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A falta que nos move

Como lidar com a sensação de vazio, de necessidade e carência que boa parte de nós experimenta

Numa entrevista antiga, a atriz Isis Valverde desabafou: “Tenho um buraco enorme dentro de mim, uma falta que não consigo explicar ou preencher, e que está sempre presente em tudo o que faço”. Como um pano de fundo, esse sentimento a acompanha em suas conquistas, projetos, relacionamentos. Às vezes fica encoberto, mas se há um pouco de silêncio interior, ele pode se manifestar claramente. E isso não acontece só com ela. O que Isis descreveu tão bem é algo que habita o coração de todos.

Essa quase indefinível sensação de necessidade e carência foi descrita pela filosofia, pela psicologia, pela literatura. Para alguns ela é intensa, para outros se apresenta menos profundamente e com mais raridade. Porém, uma vez ou outra na vida, nos encontramos com esse sentimento inequívoco de falta de algo que nem conseguimos definir direito o que é. “Na mitologia grega, a mãe de Eros, o desejo, é a Penúria, a falta. Sabiamente, os gregos colocavam a carência como a origem de tudo que desejamos na vida. Para eles, esse gosto de escassez, de insuficiência, de insatisfação é a grande faísca que dá partida às nossas ações, planos e sonhos”, diz a professora de mitologia Helenice Hartmann.

Saber disso gera alívio. Muita gente não consegue identificar esse aperto no peito que nos angustia, e mal percebe que ele está ali presente, ou que sequer existe. Ao dar um nome para esse sentimento difuso, mas insistente, a vida pode se reorganizar de uma maneira diferente. Podemos reconhecer o que nos incomoda e, mais que isso, observar como essa falta primordial é capaz de conduzir, nem sempre de uma maneira mais sábia, a maioria dos nossos movimentos existenciais. Com base nessa nova consciência, é possível, então, uma regulação mais equilibrada de nossos desejos: já sabemos o que os origina, e assim podemos administrá-los melhor. Se admitimos que essa falta jamais será preenchida com as ilusões do universo material, ou mesmo emocional, vamos abrandar a fome com que nos atiramos às pessoas e às coisas. Dessa maneira, é possível nos contentarmos mais com a vida, e até nos alegrarmos e nos sentirmos gratos com o que já temos, pois atendemos a essa necessidade de outra forma. “Não se trata de suprimir o desejo, mas de transformá-lo: de desejar um pouco menos aquilo que nos falta e um pouco mais aquilo que temos; de desejar um pouco menos o que não depende de nós e um pouco mais aquilo que de fato depende”, sugere o filósofo francês contemporâneo André Comte-Sponville. Sem dúvida, isso já é um ótimo começo.

A descoberta da falta

Saber que existe esse vazio interno pode se tornar uma descoberta fascinante. Tanto que ela é capaz de tocar vários autores. A diretora carioca Christiane Jatahy fez uma peça teatral e, depois, um filme (A Falta Que nos Move) que fala dessa necessidade primordial do ser. Para realizá-los, uma de suas fontes de inspiração foi o filósofo alemão do século 19 Arthur Schopenhauer. Segundo ele, o sentimento de ausência é o movimento precursor da busca que o ser humano empreende em sua vida: a procura pela realização pessoal, pelo relacionamento com o outro e pela tão fugidia felicidade. “Todo desejo nasce de uma falta, de um estado ou condição que não nos satisfazem: portanto, enquanto não for satisfeito, ele é sofrimento”, escreveu o pensador.

Outro que se aprofundou nesse tema no século 20, e que também influenciou a diretora Christiane Jatahy, foi o psicanalista francês Jacques Lacan. Ele afirmava que esse vazio primordial alimenta a procura do homem por sua própria verdade. Portanto, para Lacan, a falta não é, em si, negativa ou indesejável, mas o poderoso estopim de uma busca interna que pode se tornar reveladora. Para exemplificá-la, Christiane colocou em seu filme quatro atores que procuram tocar o sentimento de falta que mobiliza cada um deles. Como os personagens da peça teatral Esperando Godot, do irlandês Samuel Beckett, eles aguardam um convidado que nunca chega para jantar. A espera desnuda o vazio em que eles vivem, e a sensação de falta que modula suas esperanças e ilusões. Mas, se ela é bastante perceptível para quem assiste ao filme, os quatro parecem inconscientes dela a maior parte do tempo. Mais ou menos como acontece com todos nós.

Amar um pouco mais

A lógica é simples: se espero conseguir algo, é porque me falta alguma coisa, certo? Portanto, a esperança primordial, aquela que alicerça todas as outras esperanças que habitam nosso coração, é nossa vontade de conseguir preencher esse vazio que nos consome. Por isso mesmo, os estoicos desconfiavam muito dela. “Esperar um pouco menos, amar um pouco mais”, propunha essa antiga corrente de filosofia da Grécia. Em outras palavras, mais ação e menos expectativas. Porque ao colocar o desejo de satisfação no futuro, nos deslocamos do presente e aumentamos nossa angústia. Para evitar isso, os estoicos adotavam uma medida prática: satisfaziam-se com o que tinham. Para eles, desejar mais do que o momento proporciona era garantia de infelicidade. Contrariando o senso comum, que diz que “não se pode viver sem esperança”, eles a consideravam a maior das adversidades. “Porque ela é, por natureza, da mesma ordem da falta, da tensão insaciada. Vivemos continuamente na dimensão do projeto, correndo atrás de objetos colocados num futuro mais ou menos distante, e pensamos, ilusão suprema, que nossa felicidade depende da realização concreta de fins medíocres, ou grandiosos, pouco importa, que estabelecemos para nós mesmos”, escreveu com sabedoria o educador e pensador francês Luc Ferry no livro Aprendendo a Viver (Editora Objetiva).

E há outro bom motivo para não se depender da esperança da satisfação de um desejo: assim que o realizamos, outro buraco se forma, outra falta, que exigirá o seu preenchimento. “Assim que um objetivo é alcançado, temos quase sempre a experiência dolorosa da indiferença, ou mesmo da decepção”, continua Luc Ferry. “Como crianças que se desinteressam do brinquedo no dia seguinte ao Natal, a posse de bens tão desejados não nos torna nem melhores nem mais felizes do que antes”. Nada se modifica e enquanto se espera viver, a vida passa. “Nenhuma satisfação é duradoura: ao contrário, ela é ponto de partida para novos desejos. Em todo lugar vemos desejos sendo frustrados e impedidos de se realizar, de diversas maneiras; por toda a parte vemos pessoas lutando por eles, e assim eles sempre aparecem como sofrimento. Não há término para o esforço, não há medida e não há fim para o sofrimento”, afirmava Schopenhauer. “I can get no satisfaction”, portanto, não é apenas o grito de Mick Jagger, mas o de todos nós.

Viver entre a esperança de ter, ou ser, e o medo de não ter, ou de não ser, pode se tornar outra forma de tortura. “O medo é a face complementar da esperança. Temos esperança porque, no fundo, temos medo de não ter nosso desejo satisfeito. Esperamos que ele se realize, mas temos medo de que ele não se realize”, diz indo direto ao ponto a monja budista americana Pema Chödron. Em resumo, para não sofrer tanto com as expectativas, é necessário aceitar a vida como ela é, e reconciliar-se consigo mesmo. “É possível fazer planos, é claro, mas não depender disso para ser feliz. A felicidade está dentro de nós, e não fora, no outro, no futuro ou em outras circunstâncias”, diz Pema. Ao constatar isso, já fica mais fácil nos livrarmos de outra forma de sofrimento ocasionado pela falta: a inveja.

Quem, eu?

Você e seu namorado não estão muito bem e sua melhor amiga intervém e… dá em cima dele. De uma parte, você já sabe o motivo por que aconteceu isso: inveja. Afinal, você falou para ela o quanto vocês cuidavam um do outro, os encontros apaixonados… Quem não iria espichar o olho? Além disso, ela não tinha uma relação satisfatória há tempos. Se você for um menino, pode adaptar o exemplo para o caso de um colega que está a fim do seu cargo, por exemplo, aquele que você treinou e a quem deu todas indicações para ocupar seu posto. Como, nos dois casos, a pessoa teve a coragem de trair sua confiança?

Simples. Ela se comparou a você e achou que tinha condições de ter o que você tinha. Além de inveja, a cobiça. O que você talvez ainda não saiba é que a inveja, a avareza, a luxúria, o orgulho, enfim, todos os pecados capitais, se ancoram no sentimento de falta. O raciocínio é esse: ou eu acho que tenho mais do que outro (orgulho e vaidade), ou não quero perder o que eu penso ter (avareza), ou desejo ter o que o outro tem e que eu não tenho (inveja, cobiça). E há uma razão para essa comparação. No caso da inveja, a sensação de incapacidade e de insatisfação gerada pela falta nos reduz a um tamanho interno bem pequeno. Julgamos não ter nada, não ser nada. E justamente por causa disso estamos sempre nos comparando (e competindo) com o próximo.

É uma triste condição. E ninguém está imune a ela. Toda vez que nos comparamos a alguém que admiramos e que nos sentimos insuficientes ou incapazes de ser ou ter o que essa pessoa é ou tem, entramos para o indesejável círculo dos 99. Você já ouviu falar? Vale a pena conhecer. Dizem que um rei triste contratou um bobo da corte muito feliz para alegrá-lo. Porém, mais do que rir, ele queria saber o que tornava o bobo tão feliz. Ele consultou os sábios da corte, que concluí­ram: o bobo era assim porque estava fora do círculo dos 99. Para exemplificar sua teoria, sugeriram que o rei deixasse na porta do bobo um saco com 99 moedas de ouro e o observasse escondido. Além disso, o monarca deveria deixar o seguinte bilhete: “Estas 100 moedas de ouro são suas. O tesouro é um prêmio por você ser um homem bom e feliz. Desfrute-o e não conte a ninguém onde o encontrou”. O rei aceitou o desafio.

O bobo achou o presente e, sem acreditar no que via, começou a contar as moedas: 97, 98… 99! Faltava uma! Inconformado, contou de novo. “Que droga! Como assim?!?”, perguntava a si mesmo. O rei via que, em vez de ficar contente por ter recebido as moedas, ele estava com uma expressão angustiada e tensa. Depois de recontar o dinheiro, o bobo começou a fazer planos de como conseguiria a última moeda, tarefa que iria consumir alguns anos e que o manteria insatisfeito e infeliz até realizá-la. Abismado, o rei presenciava como o menestrel acabava de entrar para o círculo dos 99, e assim iniciava sua vida de homem infeliz.

Toda vez que sentimos inveja, também entramos no círculo dos 99. Olhamos para o que achamos que nos falta, em vez de olhar para nossa completude. De novo o budismo pode nos ajudar a compreender essa questão. Segundo essa filosofia, já somos naturalmente seres iluminados, felizes e cheios de amor e compaixão. Porém, essa realidade está encoberta pela sensação de falta e pelos desejos que surgem por querer suprimi-la. “Nossa consciência é pura e boa. O único problema é que ficamos tão envolvidos com os altos e baixos da vida que não encontramos tempo para fazer uma pausa e observar o que já temos”, diz o monge Mingyur Rinpoche em sua carta de despedida, antes de partir para um retiro de três anos nas montanhas do Nepal. “Não se esqueça de abrir espaço em sua vida para reconhecer sua natureza básica, para ver a pureza do seu ser e deixar que suas qualidades inatas de amor, compaixão e sabedoria possam surgir naturalmente”, escreveu. É como se essa natureza primordial fosse uma pequena planta que, nutrida por práticas como a meditação ou a contemplação, se tornasse forte e florescesse, trazendo mais felicidade e satisfação para nossa vida.

Aqui começamos a vislumbrar a saída do problema: para preencher esse buraco existencial, não é preciso preenchê-lo, mas transcendê-lo. Seja com uma abordagem espiritual, seja com base no encontro com o outro. É o que vamos ver a seguir.

Superação da circunferência

Ao traçar num papel o círculo que representa um buraco, vemos que ele tem limite: a própria circunferência. O que nos separa da integração com um todo é justamente essa fronteira. “Nas antigas civilizações, como as do Oriente, o indivíduo sentia-se mais integrado a sua cultura, a seu universo. A noção de falta era menos presente e sentida porque toda uma estrutura o amparava em suas decisões, comportamentos e objetivos. Mas hoje, na modernidade, essa integralidade não mais existe. Vivemos uma cultura fragmentária e individualista”, diz a psicanalista paulista Andrea Naccache, de formação lacaniana. “Por isso recorremos tanto ao Oriente: para tentar resgatar esse sentimento de integração de corpo, mente e espírito com o universo”, diz ela. Mas o caminho também pode ser outro. “O que nos leva a ultrapassar a circunferência e transcendê-la é o outro. É ele que nos estimula a ultrapassar nossos limites e a fazer essa passagem. É dessa maneira que podemos ir além de tudo o que achamos que somos, ou do que acreditamos que podemos”, diz a psicóloga.

Isso mesmo: a falta nos guia em direção a quem está em nossa volta. Porque é justamente entre as pessoas que está aquela que nos vai impulsionar. Seja um amigo (ou um inimigo…), seja o ser amado, um mestre, um livro escrito por alguém. “Assisti a um filme ontem, Homens de Honra, que conta a historia do primeiro mergulhador negro do Exército americano. Ele teve que superar limites fortes para conseguir fazer isso. E quem o estimulou a vencer essa luta foi o pai”, conta Andrea. “Freud falou da falta como a perda de um objeto de amor primordial. Ele se concentrou na dinâmica do desejo, e em sua possível frustração. Hoje, a psicanálise se orienta para analisar formas de satisfação presentes. E o encontro com o outro nessa dinâmica é fundamental”, diz ela. Não é à toa que num dos poemas mais intensos de Fernando Pessoa (“A Tabacaria”), o simples aceno do dono de uma loja consegue tirar do autor o sofrimento diante do vazio da vida. A salvação é motivada pela ação do outro.

Na metafísica, a resposta é semelhante. É a união com o Divino, ou com o estado primordial de amor e compaixão, que nos vai fazer superar a falta. É isso o que nos diz, por exemplo, Meister Eckhart, o grande místico medieval alemão: “Vede! Este homem permanece numa única e mesma luz com Deus: é por isso que não há nele nem sofrimento nem sucessão, mas uma igual eternidade (…) Ele permanece num agora que, em todo o tempo e sem cessar, é novo”. Para Eckhart, nossa falta primordial é ontológica: é o desejo da alma de se unir a Deus, que, nesse caso, é um outro divino. “Essa semente (na alma) pode estar encoberta ou oculta, mas jamais aniquilada ou extinta. Ela é ardente, brilha, ilumina e queima, e tende sem cessar para Deus.”

Assim, não precisamos de mais nada. Pois a falta primordial deixa de existir. “O sábio não tem mais nada a esperar ou a exigir”, diz o filósofo André Comte-Sponville. “Como não precisa de nada, é inteiramente feliz.” E o escritor francês Matthieu Ricard, em seu livro Felicidade (Editora Palas Athena), complementa a ideia: “Somos responsáveis pela escassez que nos aflige. Não nascemos sábios, nos tornamos”. É a sabedoria, portanto, que nos ajuda a encontrar o bom caminho para transcender aquilo que nos falta.

Liane Alves, 25/05/2017; REVISTA VIDA SIMPLES.

FILMES PODEM SER ÓTIMOS ALIADOS PARA ENCONTRAR MOTIVAÇÃO NO TRABALHO

Muitas produções do cinema não se limitam apenas a nos entreter e emocionar, elas podem trazer grandes lições de vida com exemplos de superação, motivação e sucesso.

Algumas, em especial, foram baseadas em fatos reais, outras são apenas obras da ficção, mas, se prestarmos atenção, todas elas podem conter mensagens que servem de inspiração para as conquistas no trabalho e na vida pessoal.

Nunca deixe que alguém te diga que não pode fazer algo. Nem mesmo eu. Se você tem um sonho, tem que protegê-lo. As pessoas que não podem fazer por si mesmas, dirão que você não consegue. Se quer alguma coisa, vá e lute por ela. Ponto final.

Um dos clássicos indispensáveis para quem está desanimado com assuntos profissionais é “À Procura da Felicidade” (2006). A produção mostra o exemplo de vida de Chris Gardner (Will Smith), um homem que enfrenta todos os tipos de dificuldade, mas não desiste do seu sonho de conquistar uma carreira de sucesso. Sua principal motivação é o seu filho de 5 anos, o qual cuida sozinho e procura fazer de tudo para dar a ele uma vida melhor. Um grande exemplo de amor e superação, baseado em fatos reais.

“É inacreditável o quanto você não sabe do jogo que tem jogado a vida toda.”

“O Homem Que Mudou o Jogo” (2011) faz uma excelente abordagem sobre um líder esportivo. Billy Beane (Brad Pitt), técnico de um time de beisebol com baixo orçamento, conta apenas com sua liderança e motivação para reconstruir uma equipe que perdeu os melhores jogadores para times mais ricos. Na sua determinação em ser vencedor, ele procura todas as opções para alcançar a vitória e chega à conclusão, que reunir jogadores veteranos descartados dessa modalidade pode resultar numa força fora do comum. O filme mostra que a união dos talentos individuais pode resultar em sucesso.

 

 “Não corra atrás do que não pode pegar.”

Em “Bem-Vindo ao Jogo” (2007), Huck Cheever (Erick Bana) é um excelente jogador de poker que precisa de uma quantia para se inscrever na equivalente à Copa do Mundo da modalidade, a World Series of Poker (WSOP). Na competição, ele poderá ter como adversário seu próprio pai, que abandonou a família e já foi campeão duas vezes deste mesmo evento. Travar uma batalha nas cartas com seu pai parece ser o principal motivo para Cheever participar do campeonato. Mas a maior lição para ele está por vir, através da sua namorada Billie (Drew Barrymore), que vai fazer com que ele enfrente a vida da mesma forma que enfrenta o jogo, usando o coração.

“Você está mudando a vida deste garoto. Não. Ele que está mudando a minha.”

O incrível “Um Sonho Possível” (2009) mostra a história de Mike (Quinton Aaron), um jovem negro que viveu todo tipo de rejeição, tanto do lar destruído quanto da comunidade pobre onde cresceu. Depois de passar por muitas escolas, foi adotado por uma família de classe alta que o amou, apoiou e o motivou. Leigh Anne (Sandra Bullock), sua mãe adotiva, apostou no seu talento e o ajudou a superar os desafios para se tornar um grande astro do futebol americano. As situações vividas neste filme, tanto pela família quanto por Mike, são inspiradoras, inclusive quando se trata do assunto adoção.

“Temos que aprender com nosso passado. Não devemos esquecer. E temos que ser melhores.”

Baseado em fatos reais, “Uma Lição de Vida” (2010) conta a história do queniano Kimani Maruge (Oliver Litondo), que, aos 84 anos, entra para a escola primária, após o governo aprovar a lei de ensino básico gratuito naquele país. O filme é uma lição de perseverança e mostra que não existe idade certa para realizar os sonhos e correr atrás dos direitos que nos são concedidos.

 

“Você pode fazer o que qualquer um faz, só que muito melhor.”

“Mãos Talentosas” (2009) segue essa linha comovente de filmes de superação de limites. Ben Carson (Cuba Gooding Jr) é um garoto afrodescendente e pobre, que sofria bullying na escola. Sua mãe, uma mulher analfabeta, o obrigava a ler dois livros por dia, até que ele passou a se dedicar totalmente aos estudos e se tornou um reconhecido neurocirurgião. A comovente história, baseada na vida real do Dr. Benjamin S. Carson, é motivadora o suficiente para acreditarmos que não existem limites para alcançar os sonhos, e que cada um pode chegar onde deseja através do seu próprio potencial.

 

“Nunca esqueci. Nem por um momento. Eu sabia que te encontraria no fim. É nosso destino.”

No filme “Quem Quer Ser Um Milionário?” (2008), Jamal Malik (Dev Patel) é um jovem de 18 anos que cresceu numa favela na Índia. Ao participar de um programa de TV, ele só precisa acertar a pergunta final para ganhar uma grande soma em dinheiro. Mas bem nessa hora a polícia o prende por suspeitar que ele está trapaceando. Para provar o contrário, Jamal conta sua história de vida, todas as dificuldades e situações ruins que enfrentou, mostrando que estes foram os motivos que o fizeram estudar e adquirir os conhecimentos necessários para concorrer no programa. O seu amor por Latika (Freida Pinto) também foi um dos motivos para perseguir o sonho de vencer o show de perguntas e respostas.

Autor: Miguel Lucas, 17/05/2017. Escola Psicologia.

PENSE MAGRO – Saiba Como

Dê o melhor de si ao responder as perguntas. Sublinhe e reserve as perguntas que ainda não estiver seguro.

  • Histórico de dieta
    1- Com que frequência você tenta evitar a sensação de fome ou os desejos incontroláveis de comer?
    2- Quantas vezes você tentou emagrecer?
    3- Quantas vezes você emagreceu, ma recuperou todo o peso ou parte dele?
    4- Qual é o seu grau de satisfação com o peso atual?
    Nenhum
    Pouco
    Moderado
    Muito
    Total

Qualquer coisa que tenha feito antes não ajudou o suficiente no objetivo de torná lo uma pessoa magra; caso contrário não teria voltado a engorda. O Programa Pense Magro é proposto não somente para emagrecer, esse tratamento tem como principal objetivo foco a manutenção de peso a longo prazo.

  • Nível de motivação
    1- Qual a sua disposição de mudar seus hábitos alimentares e de fazer exercícios físicos?
    Nenhuma
    Pouca
    Moderada
    Muita
    Total
    2- Qual é a sua disposição para revelar às pessoas que são importantes para você que está mudando a maneira de se alimentar?
    Nenhuma
    Pouca
    Moderada
    Muita
    Total
    3- Qual é a sua disposição para priorizar exercícios físicos, comprar alimentos que fazem parte de sua dieta e preparar de comidas saudáveis?
    Nenhuma
    Pouca
    Moderada
    Muita
    Total
    A motivação para realizar as tarefas são essenciais, para compreender seus hábitos e mudá- los.

 

Inventario Do Instituto Beck de Terapia Cognitiva do Emagrecimento.

Você Sabia? Vamos Descobrir Juntos, Nova Iorque.

Os duendes do WordPress.com prepararam para este blog um resumo de 2014

 

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 5.000 vezes em 2014. Se fosse um comboio, eram precisas 4 viagens para que toda gente o visitasse.

Clique aqui para ver o relatório completo

Como Criar Esperança? – Vida & Resiliência

2 coracões                                O valor da esperança na era da ansiedade
Emoção fundamental para a cura e o bem-estar, a esperança ainda é pouco pesquisada pela ciência. Mas já se descobriu que até os que não a trazem do berço podem adquiri-la e aprimorá-la
A esperança é a última que morre, diz o ditado. Essa associação com o último suspiro a torna um elemento precioso em termos de saúde, de realização interior e de qualidade de vida. Alguns psicólogos vêem nela a sensação ou emoção mais importante que o ser humano pode experimentar. Mas enquanto determinadas pessoas esbanjam esperança, como se a colhessem numa fonte inesgotável, outras se arrastam pela existência, totalmente estranhas a essa sensação. Ser esperançoso seria, então, uma característica inata e inacessível a muitas pessoas? A moderna pesquisa psicológica afirma que não.

Desde os anos 1950, psiquiatras, médicos e estudiosos de outras áreas têm demonstrado interesse na esperança pelo potencial de cura contido nela. Foi só na década de 1990, porém, que o assunto ganhou o primeiro plano, graças às investigações do psicólogo norte- americano C. S. Snyder, autor do livro The Psychology of Hope: You Can Get There from Here (Free Press, sem tradução para o português). Falecido em 2006, Snyder entendia a esperança como uma “idéia motivacional” que possibilita a uma pessoa acreditar em resultados positivos, elaborar metas, desenvolver estratégias e reunir a motivação para colocá-las em prática.

Snyder criou uma “Escala da Esperança” e, numa apresentação na American Psychological Association (APA), em 2005, mostrou os resultados de mais de uma década de aplicação desse recurso. Segundo suas conclusões, pessoas com “baixa esperança” têm objetivos ambíguos e trabalham para atingi-los um de cada vez. Já os indivíduos com “alta esperança” freqüentemente investem em cinco ou seis metas distintas ao mesmo tempo. As pessoas esperançosas traçaram rotas para o sucesso e caminhos alternativos na eventualidade de encontrarem obstáculos – uma providência que os indivíduos com baixa esperança não tomaram.

OUTRAS PESQUISAS acrescentaram mais características positivas à esperança. Segundo alguns estudiosos, ela é fundamental para a pessoa desempenhar bem suas atividades e envelhecer em forma. Os indivíduos esperançosos, afirmam esses pesquisadores, têm mais auto-estima, cuidam melhor de seu corpo e têm maior tolerância à dor. Sua forma “eu/nós” de pensar e ajudar os outros na busca do sucesso estimula a fraternidade e o sentimento de grupo.

Ao sintetizar os resultados de uma pesquisa relativa a idosos pacientes de depressão que foram ensinados a pensar com esperança, Snyder observou: “Conforme ficavam mais esperançosos, eles se mostravam mais agradáveis… e mais propensos a experimentar a alegria.” Com o treinamento, eles passaram a dar muito mais importância ao lado positivo das coisas e a rir de si próprios e dos outros. “Se você não aprendeu a rir de si mesmo, perdeu a melhor de todas as piadas”, afirmou Snyder.

O grande passo seguinte no estudo do tema veio na virada do século com Anthony Scioli, professor de psicologia do Keene State College, em New Hampshire (Estados Unidos). Estudioso do assunto há mais de duas décadas, ele afirma que a esperança é uma emoção extremamente importante, mas ainda “subpesquisada”. Suas pesquisas o levaram a concluir que a esperança é uma habilidade que pode ser adquirida e tem múltiplas facetas (há 14 aspectos distintos, segundo o psicólogo, apresentados no quadro acima) a serem cultivadas. Além disso, ela se autoperpetua: os esperançosos revelam-se propensos a ser mais resilientes, confiantes, abertos e motivados do que as outras pessoas, e assim tendem a receber mais do mundo – o qual, por seu lado, lhes dá motivos para ficarem mais otimistas.

Scioli se interessa pela esperança ligada não a pequenos desejos, mas a grandes sonhos. Em sua opinião, os êxitos “mundanos”, do dia-a-dia, são importantes, mas equivalem a, no máximo, 1/3 do que ele chama de “essência da esperança”.

O psicólogo norte-americano reuniu um grande volume de informações sobre o tema, reforçadas por sua própria Escala de Esperança, que desenvolveu durante seis anos. Sua teoria – definida por ele como uma “tapeçaria interdisciplinar que combina os melhores lampejos de cientistas, filósofos, poetas e escritores” – estabelece as raízes da esperança no “eu mais profundo”, reconhece a essência espiritual existente por trás dela e a força que ela extrai dos relacionamentos. Para o psicólogo, a esperança dá suporte às relações humanas, proporciona um objetivo e um significado à existência e delineia nossas possibilidades de saúde e de duração da vida.

De acordo com Scioli, a conjunção de três causas – conexão, maestria e sobrevivência – dá origem ao que ele denomina “as raízes e asas da alma, a emoção que chamamos de esperança”. Alimentar adequadamente os motivos da esperança, ele afirma, pode resultar no desenvolvimento de uma “essência esperançosa”, que consiste do “self conectado, do self com poder de decidir e do self resiliente”.

SCIOLI ENXERGA na esperança uma forte dimensão espiritual. Ela está associada a virtudes como paciência, gratidão, caridade e fé. “A fé é o bloco de construção da esperança”, afirma. O vínculo cooperativo que se estabelece não é apenas com o próximo, mas também com uma entidade superior – diferentemente do otimismo, relacionado à autoconfiança.

Há alguns anos, Scioli investigou a importância relativa da esperança, da idade e da gratidão como indicadores de bem-estar. Seu estudo, que envolveu 75 pessoas com idade entre 18 e 65 anos, revelou que o indicador mais poderoso de bem-estar era um alto nível de esperança. Ela também ajuda a reduzir a ansiedade sobre a morte e o morrer.

Em outro estudo, Scioli exibiu para um grupo de adultos na faixa entre 20 e 30 anos um clipe de dez minutos do filme Filadélfia, o qual rendeu a Tom Hanks um Oscar por sua interpretação de um homossexual que está morrendo de Aids. Depois da apresentação, ele aplicou aos voluntários um questionário relacionado ao medo da morte e do morrer. Os dados extraídos dali o levaram a concluir que a ansiedade a respeito da morte mantém-se igual em pessoas que obtiveram altas notas em esperança, mas aumenta em indivíduos cujas notas foram baixas.

Para Scioli, a esperança reflete, em última instância, a profundidade da conexão mente/corpo. Em dois estudos realizados em 2006, com pacientes de câncer na tiróide e aidéticos, ele observou que os esperançosos relataram melhores condições de saúde e menos sofrimento e preocupação com seu estado físico do que os demais pacientes. Os aidéticos esperançosos, curiosamente, manifestaram menos negação a respeito de suas condições físicas. As observações realizadas indicaram ao psicólogo que a esperança é capaz de afetar o sistema imunológico e a saúde em geral. ”

A esperança representa um ‘meio-termo’ adaptativo entre a ‘reação ao estresse’ superativada e o desmotivador ‘complexo de desistir'”, afirmam Scioli e seu parceiro, o também professor de psicologia Henry Biller, no livro Hope in the Age of Anxiety (Oxford University Press, sem tradução para o português). “No nível fisiológico, a esperança pode ajudar a transmitir um equilíbrio da atividade simpática e parassimpática enquanto assegura níveis apropriados de neurotransmissores, hormônios, linfócitos e outras substâncias críticas relacionadas à saúde. Igualmente importante, uma atitude esperançosa pode permitir a uma pessoa manter seu ‘ambiente interno’ saudável na presença de uma enorme adversidade.”

Na avaliação de Scioli, quem não abriga esperança precisa aprender urgentemente a cultivá-la – e não apenas em momentos difíceis, mas em todos os instantes. “Viver com esperança é a base para conquistar o verdadeiro sucesso, construir relacionamentos amorosos e obter uma genuína sensação de paz”, resume o psicólogo.

By Eduardo Araia

 

Fobia- Quando o Medo Vira Doença

Medo é um sentimento universal e muito antigo. Pode ser definido como uma sensação de que você corre perigo, de que algo de muito ruim está para acontecer, em geral acompanhado de sintomas físicos que incomodam bastante. Quando esse medo é desproporcional à ameaça, por definição irracional, com fortíssimos sinais de perigo, e tambémseguidodeevitação das situações causadoras de medo, é chamado de fobia. A fobia na verdade é uma crise de pânico desencadeada em situações específicas. Existem três tipos básicos de fobias, que são:

  • A agorafobia (literalmente, medo da ágora, as praças de mercado – o nome é muito antigo) que é o medo generalizado de lugares ou situações aonde possa ser difícil ou embaraçoso escapar ou então aonde o auxílio pode não estar disponível. Isso inclui estar fora de casa desacompanhado, no meio de multidões ou preso numa fila, ou ainda viajar desacompanhado
  • A fobia social, quando a pessoa tem um medo acentuado e persistente de “passar vergonha” na frente de outros, muitas vezes por temor de que as outras pessoas percebam seus sinais de ansiedade. Ela pode ser específica para uma situação (por exemplo assinar cheques ou escrever na frente dos outros) ou generalizada (por exemplo participar de pequenos grupos, iniciar ou manter conversação, ter encontros românticos, falar com figuras de autoridade, etc.)
  • E as fobias específicas, quando o medo acentuado e persistente é na presença (ou simples antecipação) de coisas como voar, tomar injeção, ver sangue, altura. Ou ainda o medo específico de elevador, dirigir ou permanecer em locais fechados como túneis ou congestionamentos.

Por Dr. Cyro Masci, 
psiquiatra

Origem

Seis em cada dez pessoas com fobias conseguem se lembrar da primeira vez que a crise de medo aconteceu pela primeira vez, quando as sensações de pânico ficaram ligadas ao local ou situação em que a crise ocorreu. Para essas pessoas, há uma ligação muito clara entre o objeto e a sensação de medo. Por exemplo, uma pessoa tem uma crise de pânico ao dirigir, e a partir desse dia passa a evitar dirigir desacompanhada, com temor de passar mal e não ter ninguém por perto para auxiliá-la. E talvez esse temor se expanda para um local aonde a saída seja difícil em caso de “passar mal”, como cinemas e teatros. Surgiu assim uma agorafobia, um medo generalizado a “passar mal” e não ter como escapar ou receber auxílio.Uma outra pessoa, por exemplo, pode ter tido uma experiência traumática de um acidente de carro, e a partir desse dia não querer mais andar de carro, desenvolvendo uma fobia específica a carros.
Perceba que o medo de andar de carros é igual, mas a origem, e na verdade o próprio medo, são fundamentalmente diferentes. No primeiro caso, o que se evita é ficar numa situação em que o socorro possa ser complicado, e no segundo caso, o que se evita é o carro em si mesmo.Mas por qual motivo uma pessoa desenvolve uma fobia? E ainda, por quais razões algumas fobias são mais comuns que outras?Váriosneurocientistas acreditam que fatores biológicos estejam francamente ligados. Por exemplo, encontrou-se um aumento do fluxo sangüíneo e maior metabolismo no lado direito do cérebro em pacientes fóbicos. E já foi constatado casos de gêmeos idênticos educados separadamente que desenvolveram um mesmo tipo de fobia, apesar de viverem e serem educados em locais diferentes.Também parece que humanos nascem preparados biologicamente para adquirir medo de certos animais e situações, como ratos, animais peçonhentos ou de aparência asquerosa (como sapos, lesmas ou baratas). Numa experiência clássica,MartinSeligman associava umestímuloaversivo (um pequeno choque) a certas imagens. Dois ou quatro choques eram suficientes para criar uma fobia a figuras de aranha ou cobra, e muitas mais exposições eram necessárias para uma figura de flor, por exemplo.A provável explicação é que esses temores foram importantes para a sobrevivência da espécie humana há milênios, e ao que parece trazemos essa informação muitas vezes adormecida mas que pode ser despertada a qualquermomento.Outra razão para o desenvolvimento das fobias pode ser o fato de que associamos perigo a coisas ou situações que não podemos prever ou controlar, como um raio numa tempestade ou o ataque de um animal. Nesse sentido, pacientes com quadro clínico de transtorno de pânico acabam desenvolvendo fobia a suas próprias crises, e em conseqüência evitando lugares ou situações que possam se sentir embaraçados ou que não possam contar com ajuda imediata. E por fim, há clara influência social. Por exemplo, um tipo de fobia chamadataijinkyofusho é comum apenas no Japão. Ao contrário da fobia social (em que o paciente sente medo de ser ele mesmo humilhado ou desconsiderado em situação social) tão comum no ocidente, otaijinkyofusho é o medo de ofender as outras pessoas por excesso de modéstia e consideração. O paciente tem medo que seu comportamento social ou um defeito físico imaginário possa ofender ou constranger as outras pessoas. Como se percebe, esse tipo de fobia é bem pouco encontrado em nosso meio… O que há em comum em todas as fobias é o fato de que o cérebro faz poderososlinks em situações de grande emoção.Para entender o que se passa, é interessante lembrar de uma situação universal: você provavelmente, em algum tempo de sua vida, estava com outra pessoa, numa situação bastante agradável, e ao fundo tocava uma música. Agora, quando você ouve a música, lembra da situação. E se parar para pensar bem, não apenas lembra da situação, mas talvez sinta as mesmas sensações agradáveis.Para o cérebro, o fenômeno é o mesmo. Fortes emoções em geral ficam ligadas ao que acontece em volta. Em geral as fobias ocorrem quando a crise de pânico é desencadeada em situações que já são potencialmente perigosas.
Por exemplo: nenhum animal (e nós somos animais, lembra-se?) gosta de ficar acuado ou perto de algum outro animal que possa lhe trazer riscos.
Estar preso no trânsito, num elevador, num shopping é, para quem sofre de certos tipos de fobia, uma situação de “ficar acuado”, sem saída. Por isso, muitos pacientes com pânico acabam desenvolvendo fob

Vamos Malhar? Sem fazer Exercícios, Aumente Seus Neurônios.

malhar cérebroPodemos treinar nosso cérebro para maximizar sua eficiência. Como malhamos o corpo podemos “malhar” o cérebro e expandir a nossa mente.

Ao trabalhar o cérebro retardamos o envelhecimento, prevenimos a perda da memória , aumentamos a capacidade de concentração estimulamos as células nervosas contribuindo para o fortalecimento e agilidade cerebral.

O cérebro tem uma plasticidade fazendo com que fique apto para receber novas informações. Está programado para receber estímulos novos, pesquisas afirmam   novos conhecimentos ajudam mudar os pensamentos .  Mudança de pensamento modula as ondas cerebrais quebrando paradigmas e levando as pessoas a novos padrões de comportamento.

Mudar é estar em constante ativação cerebral. Pensamentos são só pensamentos , pensamentos podem ser mudados. Muitas vezes buscamos escolhas ruins por ignorar os fatos   ou por ficarmos presos a crenças sem questionarmos os valores e a importância dessas idéias nas nossas vidas.

Terapia cognitiva, terapia do conhecimento. Conhecer é preciso para viver melhor, conhecer a si mesmo, as coisas, o que se passa, os fatos, os sentimentos, o mundo que nos cerca. Abrir-se para o novo para que o velho experiente se ajunte com o novo e recrie um novo olhar cerebral e mental.

Assim como um personal trainer propôe uma rotina equilibrada, com trabalho cardiovascular, de força e flexibilidade, a idéia é estimular a cognição, fortalecer todos os sentidos e criar novas ramificações nas células nervosas que compõem a base da memória.

Meditar, fazer relaxamento, ouvir música, lêr, dançar, vêr filmes, contar ( h)estórias, conhecer algo novo, sentir – se no presente focando nas experiências ao vivenciá-las ativa os neurônios tornando seu cérebro mais ágil,saudável e eficáz.

 

Fonte: Revista Trip

por Márcia de Luca

Como Aliviar a Dores da Fibromialgia ?

FIBROMIALGIA                                                                                             Como Tratar Fibromialgia.

A fibromialgia  é  uma doença psicossomática, é muito importante um trabalho interdisciplinar para obter sucesso no tratamento.

Médico, fisioterapeuta e psicólogo juntos  além de fazerem um diagnóstico assertivo trabalhando conjuntamente ajudaram o cliente obter  um alívio mais rápido do problema e uma melhor qualidade de vida .

O que é Hipnose? Como a Auto Hipnose Pode Te Ajudar .

hipnose                                                                                  O que  é auto hipnose?

O processo da hipnose é uma auto hipnose, vivenciamos um estado hipnótico quando entramos em contato com nosso interior, de uma forma intensa,  quando focamos nossa atenção para o que estamos fazendo mas sem perder o contato com o mundo. Quando nos percebemos ouvindo ou discutindo sobre determinado assunto podemos entrar em estado hipnótico.

Dançando,vendo um filme, sonhando acordado, pensando em algo que absorve totalmente nossa atenção, imaginando algo ,acontece um transe hipnótico. Diferentemente da crença que as pessoas têm ao ver um hipnotizador de palco a hipnose é algo bem diferente disto.

Podemos dizer que ao entrar em transe hipnótico a pessoa passa pela experiência do estado de vigília para o estado adulterado de consciência o que é diferente de um estado alterado de consciência no qual  a pessoa ficaria a mercê do profissional .

Ao entrar em um transe hipnótico a pessoa pode sentir que está dormindo por relaxar profundamente. O profissional percebe os sinais oculares, corporais e a respiração  o que indica se a pessoa está em transe hipnótico ou não.

Todas as pessoas entram em transe hipnótico? Nem sempre, algumas são mais resistentes, ansiosas mas com um contato maior com o profissional, criando um vínculo entre o profissional e o cliente de maior confiança e cada vez mais que o  cliente passa a entender melhor o processo a tendência é diminuir a resistência evoluindo para a realização do processo.

O trabalho da hipnose consiste em trabalhar a mente e o cérebro, abrir portas que estão fechadas. O  cérebro é dividido pelo hemisfério direito  que é responsável pelas nossas vontades, desejos, símbolos , sonhos e emoções se parece com o nosso “inconsciente”. O hemisfério esquerdo é responsável pelo raciocínio lógico, ele analisa, cria as palavras e idéias e os detalhes das coisas.

O hemisfério direito trabalha com o pensamento automático, o esquerdo com o pensamento crítico.

Ao lidar com essa realidade deparamos com  um dilema que na maioria das vezes se torna o fator crucial dos problemas da humanidade , cada pessoa acredita que a sua verdade é a que prevalece ou seja , tem certeza que está com a razão e que o outro está errado no seu jeito de pensar ou comportar. O que é ingênuo acreditar em tal premissa pois ao lidar com  esses “dois” cérebros podemos perceber que há uma diferença no perceber e raciocinar de cada um. A justificativa de tal premissa é uma questão  fisiológica.

Como na música do  Caetano Veloso, ” Os olhos da cobra é verde , hoje foi que arreparei, se arreparasse a mais tempo não amava quem amei.”

O hemisfério esquerdo está ligado ao “tem que”, o direito ao sentir e evitar a frustração.O processo da hipnose é trabalhar esses dois hemisférios ajudando a pessoa equilibrar a razão e a emoção.

O profissional ao trabalhar com a hipnose lança mão de várias técnicas para indução do transe e posteriormente utilizar a terapia da hipnose. A respiração a priori é muito importante, como a linguagem hipnótica e ferramentas próprias.

É um processo sério, muito profundo, com excelentes resultados onde o cliente pode desfrutar saudavelmente de uma terapia do seu modo, no seu tempo, sem  se sentir invadido,  buscando o auto conhecimento e solução das suas dificuldades.

 

 

Fontes: Auto Hipnose, Robles, Tereza

Abia, Jorge

 

 

 

 

 

 

Gordura Saudável. Já Pensou Diferente?

Visualize um dia no futuro: você acorda se sentindo renovado. Sobe na balança. Ela mostra que você emagreceu mais meio quilo! Você se sente ótimo.gordura Veste as roupas que estavam apertadas, as pessoas percebem as mudanças físicas e psicológicas em você e o elogiam com frequência, se sente leve e renovado.

Começe a viver de maneira diferente.

Sobre o Programa Pense Magro:

Modificando o seu pensamento,

você mudará o seu comportamento para sempre.

Modificando o seu comportamento, emagrecerá.

É verdade que eu não me importo nesse exato momento.

Mas se eu comer esse alimento que não planejei,

daqui a pouco vou me importar muito.

Sei que vou me sentir muito mal se ceder,

mas me sentirei maravilhoso se resistir.

Eu preciso ir fazer alguma outra coisa.

De acordo com pesquisadores  na Suécia que utilizaram o programa de emagrecimento da terapia cognitiva Pense Magro, o grupo que utilizou o aconselhamento das técnicas de 12 sessões  deste programa perdeu 9 quilos ,o grupo que fez ginástica e exercícios mas não recebeu instruções sobre estas técnicas comparada a uma média perdeu apenas 800gramas.

“Magros” pensam em calorias, “gordos” pensam em comida.

Como funciona o PROGRAMA PENSE  MAGRO:

Você vai comer e apreciar suas comidas e bebidas prediletas.

Você vai aprender a confiar na sua capacidade de seguir uma dieta saudável e um programa de exercícios.

Você vai transformar deslizes e enganos em oportunidades.

Você vai manter o emagrecimento.

Muitas pessoas que fazem dieta dizem que não emagrecem por que têm um metabolismo lento, compensam na alimentação as suas emoções, têm problemas de saúde não conseguem manter uma dieta. Na verdade tudo isso pode ser superado se mudarem a forma de pensar pois os tratamentos de saúde mantêm o controle dos distúrbios físicos.

O fato é que o problema está no pensamento, que gera o comportamento compulsivo de comer. As pessoas não têm plena consciência da extensão de sua alimentação. Depois que aprendem como mudar a maneira de pensar sobre a alimentação , elas se tornam capazes de pensar em calorias ao invés de pensar em comida, capazes de comer mais devagar, de degustar o que come, de perceber o que estão comendo e apreciar sem culpa a comida e – finalmente- a persistir na dieta. Ao invés de recaídas aprendem a comer de forma consistente todos os dias .

Pense Magro é um programa que orienta mudar o que você pensa e sente sobre fazer dieta. O programa mostra como fazer as mudanças psicológicas orientando a fazer escolhas alimentares através da motivação enquanto outros programas focam na dieta alimentar como prioridade. Este programa ajuda a lidar com a privação, a “fissura”, como fazer para lidar com essas sensações, aumentar sua confiança, seu controle e sua força.

OBJETIVOS-  Programa Pense Magro:

-Liberta da culpa, vergonha e auto acusação.

-Liberta do medo da fome e do medo de perder o controle.

-Liberta das tentações irresistíveis e do comer por  razões emocionais

-Liberta de sentimentos de privação, injustiça e desânimo.

-Liberta da obsessão por suas escolhas alimentares, peso e aparência.

Para emagrecer é preciso fortalecer o “músculo de resistência”, um músculo psicológico que vai utilizar para se  manter firme e persistir no treinamento,para buscar pensamentos assertivos. Toda vez que comer um alimento planejado estará fortalecendo seu músculo de resistência,  estará enfraquecendo seu músculo de desistência. O pensamento trabalha as ondas cerebrais. O cérebro aprende através das repetições.

Antes de comer sempre temos um pensamento, normalmente eles são sabotadores, precisamos aprender a identificar estes pensamentos para enfrentar os desafios. Depois que adquirimos esta competência criamos novos caminhos mentais e com o tempo isso se tornará automático para o cérebro por este motivo o programa Pense Magro é para toda vida, diferente de uma dieta comum.

Um trabalho interdisciplinar médico, psicólogo, nutricionista e exercícios físicos é fundamental para o sucesso do tratamento.

 

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