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A falta que nos move

Como lidar com a sensação de vazio, de necessidade e carência que boa parte de nós experimenta

Numa entrevista antiga, a atriz Isis Valverde desabafou: “Tenho um buraco enorme dentro de mim, uma falta que não consigo explicar ou preencher, e que está sempre presente em tudo o que faço”. Como um pano de fundo, esse sentimento a acompanha em suas conquistas, projetos, relacionamentos. Às vezes fica encoberto, mas se há um pouco de silêncio interior, ele pode se manifestar claramente. E isso não acontece só com ela. O que Isis descreveu tão bem é algo que habita o coração de todos.

Essa quase indefinível sensação de necessidade e carência foi descrita pela filosofia, pela psicologia, pela literatura. Para alguns ela é intensa, para outros se apresenta menos profundamente e com mais raridade. Porém, uma vez ou outra na vida, nos encontramos com esse sentimento inequívoco de falta de algo que nem conseguimos definir direito o que é. “Na mitologia grega, a mãe de Eros, o desejo, é a Penúria, a falta. Sabiamente, os gregos colocavam a carência como a origem de tudo que desejamos na vida. Para eles, esse gosto de escassez, de insuficiência, de insatisfação é a grande faísca que dá partida às nossas ações, planos e sonhos”, diz a professora de mitologia Helenice Hartmann.

Saber disso gera alívio. Muita gente não consegue identificar esse aperto no peito que nos angustia, e mal percebe que ele está ali presente, ou que sequer existe. Ao dar um nome para esse sentimento difuso, mas insistente, a vida pode se reorganizar de uma maneira diferente. Podemos reconhecer o que nos incomoda e, mais que isso, observar como essa falta primordial é capaz de conduzir, nem sempre de uma maneira mais sábia, a maioria dos nossos movimentos existenciais. Com base nessa nova consciência, é possível, então, uma regulação mais equilibrada de nossos desejos: já sabemos o que os origina, e assim podemos administrá-los melhor. Se admitimos que essa falta jamais será preenchida com as ilusões do universo material, ou mesmo emocional, vamos abrandar a fome com que nos atiramos às pessoas e às coisas. Dessa maneira, é possível nos contentarmos mais com a vida, e até nos alegrarmos e nos sentirmos gratos com o que já temos, pois atendemos a essa necessidade de outra forma. “Não se trata de suprimir o desejo, mas de transformá-lo: de desejar um pouco menos aquilo que nos falta e um pouco mais aquilo que temos; de desejar um pouco menos o que não depende de nós e um pouco mais aquilo que de fato depende”, sugere o filósofo francês contemporâneo André Comte-Sponville. Sem dúvida, isso já é um ótimo começo.

A descoberta da falta

Saber que existe esse vazio interno pode se tornar uma descoberta fascinante. Tanto que ela é capaz de tocar vários autores. A diretora carioca Christiane Jatahy fez uma peça teatral e, depois, um filme (A Falta Que nos Move) que fala dessa necessidade primordial do ser. Para realizá-los, uma de suas fontes de inspiração foi o filósofo alemão do século 19 Arthur Schopenhauer. Segundo ele, o sentimento de ausência é o movimento precursor da busca que o ser humano empreende em sua vida: a procura pela realização pessoal, pelo relacionamento com o outro e pela tão fugidia felicidade. “Todo desejo nasce de uma falta, de um estado ou condição que não nos satisfazem: portanto, enquanto não for satisfeito, ele é sofrimento”, escreveu o pensador.

Outro que se aprofundou nesse tema no século 20, e que também influenciou a diretora Christiane Jatahy, foi o psicanalista francês Jacques Lacan. Ele afirmava que esse vazio primordial alimenta a procura do homem por sua própria verdade. Portanto, para Lacan, a falta não é, em si, negativa ou indesejável, mas o poderoso estopim de uma busca interna que pode se tornar reveladora. Para exemplificá-la, Christiane colocou em seu filme quatro atores que procuram tocar o sentimento de falta que mobiliza cada um deles. Como os personagens da peça teatral Esperando Godot, do irlandês Samuel Beckett, eles aguardam um convidado que nunca chega para jantar. A espera desnuda o vazio em que eles vivem, e a sensação de falta que modula suas esperanças e ilusões. Mas, se ela é bastante perceptível para quem assiste ao filme, os quatro parecem inconscientes dela a maior parte do tempo. Mais ou menos como acontece com todos nós.

Amar um pouco mais

A lógica é simples: se espero conseguir algo, é porque me falta alguma coisa, certo? Portanto, a esperança primordial, aquela que alicerça todas as outras esperanças que habitam nosso coração, é nossa vontade de conseguir preencher esse vazio que nos consome. Por isso mesmo, os estoicos desconfiavam muito dela. “Esperar um pouco menos, amar um pouco mais”, propunha essa antiga corrente de filosofia da Grécia. Em outras palavras, mais ação e menos expectativas. Porque ao colocar o desejo de satisfação no futuro, nos deslocamos do presente e aumentamos nossa angústia. Para evitar isso, os estoicos adotavam uma medida prática: satisfaziam-se com o que tinham. Para eles, desejar mais do que o momento proporciona era garantia de infelicidade. Contrariando o senso comum, que diz que “não se pode viver sem esperança”, eles a consideravam a maior das adversidades. “Porque ela é, por natureza, da mesma ordem da falta, da tensão insaciada. Vivemos continuamente na dimensão do projeto, correndo atrás de objetos colocados num futuro mais ou menos distante, e pensamos, ilusão suprema, que nossa felicidade depende da realização concreta de fins medíocres, ou grandiosos, pouco importa, que estabelecemos para nós mesmos”, escreveu com sabedoria o educador e pensador francês Luc Ferry no livro Aprendendo a Viver (Editora Objetiva).

E há outro bom motivo para não se depender da esperança da satisfação de um desejo: assim que o realizamos, outro buraco se forma, outra falta, que exigirá o seu preenchimento. “Assim que um objetivo é alcançado, temos quase sempre a experiência dolorosa da indiferença, ou mesmo da decepção”, continua Luc Ferry. “Como crianças que se desinteressam do brinquedo no dia seguinte ao Natal, a posse de bens tão desejados não nos torna nem melhores nem mais felizes do que antes”. Nada se modifica e enquanto se espera viver, a vida passa. “Nenhuma satisfação é duradoura: ao contrário, ela é ponto de partida para novos desejos. Em todo lugar vemos desejos sendo frustrados e impedidos de se realizar, de diversas maneiras; por toda a parte vemos pessoas lutando por eles, e assim eles sempre aparecem como sofrimento. Não há término para o esforço, não há medida e não há fim para o sofrimento”, afirmava Schopenhauer. “I can get no satisfaction”, portanto, não é apenas o grito de Mick Jagger, mas o de todos nós.

Viver entre a esperança de ter, ou ser, e o medo de não ter, ou de não ser, pode se tornar outra forma de tortura. “O medo é a face complementar da esperança. Temos esperança porque, no fundo, temos medo de não ter nosso desejo satisfeito. Esperamos que ele se realize, mas temos medo de que ele não se realize”, diz indo direto ao ponto a monja budista americana Pema Chödron. Em resumo, para não sofrer tanto com as expectativas, é necessário aceitar a vida como ela é, e reconciliar-se consigo mesmo. “É possível fazer planos, é claro, mas não depender disso para ser feliz. A felicidade está dentro de nós, e não fora, no outro, no futuro ou em outras circunstâncias”, diz Pema. Ao constatar isso, já fica mais fácil nos livrarmos de outra forma de sofrimento ocasionado pela falta: a inveja.

Quem, eu?

Você e seu namorado não estão muito bem e sua melhor amiga intervém e… dá em cima dele. De uma parte, você já sabe o motivo por que aconteceu isso: inveja. Afinal, você falou para ela o quanto vocês cuidavam um do outro, os encontros apaixonados… Quem não iria espichar o olho? Além disso, ela não tinha uma relação satisfatória há tempos. Se você for um menino, pode adaptar o exemplo para o caso de um colega que está a fim do seu cargo, por exemplo, aquele que você treinou e a quem deu todas indicações para ocupar seu posto. Como, nos dois casos, a pessoa teve a coragem de trair sua confiança?

Simples. Ela se comparou a você e achou que tinha condições de ter o que você tinha. Além de inveja, a cobiça. O que você talvez ainda não saiba é que a inveja, a avareza, a luxúria, o orgulho, enfim, todos os pecados capitais, se ancoram no sentimento de falta. O raciocínio é esse: ou eu acho que tenho mais do que outro (orgulho e vaidade), ou não quero perder o que eu penso ter (avareza), ou desejo ter o que o outro tem e que eu não tenho (inveja, cobiça). E há uma razão para essa comparação. No caso da inveja, a sensação de incapacidade e de insatisfação gerada pela falta nos reduz a um tamanho interno bem pequeno. Julgamos não ter nada, não ser nada. E justamente por causa disso estamos sempre nos comparando (e competindo) com o próximo.

É uma triste condição. E ninguém está imune a ela. Toda vez que nos comparamos a alguém que admiramos e que nos sentimos insuficientes ou incapazes de ser ou ter o que essa pessoa é ou tem, entramos para o indesejável círculo dos 99. Você já ouviu falar? Vale a pena conhecer. Dizem que um rei triste contratou um bobo da corte muito feliz para alegrá-lo. Porém, mais do que rir, ele queria saber o que tornava o bobo tão feliz. Ele consultou os sábios da corte, que concluí­ram: o bobo era assim porque estava fora do círculo dos 99. Para exemplificar sua teoria, sugeriram que o rei deixasse na porta do bobo um saco com 99 moedas de ouro e o observasse escondido. Além disso, o monarca deveria deixar o seguinte bilhete: “Estas 100 moedas de ouro são suas. O tesouro é um prêmio por você ser um homem bom e feliz. Desfrute-o e não conte a ninguém onde o encontrou”. O rei aceitou o desafio.

O bobo achou o presente e, sem acreditar no que via, começou a contar as moedas: 97, 98… 99! Faltava uma! Inconformado, contou de novo. “Que droga! Como assim?!?”, perguntava a si mesmo. O rei via que, em vez de ficar contente por ter recebido as moedas, ele estava com uma expressão angustiada e tensa. Depois de recontar o dinheiro, o bobo começou a fazer planos de como conseguiria a última moeda, tarefa que iria consumir alguns anos e que o manteria insatisfeito e infeliz até realizá-la. Abismado, o rei presenciava como o menestrel acabava de entrar para o círculo dos 99, e assim iniciava sua vida de homem infeliz.

Toda vez que sentimos inveja, também entramos no círculo dos 99. Olhamos para o que achamos que nos falta, em vez de olhar para nossa completude. De novo o budismo pode nos ajudar a compreender essa questão. Segundo essa filosofia, já somos naturalmente seres iluminados, felizes e cheios de amor e compaixão. Porém, essa realidade está encoberta pela sensação de falta e pelos desejos que surgem por querer suprimi-la. “Nossa consciência é pura e boa. O único problema é que ficamos tão envolvidos com os altos e baixos da vida que não encontramos tempo para fazer uma pausa e observar o que já temos”, diz o monge Mingyur Rinpoche em sua carta de despedida, antes de partir para um retiro de três anos nas montanhas do Nepal. “Não se esqueça de abrir espaço em sua vida para reconhecer sua natureza básica, para ver a pureza do seu ser e deixar que suas qualidades inatas de amor, compaixão e sabedoria possam surgir naturalmente”, escreveu. É como se essa natureza primordial fosse uma pequena planta que, nutrida por práticas como a meditação ou a contemplação, se tornasse forte e florescesse, trazendo mais felicidade e satisfação para nossa vida.

Aqui começamos a vislumbrar a saída do problema: para preencher esse buraco existencial, não é preciso preenchê-lo, mas transcendê-lo. Seja com uma abordagem espiritual, seja com base no encontro com o outro. É o que vamos ver a seguir.

Superação da circunferência

Ao traçar num papel o círculo que representa um buraco, vemos que ele tem limite: a própria circunferência. O que nos separa da integração com um todo é justamente essa fronteira. “Nas antigas civilizações, como as do Oriente, o indivíduo sentia-se mais integrado a sua cultura, a seu universo. A noção de falta era menos presente e sentida porque toda uma estrutura o amparava em suas decisões, comportamentos e objetivos. Mas hoje, na modernidade, essa integralidade não mais existe. Vivemos uma cultura fragmentária e individualista”, diz a psicanalista paulista Andrea Naccache, de formação lacaniana. “Por isso recorremos tanto ao Oriente: para tentar resgatar esse sentimento de integração de corpo, mente e espírito com o universo”, diz ela. Mas o caminho também pode ser outro. “O que nos leva a ultrapassar a circunferência e transcendê-la é o outro. É ele que nos estimula a ultrapassar nossos limites e a fazer essa passagem. É dessa maneira que podemos ir além de tudo o que achamos que somos, ou do que acreditamos que podemos”, diz a psicóloga.

Isso mesmo: a falta nos guia em direção a quem está em nossa volta. Porque é justamente entre as pessoas que está aquela que nos vai impulsionar. Seja um amigo (ou um inimigo…), seja o ser amado, um mestre, um livro escrito por alguém. “Assisti a um filme ontem, Homens de Honra, que conta a historia do primeiro mergulhador negro do Exército americano. Ele teve que superar limites fortes para conseguir fazer isso. E quem o estimulou a vencer essa luta foi o pai”, conta Andrea. “Freud falou da falta como a perda de um objeto de amor primordial. Ele se concentrou na dinâmica do desejo, e em sua possível frustração. Hoje, a psicanálise se orienta para analisar formas de satisfação presentes. E o encontro com o outro nessa dinâmica é fundamental”, diz ela. Não é à toa que num dos poemas mais intensos de Fernando Pessoa (“A Tabacaria”), o simples aceno do dono de uma loja consegue tirar do autor o sofrimento diante do vazio da vida. A salvação é motivada pela ação do outro.

Na metafísica, a resposta é semelhante. É a união com o Divino, ou com o estado primordial de amor e compaixão, que nos vai fazer superar a falta. É isso o que nos diz, por exemplo, Meister Eckhart, o grande místico medieval alemão: “Vede! Este homem permanece numa única e mesma luz com Deus: é por isso que não há nele nem sofrimento nem sucessão, mas uma igual eternidade (…) Ele permanece num agora que, em todo o tempo e sem cessar, é novo”. Para Eckhart, nossa falta primordial é ontológica: é o desejo da alma de se unir a Deus, que, nesse caso, é um outro divino. “Essa semente (na alma) pode estar encoberta ou oculta, mas jamais aniquilada ou extinta. Ela é ardente, brilha, ilumina e queima, e tende sem cessar para Deus.”

Assim, não precisamos de mais nada. Pois a falta primordial deixa de existir. “O sábio não tem mais nada a esperar ou a exigir”, diz o filósofo André Comte-Sponville. “Como não precisa de nada, é inteiramente feliz.” E o escritor francês Matthieu Ricard, em seu livro Felicidade (Editora Palas Athena), complementa a ideia: “Somos responsáveis pela escassez que nos aflige. Não nascemos sábios, nos tornamos”. É a sabedoria, portanto, que nos ajuda a encontrar o bom caminho para transcender aquilo que nos falta.

Liane Alves, 25/05/2017; REVISTA VIDA SIMPLES.

SOBRE O CÉU DE CADA UM: PARTIDAS E CHEGADAS.

As despedidas pedem que a gente descubra onde fica o nosso céu, particular, tão nosso que independa da previsão do tempo, do outro e da própria vida. Sobra espaço no vazio, a dor faz eco nas gavetas e armários, o perfume fica com medo de se perder nos dias que passam. A esquina fica longe, falta coragem, sobra dor.

O silêncio, esse barulho que reside na alma, se aconchega em nossos braços. Chega sorrateiro e conta das coisas vividas e do que faltou viver, das juras perdidas no chuveiro aberto, no café costumeiro, no lençol cansado.

A gente chora, como se o mundo se perdesse dentro de um cômodo, dilúvios, tsunamis, enxurradas, tempestades da alma, pedindo tempo para o corpo voltar pra onde reside. Anoitecer e amanhecer, várias vezes, vira uma janela pra isso tudo, olhos que atravessam paredes, vozes que ensurdecem, músicas que acalmam.

Aí, a gente procura o próprio céu, perdido no meio das coisas deixadas, amontoadas, amarrotadas. Volta no tempo, refaz os caminhos, estende as mãos pra quem fomos e quem somos. Serve um café pra solidão, beija o silêncio, abraça o que sobrou de nós e pede gentileza pro relógio. O nosso céu, timidamente, pede licença pra chuva chegar, molhar as plantas, trazer o cheiro da vida. Olha

COLABORADORESPERDAS E LUTOSaudade.
Por Teresa Gouvea – 

 

Achando Sentido no Luto

Uma palavra de Viktor Emil Frankl para animar os desalentadosluto

Quando Paulo e Barnabé, em cerca de 46 depois de Cristo, entraram num sábado na sinagoga de Perge, na costa sul da atual Turquia, os responsáveis lhes disseram: “Se vocês têm alguma palavra para animar o povo, podem falar agora” (At 13.15, NTLH). Paulo não perdeu a oportunidade. Ele discursou de tal modo que as pessoas “pediram com insistência que eles voltassem no sábado seguinte a fim de falarem sobre o mesmo assunto” (At 13.12, NTLH).

A seguir, o leitor vai encontrar palavras, não de Paulo, mas de Viktor Frankl, o famoso psiquiatra austríaco que passou quase três anos em campos de concentração (veja Como é possível sobreviver num campo de concentração?)

Sobre a arte de viver
• Não procurem o sucesso. Quanto mais o procurarem e o transformarem num alvo, mais vocês vão errar. Porque o sucesso, como a felicidade, não pode ser perseguido; ele deve acontecer, e só tem lugar como efeito colateral de uma dedicação pessoal a uma causa maior do que a pessoa, ou como subproduto da rendição pessoal a outro ser.
• A vontade de humor — a tentativa de enxergar as coisas numa perspectiva engraçada — constitui um truque útil para a arte de viver.
• Com o fim da incerteza chega também a incerteza do fim.
• Quem não consegue mais acreditar no futuro — seu futuro — está perdido num campo de concentração.
• O prazer é e deve permanecer efeito colateral ou produto secundário. Ele será anulado e comprometido à medida que se fizer um objetivo em si mesmo.
• O ser humano é um ser finito e sua liberdade é restrita.

Sobre o sentido da vida
• Ouso dizer que nada no mundo contribui tão efetivamente para a sobrevivência, mesmo nas piores condições, como saber que a vida da gente tem um sentido.
• O que o ser humano realmente precisa não é um estado livre de tensões, mas antes a busca e a luta por um objetivo que valha a pena, uma tarefa escolhida livremente. O que ele necessita não é a descarga de tensão a qualquer custo, mas antes o desafio de um sentido em potencial à espera de ser cumprido.
• O sentido de vida difere de pessoa para pessoa, de um dia para o outro, de uma hora para outra. O que importa, por conseguinte, não é o sentido da vida de um modo geral, mas antes o sentido específico da vida de uma pessoa em dado momento.
• O sentimento de falta de sentido cumpre um papel sempre crescente na etiologia da neurose.
• As pessoas têm o suficiente com o que viver, mas não têm nada por que viver; têm os meios, mas não têm o sentido.
• O niilismo não afirma que não existe nada, mas afirma que tudo é desprovido de sentido.

Sobre a arte de sofrer
• Se é que a vida tem sentido, também o sofrimento necessariamente o terá. Afinal de contas, o sofrimento faz parte da vida, de alguma forma, do mesmo modo que o destino e a morte. Aflição e morte fazem parte da existência como um todo.
• Precisamos aprender e também ensinar às pessoas em desespero que a rigor nunca e jamais importa o que nós ainda temos a esperar da vida, mas sim exclusivamente o que a vida espera de nós.
• Deus espera que não o decepcionemos e que saibamos sofrer e morrer, não miseravelmente, mas com orgulho!
• Ninguém tem o direito de praticar injustiça, nem mesmo aquele que sofreu injustiça.
• Quanto mais uma pessoa esquecer-se de si mesma — dedicando-se a servir uma causa ou amar outra pessoa –, mais humana será e mais se realizará.
• Sofrimento, de certo modo, deixa de ser sofrimento no instante em que se encontra um sentido, como o sentido de um sacrifício.
• O sofrimento desnecessário é masoquismo e não ato heroico.

Sobre o “nem tudo está perdido”
• Se houve um dia na vida em que a liberdade parecia um lindo sonho, virá também o dia em que toda a experiência sofrida no passado parecerá um mero pesadelo.
• O ser humano é capaz de viver e até de morrer por seus ideais e valores.
• O passado ainda pode ser alterado e corrigido.
• Quando já não somos capazes de mudar uma situação, somos desafiados a mudar a nós próprios.
• Quando o paciente está sobre o chão firme da fé religiosa, não se pode objetar ao uso do efeito terapêutico de suas convicções espirituais.
• Uma das principais características da existência humana está na capacidade de se elevar acima das condições biológicas, psicológicas e sociológicas, de crescer para além delas.
• As pessoas decentes formam uma minoria. Mais que isso, sempre serão uma minoria. Justamente por isso, o desafio maior é que nos juntemos à minoria. Porque o mundo está numa situação ruim. E tudo vai piorar mais se cada um de nós não fizer o melhor que puder.

Pensar – Crenças geram pre-Conceitos

Escolher Errado Pode Levar a Caminhos Certos

 E ÀS VEZES SÃO AS ESCOLHAS

   ERRADAS QUE TE

 LEVAM AO RUMO CERTO

escolhasJá parou para pensar se aonde está agora é onde planejou quando foi criança?

Muitas vezes pode até ser, mas algumas escolhas, e o próprio acaso, ou como outros chamam de destino, acaba trilhando aonde deveríamos estar e o porquê. Não é tudo que depende da gente, mas a maior parte dos acontecimentos ao nosso redor que dependem do nosso querer e da nossa vontade podem sim depender, e muito, apenas de nós mesmos.

Sabe aquele teste que não teve coragem de ir? Aquela festa que não foi por vergonha? Aquele final de semana no sítio que deixou de ir por bobeira? Aquela prova que não estudou por preguiça? Aquela pessoa que deixou de conhecer melhor por falta de iniciativa? Aquela conversa que não aconteceu porque não teve coragem de iniciá-la? Ou até mesmo aquele final de tarde que poderia ser perfeito, mas rolaram desentendimentos que deixaram tudo sem graça. Em todos eles as escolhas foram suas, você teve tempo de pensar, teve opções e escolheu apenas uma.

Algumas vezes escolhemos bem, ou mal. Depende de quem vê, de onde vê e de que ponto de vista enxerga. Eu já decidi várias coisas em minha vida que depois me arrependi, alias, que senti que errei. Mas sei que se não tivesse feito errado não saberia o que era realmente o certo. E quem sabe, na hora que fiz, não era o certo?

Cada uma das nossas escolhas trilham o nosso caminho. Já ouviu falar que o que viverá no futuro é o resultado das suas escolhas do presente? Então está na hora de tomar boas decisões, propor metas, segui-las e não deixar, que por bobagem, você perca, estrague ou atrapalhe um futuro ótimo e que valerá realmente a pena.

Parece que estes textos que faço assim, com a inspiração de alguma frase, me soam tão autoajuda. Talvez não seja a intenção, talvez seja a vontade de ajudar quem ainda não pensou desta forma, quem ainda não viu que o futuro são eles quem fazem.

Fonte: Aninha Carvalho

 

 

 

 

 

 

Mente & Cérebro . Como Desenvolver Suas Potencialidades?

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Na antiguidade os filósofos acreditavam que as emocões estavam ligadas a alma, hoje no mundo comtemporanêo tudo acontece a nível cerebral ou seja as emocões estão ligadas no hipotálamo, no sistema límbico do cérebro.Mente e alma ou seja o que é metafísico se manifesta na mente/ alma,parte imaterial.

Mas o que é mente e cérebro? Mente é onde aloja nossas emocões,sentimentos, nossa capacidade de sensibilizar diante da vida. Cerébro é o que aloja nossa caixa craniana onde todas as conexões neurais e estruturas se interligam , é a parte “física”,material.

Acredita se hoje que a mente ou seja a alma seja uma manifestacão do corpo que seria o cérebro.

A neurociência é a ciência que estuda as bases neurais da atividade psicológica, denominda neurociência cognitiva. Com o avanco da neurociência surgiram novos questionamentos científicos com relacão das bases neurais da atividade psicológica e do cérebro.

A evidências de que a interacão entre mente e cérebro seja de mão dupla.Ou seja: a mente pode alterar a própia química do cérebro, como acontece na metidacão.(Revista ,Vida Simples.Outubro 2012/Ed. 123)

Será que todos os nossos comportamentos são determinados pela bioquímica do cérebro? Somo donos dos nossas vidas, temos livre arbítrio? Se somos comandados somente pelo cérebro qual o papel da psicologia e das relacões humanas?

É certo que o hormônio ocitocina, por exemplo, estreita a relacão do corpo e da mente pois age nas emocões, na autoconfianca, na área sexual , parto.A neurociência fornece verdades gerais sobre o funcionamento do cérebro , muitas vezes com ajuda de imagens pois ela comprova que há uma correlacão entre uma emocão e uma substância específica ligada a essa emocão no cérebro, o que mostra uma ligacão entre as as duas variáveis sem contudo ser causa e consequência.

Podemos tomar um medicamento psiquiátrico como antidepressivo, ansiolítico eles aliviam o sintoma, porém não mudam o comportamento.”Ë preciso identificar as causas da depressão ,que em geral não estão apenas em um desequilíbrio químico cerebral mas também em fatores ambientais e no histórico de vida da pessoa”,ilustra Teixeira em Filosofia do Cérebro.Podemos escanear o cérebro de alguém, como os grandes líderes, seria possível explicar suas forcas políticas,religiosas? Poderiam ter características específicas mas com certeza têm suas peculiaridades próprias de suas vivências.

O importante é acabarmos com o preconceito com relacão ao uso de medicamentos e a prática da terapia para melhorarmos nossa saúde e qualidade de vida.

A neurociência é fundamental para o avanco da psiquiatria e psicologia ou seja da ciência,” como sugeriu Vylanour Ramachandran, a heranca platônica que nos vê apenas como uma alma aprisionada no corpo tende a acabar” ,estaria aberto a interface entre a fisiologia e a psicologia.

É importante essas duas ciências caminharem juntas pois ainda a subjetividade acontece a nível de significados, não há como medir sentimentos.

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