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Como Diagnosticar Doenças Psiquiátricas

pensamentoComportamento estranho e criatividade andam juntos, segundo pesquisa

Em Nashville, Tennessee, um estudo de pesquisadores da Universidade Vanderbilt recentemente publicado na revista Schizophrenia Research concluiu que as pessoas com esquizotipia (um tipo de esquisitice benigna) são as mais propensas a produzir processos criativos do que as pessoas normais e as esquizofrênicas.

Com base em dois experimentos realizados com três grupos representando pessoas normais, esquizofrênicas e esquizotípicas, determinou-se que todas elas usam os dois lados do cérebro no momento de resolver problemas que exigem criatividade, contudo as pessoas com esquizotipia usam mais o hemisfério direito do que as pessoas normais e as esquizofrênicas.

Outros estudos tinham antes levantado hipóteses a partir de experimentos que ao utilizar melhor o hemisfério direito, os esquizotípicos estariam melhor preparados para as atividades criativas. Esta hipótese também parece ser confirmada pelo estudo recém publicado.

A idéia de que o comportamento estranho e a criatividade andam juntas não é nova, mas até agora não se tinham dados experimentais que a apoiasse.

Fonte
Melanie Moran Odd behavior and creativity may go hand-in-hand Universidad Vanderbilt 6 de setembro de 2005

Categorias: 7 de setembro de 2005Ciência e tecnologiaAmérica do NorteEstados Unidos

Como Criar Esperança? – Vida & Resiliência

2 coracões                                O valor da esperança na era da ansiedade
Emoção fundamental para a cura e o bem-estar, a esperança ainda é pouco pesquisada pela ciência. Mas já se descobriu que até os que não a trazem do berço podem adquiri-la e aprimorá-la
A esperança é a última que morre, diz o ditado. Essa associação com o último suspiro a torna um elemento precioso em termos de saúde, de realização interior e de qualidade de vida. Alguns psicólogos vêem nela a sensação ou emoção mais importante que o ser humano pode experimentar. Mas enquanto determinadas pessoas esbanjam esperança, como se a colhessem numa fonte inesgotável, outras se arrastam pela existência, totalmente estranhas a essa sensação. Ser esperançoso seria, então, uma característica inata e inacessível a muitas pessoas? A moderna pesquisa psicológica afirma que não.

Desde os anos 1950, psiquiatras, médicos e estudiosos de outras áreas têm demonstrado interesse na esperança pelo potencial de cura contido nela. Foi só na década de 1990, porém, que o assunto ganhou o primeiro plano, graças às investigações do psicólogo norte- americano C. S. Snyder, autor do livro The Psychology of Hope: You Can Get There from Here (Free Press, sem tradução para o português). Falecido em 2006, Snyder entendia a esperança como uma “idéia motivacional” que possibilita a uma pessoa acreditar em resultados positivos, elaborar metas, desenvolver estratégias e reunir a motivação para colocá-las em prática.

Snyder criou uma “Escala da Esperança” e, numa apresentação na American Psychological Association (APA), em 2005, mostrou os resultados de mais de uma década de aplicação desse recurso. Segundo suas conclusões, pessoas com “baixa esperança” têm objetivos ambíguos e trabalham para atingi-los um de cada vez. Já os indivíduos com “alta esperança” freqüentemente investem em cinco ou seis metas distintas ao mesmo tempo. As pessoas esperançosas traçaram rotas para o sucesso e caminhos alternativos na eventualidade de encontrarem obstáculos – uma providência que os indivíduos com baixa esperança não tomaram.

OUTRAS PESQUISAS acrescentaram mais características positivas à esperança. Segundo alguns estudiosos, ela é fundamental para a pessoa desempenhar bem suas atividades e envelhecer em forma. Os indivíduos esperançosos, afirmam esses pesquisadores, têm mais auto-estima, cuidam melhor de seu corpo e têm maior tolerância à dor. Sua forma “eu/nós” de pensar e ajudar os outros na busca do sucesso estimula a fraternidade e o sentimento de grupo.

Ao sintetizar os resultados de uma pesquisa relativa a idosos pacientes de depressão que foram ensinados a pensar com esperança, Snyder observou: “Conforme ficavam mais esperançosos, eles se mostravam mais agradáveis… e mais propensos a experimentar a alegria.” Com o treinamento, eles passaram a dar muito mais importância ao lado positivo das coisas e a rir de si próprios e dos outros. “Se você não aprendeu a rir de si mesmo, perdeu a melhor de todas as piadas”, afirmou Snyder.

O grande passo seguinte no estudo do tema veio na virada do século com Anthony Scioli, professor de psicologia do Keene State College, em New Hampshire (Estados Unidos). Estudioso do assunto há mais de duas décadas, ele afirma que a esperança é uma emoção extremamente importante, mas ainda “subpesquisada”. Suas pesquisas o levaram a concluir que a esperança é uma habilidade que pode ser adquirida e tem múltiplas facetas (há 14 aspectos distintos, segundo o psicólogo, apresentados no quadro acima) a serem cultivadas. Além disso, ela se autoperpetua: os esperançosos revelam-se propensos a ser mais resilientes, confiantes, abertos e motivados do que as outras pessoas, e assim tendem a receber mais do mundo – o qual, por seu lado, lhes dá motivos para ficarem mais otimistas.

Scioli se interessa pela esperança ligada não a pequenos desejos, mas a grandes sonhos. Em sua opinião, os êxitos “mundanos”, do dia-a-dia, são importantes, mas equivalem a, no máximo, 1/3 do que ele chama de “essência da esperança”.

O psicólogo norte-americano reuniu um grande volume de informações sobre o tema, reforçadas por sua própria Escala de Esperança, que desenvolveu durante seis anos. Sua teoria – definida por ele como uma “tapeçaria interdisciplinar que combina os melhores lampejos de cientistas, filósofos, poetas e escritores” – estabelece as raízes da esperança no “eu mais profundo”, reconhece a essência espiritual existente por trás dela e a força que ela extrai dos relacionamentos. Para o psicólogo, a esperança dá suporte às relações humanas, proporciona um objetivo e um significado à existência e delineia nossas possibilidades de saúde e de duração da vida.

De acordo com Scioli, a conjunção de três causas – conexão, maestria e sobrevivência – dá origem ao que ele denomina “as raízes e asas da alma, a emoção que chamamos de esperança”. Alimentar adequadamente os motivos da esperança, ele afirma, pode resultar no desenvolvimento de uma “essência esperançosa”, que consiste do “self conectado, do self com poder de decidir e do self resiliente”.

SCIOLI ENXERGA na esperança uma forte dimensão espiritual. Ela está associada a virtudes como paciência, gratidão, caridade e fé. “A fé é o bloco de construção da esperança”, afirma. O vínculo cooperativo que se estabelece não é apenas com o próximo, mas também com uma entidade superior – diferentemente do otimismo, relacionado à autoconfiança.

Há alguns anos, Scioli investigou a importância relativa da esperança, da idade e da gratidão como indicadores de bem-estar. Seu estudo, que envolveu 75 pessoas com idade entre 18 e 65 anos, revelou que o indicador mais poderoso de bem-estar era um alto nível de esperança. Ela também ajuda a reduzir a ansiedade sobre a morte e o morrer.

Em outro estudo, Scioli exibiu para um grupo de adultos na faixa entre 20 e 30 anos um clipe de dez minutos do filme Filadélfia, o qual rendeu a Tom Hanks um Oscar por sua interpretação de um homossexual que está morrendo de Aids. Depois da apresentação, ele aplicou aos voluntários um questionário relacionado ao medo da morte e do morrer. Os dados extraídos dali o levaram a concluir que a ansiedade a respeito da morte mantém-se igual em pessoas que obtiveram altas notas em esperança, mas aumenta em indivíduos cujas notas foram baixas.

Para Scioli, a esperança reflete, em última instância, a profundidade da conexão mente/corpo. Em dois estudos realizados em 2006, com pacientes de câncer na tiróide e aidéticos, ele observou que os esperançosos relataram melhores condições de saúde e menos sofrimento e preocupação com seu estado físico do que os demais pacientes. Os aidéticos esperançosos, curiosamente, manifestaram menos negação a respeito de suas condições físicas. As observações realizadas indicaram ao psicólogo que a esperança é capaz de afetar o sistema imunológico e a saúde em geral. ”

A esperança representa um ‘meio-termo’ adaptativo entre a ‘reação ao estresse’ superativada e o desmotivador ‘complexo de desistir'”, afirmam Scioli e seu parceiro, o também professor de psicologia Henry Biller, no livro Hope in the Age of Anxiety (Oxford University Press, sem tradução para o português). “No nível fisiológico, a esperança pode ajudar a transmitir um equilíbrio da atividade simpática e parassimpática enquanto assegura níveis apropriados de neurotransmissores, hormônios, linfócitos e outras substâncias críticas relacionadas à saúde. Igualmente importante, uma atitude esperançosa pode permitir a uma pessoa manter seu ‘ambiente interno’ saudável na presença de uma enorme adversidade.”

Na avaliação de Scioli, quem não abriga esperança precisa aprender urgentemente a cultivá-la – e não apenas em momentos difíceis, mas em todos os instantes. “Viver com esperança é a base para conquistar o verdadeiro sucesso, construir relacionamentos amorosos e obter uma genuína sensação de paz”, resume o psicólogo.

By Eduardo Araia

 

Como Melhorar O Nosso Humano em Nós?

amigos

Blog Psicologia Positiva e Resiliência

Você normalmente se permite ser humano?

É comum na vida adulta procurarmos agir de acordo com um padrão ideal de comportamento. Muitas vezes sem perceber, não nos permitimos viver nosso lado humano e fazemos o impossível para atender a um modelo de perfeccionismo.

Este nobre conceito foi inicialmente introduzido na psicologia positiva pelo Dr. Tal Ben-Shahar. Seu curso sobre felicidade é um dos mais populares da Harvard University, com mais de 800 alunos matriculados a cada semestre. Provavelmente você nunca imaginou que se ensinasse felicidade na Harvard, não é mesmo!

Segundo o Dr. Tal Ben-Shahar, o primeiro passo no caminho da felicidade autêntica é a permissão para ser humano. Quando aceitamos nossas emoções – que sejam: tristeza, medo ou ansiedade – como naturais, temos maiores chances de superá-las. A atitude de rejeitar e negar tais emoções leva à frustração e ao sentimento de infelicidade.

A habilidade de experimentar e expressar…

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O Bem e o Mal Que Habita em Nós- Como Lidar com Eles?

 

 

 

                                                                                             Dilema                                                                                                                              
anjos e demonios

Por que Preocupamos Tanto Com o “Outro”?

” Äs vezes é preciso tomar decisões rápidas, decisões de vida ou morte. O prisioneiro preferia deixar que o destino escolhas por ele…. Quem visse nossos rostos durante a viagem de Auschwitz até um campo de concentracão da Bavária, olhando,          pelas barras da janelinha do vagão de prisioneiros, as montanhas de Salzburgo com seus picos brilhando ao pôr do sol,        nunca acreditaria que aqueles eram os rostos de homens sem qualquer esperanca de vida e liberdade. Apesar desse fator ou talvez por causa dele -, éramos arrebatados pela beleza da natureza que não desfrutávamos há muito tempo”. V. Frankl

SONHO

Viktor Frankl, foi prisioneiro no campo de concentracão de Auschwitz, psicólogo, criador da logoterapia, “busca de sentido”.

Chegou em Auschwitz levando consigo um manuscrito científico que com certeza era o pertence que mais prezava e que lhe foi tomado como todo o resto. O pensamento era seu mais precioso bem a partir daquele momento.

A busca do sentido para Frankl é a solucão para resolver as neuroses. Saber o que somos e o que seremos é a chave para a solucão das neuroses e do equilíbrio mental. Uma visão humanista do aspecto psicológico, já que acreditava na premissa,”Quem tem uma razão para viver é capaz de suportar praticamente qualquer coisa”, frase de Nietzsche e repetida várias vezes por ele.

O sentido da vida é em primeira instância a busca de uma realizacão; é uma construção, portanto “o sofrimento pode ser visto não como um sintoma de neurose, mas como uma conquista humana”.”

“Enquanto a psicanálise freudiana requer introspeccão e autocrítica ( “princípio de prazer”) e Adler prega ( “desejo de poder”), a logoterapia tenta criar um distanciamento para que a pessoa veja sua vida de uma perspectiva mais ampla o “desejo de significado”.

Mas se ainda não identificamos o que podemos vir a ser? Frankl observa que o indivíduo moderno tem de lidar com uma liberdade quase excessiva. Não vivemos de acordo com nossos instintos nem tampouco a tradicão nos seve de guia. Nesse vácuo existencial, a busca de sentido frustrada é compensada pela necessidade de dinheiro, sexo, de diversão e até de violência.”

De acordo com a logoterapia a tríade para o sentido da vida está em:

– Criar um trabalho ou realizar uma facanha.

– Experimentar algo ou encontrar alguém (amor).

– A atitude que assumimos para evitar o sofrimento.

Ao conhecer a história e experiência de V. Frankl com a miséria humana no campo de concentracão torna se um fato a capacidade do ser humano de surpreender e ir além mesmo quando pensa que não pode mais. A busca do sentido está diretamente ligada a um encontro do indivíduo com ele mesmo, com a coerência de atitudes.

O amor, autenticidade, responsabilidade, paciência e coragem são atitudes em prol da realizacão do sentido da vida. Sabe se que muitas vezes Frankl se pegava imaginando encontrando com a esposa, ministrando palestras, redigindo novos artigos enquanto outros se jogavam nas cercas elétricas.

O pensamento e a liberdade de escolha torna o indíviduo livre dos grilhões dos pré e ou determinismos pois as situacões são meros fatos, que servem de pano de fundo para cada indivíduo construir sua história. O sofrimento, alegria, frustacão, realizacão são atitudes diante dos fatos independentes de quais forem.

Fonte: 50 Clássicos inspiradores para transformar sua vida, Tom Butler-BowdonPreocupamos

Sonhos.Qual o Papel dos Sonhos?

            Bem antes da psicologia surgir,  Platão
 sonhos2
 já compactuava com Freud e outros quanto o papel dos sonhos como fonte de realizacão de desejos..…”revolvem-se nos sonhos, quando a parte mais gentil da alma adormece e cessa o controle da razão; então, a besta feroz que habita dentro de nós, pletórica de carne ou bebida, agita-se e abala o sono, indo, vigilante, em busca do que possa satisfazer seus próprios instintos. Como sabeis, afugentará todo o pudor e prudência, nada podendo detê-la. Na fantasia, não recuará ante a cópula com uma mãe ou seja quem for, homem, deus ou fera, ou o alimento proibido, ou um ato sanguinário. Numa palavra percorrerá qualquer extensão de despudor e loucura
A República de Platão.
Edição da Oxford University, New York, 1945
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