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Manual prático para lidar com a crise existencial

No que o solitário está pensando? Em como pagar o aluguel, dizer àquela bonita moça que a ama ou está próximo de um insight filosófico que o faria questionar o que raios ele estava fazendo parado ali? Estaria ele em crise existencial?

Pois é, o ato de questionar a vida pode trazer sentimentos ingratos e que põem na mesa dúvidas pertinentes (ou aquelas nem tanto) que nos fazem parar e prestar atenção em por que razão existimos. Penso, logo existo? Que nada! Penso, logo entro em crise. Afinal, quem nunca ficou angustiado com as dúvidas e mistérios da natureza humana?

As crises existenciais não têm hora, lugar ou uma razão específica para estourar. De uma forma geral, tudo pode ser motivo para ela chegar de mansinho e se apoderar dos nossos pensamentos: uma página em branco, odiar o emprego, não arranjar uma namorada bacana (ou até uma que nem seja tão bacana assim…), uma família estranha, a aparência fora do padrão – ou tudo isso ao mesmo tempo. Essas são castrações modernas suficientemente poderosas para desequilibrar qualquer cidadão. E os resultados delas podem variar entre choros parciais, choros constantes, depressão e até, nos casos extremados, suicídio.

“Mas como ninguém pensou em solucionar isso antes?”, pode se angustiar o leitor. O fato é que já se pensou, sim. Desde Sócrates, pelo menos. Tanto que o ato de filosofar surge, de certa forma, dessa premissa: a de observar, investigar e compreender toda a miscelânea de sentimentos que formam o Homem.

Evolução da espécie

Pensar e refletir a respeito de “o que é o amor”, “o que é a morte” e “por que eu não tenho um conversível”, entre tantas outras charadas, é uma prática que toca muita gente. Os questionamentos são naturais, fazem parte da nossa natureza, e a razão de nos perguntarmos é porque existe algo ali fazendo cócegas, causando certo incômodo… Só que de tanto refletir, algumas verdades vieram à tona. E saber lidar com elas foi essencial para a evolução da espécie. A coisa começou mesmo a ficar feia quando o Homem foi destituído do status de “o” ser superior do universo.

O primeiro a contribuir com essa questão foi Nicolau Copérnico, que jogou, digamos, o problema no ventilador quando provou que a Terra não era o centro do sistema solar. Em seguida, Charles Darwin nos apresentou a Teoria da Evolução, confirmando que nossas raízes nos ligavam, quem diria, aos primatas. E há pouco mais de um século Sigmund Freud desandou de vez o caldo ao descobrir o inconsciente e, com isso, afirmar que não somos exatamente donos do nosso nariz.

As três teorias acertaram em cheio o ego da sociedade. Com o espelho do Narciso arranhado, tomou-se consciência de que tudo poderia ser motivo de dúvida. Na insegurança e desorientação das massas, o capitalismo fez sua mágica. Além do coelho, tirou da cartola casas, carros, videogames, roupas e tudo o mais para nos desviar o foco das angústias. Porém, isso tudo não passa de uma forma de abstração, provoca o psicanalista Cláudio Cesar Montoto. Quando alguém fala que está em crise existencial, precisa descobrir qual o seu motivo. “Não há um sintoma nomeado como crise existencial, existem sim castrações de desejo no sujeito que o angustiam”, diz ele.

Por isso, muitas pessoas sentem dificuldade ao tentar definir a razão de estarem insatisfeitas com a vida. Como escreve o psicanalista J.D. Nasio no livro Um Psicanalista no Divã, os motivos de crise parecem ser muitos mas, no fim, possuem como denominador comum os distúrbios sexuais, os conflitos familiares e os problemas sociais no trabalho. Algumas pesquisas e generalizações só dão mais nós nessa questão com as ideias da “crise masculina dos 40 anos”, “a crise da meia-idade” e “a crise da mulher moderna com emprego”, entre tantas outras. “O importante é entender que a crise existencial é a defesa do sujeito contra seu próprio desejo”, diz Montoto.

Então, podemos entender que, se homens e mulheres possuem desejos diferentes, logo, as crises também se manifestam de raízes diferentes? Mas é claro! Não significa que todo homem vai entrar em crise na meia-idade, obviamente, mas que há consternações diferentes em cada gênero. Para Nasio, “a problemática da mulher é do querer, a problemática do homem é poder”. Com isso, desenvolve-se o conceito de que as angústias masculinas são relativas ao declínio de autoridade, da função paterna e toda virilidade investida. Ao passo que o mal-estar na mulher está mais ligado à questão do amor, do ciúme de possuir o parceiro somente para ela, medo da solidão e de ser traída.

Em resumo, entre solidão, aceitação sexual e problema familiar, a crise existencial nada mais é que um diálogo interno, sua autocrítica em comparação e relação a si mesmo e ao outro. Quem é o outro? Parentes, amigos, astros de TV e quem mais quiser entrar na roda. Por isso, constantemente nos questionamos “por que não tenho uma turma de amigos como a de Friends?”, “será que vou viver um amor como o de Brad Pitt e Angelina Jolie?” e “minha vida poderia ser tão repleta de aventuras como a do James Bond?”.

Eu sou o outro

Uma forma paralela de analisar a importância desse “outro” é quando ele fica oculto, à primeira vista, e o sujeito se compara a ele mesmo. Grosso modo, é uma forma de exemplificar uma das ideias de Jean-Paul Sartre. Tomado por muitos como um pensador negativo e pessimista, o filósofo é o representante maior do movimento conhecido como existencialismo, e ele faz sua contribuição – para o bem ou para o mal – quando diz que a existência precede a essência.

O estudioso de filosofia José Renato Salatiel retoma as teorias de Sartre para exemplificar nossas angústias: somos os únicos responsáveis por nossas escolhas na vida. Nascido rico ou pobre, alto ou magro, o que o sujeito vai fazer com isso, com essas características, é sua essência, e não é justificável atirar a carga para a natureza ou Deus. “Sartre joga o peso da responsabilidade para o próprio sujeito, e ele, sem ter para onde escapar e em quem botar a culpa de fracassos e projetos não realizados, naturalmente entra em crise”, afirma Salatiel. E defende que, ao chegar a determinada idade, é natural que “paremos para refletir em todas as nossas realizações e quais foram nossas escolhas”. Nessa retomada, encontram-se muitos desejos que ficaram de fora. Logo, a crise pode vir por consequência. Ele acredita que são essas desilusões que devem ser compreendidas e tratadas para se evitar – ou combater – a crise.

O doutor Freud, por sua vez, tinha uma outra forma de enxergar as crises: não acreditava na felicidade constante – imaginava, sim, que ela fosse como uma montanha-russa, cheia de altos e baixos, tudo regido pelo confronto do que ele nomeava como princípio do prazer e princípio da realidade. Logo, isso aponta para um universo onde todos os sujeitos passarão, uma hora ou outra, por processos de angústia e momentos de felicidade. Quando o momento feliz passa, sempre procuramos repetir aquela sensação. Como nem sempre é possível, a angústia se instaura e, quando não bem tolerada, a crise existencial dá as caras.

Contornar e sair dela exige paciência e tempo. Refletir, procurar o diá­logo e compreender que cada escolha tem o lado positivo pode ser uma forma de relativizar as coisas e enxergar a crise sem as lentes do exagero. Afinal, aprender a dar valor a esses pequenos detalhes contribuem na tarefa de humanizar cada sujeito. “A vida, tal como a encontramos, é árdua demais para nós; proporciona-nos muitos sofrimentos, decepções e tarefas impossíveis”, cravou Freud no célebre texto O Mal-estar na Civilização.

A todo momento somos bombardeados por informações e possibilidades de sucesso sem fim, que nem sempre conseguimos abraçar. Em algum momento, é natural cair na armadilha de se sentir incapaz. Essa constatação, na verdade, pode ser muito positiva. Ela leva o sujeito a repensar as coisas, amadurecer e buscar novas alternativas para a felicidade. Mas isso quando ele está disposto a enfrentar as mudanças que podem decorrer desses questionamentos, claro.

Vida menos ordinária

A arte e a busca pelo prazer podem ser formas mais positivas de contornar e compreender os problemas que nos deixam pensativos. Há quem pinte quadros, componha músicas ou mesmo descarregue suas frustrações no esporte para encontrar o equilíbrio sentimental.

“As satisfações substitutivas, tal como as oferecidas pela arte, são ilusões, em contraste com a realidade; nem por isso, contudo, se revelam menos eficazes psiquicamente, graças ao papel que assumiu a vida mental”, explica Freud. Woody Allen, Van Gogh, Clarice Lispector, Ray Charles e Fernando Pessoa são alguns artistas que transferiram e sublimaram suas dores existenciais por meio da arte. Allen, por exemplo, conseguiu transferir para seus filmes suas neuroses e sentimentos e enfrentá-los de forma divertida e inteligente.

No filme Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, a cena final mostra seu personagem dirigindo um ensaio tea­tral que retrata o sucesso de um relacionamento amoroso, após aquele vivido por ele ao longo do filme ter fracassado. Com o fim do diálogo, eis que Allen se explica ao púbico: “O que você quer? É minha primeira peça. Sabe, você sempre tenta fazer tudo sair perfeito na arte, porque na vida real é mais difícil”.

Para o psicanalista Montoto, são dois os pontos importantes para superar uma crise. Um: saber reconhecê-la. Dois: enfrentá-la. Todo mundo passa por uma ou várias crises durante a existência. E, se não passou, ainda há de passar. Mas a única forma de fazer com que ela deixe de dominar nossos pensamentos é descobrir e compreender o que está por trás dela. É preciso reconhecer que nossas escolhas sempre acarretam perdas, dúvidas e senões. “Todos nós temos desejos reprimidos e precisamos enfrentar sem medo a castração”, diz ele. Só assim conseguimos aceitar os deslizes da vida e perceber os questionamentos que se instauram como uma pulga atrás da nossa orelha. Porque é assim mesmo: mal encontramos as respostas e nossa mente já trata de ir atrás de formular outras perguntas.

Revista Vida simples,04/05/2017; O ato de questionar a vida pode trazer sentimentos ingratos e que põem na mesa dúvidas pertinentes | Crédito: iStock.

Transtornos Psiquiátricos & TDAH-Como Lidar Com Eles?

TDAHSão vários os transtornos psiquiátricos infantis.Depressão,ansiedade,fobia,bipolaridade,TDAH.
O TDAH hoje em dia muito relatado é um transtorno em que podemos perceber a ligação de comorbidades associadas. Comorbidades são doenças associadas a outras como as citadas acima que estão ligadas ao TDAH, também podem surgir outros transtornos conjuntamente com o TDAH como o transtorno de conduta e desafiador opositivo.

O TDAH(Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é neurológico, genético, afeta uma em cada 20 crianças em todo o mundo, é sabido que perdura até a idade adulta e diminui com o passar dos anos.Um transtorno sério, se não tratado pode arruinar a vida da pessoa em todos os âmbitos estudantil, familiar, social,profissio-
nal, financeiro, afetivo e pessoal.Pode ser desencadeador de outros transtornos como depressão, fobia, bipola-
ridade.

São 3 os tipos de TDAH- O Desatento/Desatento-Impulsivo/Desatento-Impulsivo-Hiperativo (físico e/ou mental)

Há 111a este distúrbio vem sendo pesquisado apesar disto muitas crianças e adultos ainda são tratados com negli-
gência, taxadas de preguiçosas, desatentas, teimosas, esquisitas, nervosas, bagunceiras.

As mulheres predominam o estilo desatento, os homens o misto.Para melhor identificar deve-se procurar o especialista para aplicar testes e fazer uma boa entrevista diagnóstica.Psiquiatra ou neurologista e psicólogo
A terapia medicamentosa associada a terapia Cognitiva é fundamental para o sucesso do tratamento.É importante saber que existem vários graus de TDAH desde o mais leve até o mais severo.

Para melhor entender o TDAH pode se dizer, como Ana Beatriz Barbosa Silva cita no livro, Mentes Inquietas, transtorno da inconstância.O TDAH é extremamente inconstante, sempre está começando algo novo, multitarefas que quase sempre ficam por terminar.Esse acúmulo de tarefas é uma das variáveis responsáveis pela exaustão mental
e a protelação tão comum nos portadores deste transtorno.Sempre deixando tudo para depois.

Podemos entender o termo déficit como instabilidade de atenção, o que ocorre com a função da atenção do TDAH é que se por uma lado ele é desatento por outro ele é hiperfocado no que toca seu interesse espontâneo.Dificil-
mente vão focar algo que não lhes desperta interesse.

A mente do TDAH reage automaticamente, tem dificuldade de conter impulsos, é um impulso sem filtro.Para muitos um exagerado!Quanta energia, tanto para detonar quanto para reerguer.Muita alegria, muita tristeza, muita fé, muito desespero.

A hiperatividade se mostra como um motor que gira sem parar tanto nos movimentos físicos como na mente.Quando crianças não param quietas, adultos não têm paciência com nada.A mente fica agitada, os 2 estágios vivem numa montanha russa, sempre atrás de estímulos novos o que ao mesmo tempo acelera e deixa-os agitados.A monotonia e a rigidez cansa o portador de TDAH.

A dificuldade de lidar com o sono é uma constante a ser verificada neste transtorno.

Para lidar com o transtorno TDAH :
-Leia e informe-se o máximo.
-Coloque-se sempre no lugar do outro.Respeite o o jeito do outro.
-Seja sincero,diga o que sente.Sua hipersensibilidade pode distorcer os pensamentos.
-Aprenda a dizer não.Pare de acumular tarefas e promessas.
-Pare de protelar.Faça uma agenda e um caderno de anotações.
-Fique sozinho por algum tempo.Organize seus pensamentos.Não crie problemas como válvula de escape, explique que sair da rotina ajuda esfriar a cabeça.
-Controle sua compulsão.Faça exercícios físicos e relaxamento.
-Esteja ligado aos seus pensamentos e sentimentos, lembre-se que vez por outra vai estar envolvido por impulsos sedutores contenha-se.
-Siga o tratamento medicamentoso e terapêutico com disciplina.
-Crie estratégia de enfrentamento conjuntamente com seus pares mais próximos.Informe essas pessoas sobre o transtorno TDAH.
-Seja humilde e aceite ajuda na organização, controle e responsabilidades nas tarefas que necessitam de controle financeiro, administartivo ou que você tenha dificuldade de lembrar.
-Concentre-se na sua vida para não se perder nos problemas dos outros.Lembre-se de manter o foco.
-Preocupe-se com horário, adiante o relógio, peça ajuda para controlar a tendência de se atrasar.
-Mantenha um local para guardar cada coisa faça de imediato para seu cérebro aprrender e evitar de esequecer e perder os objetos.
-Procure parceiros que goste de gente de preferência.

Muito importante nunca usar o transtorno como ganho secundário para atingir e obter benefícios.O portador de TDAH é extremamente criativo, brincalhão, inteligente e se tratado tem condições de se realizar e desenvolver suas potencialidades.

Projeto de monografia- TDAH

Na atualidade, encontram-se abundantes discussões a respeito do papel da família no desenvolvimento das crianças. Ainda cabe lembrar as inúmeras transformações pelas quais as configurações familiares vêm passando. Compreende-se, neste contexto, a importância dos papeis da família no desenvolvimento e na formação física, psíquica e social do sujeito.

Este estudo pretendeu discutir alguns aspectos relativos ao relacionamento das crianças com Transtorno de Déficit de Atencão/Hipecatividade com seus pais,assim como aspecros relativos à educação nessas farnílias. Segundo o modelo Ecológico Sistémico, todas as relações estão interligadas, refletindo e sendo-refletidas no ambiente em que se estabelecem. Dentro desse contexto, optou- se por enfocar as estratégias educativas utilizadas pelos pais dessas crianças, as relações que se. estabeleceram dentro das famílias de crianças com TDAH tendem a ser mais conflituosas devido ao stress causado pelo transtorno.

Os depoimentos dos pais corroboraram dificuldades apontadas na literatura no relacionamento e educação dessas crianças. Os pais afirmam claramente que dentre as maiores dificuldades que encontram, na educação dos filhos, está a de fazer com que eles cumpram regras e de estabelecer-lhes limites, sem que isso se torne um conflito constante.
Os pais buscam a melhor maneira de educar os seus filhos, passando a eles os valores e crenças que acreditam serem melhores e, para isso, urilizam-se das estratégias como um instrumento.
Ao educar os filhos, os pais e mães buscam com que eles desenvolvam competêncías que satisfaçam às necessidades do meio e da cultura em que se encontram inseridos. Compreendem-se dessa forma, a complexidade desse familiar, que está sobrecarregado pelo transtorno do TDA/H.

Os pais com filhos portadores de TDA/H, muitas vezes, encontram-se e, portanto, com dificuldade para utilizar as estratégias como as mais eficazes.
Dessa maneira, identificou-se a necessidade que esses pais apresentam de aí de orientação e apoio para darem conta das demandas que têm com essas crianças. Reforça-se a idéia, através deste estudo, da necessidade de um trabalho de rede que possa orientar o fortalecer essas famílias para as demandas do TDA/H. No caso desses pais, percebe-se o quanto necessitam de apoio, pois se mostram cansados nessa trajetória.

Uma maneira de possibilitar a melhora no relacionamento entre os pais e os fílhos com diagnóstico de TDA/H. Poderia se modificar a forma de chamar atencão dos filhos, buscando mais intervenções positivas do que negativas. Uma outra seria conscientizar esses pais sobre os benefícios de participarem de grupos de apoio,para que possam se fortalecer e trocar experiências com outras pessoas que passam por situações similares.

Quanto a hipótese das mães acharem que estressam mais que os pais não se confirmou.

Urge a necessidade de se oferecer suporte e orientação aos pais que possam avaliar as estratégias, procurando aperfeiçoá-las e, se for preciso, modificá-las em alguns aspectos para torná-las mais efetivas. Isso deveria ser realizado em conjunto com profissionais da área da saúde e educação,para o benefício das relações entre pais e filhos. Através da construção de novos conceitos e da promoção de uma melhor integração por meio de experiências,inclusive com outros pais, poderá favorecer-se uma promissora e, por que não dizer, prazerosa relação entre os pais e seus filhos portadores de TDA/H.

Parte do projeto de monografia-Conclusão.Terapia Sistêmica PUC/BH
Maria de Fátima Araujo Martins

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