiro. Considere as implicações de seus atos para além das circunstâncias imediatas, por isso, avalie o impacto das decisões a tomar pelo menos no médio prazo.
A dissipação de tempo e esforço, por exemplo, é inimiga da eficiência e da autoestima. Assim, antes de iniciar um projeto, verifique se ele está afinado aos seus propósitos; os recursos a utilizar; o retorno a obter e planeje sua ação sem perder de vista esses aspectos.
Lembre-se de que a energia pessoal é um recurso tão valioso quanto o tempo. Daí, se depois de exame consciencioso, você decidir iniciar um curso de ação, veja o que o estimula e o que costuma sugar sua energia.

Há diversas formas de energizar a ação. Esteja atento aos seguintes pontos.
Se o desânimo for ocasionado pelo cansaço, faça intervalos estratégicos (não muito longos), o suficiente para repor energias. Uma metodologia ruim dificulta tarefas e acrescenta fadiga, faça pequenas paradas para reavaliar o método de trabalho.
Mantenha a autoestima. O sentimento de menos valia pessoal mina a autoconfiança, repercutindo negativamente no estilo de trabalho.

Nos ataques de baixa autoestima, visualize sua história de vida, relembre feitos e conquistas. Isto fortalece a confiança e ajuda a retomar a tarefa com vigor. Seja humilde e acessível. Peça ajuda e orientações. Diga aos amigos a necessidade de receber incentivos e feedback sobre o que conseguiu realizar. Essa iniciativa evitará sentimentos de desamparo, além de incrementar sua força psicológica.
Procure fontes de inspiração. Invoque para seus sonhos, a força de pessoas que não fugiram de si mesmas e cujas ações são modelares e lembram de que se foi possível para eles, também pode ser para você. Quando nos sentimos inspirados temos mais tolerância à frustração e tentamos mais, antes de desistir, então, inspire-se. Veja quem são seus modelos e não hesite em incorporar formas de agir e pensar na materialização de seu sonho.
Sobre a disposição humana para devotar-se a uma causa ou sonho, Viktor Frankl, psiquiatra austríaco, trouxe pensamentos esclarecedores. No livro ‘A Busca do Sentido’, ele demonstra sua crença na capacidade do homem de dedicar-se a algo para além das limitações. Sobre isso ele diz: ‘o homem é o ser que sempre decide o que ele é’.
Outra noção sobre o assunto pode ser extraída do pensamento de Nietzsche – filósofo dedicado à busca do entendimento da condição humana. É dele o convite ‘Ouse conquistar a si mesmo’ que conclamava todos a tomar posse de si para deixarem de serem vítimas do destino. Finalizando esta reflexão, repetimos o convite nietzschiano: ouse conquistar a si mesmo! Saiba, vai haver momentos de extrema confiança e outros de fraqueza. A despeito deles, prossiga.
Mude métodos ou planos; só não desista de você.

Insatisfação é inveja ?

amigos brigados A MASSACRANTE FELICIDADE DOS OUTROS

Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima
nenhuma.
Estamos todos no mesmo barco. Há no ar um certo queixume sem razões
muito claras.
Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão,
marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê
perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem. De onde vem
isso?
Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio
Cícero, uma música que dizia: “Eu espero/ acontecimentos/ só que quando
anoitece/é festa no outro apartamento”.
Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado
estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite.
É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido
de ser feliz como os outros são, ou aparentam ser. Só que chega uma hora
em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.
As festas em outros apartamentos são frutos da nossa imaginação, que
é infectada
por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias.
Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas
angústias,
revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então
fica
parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando
na verdade a festa lá fora não está tão animada assim.
Ao amadurecer, descobrimos que estamos todos no mesmo barco, com motivos
pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, liternadamente.
Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados
pra consumo externo.
“Todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores, social
e filosóficamente corretos. Parece que ninguém, nenhum deles, nunca levou porrada.
Parece que todos têm sido campeões em tudo”.
Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e
olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose
de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta. Nesta era de
exaltação de celebridades – reais e inventadas – fica difícil mesmo achar que a
vidada gente tem graça. Mas tem.
Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões
e re-começos, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será
que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto
a todos os produtos dos patrocinadores?
Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão
e modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada
vez que você sai de casa? Será bom só sair de casa com alguém todo tempo
na sua cola a título de segurança?
Estarão mesmo todas essas pessoas realizando um milhão de coisas interessantes
enquanto só você está em casa, lendo, desenhando, ouvindo música, vendo
seu time jogar, escrevendo, tomando seu uisquinho?
Tenha certeza que as melhores festas acontecem sempre dentro do nosso
próprio apartamento.

(Martha Medeiros, 44 anos, jornalista e poeta)

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